terça-feira, 21 de março de 2023

Nova Ordem - Verdades e Mentiras

O Mundo em Perigosa Encruzilhada


Ponderação com Ideias Imparciais


Perante a epidemia tóxica da comunicação social, temos que estar atentos aos pormenores escondidos nas ambiguidades dos comentadores que todos os dias tentam justificar as perdas da qualidade de vida das populações, porque o resultado das decisões dos governantes europeus, na cega obediência ao tenebroso imperialismo americano, são catastróficas para a sobrevivência social da Europa e do mundo dito democrata.


Ora, analisando os escritos que vamos vendo e percebendo nesta contingência da “guerra dos mundos”, tendo como campo de batalha a Ucrânia, tentamos acautelar a verdade perante uma bem urdida teia de mentiras.


Do conhecimento que recolho, em colaboração com investigadores universitários sobre a evolução das estratégias da China, no domínio do desenvolvimento económico, tecnológico, militar, expansão global, social e financeiro, percebo que a sua implementação no mundo tem sido consequente e bem definida quanto aos objectivos. Atendendo ao miserável e cobarde comportamento dos governantes, ditos ocidentais, na subserviência à decadente hegemonia dos Estados Unidos da América, acredito na mudança para uma sociedade mais humanista, com governos mais virados para a melhoria das condições de vida das pessoas e menos para o domínio dos poderosos Bilderberg´s.


Pelos dados da história recente, à progressiva e metódica presença da China em todos os xadrezes da geopolítica, tenho esperança da derrocada dos mercantilistas americanos, tendo em conta as últimas falências bancárias e a sua volumosa dívida externa. O poderio chinês continua imparável e, por afinidade de interesses parciais, não deixarão de dar uma ajudinha à Rússia. Assistimos ao maior desafio de posicionamento estratégico político-militar-económico de todos os tempos; o antagonismo entre os blocos predominantes é sério e perigoso, mas tudo leva a crer que uma Nova Ordem, mais humanista, será implementada no mundo.


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Manobras antecedentes e guerras


As muitas “guerras” entrelaçadas


– pedregoso guia através do nevoeiro


por Alastair Crooke, ex-diplomata britânico


Temos agora um entrelaçamento de ‘guerras’ das quais, paradoxalmente, a da Ucrânia talvez seja a de menor importância estratégica – embora retenha um conteúdo simbólico significativo. Uma ‘bandeira’ em torno da qual as narrativas são tecidas e o apoio reunido.


Sim, há nada menos que cinco ‘”guerras” sobrepostas e interligadas em andamento – e elas precisam ser claramente diferenciadas para serem bem compreendidas.


Estas últimas semanas testemunharam várias mudanças marcantes: A Cúpula de Samarcanda; a decisão da OPEP de reduzir a produção de petróleo dos países membros em dois milhões de barris por dia a partir do próximo mês; e a declaração explícita do presidente Erdogan de que “Rússia e Turquia estão juntas; trabalhando juntas”.


Aliados fundamentais dos EUA como Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Índia, África do Sul, Egito e grupos como a OPEP+ estão dando um grande passo em direção à autonomia e à coalescência de nações não ocidentais em um bloco coerente – agindo de acordo com seus próprios interesses e fazendo política ‘do seu próprio jeito’.


Isso nos aproxima do mundo multipolar que a Rússia e a China vêm preparando há vários anos – um processo que significa a “guerra” de desacoplamento geoestratégico da ‘ordem’ global ocidental.


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NOTA de notícia LUSA:


A Rússia advertiu esta segunda-feira que as “provocações” da NATO, que acusou de aumentar consideravelmente a sua presença junto às fronteiras russas em 2021, podem desembocar num conflito militar.


“Recentemente, a Aliança Atlântica passou à prática das provocações diretas, o que envolve um elevado risco de escalada num conflito militar”, declarou Alexandr Fomin, vice-ministro da Defesa russo, durante uma reunião com adidos militares e representantes de embaixadas estrangeiras.


Deu como exemplo que o contratorpedeiro britânico Defender estava a ser escoltado por um avião de reconhecimento norte-americano RC-135 quando entrou em águas territoriais russas em junho passado, ao largo da Crimeia.


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Seguem-se Apontamentos de pessoas com credibilidade e conhecimentos altamente importantes:  


Jose Luiz Costa Sousa


20-03-2022· 


COISAS UM POUCO AO CORRER DA PENA SOBRE A GUERRA DA UCRÂNIA


O Tribunal de Haia emitiu há dois ou três dias atrás, por ordem secreta do País Deus do Mundo conhecido, o qual País nem sequer reconhece a competência de tal Tribunal, e do seu senilâmbulo, quiçá funâmbulo Presidente, o Joe, o Bidé, um mandado de captura contra o Presidente Vladimir Putin, não por alegados crimes de guerra anti humanidade na Ucrânia, mas, baseado no pretexto duma suposta transferência de 400 crianças ucranianas para a Rússia.


Importa relevar que os Presidentes de quaisquer países estão ao abrigo do estatuto de imunidade internacional, por serem a expressão viva e os representantes da soberania e independência dos seus países.


Este mandado é, pois, ilegal e ilegítimo, é um de facto mandado de captura da soberania e independência da Rússia, coisa caricata, mas o TI não obedece ao direito internacional, obedece sim e apenas às ordens dos seus donos internacionais, os donos do mundo, os donos das corporações económicas mundiais e do seu país sede principal, os coisos.


O Presidente V. Putin, por ter cometido o inaudito desaforo, a insolência e a não obediência, seja, o incrível sacrilégio político de não se ter submetido, em termos feudais, a si e à Rússia aos EUA, antes pelo contrário, ter defendido e defender a Rússia contra a hegemonia e a total subserviência política, militar, cultural, económico financeira e do pensamento aos EUA...


... V. Putin foi, pois, com este mandado condenado à morte ou prisão perpétua, pelo Tribunal da Inquisição de Haia, em nome da religião do político correccionismo e do servilismo devido àquela Superpotência privativa das judiarias Bilderberg´s, tal como foram igualmente condenados, no passado recente, outros grandes e pré fabricados marmanjões e vilões internacionais, Saddam Hussein/ enforcado, Muamer Gadaphy/ fuzilado, Slobodan Milosevic /envenenado, AL Hassad / escapado, etc…


A partir de hoje, se V. Putin sair um milímetro fora das suas fronteiras ou de países amigos, com a cabeça a prémio como tem já, será caçado impiedosamente, por caçadores de cabeças ou prémios, vivo ou morto, por “fast” pistoleiros, vindos directamente dos westerns do John Wayne, ou pelos SEALS ou SAS, os que apanharam o fantasma do Osama Bin Laden, isto, por todo o planeta, sistema solar e via Láctea em geral.


Este mandado de captura é um dos maiores insultos e agressões político diplomáticas até hoje cometidas pelo Ocidente colectivo contra o País e a Nação Russa, e como tal, assim será entendida pelo povo russo, na sua maioria.


A guerra na Ucrânia é uma guerra total, definitiva e irreversível dos EUA e judites Bilderberg´s contra a Rússia, para a destruírem “ad eternum”, em termos políticos, militares, económico financeiros e geograficamente, como fizeram à Jugoslávia, desmembrando-a em dezenas de micro repúblicas a dependerem da Superpotência Bilderberg, não via potência regional da EU/ Alemanha, mas sim, via Polónia, a sua nova serva e fidelíssima potência regional em gestação, e em alternativa à EU/ Alemanha, menos fiáveis estas e mais afastadas das fronteiras da Rússia e euro asiáticas centrais, o que implica a efectiva nulificação política da EU e Alemanha, no novo contexto político imperial referido, que é o futuro já a acontecer.


