sexta-feira, 17 de julho de 2026

Denunciar a Corja de Ladrões do Erário

 

Denunciar a Corja de Ladrões

 

Como nos enganam com mentiras  fofas


   A campanha que os sucessivos governos fazem para iludir os cidadãos em matéria tributária é verdadeiramente asquerosa. Querem fazer-nos a creditar que estamos no bom caminho em matéria de solidariedade social: aumento dos rendimentos e baixa dos impostos!

   Ouço as promessas do governo que os impostos vão baixar e os rendimentos (salários e pensões) vão aumentar!

   Ora, em 2024 paguei 1.236 euros de IRS…

   Em 2025, tive um aumento de 46 euros (644/ano), subi de escalão e tenho 1.970 euros a pagar, até 31 de Agosto de 2026! Obrigado, senhores governantes… pelos 90 euros de prejuízo!!!

 Na apresentação do Orçamento do Estado temos uma teia que começamos a compreender: é uma espécie de ditadura a provocar o esmagamento da autonomia individual, empobrecendo de tal modo a sociedade civil que esta não seja mais do que um conjunto de carenciados a necessitar de um Estado socialista padrasto. Tudo porque a imensa máquina burocrática aumenta anualmente o esquadrão de funcionários públicos.

 

O «canto da sereia das esmolas comunitárias», como contributo para a destruição e USURPAÇÃO DA SOBERANIA, PATRIMÓNIO, IDENTIDADE CULTURAL E RIQUEZA remanescentes de um país de marinheiros com quase 900 anos - outrora grandioso - vendido paulatinamente «a retalho» por infames Traidores, Crápulas e Corruptos:

Para desgraça de Portugal e dos Portugueses, isso foi apenas o «início da festa» do assalto ao erário público e particular remanescente, por uma ignóbil cleptocracia partidária travestida de “democracia”, durante os últimos 40 anos. 


 DENUNCIAR A CORJA DE LADRÕES

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Não sei quem escreveu...
Mas parece-me que vale a pena ler...e até concordo com o gajo (e não sou funcionário público!)


“Aparentemente, passámos de um destino de navegadores a clientes de segunda de alfaiatarias, uma, dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, outra, ainda mais miserável, de um gajo "licenciado" nas Novas Oportunidades, que se deslumbra com tecidos que lhe assentam francamente mal. Mas, há bem pior que esse pinóquio!


O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e as mais recentes, o BPN e o BES, onde estavam todos, 25 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio financeiro, desmazelo no Serviço Nacional de Saúde e outros investimentos sociais, que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças plurireformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer que as “Crises" vêm lá de fora!

Bem, depois, temos as "Crises" Internacionais, cozinhadas em Bilderberg, e que se destinam, como se destinarão, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, impotentes e escravizados. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade; e vamos ter, nós, os lúcidos, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra essa turbulência civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.

Como na Epopeia de Jasão, depois dos miseráveis negócios do Cavacão: destruição de dezenas de artes da agricultura, pesca, indústrias pesadas e ligeiras, a troco dos euros da União Europeia, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sócrates, um Matrix de Trás os Montes, um fiel discípulo do cavaquismo… em Passos de Coelho, que depressa nos roubou os subsídios de Férias e de Natal, atenciosamente louvado pelos artistas do circo que gerem a Europa na louca corrida aos armamentos, às idolatrias dos Banderas, prontos a financiar o desastre das economias sociais dos europeus em declínio social e mental.

Já nem Santo António nos salva dos governantes desmiolados, ao serviço de poderosos interesses financeiros, travestidos de caridosos senhores vindos das catacumbas do liberalismo obscurecido nas praças prostituídas de Wall Street. Quando nos libramos dos Pedros Silvas Pereiras, dos Passos, dos Cavacões (raça difícil de erradicar) e outros janotas, apareceu o refugo da Isabel Alçada, do Augusto Santos Silva, dos Antónios Costas… e outros vendidos aos interesses estrangeiros – como Victor Constâncio, somos brindados com nova remessa de tenebrosos obreiros em contínua campanha destrutiva de tudo que é nacional: serviços públicos e sociais,  imprescindíveis para salvaguardar alguma dignidade na vida dos cidadãos: artistas e coveiros bem falantes, como Montesnegros, aliado à quadrilha dos Ventrulhas, a horrorosa Ana Paula Martins (SNS), Leitão Amaro, Pinto Luz (habitação), Miranda Sarmento (Finanças), Fernando Alexandre (Educação), Maria do Rosário Ramalho (Segurança Social), Paulo Rangel (N.Estrangeiros), Luís Neves (Adm.Interna) e outros aderentes ao funeral dos nossos direitos de cidadãos com dignidade. Toda esta gente vive dos nossos impostos e do nosso trabalho… estão a levar-nos ao abismo, à pobreza, a uma vida de miséria. Fazem "cortes" na saúde, nos salários, nas pensões (em consequência do aumento de impostos e do custo de vida). Mentem descaradamente, dizendo que estamos melhor… 


