domingo, 4 de junho de 2023

A NOSSA HISTÓRIA PÁTRIA

UMA REFLEXÃO DA HISTÓRIA PORTUGUESA


    No estudo da História de Portugal, as crónicas, os padrões e os grandes feitos dos antepassados, demonstram uma visão e um planeamento incomensurável na arte de navegar e ultrapassar as mais incríveis situações dos mares; mesmo na divulgação do conhecimento e na arte de negociar com povos desconhecidos, fomos pioneiros e com sucesso.


    Ora, os portugueses foram capazes dos maiores prodígios nas batalhas, nos mares e nas descobertas, mas sempre crentes na sua tranquilidade aparente. Foram capazes de atravessar o mundo e transpor o infinito da terra. Mau grado as guerras e tentativas de conquista dos franceses e castelhanos, os portugueses nunca se deixaram vencer no campo de batalha, apesar dos traidores que se vendiam ao inimigo.


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     A estrondosa derrota dos castelhanos na batalha de Aljubarrota, ocorrida em Agosto de 1385, onde estiveram frente a frente D. João I e D. Nuno Álvares Pereira por Portugal e João I por Castela, veio afirmar um bom período de respeito pelos portugueses; já no século XIV se veio a confirmar com a disputa dos mares e terras descobertas no horizonte das memórias marítimas, obrigando ao Tratado das Tordesilhas; embora nem sempre respeitado de parte a parte. Curiosamente, enquanto Portugal e Espanha se entendiam na partilha do produto recolhido nas terras descobertas, ingleses, holandeses, franceses, e outros promotores dos assaltantes e piratas, tentavam apoderar-se das terras descobertas pelos dois países ibéricos e do espólio dos navios assaltados. E foram muitos os barcos roubados e afundados pelos pretensos “piratas” ao serviço de poderosos países que enriqueceram com o fruto das descobertas e produtos comercializados pelos portugueses.  


   Portugal teve de se impor pela força e escorraçar os holandeses das costas do Brasil, de Angola e Timor, com apoio das gentes locais. Algumas vezes, negociando com os corsários e trapaceiros, nomeadamente com os que se acoitavam nas costas do norte de África, e mesmo nos portos do Algarve, onde acolheram parte dos corsários desertores dos barcos da pirataria financiada pelos ingleses e holandeses. Ora, isso permitiu que as frotas de barcos portugueses navegassem com mais segurança no estreito de Gibraltar e comercializassem com os mercadores de Ceuta.


    Os antepassados portugueses sempre souberam aplicar os conhecimentos para bem da humanidade; observando os efeitos dos ventos contrários nas velas das caravelas e naus, aperfeiçoaram as posições e dimensões das mesmas de modo a navegarem em contravento e evitarem grandes desvios da rota marítima. Inventaram e aperfeiçoaram novos instrumentos de navegação, meios de conservação de alimentos apropriados para grandes distâncias marítimas, distribuíram e ensinaram as populações a usar as sementes em terras férteis para terem colheitas mais proveitosas.


    Pelos resultados alcançados no tempo das descobertas, temos que admitir o quanto trabalho e estudo dedicado para organizar grandiosas expedições a terras tão distantes como a India, China, Austrália, Indonésia, Brasil e muitas outras terras onde ainda hoje se encontram vestígios linguísticos e tradicionais da presença dos portugueses. Nem a cobiça de outras nações, que lhes atrapalhassem os negócios e a apetência de conquistadores natos, os portugueses não desistitram de irem sempre mais além.


    A opulência dos faustosos negociantes de especiarias remanescentes na região de Lisboa levou a nação à perda de influência no mundo, acabando por ser ultrapassada pelos negociantes genoveses e pelos interpostos de comércio cartagineses, implantados no mar Mediterrâneo.


Ermesinde, 10 de Junho de 2000


Joaquim Coelho


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PIOR É O ENTREGUISMO


                      Celebrando o Dia da Pátria


 JPeralta


Pessoalmente sou de opinião que o imperialismo dos castelhanos não nos interessa. É problema deles. Já pagaram caro por isso. Parece que não aprenderam... É pena. Continuam e continuarão nossos irmãos. Cada um que cuide do que é seu. O que nos deve preocupar é o entreguismo dos "nossos". Hoje há muitos portugueses só de carteirinha...


Mas o que quer dizer "português de carteirinha?! Responda quem lê, se quiser. É muito sugestiva a expressão "O castelhano padece de insônia desde 18/06/1116"...


No entanto parece-me que as guerras de Portugal contra Castela, foram sempre defensivas. Quando atacamos foi como estratégia de defesa. Sempre reagimos às agressões, que foram muitas.


O espinho na garganta foi problema deles, não nosso. Que nos deixassem viver em paz. As guerras uniram-nos e fortaleceram-nos, apesar do alto preço e do sangue derramado...


Filipe II só entrou em Portugal pelos braços dos traidores mesquinhos. A última grande negociata traiçoeira foi nos Açores, na Ilha de São Miguel e na Terceira, onde até os franceses se venderam, deixando os ilhéus à própria sorte, muitos morrendo em incrível banho de sangue, pelo "crime" de apoiarem o legítimo herdeiro, Dom António Prior do Crato.


Felipe II, digo, Castela, entrou no trono de Portugal pela pior das portas: a porta de traição, do suborno, da pequenez e ganância de alguns patrícios.


Os Romanos também só dominaram a Lusitânia, por golpe baixo de traição, que derrubou Viriato... Felipe não herdou o trono português. Felipe apenas subornou os traidores.


Ele o "comprou" a quem não tinha legitimidade para vendê-lo. Subornou quem lho vendeu.  E não sei se o pagou, porque não estava à venda, e nunca esteve. Os traidores nunca foram donos.


O dinheiro que deu, deu-o aos judas de sempre. Estes nem têm moral para se enforcarem. Mas quarenta anos mais tarde, veio o troco. Sempre vem. Foi na batalha de Aljubarrota que os castelhanos aprenderam a respeitar a monarquia e um povo capaz dos maiores prodígios e todas as inovações.


Por trás dos fatos históricos há sempre uma outra história que às vezes não nos é dado a conhecer ou decifrar.


Para os portugueses conseguirem manter e garantir o seu País soberano, por quase nove séculos, precisaram de muita força estratégica, de muita competência, de muita generosidade, de muito patriotismo e amor à liberdade. Estamos, hoje, celebrando nove séculos de liberdade e competência.


O Português sempre foi um grande amante da liberdade. Por isso criou o primeiro País dos tempos modernos.


O Povo português é e sempre foi um povo muito especial, embora os "donos do poder" nem sempre o reconheçam. Bem o dizia Camões do prazer de ser Rei de tal gente...


Muitos povos olharam com cobiça para este belo pedaço de terra. Mas esta é a Nossa Terra. Ou como diria Camões:


ESTA É A DITOSA PÁTRIA MINHA AMADA.


Sei que dizer ou citar isto, para muitos, tem cheiro de patriotada.  E que isto me importa? Já passei dessa fase.


O poeta brasileiro, Casimiro de Abreu, dizia do Brasil:


 


"Todos cantam sua terra,


Também vou cantar a minha


Nas débeis cordas da lira,


Hei de fazê-la raínha."


 


Obrigado, Henrique da Fonseca, por me ter dado o mote para este texto com o qual comemoro, a meu modo, o Dia de Portugal.


São Paulo, 10 de Junho de 2009 


 JPeralta


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