Esta é a guerra em curso com estes objectivos, concebida e pré planeada, militar, científica e politicamente ao longo de mais de 15 anos, em particular de 2013 a 2022, em termos de força e dispositivo político militar, que foi sendo implementado gradualmente, passo a passo, inteligente, sub-reptícia e quase invisivelmente, no território da Ucrânia, desde 2013.


A guerra na Ucrânia, tal como antes a pandemia COVID, e antes o aquecimento global, está omnipresente 24/7/30/365 dias por ano, em todos os meios de comunicação social, estando estes em cumprimento do exercício pleno da sua sagrada missão de lavagem industrial dos cérebros da Humanidade inteira, para lhes criar e consolidar a opinião de que as culpas da guerra são, única e exclusivamente, da Rússia e do seu Presidente V. Putin, e para inocentar, angelificar, santificar, serafinizar e querubinizar os EUA, NATO, UE e Aliados…


… e, sobretudo, a sua Ucrânia, a maior vítima desta guerra dos EUA, terra de territórios e de 18 milhões de gentes mártires, pura carne para canhão… tudo em nome do 1º Império Mundial, Nova Ordem Mundial, Governo Único Mundial, etc... já em construção, liderado pelos EUA, em nome das suas elites mandantes, as judites Bilderberg´s.


Vivemos todos, pois, literal e permanentemente, dentro da guerra da Ucrânia, com todos os canais de TV e seus comentadeiros, pagos desde o início a milhões, a debitarem-nos 24 horas por dia propaganda e contra informação anti Rússia/ V. Putin, em beatificação dos EUA/NATO EU e Ucrânia…


… em consequência do que, somos todos ucranianos de cores e coração e anti Rússia por convicção e saberes da televisão, tudo por obra e graça dos sagrados e santificados EUA dos Bilderberg´s, como tal, respiramos, sentimos, vivemos, morremos, sofremos e rejubilamos todos em ucraniano…


… e somos todos gloriosa e heroicamente anti Rússia e anti Putin que, como diz a lavagem ao cérebro dos média, é o País e Presidente vilão, agressor, invasor, assassino anti humanidade, o País e Presidente a abater, em nome da liberdade, justiça, verdade, democracia e por aí fora… e em nome de Deus, representado na Terra pelos EUAB, Estados Unidos da América e dos Bilderberg´s, sendo o seu Padrinho ou PAPA o seu Presidente, o inenarrável Joe Bidé, ou outro qualquer que lhe suceda.


A guerra da Ucrânia, inesgotável em vidas eslavas, continua todos os dias e noites, imparável, a chacinar centenas ou milhares de homens jovens russos e ucranianos, a meio com civis de todas as idades… ninguém sabe ao certo quantas vidas foram já criminosamente assassinadas pela guerra, dizem que centenas de milhares, dum lado e do outro…


Os média ocidentais, eufóricos e vitoriosos, reportam num dia que hoje foram mais de 1000 russos mortos em Bakmut… e jubilosos, logo botam foguetes e fogos de artifício, e ontem 400 ou 500 … e ucranianos quase nenhuns, pouco menos ou mais … quem sabe…


A opinião pública ocidental vibra, entusiasma-se, felicita-se, congratula-se e auto incensa-se com estas vitórias das armas e munições ocidentais e das mortes das vidas ucranianas, contra as vidas dos malditos russos, invasores ditos não provocados… quando na realidade o foram de facto, por mais de 8 anos... 2013 a 2022..


Será que é possível a humanidade em geral ser isto… e apenas isto… uma humanidade que vive, respira, alimenta-se, sonha e orgasma-se apenas e só com guerras sobre guerras, milhões de humanos chacinados sobre milhões já trucidados… a cada dia que passa…


… somos o único ser vivo que se chacina continuamente, por mais poder e mais riqueza de simples minorias insignificantes, que ninguém conhece, nunca vão à guerra, estão nas protecções das suas judiarias bancárias, e que a maioria de nós nem sonha e nem acredita quem são, neste caso, os tais de bilderberg´s, nova cara de gentes mais antigas do que a própria antiguidade, gentes que são como as baratas, sem ofensa a tais inofensivos insectos, sobreviveram através da História a todos os cataclismos e à própria História.


JOSÉ LUIZ DA COSTA SOUSA


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NOTA de Joaquim Coelho, Autor do Blog:


Prezado Amigo Comandante José Luiz, mais uma explícita lição de "geometria da guerra na informação" que muita gente não entende ou já sofre da epidemia tóxica da comunicação social. A qual merece ser divulgda.


Jose Luiz Costa Sousa – Relatório


em 19-01-2023



  1. Este Novo Ano está já aí a correr as inevitabilidades das suas circunstâncias, do seu tempo histórico, dos seus mais relevantes eventos e, sobretudo, as inconsequências e consequências da generalizada maldade política humana, hoje prevalecente no Mundo e, muito especialmente na Europa, cada vez maior que jamais d´antes, como adiante no tempo se verá, maldade vestida e revestida de nauseativos fingimentos e mentiras, em que os maus e os vilões, pretendendo sempre ser os bons, usam dos seus órgãos de comunicação social em massa, para se endeusarem em infinitas bondades e humanidades, enquanto as suas vítimas são vilificadas, demonizadas, humilhadas e arrastadas para guerras, onde são física e politicamente terra queimadas, e tornadas culpadas de todos os males, sem de facto o serem, e tudo com falsidades disparatadas, para o efeito inventadas, ou em factos distorcidos baseadas.


Em questões de geopolítica, a mais das vezes, o que parece não é e o que é nunca o parece, é tudo arte da ilusão, da mentira pura e dura, da hipocrisia elevada à enésima potência… dela só se sabe, que tudo o que pela mesma é dito ou comunicado, não é semelhante a tal, e que, no mínimo, será o seu contrário, ou pior ainda.


Em 2023 a tragédia maior da Europa e do Mundo é e continuará a ser, cada vez mais, a guerra que tem como teatro operacional o território ucraniano e, como combatentes, os povos das suas duas vítimas principais, os ucranianos e russos, dois povos irmãos, que se estão a chacinar mútua e acefalamente, forçados por potências que lhes são exteriores, porque lhes ambicionam os territórios e os riquíssimos recursos naturais, assim como buscam avidamente destruir-lhes e desmembrar-lhes os respectivos países, para os absorverem pela NATO e UE, depois de divididos em indefesas micro repúblicas, para deixarem de constituir obstáculos à manutenção das hegemonias mundiais e outras coisas que tais, objectivos maiores dos EUA, servidos e seguidos nesta demanda, cegamente, pela NATO e pela UE.


Os objectivos da guerra que corre na Ucrânia são, pois, estes e apenas estes, o resto é conversa para boi dormir, como dizem os brasileiros.


O contexto político militar em que tal guerra decorre, que conheço muito bem, por muitas e variadas razões, é complexo e de difícil compreensão real, para quem não tenha seguido e compreendido, politica e militarmente, todo o processo da guerra e pulverização da Jugoslávia, de 1991 a 95, que a dividiu em sete Repúblicas anãs, e os seus porquês e para quês, a implosão política da ex URSS em 1991, tudo seguido pelo processo de expansão da NATO em direcção às fronteiras imediatas da Rússia, iniciado pelo Presidente Clinton em 1997, contra os compromissos assumidos pela dupla NATO/EUA em 91 para com a Rússia, e que veio a integrar todos os países da Europa Oriental, saídos da ex URSS, excepto a Ucrânia, Geórgia, Moldávia, Bielorrússia, e, ainda e sobretudo, o “golpe de estado” concebido, planeado, financiado e executado pelos EUA na Ucrânia, de Dez2013 a Mar2014, o qual instalou um “governo dos EUA” na Ucrânia em Mar2014, a que se seguiram oito anos de instalação militar e política, dissimulada e contínua, da NATO e dos EUA dentro da Ucrânia, com a finalidade de a transformarem numa plataforma territorial avançada, sobre as fronteiras comuns com a Rússia, para a atacar e desmembrar, oportunamente.