Todos estamos de acordo com alguns cortes imediatos: a frota de carros da Administração Pública, que deve ser vendida em hasta pública… e fornecido passe social L123, para todos os Conselhos de Administração e assessores, Deputados da Assembleia da República e assessores. Os gabinetes imediatamente dissolvidos e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; encerrar os "Institutos" e “Fundações”, albergues de ex-políticos e “especialistas”.

Os clientes de "off-shores" investigados e nomes publicados; tributação imediata de todas as especulações financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases. Enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da treta, que foi transformado, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos tem governado.

Na realidade, a sensação geral é a de que há um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", de "BPNs", "BPPs", "BCPs", de “BES”, de “comissões” de privatização, "Independentes", Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de máfia e associação tal, que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, das Relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus; enfim, uma Corja que devia ser encarcerada, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou mesmo nada.
Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser.


Espero que vos faça acordar.”

E ninguém é preso...

Um atento cidadão português, pagante de impostos

 

  
 
 
 







 
 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

A Burrice Impede a Prosperidade

Escolhas que Limitam as nossas Vidas

INIMIGOS da DEMOCRACIA

    Os inimigos da democracia são todos aqueles que fogem às suas responsabilidades públicas, ao dever de ministrar a justiça, que usam cargos públicos para usufruir de privilégios imorais, que viciam as regras democráticas, que expressam publicamente palavras que envergonham os veteranos de guerra, especialmente no dia de Portugal (10 de Junho) aproveitam para expressar as convicções pessoais de que a continuação das guerras coloniais seria a melhor forma de sentir o patriotismo, como disse certo general que apenas demonstra ser um dos que se serviram da guerra para prosperar economicamente. Como este, há ainda muitos infiltrados no aparelho de estado que vão denegrindo o sistema democrático e, até, tentam destruí-lo.

    Fala-se muito nos políticos corruptos, que existem nos vários quadrantes da sociedade. Mas o país também definha devido ao sorvedouro de subsídios da União Europeia, que, em vez de serem aplicados para o correcto desenvolvimento do país, tem servido para encher os bolsos de muitos oportunistas que se instalam nos organismos de decisão do estado e nas associações de empresários. Há muitos políticos coniventes com esta miserável situação de empobrecimento de Portugal, autênticos criminosos que vão delapidando os bens de que o país necessita para melhorar a justiça social numa base de crescimento sustentado.

    Mas há outras formas de matar a democracia: as acções fraudulentas facilitadas por um sistema judicial acomodado; os agentes do clientismo dos dinheiros públicos; a fuga aos impostos de forma concertada; a injusta inclusão de todos os empresários em nome individual dentro do mesmo sistema de tributação, os agentes do sistema fiscal a penalizar os contribuintes com coimas ilegais - descarada forma de abuso de poder!  

    Lamentavelmente, as escolhas dos votantes sem capacidade de distinguir o trigo do joio, são a praga que defrauda as espectativas das pessoas que ainda escolhe com lucidez e livres dos dogmas ideológicos.

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    Políticos, bestas sagazes, nulidades das sociedades espezinhadas, em acções repugnantes de civismo, e paladinos de contornos anedóticos, valem-se de posições cimeiras para afirmarem os equívocos subtis das trapaças financeiras, com benesses aos amigos, medíocres produtos liberais.

Abril de 2025

Kartomando

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O DOURO ESTÁ A SER VENDIDO EM COPOS DE CRISTAL ENQUANTO O VITICULTOR MORRE NA VINHA

Há qualquer coisa de profundamente obsceno no silêncio que cobre o Douro.

O mundo inteiro fotografa estas encostas como se fossem eternas.

Os barcos sobem o rio carregados de turistas.