Em Dezembro de 2021, a dupla EUA/NATO considerou que era chegado o tempo de avançar para a fase da confrontação militar indirecta contra a Rússia, para a vencer, desmembrar e absorver, usando a Ucrânia como mero instrumento ao serviço daquele objectivo, ao fazer daquele país seu mercenário, e do seu território e povo, pura terra e carne para canhão da NATO/EUA, e essa é a situação em curso, desde Fevereiro de 2022… data de início da “invasão” da Rússia.


Nesse tempo a Rússia, depois de três meses de mil e uma diligências político diplomáticas e ultimatos, de Dez2021 a Fev2022, para que a NATO e os EUA não integrassem a Ucrânia na NATO, e para retirarem o seu dispositivo militar ofensivo anti Rússia da Ucrânia, e tendo apenas obtido respostas inaceitáveis, “insultuosas mesmo”, a Rússia ficou sem opções que não fosse o assumir imediato da sua defesa militar, preventivamente mas já “in extremis”, executando uma “operação especial”, iniciada em Fev 2022, com o objectivo de “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia, ou seja, fazer sair/ recuar para longe das fronteiras imediatas da Rússia (fora da Ucrânia), o dispositivo militar ofensivo anti Rússia instalado na Ucrânia, guarnecido por “carne para canhão” deste país, actuando já, repete-se, “in extremis”, e em legítima defesa da sua segurança existencial e nacional.


Surpreendentemente, a Rússia revelou-se militarmente impreparada, incompetente e continua a sê-lo até hoje, na concepção e execução da melhor modalidade de acção e manobra para os fins militares e políticos a atingir em sua defesa, sendo notória a fraca qualidade dos seus quadros militares, desde o topo da hierarquia até aos mais baixos escalões… tendo apenas como atenuante, o facto do “inimigo real” no terreno não serem os ucranianos, simples peões não pensantes, mas sim a NATO e o Ocidente colectivo em bloco.


Sendo eu militar profissional, e seguindo desde sempre os desenvolvimentos das potencialidades das Forças Armadas da Rússia, tinha delas um conceito muito elevado, em termos de todos os equipamentos e dos mais diversos tipos de sistemas de armas, etc… e também da sua instrução, treino e prontidão operacionais, assim como das suas qualidades militares, etc… e, face ao quase colapso das mesmas na Ucrânia, não me encontro explicações…


A direcção política da “operação especial” na Ucrânia, no particular das nomeações e desnomeações contínuas dos seus Comandantes, por alegada incompetência, revela um desnorte inexplicável do Comandante em Chefe das FA´s Russas, o Presidente V. Putin, e contrariam todas as regras que eu conheço… tendo chegado agora, ao inacreditável ponto, do Presidente V. Putin ter determinado ao seu General, Chefe de Estado Maior General das FA´s da Rússia, Valery Geramisov, função que desempenhava há mais de 10 anos, para deixar o cargo e avançar para a Ucrânia comandar a “Operação Especial”, onde substituiu o prestigiadíssimo veterano das guerras da Chechénia e da Síria, o General “Armagedeon”, no cargo há apenas uns quatro meses, que foi funcionalmente despromovido e passou a ser o 2º Comandante do General Geramisov.


Ou algo invulgar poderá estar na iminência de ocorrer, como por exemplo o uso de armas nucleares, ou é ainda uma última tentativa de resolver a guerra na Ucrânia sem o recurso ao uso de tais meios… e depois se verá… enfim, esta situação não augura nada de bom…


… se o mais sénior dos generais russos, o General Geramisov falhar, usando apenas os meios convencionais como até agora, o que é provável, pois é óbvio que a razão do insucesso da acção militar da Rússia já não é uma questão de generais ou mesmo de meios… mas sim de algo mais complexo…


… restará à Rússia prolongar a guerra em circunstâncias cada vez mais difíceis, diria mesmo impossíveis, pois o Ocidente colectivo está a subir o patamar da guerra convencional para níveis muito mais letais, com novos carros de combate alemães, ingleses e americanos, novos sistemas de defesa anti aéreos de médio alcance dos EUA e Israel, os Patriot e outros, etc …


… nesta circunstância restará à Rússia retirar da Ucrânia, no todo ou em parte, isto é, com ou sem Crimeia, Donetsk e Lugansk… o que é sempre uma derrota militar da Rússia e o fim político de Vladimir Putin e do seu governo… e, consequentemente, será o fim da Rússia, pois a NATO e os EUA, continuarão a explorar o sucesso até atingirem esse objectivo final.


Resumindo, estas fraquezas das Forças Armadas da Rússia são já inultrapassáveis, poderão melhorar o desempenho, mas não vão resolver a guerra, com meios clássicos, e a via diplomática exigirá da Rússia, sempre, condições de rendição, para esta, inaceitáveis.


Digamos que a Rússia está a mostrar ao mundo, com a nomeação do seu último General para a Ucrânia, que quase esgotou o seu potencial relativo de combate convencional, e que já só lhe restam duas opções:


- a vida ou a morte, sejam, o uso de meios nucleares ou a rendição sem o seu uso…


Aqui chegados, a Rússia demonstrou e continua ainda a demonstrar, que os EUA/NATO/EU colocaram já em causa a sobrevivência do Estado da Rússia e a segurança nacional e existencial da Federação da Rússia, e que esta cumpriu e esgotou todo o conjunto de acções político diplomáticas e militares convencionais em sua defesa, mas sem sucesso e que, nos conformes da sua política oficial de segurança nacional, tem o direito e o dever de usar meios nucleares em defesa da Rússia e dos seus povos… contra a NATO e EUA.


É este o quadro político militar, do presente e do futuro imediato, que o ano de 2023 parece apresentar à União Europeia e ao Mundo…


A situação actual do Mundo e, em particular, da Europa, neste momento, é gravíssima… e foi e é a política expansionista contra a Rússia, dos EUA e da NATO, que a ela nos conduziram…


… quanto à União Europeia… em termos desta e outras geopolíticas esta foi e é nada e ninguém… é escrava total dos objectivos dos EUA… e nada pode fazer para os contrariar... excepto obedecer cegamente… ou o Tio Samuel sanciona… e dá tau, tau...


A Rússia entretanto, nestes últimos dois meses, colocou já os seus ICBM´s móveis Yars fora das arrecadações e estacionamentos cobertos, (mísseis intercontinentais com alcances de mais de 10.000 kms), e posicionou-os em situação de trânsito e prontidão operacional imediata, os ICBM´s em silos estão sempre prontos, o submarino nuclear Belgorod está já algures nos oceanos, armado com um 1º conjunto de “torpedos nucleares” Poseidon, únicos no mundo, e um outro novo submarino nuclear está também por aí com 16 mísseis nucleares “Bulava”, etc… e entraram recentemente ao serviço, há menos de dois meses, bombardeiros pesados de longo alcance supersónicos, armados com mísseis hipersónicos com capacidade nuclear de mais de 2.000 kms de alcance, os Khinzals… a tríade nuclear russa está pronta a intervir operacionalmente… aparentemente basta carregar no botão…


… estão pois reunidas duas das condições para que o fim da humanidade se realize, nos conformes das ambições das elites globalistas ao que parece, e que são:


- 1ª A NATO e os EUA colocaram, mantêm e estão a agravar a situação de iminente perigo existencial da Rússia em termos de guerra clássica,


- 2ª A Rússia tem o dispositivo da sua tríade nuclear em posição, armada com os mais modernos mísseis nucleares super, hipersónicos e outros… falta carregar no botão…


… e falta, sobretudo, a decisão e a vontade política e humana para carregar no dito botão…


… e aqui entram os bruxos e adivinhos… será que sim ou que não… quem sabe… 2023 vai responder a esta e a outras questões… desejo que a resposta seja a do Bem e salvação da Humanidade.


Que Deus ilumine os fdp que conduziram a Humanidade a este inacreditável pré-Apocalipse… e esses fdp… na realidade não são, nem a Rússia, nem os EUA, nem a NATO, nem a pobre coitada da zé ninguém UE nestas questões…


... as únicas e exclusivas culpadas são as eufemisticamente designadas elites globalistas… velhas donas e senhoras do mundo… que andam por aí com carapaça de Bilderberg´s.


José Luiz da Costa Sousa


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INTRODUÇÃO duma entrevista:


O major-general Raul Cunha. sabendo que será alvo de bojardas pelo que defende, não se remete ao silêncio perante as críticas públicas de que tem sido alvo… responsabiliza a NATO pela guerra na Ucrânia, rejeita que Vladimir Putin queira alargar um império russo e defende que a realidade não é a preto e branco.


“Esta malta gosta pouco de ouvir opiniões contrárias. Aqui é um bocado assim. O pensamento único está a imperar neste momento. É uma coisa assustadora. É preciso um gajo ter cuidado com o que diz”, diz o militar na reserva em entrevista ao Setenta e Quatro.


Raul Luis Cunha


25-08-2022


Chamo a atenção para este 'post' maravilhoso do meu Amigo Carlos Branco, em que me revejo em quase tudo o que escreve (sobretudo nas suas referências aos "quejandos"), apenas com as naturais diferenças nas nossas carreiras (e em termos operacionais também comandei e convivi com quadros militares russos e ucranianos, contrariamente a muitos dos "entendidos" que agora pululam pelas TVs).


Uma leitura que é obrigatória para qualquer pessoa com um carácter são e honesto e que ainda tenha honra, dignidade e repúdio à mentira e falsidade que campeiam nos ecrãs:


"Carlos Branco, major-general e comentador


25-08-2022


Uns esclarecimentos aos Burnays, Nogueiras Leites, Condes Rodrigues e quejandos,


- Não fui na mala do Durão Barroso para Bruxelas,


- Não vivo das senhas de presença em Conselhos de Administração,


- Não fui membro de um partido e integrei um governo de outro,


- Não fui nem pretendo ser secretário de Estado,


- Não tenho descendentes a trabalhar em organizações internacionais,


- Não simulei lesões em serviço para ser considerado deficiente das Forças Armadas,


- Não fiz reconstituição de carreira,


- Não busco prebendas, nem ambiciono integrar comissões, sejam elas de reflexão ou de outra coisa qualquer, aquele colinho que a proximidade com o poder proporciona,


- Não integro, nem ambiciono integrar as elites que nos conduziram ao estado calamitoso em que o país se encontra,


- Não plagiei nem falsifiquei documentos a dizer que tinha recebido prémios que não recebi,


- Não integro obediências,


- Não vivo de esquemas,


- Não minto, não confabulo, nem invento factos,


- Fui durante três anos responsável pela cooperação militar da NATO, em particular com a Rússia, Ucrânia e Geórgia,


- Privei profissionalmente com segmentos importantes das elites militares desses países, alguns reformados outros bem ativos neste conflito,


- Estive em operações de paz, quando havia guerra, não depois de se terem assinado acordos de paz,


- Ensino resolução de conflitos internacionais há mais de duas décadas, e tenho obra publicada sobre a matéria,


E já agora, ficam também a saber que, apesar das consequências, quando determinados princípios éticos foram colocados em causa, não receei:


- Quando era capitão, queixar-me do meu superior hierárquico, levando à sua condenação pela justiça militar,


- Como oficial general renunciar a um cargo por ter um diretor incapaz, que ainda anda por aí,


Mais um esclarecimento.


- Sou o único oficial das forças armadas portuguesas que ocupou três funções internacionais por concurso internacional, duas de alta direção. Não me sabujei a ninguém para lá estar.


Fiz cedências ao longo da vida?! Fiz, mas as necessárias e suficientes para sobreviver. Não vendi a alma.


O que é que isto tem a ver com a Ucrânia e os ataques que os acima referidos me fazem? Tem tudo!


Não milito em nenhuma causa. Apenas procuro perceber os acontecimentos com a isenção possível. Decido de acordo com o conhecimento adquirido no terreno e com a minha consciência. Não pela conveniência ou pela subserviência ao politicamente correto, ao que está a dar, ou porque essas tomadas de posições me possam vir a prejudicar, ou afetar a minha “carreira”. Sou um homem livre.


Muitos dos acima referidos estariam a dizer o oposto se isso fosse conveniente para as suas “carreirinhas”. O colinho proporcionado pelo poder é tão bom. A babuje e a bajulice. São muito ecléticos nas suas convicções.


Estou muito longe de subscrever as ideias políticas de Vladimir Putin e do regime que está no poder na Rússia. Mas isso, não me leva a subscrever a ideologia proto nazi e xenófoba do regime ucraniano. Não participo em campanhas de revisionismo histórico. Não posso associar-me a quem há um ano acusava Kiev de despotismo, torturar opositores políticos, corrupção, “Panamá papers”, etc., e passados seis meses glorifica Zelensky e o transforma num herói impoluto.


Por onde andaram os iluminados acima referidos? em que guerras estiveram? Custa ver uma coisa durante o dia, a ser contada ao contrário à noite nos telejornais. Mas apesar de não terem visto nada durante o dia, engolem tudo o que lhes contam durante a noite, e só têm certezas (convenientes) que defendem até ao último ucraniano. Heróis do ar condicionado, com o computador ao colo e snacks ao lado sabem tudo, sem nunca terem visto nada. Bolçar diabretes contra mim não os engrandece nem os torna gente crescida. Muito pelo contrário. Não passam de lumpen engravatado."


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sexta-feira, 10 de março de 2023

Controlo de Preços, Já!

Sinto-me roubado


quando entro num supermercado português


Henrique Raposo  -  09 MARÇO 2023 10:37


É revoltante entrar num supermercado português e ver o preço dos champôs e outros produtos de higiene, sobretudo porque compro numa app espanhola os mesmos produtos por uma fração daquele preço; é revoltante ver o preço dos alimentos, sobretudo porque pego no WhatsApp, falo com familiares e amigos em Espanha ou na Noruega e chegamos todos à mesma conclusão: algo está radicalmente errado nos preços em Portugal


Sei que não estou sozinho nesta sensação: o consumidor português sente-se roubado quando entra num supermercado; sente que alguma coisa não está bem e que a história da guerra, da pandemia e da inflação está a ser esticada de forma ilegítima ao longo da cadeia de produção e distribuição. Será que esta sensação ou perceção está correta?