Os hotéis anunciam “autenticidade”.

As garrafas atingem preços de luxo.

Mas o homem que segura esta montanha com as próprias mãos começa a desaparecer.

Não por falta de amor à terra.

Não por preguiça.

Não por incapacidade.

Desaparece porque já não consegue sobreviver.

O Douro transformou-se num paradoxo cruel: uma região milionária construída sobre produtores empobrecidos.

Cada socalco que deslumbra o mundo foi arrancado ao xisto por homens que trabalharam debaixo de 40 graus, carregaram pedras às costas e aprenderam desde crianças que a vinha não perdoa distrações.

Aqui não existe agricultura romântica.

Existe sobrevivência.

Existe o corpo destruído pelas podas de inverno.

Existe o medo silencioso da próxima vindima.

Existe a conta bancária vazia ao lado de vinhos premiados internacionalmente.

E depois perguntam porque morrem as pequenas quintas.

Morrem porque o Douro passou a ser tratado como cenário, não como território humano.

A UNESCO protegeu a paisagem.

Mas ninguém protegeu o viticultor.

Hoje vendem o Douro como experiência sensorial enquanto expulsam lentamente aqueles que lhe deram alma durante séculos.

Transformaram o Vigneron num figurante turístico: um homem para aparecer na fotografia, servir um copo e desaparecer em silêncio da história.

Em 1972 adulteravam o vinho.

Em 2026 adulteram algo muito mais grave: a verdade.

Porque vinho sem povo é apenas indústria com marketing elegante.

E atenção ao que aqui fica escrito:

No dia em que o último pequeno produtor abandonar estas encostas, o Douro continuará bonito.

Os hotéis continuarão cheios.

Os barcos continuarão a navegar.

As garrafas continuarão caras.

Mas o espírito terá morrido.

Restará uma paisagem perfeita construída sobre um cemitério social.

Um museu agrícola sem agricultores.

Um vinho sem memória.

O Douro nunca pediu piedade.

Pediu apenas justiça: preço justo para a uva, dignidade para quem trabalha a montanha, e respeito por aqueles que ainda acreditam que a terra não é um ativo financeiro é sangue, herança e identidade.

Se este texto incomoda, ainda bem.

É porque o Douro verdadeiro ainda respira debaixo das campanhas de marketing.

Mas se depois de ler isto continua apenas a ver uma paisagem bonita, então talvez já faça parte da engrenagem que está a matar lentamente a alma da região.

Porque o Douro não morre de uma vez.

Morre em silêncio. Morre devagar. Morre enquanto o mundo aplaude a vista.

NOTA: Este artigo é dedicado aos nossos antepassados durienses que ropmperam o xisto com picaretas.

Douro, 15 de Maio de 2026

Victor Marques

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Más escolhas tolhem as nossas Vidas

A maior ilusão que o sistema vos vendeu é a escolha. Esquerda ou Direita?

Enquanto o povo se entretém no Facebook a discutir futebol ou sobre política e se insultam uns aos outros por causa de partidos, a engrenagem continua a rodar exatamente da mesma maneira. Eles criam a divisão para garantir o vosso foco no lado errado. Dividir para reinar é o truque mais velho do mundo.

A verdade nua e crua, sem filtros, é que os dois lados trabalham para o mesmo patrão e para o mesmo objetivo final. Não importa quem ganha as eleições; a agenda avança sempre. Reparem bem: muda o governo, mas a Identidade Digital continua a ser desenhada, o dinheiro físico continua a ser empurrado para o fim, as restrições aumentam e o controlo da vossa vida aperta cada vez mais.

A Esquerda e a Direita são apenas as duas mãos do mesmo corpo. Uma faz-vos olhar para o lado com promessas sociais ou pautas morais, enquanto a outra vos tira o cartão do bolso e a liberdade de movimento nas vossas cidades.

Acordem de uma vez por todas. O teatro político serve apenas para vos manter ocupados e distraídos enquanto o destino do rebanho está a ser selado por quem realmente manda. A vossa guerra não é contra o vizinho que vota diferente; a guerra é pela vossa soberania.

Parem de ser os idiotas úteis do sistema. Enquanto vocês discutem partidos, eles fecham a vossa cela. Quem dorme na democracia, acorda na ditadura digital.

O nosso tempo é escasso, precisamos de acordar para o que está por vir!