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POS-SCRIPTUM


Mesmo atentos, estamos sendo enganados com os estratagemas da ladroagem organizada pelos poderosos detentores das cadeias de distribuição nos Supermercados e nas farmácias. E porquê?


Ora, as principais instituições de fiscalização são dirigidas pelos lacaios e “servidores” manboys dos gananciosos capitalistas “donos disto tudo”. Não tenhamos dúvidas desta realidade; basta ver que mais de um ano depois de darmos conta da subida dos preços sem controlo, vem agora a ASAE destacar 38 “brigadas” para fiscalizar as lojas dos supermercados, quando existem mais de 3.420 lojas em Portugal. São medidas para fiscalizar aos “bocadinhos”, enquanto os consumidores continuam a ser roubados descaradamente.


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Tenho dado conta de aumentos a 100% em muitos produtos, sendo que a maioria ultrapassa os 50%, no espaço de um ano. Mas que merda de poderes têm os responsáveis governamentais para controlar estes desmandos? Será que não estão interessados em travar estes criminosos abusos? Assim não vamos lá…


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quinta-feira, 9 de março de 2023

A Abominável Cultura da História

     Resultado do "Facilitismo" no Ensino


    A onda selvagem do “modernismo” fundamentado na mediocridade duma sociedade em decadência mental e cultural, com base na cultura rasca e no pragmatismo odioso de tudo que sustenta a razão existencial de uma Nação, de uma Pátria, de um Povo, parece alastrar por aí como fogo em fúria. Talvez, por carência de cultura criativa, de formação das pessoas com capacidade produtiva e visão do ensino inclusivo numa sociedade que sustente os valores fundamentais dos direitos e deveres dos cidadãos, livres dos preconceitos odiosos e depreciativos dos feitos grandiosos dos nossos antepassados, ainda existam espaços de debate sério, capaz de expurgar os malefícios do ensino para o “facilitismo” que os ditames da vida não consentem.


    Olhando o panorama produtivo deste tempo sombrio e cheio de incongruências, vemos a cultura a definhar, por falta de capacidade intelectual dos mentores da nossa praça; promoção de temas musicais e poética duma pobreza inqualificável; meios de diversão como autênticos antros de promiscuidade, onde se fomentam os vícios das drogas e dos encontros de parceiros em sessões de sexo selvagem e violento; nas noites de convívio sem lastro de amizades partilhadas, alastram os confrontos físicos em forma de desforra ou ajuste de contas, onde as matanças são um perigo crescente e sem controlo.


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    Mas, o que mais me incomoda é a falta de respeito pelo nosso passado e pelos feitos que sustentam os valores duma Pátria milenar que muito contribuiu para o desenvolvimento do mundo. É ver gente, tendencialmente maldosa, sem qualquer valor intelectual e produtivo para o bem estar dos cidadãos que merecem respeito e sossego numa sociedade inclusiva e igualitária que valorize a amizade, o respeito pelas diferenças e o bem estar colectivo, em vez de fomentar o odioso e as disputas com aparências enganadoras, cheias de preconceitos e vícios nocivos. Em conclusão: o extremismo cultural é fomentado por quem nada produz e nada acrescenta ao que já existe.


    O texto que segue, de forma irónica, é mais uma tentativa de combater este mal pernicioso que alastra por aí e que devemos conter com cuidadosa precaução.


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A “ominosa” Praça do Império


    Vão por aí raios, coriscos e trovões a propósito da Praça do Império e dos seus brasões "colonialistas". O pensamento vanguardista exige que a praça mude de nome e que se retirem os brasões, sejam eles feitos de buxo ou reproduzidos por pedrinhas da calçada à portuguesa.


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   Pelo que me respeita, o que eu tenho a dizer é que sempre tentei respeitar o pensamento dos meus semelhantes, por muito que ele possa diferir do meu. Por isso, compreendo muito bem que os anticolonialistas queiram modificar a praça e suprimir os brasões.


   Dito isto, o que eu mais gostava era que este pensamento pudesse ser levado ao seu grau máximo de coerência. Analisados os pressupostos desta lógica, chegaremos à conclusão que o presente e todas as suas realidades se deva substituir ao passado e a todas as suas infâmias.


   Não se vê motivo para travar o pensamento iluminado, a meio do seu caminho intelectivo. O mosteiro dos Jerónimos, bem vistas as coisas, também está a mais e é um ultraje. Recorda os tempos ominosos em que Portugal foi clerical e monárquico. Ora, isto não pode ser! O presente, todo ele validamente laico, exige que esta lepra da ilusão religiosa e do poder concentrado sejam raspados com a telha do bom senso.


   Portugal falhou deploravelmente o seu Destino e a sua História. Olhe-se bem para esse Portugal português do nosso tempo. Que vergonha! Um país do século XXI coalhado de ermidas, igrejas, conventos, mosteiros! Pode lá ser! Apliquemos a todo o Portugal o sabão da fúria com que se pretende retirar da Praça, vergonhosamente chamada do Império, os brasões "colonialistas"! Abaixo as igrejas! Destruam-se os mosteiros e as ermidas! Pode lá tolerar-se que num Portugal lavadinho e modernaço sobrevivam estes lixos de épocas obscurantistas. Pode lá conceber-se que exista em Portugal uma Torre dos Clérigos, um mosteiro do Lorvão e da Batalha, uma Torre de Belém, evocando os inícios desse deplorável colonialismo. Os Poderes Públicos deverão agir prontamente, decretando para muito breve a lei do camartelo para aquilo tudo.


   Mas há mais: a própria Cultura Portuguesa necessita imperativamente de correções "joacínicas", de surtidas antirracistas, carecendo e suplicando um banho lustral de desalienação. Pode lá admitir-se que se possam ensinar nas escolas poesias e prosas tão reacionárias como "Os Lusíadas", de um tal obscuro Camões, como a "Peregrinação”, desse mentiroso compulsivo, que dava pelo nome de Fernão Mendes Pinto, como a Carta de Pero Vaz de Caminha, como a "Mensagem" desse badameco imbecil chamado Fernando Pessoa! Pode lá tolerar-se que se diga, em fraseologia sem suporte dialético e sem largueza de apreciação, que um jesuíta palavroso como o Padre António Vieira seja apresentado como o "imperador da língua portuguesa"! Cá está a palavrinha "imperador" a denunciar tudo o que é retrógrado, regressivo, aprisionado ao ontem!


   O que Portugal está carecido, como pão para a boca, é de uma "revolução cultural" idêntica à que foi feita por um génio chinês da política, chamado Mao Zedong, infelizmente já falecido. Esse prodígio mental lançou uma campanha, no seu tempo, contra os pardais que comiam muito grão nas searas. Toda a China andou atrás dos famigerados pardais. Nos anos seguintes as colheitas caíram a pique na sua produtividade, porque o portento intelectual não se lembrou que os pardais também comiam as lagartas. Morreram milhões de pessoas, mas salvou-se um dos nomes axiais do comunismo. Ou seja: nem tudo se perdeu!


   Também entre nós, iremos salvar o Bairro da Pampulha, mas não a Praça do Império; o Borda d'Água, mas nunca os "Lusíadas"; o estádio do Benfica, mas jamais a Torre dos Clérigos; os discursos das Manas Mortágua, mas com exclusão autoritária do aranzel de Pero Vaz de Caminha...e assim por diante.


   Quando nos falarem de Afonso Henriques, haveremos de dizer, sensatamente: "esse bruto até na mãe batia" ; se ouvirmos o nome de D. Dinis, iremos obtemperar: "era tão atrasado que nunca soube organizar eleições"; no caso de falarem na "Ínclita Geração dos Altos Infantes", obtemperaremos: "nunca ganharam o torneio de futebol dos Campeões Europeus"; e se nos vierem com a crueldade de D, João II, responderemos: "teria de estagiar com Estaline ou Putin, para ser coisa que se visse".


   A Praça do Império, onde hoje se deslocam estrangeiros, por ser um local próximo da fábrica dos Pastéis de Belém, necessita ser suprimida com a máxima urgência. A bem da nossa Cidadania e a bem do Progresso. Ponham lá um monumento ao futuro. Sugiro que tenha a forma de um manguito. E depois coloquem lá o Beijocas a vender "selfies".


   Com esta gente, acho que não iremos merecer mais!


(Amadeu Homem, in Facebook, 26/02/2023


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quarta-feira, 1 de março de 2023

Pela Nossa Saúde

O INTOLERÁVEL  ATAQUE


ao Serviço Nacional de Saúde


piorando assistência aos doentes


para favorecer os privados


    Depois de assistir à morte de mais um amigo, devido a negligência dos serviços de saúde privados e criminoso retardamento dos resultados de análises de risco na cura de doenças fatais, seria perverso e intolerável ficar parado perante mais uma tentativa de alguns políticos venderem o futuro dos portugueses aos gananciosos dos sistemas financeiros corruptos. Continuam as campanhas enganosas das companhias de seguros para impingirem planos de “seguro de saúde” fraudulentos, cujos plafonds pouco garantem na assistência médica privada; pois, depois de "esgotados os plafonds", os doentes são abandonados à sua sorte, tendo que recorer ao Serviço Nacional de Saúde - se entretanto não morrerem. Há, também, uma “engenhosa” ideia de entregar aos "sistemas de capitalização financeira" parte das taxas dos rendimentos do trabalho (contribuições da Segurança Social); uma maneira de hipotecar o futuro das pensões e institucionalizar o imbuste que levou milhões de utentes alemães, franceses, norte-americanos e dos países nórdicos a verem-se privados das pensões de reformas que lhes foram prometidas nos últimos 30 anos; pois, conheço pensionistas alemães e franceses que ficaram apenas com a reforma do sistema social do estado, recebendo metade do que teriam direito das companhias de seguros! Muitos destes casos deixaram milhões de famílias na miséria. A falência fraudulenta dessas instituições (bancos e seguros), que vão ocorrendo de tempos a tempos, deve servir de lição para os incautos.


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   Com a experiência de doze anos como “Consultor de Seguros e agente de 11 companhias”, sinto-me na obrigação de alertar os humildes cidadãos para o embuste dos seguros de vida e de capitalização (complementos de reforma). Das muitas propostas que acompanhei, nunca os planos das companhias de seguro satisfizeram mais de trinta por cento do prometido aos segurados. Nos primeiros tempos na actividade, apercebi-me da falsidade dos cálculos dos planos oficiais e elaborei planos corrigidos para a realidade, propondo-os aos clientes com bastante sucesso, mas poucas companhias de seguros permitiram estes ajustes.


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    O mesmo se passa com os seguros de saúde privados. É política das companhias usar artimanhas para limitar o acesso dos utentes aos serviços de saúde. Quando são ultrapassados determinados limites de gastos "plafonds" pouco esclarecidos nos contratos, começam a ser recusados e negligenciados os tratamentos mais dispendiosos, porque muitos dos clínicos trabalham em contrato tipo “mercenários”. Defendam o Serviço Nacional de Saúde, como garantia de um serviço de melhor qualidade e sem "mercenários" infiltrados ao serviço dos negociantes da nossa saúde.


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    Por causa das restrições aos cuidados de saúde adequados e longas demoras no acesso aos resultados das análises (que podem ser fatais devido ao alastrar da doença), vi morrer alguns amigos, sem que lhes pudesse valer: tais como o Alcino, com uma cirurgia vascular inadequada; o Florindo, com problemas de hemopatia sem controlo; a Cristina, com uma insuficiência renal, depois de lhe terem extraído o rim que estava bom; o Rogério, desportista, por lhe ter sido negligenciada uma gangrena numa perna, que sendo cortada até à morte (cinco anos acamado e em grande sofrimento); a Mariana, depois da cirurgia à bexiga, saíu com uma grave infecção que teve que tratar no SNS durante mês e meio; o meu grande Amigo e camarada BV José Nascimento, que acompanhei no impulso ao Movimento Cívico de Antigos Combatentes, até ao seu falecimento em condições desprezíveis; pois, não detectaram atempadamente problemas no sistema linfático, que só descobriram depois de seis meses de consultas em dois hospitais dos seguros, sem nunca fazer exames e análises conclusivas, razão pela qual não resistiu aos tardios tratamentos! Mais recentemente, o Faustino da Galp, canceroso que esperou mais de três meses para saber que tinha cancro nos pulmões, já demasiado adiantado.


    O rol de casos de negligência por causas economicistas é longo nos serviços de saúde privados e pior quando a cargo das cmpanhias de seguros; mas, também temos problemas no SNS e nem o Estado garante a saúde pública com qualidade e atempada, por notável desorganização dos serviços e cumplicidade negativa de laguns profissionais de saúde. A promiscuidade, de alguns políticos, entre o público e privado está bem visível no ex-Secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar, há vários anos Presidente da Associação Portguesa de Hospitalização Privada.


    Mas, em tudo o resto, salvo raras excepções para honrar o profissionalismo dos mais conscientes, os privados são o comércio viciado a defraudar os cidadãos e um atentado à vida dos utentes.


Lisboa, 10 de Junho de 2016


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POS-SCRIPTUM, muito importante:


   Por ter estado vários anos na teia das companhias de seguros e por dever de jornalista e repórter, não posso ficar acomodado com as tramas que põe em causa o bem estar da saúde e o futuro dos meus quedidos Amigos e Familiares; pois, é preciso uma grande capacidade de análise segura e lucidez para lidar com os sitemas que tentam tramar a vida dos cidadãos.


Coelho-Seguros.2.jpg   Na sequência das minhas intervenções cívicas, com oito anos de voluntariado no IPO e Hospital de São João, sinto um avassalador assalto aos dinheiros dos orçamentos do Estado para a saúde, levado a cabo pelas organizações privadas e conivência de alguns lacaios instalados na governação do país e nas gestões hospitalares, com vista ao "programado" desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde para engordar os grupos de saúde privados com hospitais e clínicas a nascer como cogumelos.


    A situação é tanto mais grave quando vemos a classe médica rendida ao suborno e assédio de profissionais de saúde como autênticos mercenários sem escrúpulos, cuja ganância os deixa reféns dum sistema que nada garante para o futuro, inclusive quanto às diferenças negativas dos valores previstos para as "pensões de reforma" . Para perceber quem está por detrás dos "boicotes" ao Serviço Nacional de Saúde, temos na presidência das Ordens dos Médicos e Enfermeiros militantes do PSD. Acresce que o Presidente da Associação dos Hospitais Privados foi Secretário de Estado da Saúde nos governos PSD, com Cavaco Silva e Durão Barroso. Para bom entendedor!


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   Mas, o que mais incomoda é saber que muitos dos actos médicos praticados nos hospitais privados denotam desprezo pela cura dos doentes e com intoleráveis casos de negligência médica, especialmente nas intervenções cirúrgicas que venham a ter problemas e ficam ao abandono ou são tratados nos serviços de saúde públicos, porque praticadas por "mercenários" que descartam a sua responsabilidade após receberem os honorários do contratante. O mesmo acontece com os "planos de saúde dos seguros", com os quais muitos doentes com doenças prolongadas ou do foro Oncológico acabam por morrer, porque esgotam os "plafonds" e logo são abandonados; aconteceu recentemente com um nosso amigo (Madureira) com seguro de funcionário da GALP; quando cacabou o "plafond" da seguradora teve que recorrer à assistência no IPO do Porto, onde o encontrei enquanto lá prestava voluntariado... mas, foi tarde demais e acabou por morrer com cancro linfático.