14 de Junho de 2026

    Tiago Americanoo

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sábado, 11 de abril de 2026

Bloqueios dos Tempos Sombrios

Razões para o Sentido da Vida

   As coisas que vemos e queremos mudar…

   Francamente, não percebo porque há tanta gente a modificar-se!

   Há dias, falava com um jornalista brasileiro, que fez reportagens comigo nas “revoltas” do Kosovo, e logo me afrontou com as mudanças de atitude dos novos jornalistas na busca da verdade: “lembras-te Coelho, quando pretendíamos falar dos acontecimentos das guerras nos Balcãs, organizamos a viagem e fomos ao meio do turbilhão para noticiar com verdade”?  Ora, vejo cada vez mais pessoas a alterar as suas rotinas e formas de ver para avaliar os desvarios cometidos pelos governantes caseiros, tal como os mandantes do mundo.

   Sempre estive atento, como uma sentinela alerta; sinto desgosto por ver o servilismo estampado nos noticiários que nos enchem as televisões na hora do almoço. Conheço alguns jornalistas com vontade de prestarem melhor informação mas, logo os comentadores “patrocinados” distorcem a realidade dos factos e embrulham as notícias no manto nebuloso das conjecturas e fabulações que nos deixam mais entorpecidos das ideias do que os coitados das vidas sem futuro.

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   Assim, neste mundo perturbado pelas inteligências irracionais, fico desapontado com os responsáveis pelo ensino e educação dos jovens, que aceitam passivamente os aberrantes programas formatados pelos serventes ideológicos dos  ministério. Há alguns anos que estamos perante uma avalanche de instrumentos reformativos manipulados por gente sem as necessárias capacidades para enfrentar o futuro que se apresenta complicado. Das escolas saem pessoas irresolutas, com formações inacabadas, sem capacidade para reformularem sonhos de vida para o sucesso. Pois, aqueles que não tiverem astúcia e força para vencer a melancolia, acabarão por ficar perdidos nas valetas.

   Tudo isto me causa tristeza e repulsa; o que mais reforça o meu alento para continuar a ajudar na defesa das causas que contribuam para um mundo mais justo e fraterno.  

Vila Nova de Gaia, 20 de Julho de2024 (faço 85 anos amanhã)

Joaquim Coelho

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Porque vem ao encontro das minhas preocupações, seguem os seguintes textos:

ESTUDO…

   Um terço dos alunos das escolas portugueses mostra sinais de sofrimento psicológico e falta de competências emocionais. O problema agrava-se à medida que a escolaridade vai avançando. As raparigas são mais afetadas. As conclusões são de um estudo do Observatório Escolar e foi feito este ano junto de mais de 8 mil crianças e adolescentes, do pré-escolar ao 12º ano. Também metade dos professores inquiridos demonstra fragilidade psicológica, como tristeza, irritação ou dificuldades em conciliar o sono. O estudo “Monitorização e Ação – Saúde Psicológica e Bem-estar” foi encomendado pelo ministério da Educação e tem um universo de quase 1500 professores, mais de 80% são mulheres.

Por Eduarda Maio - Jornalista

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O SENTIDO

    Texto inspirado na leitura do livro “O homem em busca de um sentido” de Viktor Emil Frankl, médico neurologista e psiquiatra, nasceu em 26 de Março de 1905 em Viena.

   Durante a segunda guerra mundial foi deportado para campos de concentração, incluindo Auschwitz. Quando Frankl foi libertado descobriu que toda a sua família mais próxima tinha sido morta, pai, mãe, irmão e esposa grávida.

   O livro baseia-se nos relatos de experiências e acontecimentos nos campos de concentração pelos quais passou, e os “casos de estudo” que ele conseguiu observar, fruto das interações humanas num contexto de privação de vários níveis, como violência extrema, fome, dor física e emocional, morte e vida.

   A influência que o poder tem e como se expressa em diferentes personalidades.

   Nos campos de concentração as linhas de vida eram muito ténues, pela desnutrição, falta de condições nos abrigos comuns e doenças, Viktor percebeu que os que se entregavam ao desespero, à desistência e à depressão faleciam pouco tempo depois; ele conseguia, até, antecipar essas mortes por comportamentos específicos que os presos tinham quando desistiam da vida.