    Numa consulta de Oftalmologia num Hospital da Trofa Saúde, onde paguei €430 euros para limpar uma catarata! Dois anos depois, paguei a respectiva taxa moderadora de nova e o especialista mandou fazer diversos exames, pelos quais paguei mais 97 euros que, numa outra consulta concluíram que não serviam e que teria de fazer outros exames para limpar uma “catarata”!  Passados 5 dias, recebi o "orçamento" com cirurgia marcada e as custas a pagar no valor de €480 euros. Acabei por ser atendido no Hospital Militar, onde fiz novos exames, porque os do Hospital da Trofa não estavam completos. Fui operado com sucesso e sem pagar nada.


   Num outro caso, recorri ao Hospital da Arrábida (grupo Saúde LUZ) onde o especialista fez um exame Doppler venoso e propôs uma cirurgia à perna esquerda, cujo "orçamento" previa um pagamento de €640 à minha parte. Recorri a outro médico conhecido que me aconselhou a não fazer tal cirurgia, porque não garantia a correcção do problema e que a solução proposta só garantia alguma melhoria durante dois ou três anos... desisti e as mazelas foram passando por natureza.


Mais, em duas experiências no Hospital da CUF:


1º caso: Exames de Colonoscopia e Endoscopia queriam que pagasse 567 euros, mais 441 euros. Fui ao Hospital Militar onde fizeram esses exames e o tratamento a uma bactéria detectada no estômago sem nada pagar. 


2º caso: Depois de cirurgias complicadas no Hospital Pedro Hispano a uma familiar, a médica responsável pela equipa foi adiando o tratamento às infecções que resultaram, cujo agravamento era notório; depois de uma queixa contra a equipa médica, enviaram carta com três hospitais privados à escolha para uma nova cirurgia; no Hospital da CUF que escolhemos, o médico nosso conhecido entendeu que a infecção era grave e que a cirurgia de "correcção" custaria mais de €6.800, acima do "orçamento" proposto pelo Hospital Pedro Hispano; o processo foi devolvido ao HPH, onde havia um "inquérito" a decorrer como resultado da nossa "queixa". Depois de confrontos de ideias com o Director de Serviço, resolveram realizar a intervenção cirúrgica "especializada", com internamento de um mês e da qual a doente está em recuperação.


A minha experiência de voluntário medical e apoio nas "quimioterapias", com acesso aos tratamentos nos hospitais públicos e privados, leva-me a chamar a atenção para muitas artimanhas escondidas nos seguros de saúde, que deixam os utentes abandonados à sua sorte logo que acabe o “plafond” estipulado nos contratos; bem como para o embuste de que o serviço de saúde privado é que vai salvar os doentes em Portugal! Pois, sabe-se que o negócio da saúde é o mais rentável para as multinacionais farmacéuticas e serviços de saúde privados e um mau serviço de saúde para os utentes.   


NOTA de PREÇOS nos Privados - Só para saberem os "negócios" intoleráveis dos "privados" com a saúde: Consultas de Oncologia custam cerca de €260 euros; exames de Cardiologia €380; Endoscopia €380; Colonoscopia €567; Ressonâncias €1.280 a €2.600; TAC €210 a €570; Cesariana €5.730; Parto normal €4.230; Diárias de internamento €640 a €920; Consulta geral €100 e Especialidade €140. Logo, o Serviço Nacional de Saúde merece ser respeitado pela sua amplitude de coberturas a custos bem moderados para os utentes.


Porto, Fevereiro de 2023


Joaquim de Sousa Coelho


Portador do B.I. 1710449


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Plano de saúde promovido por Cristina e Goucha


recebe quatro queixas por dia na Deco e no Portal da Queixa


São 602 reclamações à associação de defesa dos consumidores, mais de 800 no Portal da Queixa contra um plano de saúde que anuncia facilidades, mas que está cheio de entraves.


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Em 15 minutos está a falar com um médico", anuncia Cristina Ferreira na TV, acrescentando que o consumidor pode receber uma receita eletrónica na hora. "É muito fácil começar a usar", remata a apresentadora de televisão. Uma mensagem semelhante é passada diariamente por Manuel Luís Goucha na TVI e Tânia Ribas de Oliveira na RTP.

A China nas rotas do Mundo

O século 21 será chinês?


Enquanto Ocidente mergulha em crise democrática e económica, China expande-se e desafia. Quais as oportunidades e riscos — em especial para a América Latina?


Geopolítica & Guerra


por IHU - 20/12/2018 às 23:25


Depois de ter se transformado na “fábrica do mundo” e do seu PIB ter superado o dos EUA, a China também se tornou o “banco do mundo” e “estimula o crescimento de todo o continente asiático” por meio da iniciativa “Um cinturão, uma rota” (One Belt One Road), resume José Eustáquio Diniz Alves, ao comentar a ascensão económica e política da China. Essa iniciativa, esclarece, “visa construir redes de comércio e infra-estrutura ligando a Ásia com a Europa e a África, ao longo dos antigos caminhos comerciais da Rota da Seda, objetivando o compartilhamento do desenvolvimento e da prosperidade”. Um exemplo dessa proposta, é a inauguração da recente linha ferroviária que liga Londres à estação de Yiwi, no sul de Xangai. “Trata-se de uma interligação de Pequim e Xangai com o mundo”.


Na entrevista a seguir, Alves explica a relação da China com o BRICS, especialmente com a Rússia e a Índia, que formam, juntamente com os chineses, o “triângulo estratégico” que quer dominar a Eurásia. “A Eurásia é a faixa contínua de terra mais extensa do mundo. Ela é o berço das mais antigas e importantes civilizações do passado. A sua extensão territorial é de 54,8 milhões de km² (mais de seis vezes o tamanho do Brasil) e possui cerca de dois terços da população e do PIB mundial. Quem controlar a Eurásia, controlará o mundo.


De acordo com José Eustáquio Diniz Alves, “a ascensão da China e dos países aliados do Oriente pode significar o fim do modelo económico e político do liberalismo democrático burguês e o fim da ordem internacional fundada a partir da reunião de Bretton Woods, em 1944”. No seu lugar, passará a vigorar o “Consenso de Beijing”, que aposta na “promoção das economias em que a propriedade estatal continua tendo um peso dominante, na promoção de câmbio competitivo, com mudanças graduais para evitar choques e controle cambial para escapar da especulação predatória, em políticas de promoção das exportações com proteção da indústria local e dos setores estratégicos do país, em reformas de mercado, mas com controle das instituições políticas e culturais, e na centralização das decisões políticas e das estratégias de projeção nacional”. Essa possível mudança, adverte, que levará à “ascensão da Ásia e à emergência do processo de orientalização do mundo, sob liderança chinesa, pode não ocorrer de maneira pacífica diante do declínio relativo dos EUA e do Ocidente. Infelizmente, a Armadilha de Tucídides é como uma espada de Dâmocles suspensa sobre a ordem internacional e a possibilidade de paz mundial”.


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Dizia Ha Qiogwen: O Imperialismo americano precisa ser batido (1965)


Nos dia 8 e 9 de junho, o G7 (grupo formado pelas grandes economias capitalistas — Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália) reuniu-se em Charlevoix, no Canadá, onde o destaque foi o aumento da tensão entre os EUA e os outros seis membros, que estão insatisfeitos com a saída dos EUA da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), do Acordo de Paris (sobre o clima), do acordo nuclear com o Irão, além das críticas à NATO e das medidas para o enfraquecimento do NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). Enquanto os líderes da ordem liberal-burguesa se desentendiam no Canadá, os países asiáticos se encontravam na 18ª cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, ocorrida nos dias 9 e 10 de junho, na cidade chinesa de Qingdao. Assim, os oito membros plenos da OCX são China, Rússia, Cazaquistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, Índia e Paquistão. A OCX também tem quatro estados observadores e seis parceiros de diálogo. Os oito países membros respondem por mais de 60% do território eurasiático, quase metade da população global e cerca de 30% do PIB mundial. O PIB conjunto dos países da OCX é maior do que o PIB total do G7.


A cúpula de Qingdao foi a primeira a contar com os líderes do triângulo estratégico (RIC) e ainda teve a presença do presidente do Irão. O presidente Xi Jinping resumiu tudo dizendo: “A cúpula de Qingdao é um novo ponto de partida para nós. Juntos, vamos içar a vela do Espírito de Xangai, quebrar ondas e iniciar uma nova viagem para a nossa organização”. Ficou subentendido que é a viagem rumo à ascensão do século asiático e rumo à hegemonia chinesa global. Uma península coreana desnuclearizada e com menor presença americana só fortalece Rússia, Índia e China, que são potências nucleares da Eurásia e aliados no âmbito da OCX.


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Os países “emergentes” do mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e, posteriormente, a África do Sul formam os BRICs cujos líderes do grupo se encontram em cúpulas anuais. Mas os factos que vieram fortalecer o grupo RIC ocorreram pela conjunção de três fatores recentes. O primeiro aconteceu durante o 18º Congresso do Partido Comunista Chinês, em novembro de 2012, com a escolha de Xi Jinping para o cargo de presidente da China, que, em seguida, lançou a iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota” (One Belt One Road), que é um gigantesco projeto de infraestruturas, com investimentos de mais de US$ 1 trilhão, para unir, por terra e pelo mar, toda a Eurásia (incluindo partes da África).


O segundo facto foi a expulsão da Rússia do G8 — devido à anexação da região autonoma da Crimeia que aumentou as tensões entre os russos e a Ucrânia, e afastou o país da Europa e da aliança ocidental, forçando Vladimir Putin a buscar aliados no Oriente.


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Evidentemente, o país líder é a China devido ao seu tamanho económico, demográfico, territorial e à capacidade de influência política. Em 2017, segundo dados do FMI, o Produto Interno Bruto – PIB chinês foi de US$ 23,2 trilhões, volume muito superior aos US$ 9,5 trilhões da Índia, US$ 4 trilhões da Rússia, US$ 3,2 trilhões do Brasil e dos US$ 765 bilhões da África do Sul. Além da dimensão da economia, a China tem mais de US$ 3 trilhões em reservas internacionais, mega superávit na balança comercial e altas taxas de poupança, o que possibilita às empresas chinesas realizar grandes investimentos nacionais e globais.


    Clik na Imagem para ver A China e América Latina:


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A Eurásia é a faixa contínua de terra mais extensa do mundo. Ela é berço das mais antigas e importantes civilizações do passado. Sua extensão territorial é de 54,8 milhões de km² (mais de seis vezes o tamanho do Brasil) e possui cerca de dois terços da população e do PIB mundial. Quem controlar a Eurásia, controlará o mundo.


A China já esteve próxima da União Soviética – URSS, depois se afastou e se aproximou dos EUA, a partir da visita de Richard Nixon a Pequim, em 1972. Mais recentemente, China e Rússia se aproximaram bastante e a relação de Vladimir Putin com Xi Jinping é de grande coesão. A Índia sempre teve boa relação com a Rússia e grandes dificuldades com a China, especialmente devido às alianças e rivalidades com o Paquistão (envolvendo a disputa pela Caxemira). Mas depois dos diversos encontros entre Putin, Xi e Modi e após a 18ª cúpula da OCX parece que o triângulo estratégico (RIC) vai caminhar mais lado a lado, buscando tornar viável a unidade de ação no território da Eurásia.


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O avanço militar chinês no Mar da China causa grandes atritos com os vizinhos do leste asiático (além de ameaçar a presença norte-americana na região). Mas uma aliança do grupo RIC com o Irão e a Turquia é meio caminho andado para unificar os interesses e a logística da maior parte do território asiático da Eurásia.


A presença da China na Europa oriental é cada vez mais forte e a Rússia continua com laços fortes (especialmente no campo da energia) com esta região. Mas claro que a Europa ocidental vê o avanço da China e da Rússia com grande preocupação e até um certo medo.


Primeiro a China montou uma máquina azeitada de produção de bens de consumo de massa a preços baratos que invadiu todas as fronteiras e ocupou as prateleiras do planeta, tornando-se a fábrica do mundo. Em segundo lugar, com o dinheiro que acumulou no comércio internacional, fortaleceu suas instituições financeiras e passou a ser exportadora de capital, tornando-se, também, banco do mundo. Boa parte da rolagem da dívida americana depende do dinheiro de Pequim.


A Venezuela está totalmente “no bolso” dos chineses. Na Europa, o frágil grupo PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha) depende cada vez mais dos investimentos chineses. Em terceiro lugar, a China pretende ser líder global da 4ª Revolução Industrial. Ela já está na liderança da produção de energia renovável e da transição da indústria automobilística do motor a combustão interna para os carros elétricos. Também lidera no uso de smartphone para as compras e pretende ser a líder isolada da Inteligência Artificial até 2025. Tem o supercomputador mais rápido do mundo e o maior centro de pesquisa de computação quântica. Seu projetado sistema de navegação por satélite competirá com o GPS dos EUA até 2020. No ano passado, a China ultrapassou os EUA e ocupou o primeiro lugar na produção mundial de artigos científicos.


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A Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota (One Belt One Road) visa construir redes de comércio e infraestrutura conectando a Ásia com a Europa e a África ao longo dos antigos caminhos comerciais da Rota da Seda, objetivando o compartilhamento do desenvolvimento e da prosperidade. As estatísticas mostraram que os bancos chineses já participaram de mais de 2.600 projetos — o que inclui investimentos — em uma ampla variedade de áreas, desde energia limpa até manufatura, tecnologia da informação e comunicações, transportes, portos e aeroportos, projetos hidráulicos, assim como desenvolvimento urbano e moradia, entre outras.


O porto de Gwadar e o corredor ferroviário, no Paquistão, permitirão ligar o oeste da China, através de uma ferrovia de 3 mil km e de um porto de águas profundas, ao Mar da Arábia. As conexões ferroviárias na região Ásia-Pacífico envolvem a ligação da região sudoeste de Yunnan a vários países da região, por meio de três rotas planeadas: uma central, que atravessa o Laos, a Tailândia e a Malásia para chegar a Singapura; uma rota ocidental que atravessa Myanmar e uma rota oriental que atravessa o Vietnam e Camboja.


Existem projetos ferroviários no Quênia, Etiópia e Senegal. Foi inaugurada, recentemente, uma linha ferroviária ligando Londres à estação de Yiwu, cidade ao sul de Xangai. Ou seja, trata-se de uma interligação de Pequim e Xangai com o mundo.


José Eustáquio Diniz Alves


- doutor em Demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – Ence/IBGE.


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