   Em certos acontecimentos extremos, em que ele foi confrontado com a possibilidade da morte, imaginava cenários mentais como, por exemplo, dar a mão à mulher e imaginar-se próximo dela, a dar palestras e ensinamentos em salas para grande número de pessoas. Ele considerou que foram estes os motivos que o mantiveram ligado à vida.

    Vivemos tempos de grande holocausto mental, em que as pessoas têm os seus corpos livres, mas as suas mentes aprisionadas. Em que o pensamento reflexivo e critico foi substituído por narrativas de opinião altamente polarizadas e que são repetidas pelas massas de formas totalmente inconscientes.

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   O vaso está cheio, transbordante, cheio de tudo, menos daquilo que é da própria pessoa.

   O Grande Sentido, foi substituído por pequenos sentidos supérfluos, efémeros e vazios.

   Liberdade sem um sentido maior e um propósito é degradante, e nós estamos a assistir a essa degradação em primeira fila. A tendência é piorar porque, precisamente, se não temos um propósito transcendente como indivíduos e por consequência como coletivo, as probabilidades são grandes de perpetuarmos estes padrões de guerras, conflitos e divisões, indeterminadamente.

   Escrevo este texto especialmente para todos os pais com vista aos seus filhos, é importante guiar as crianças e jovens; para além da educação escolar, é necessário ter em vista um complemento de educação filosófica e moral.

   É importante perceber o grande sentido da criança/jovem, daquilo que realmente os liga à vida. Todos nós, sem exceção, temos um sentido, podemos dizer que é o nosso dom, é aquilo para o qual nascemos.

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   É importante estabelecer uma estrutura nas rotinas da criança/jovem que os levem a ter tempo para desenvolver, de uma forma ativa, esse propósito; e neste caminho, o interessante é que os pais também vão poder beneficiar deste trabalho interior porque muitos dos seus aspectos são revelados através dos filhos.

   Este movimento acaba por fortalecer os laços familiares e concede uma estrutura de um valor inestimável para o desenvolvimento e continuidade da vida destas crianças e jovens.

   Mais do que dar um bom futuro aos filhos, pela via de bens materiais e valores financeiros, é tão ou mais importante construir em conjunto estas bases filosóficas e morais que geram prosperidade, e que nenhuma intempérie pode destruir.

   As nossas crianças e jovens estão a definhar na ociosidade digital, na falta de referências comportamentais reais que as possam inspirar e ajudar no futuro.

   Simbolicamente, se a mente morre a morte seguinte é a do corpo; sem um motivo não há razão para viver. Esta estrutura é decisiva, podendo evitar distúrbios comportamentais como o suicídio, as drogas e doenças.

   Quando percebermos que a liberdade e o tempo de que dispomos pode gerar benefícios ilimitados, de valor inestimável, não vamos querer abdicar.

Henrique Garcia - 29 de Março 2026

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VIDAS  MECANIZADAS

    Sonhos que inventamos para matar saudades do passado de aventura sem mentira e sem artimanhas; muitas vezes, o sonho não é mais do que uma forma de estar mais perto dos outros e mais longe do nosso próprio ser. O que inventamos contra a monotonia é algo que combate o egoísmo que se apodera de cada um, por um futuro sem miragens em que a luz seja um guia capaz de combater o nefasto fatalismo com que nos debatemos no dia-a-dia, como um tirano da nossa tranquilidade.

    Para sermos cada vez mais nós, teremos que combater esta forma apressada de viver à mercê das intempéries da sociedade mecanizada e doentia, que nos enclausuram com exercícios de recalcamentos fantásticos que nos limitam as fronteiras do convívio e da própria existência no essencial da nossa liberdade.

    A contrapartida está na coragem de ter fé e avançar seguramente ao encontro dos outros, onde sentimos despertar a magia desta onda de busca dos simples. É aí que está a trajectória que respeita a nossa integridade íntima e nos fará recuperar as imagens da adolescência terna, onde a sinceridade das palavras e dos gestos se contrapõe à repressiva obsessão dos objectos que nos manipulam, artificialmente, contra a perfeição das coisas simples.

Joaquim Coelho, 18 de Maio de 2019

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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Ucrânia e UE - Tragédias Anunciadas

NOTA Prévia:

    Há muito tempo que a Europa perdeu o rumo e a União Europeia ficou refém da incompetência dos seus dirigentes. Gente sem capacidade de visão política mundial, perderam o tino e conduzem a Europa para a insolvência dos seus princípios básicos e falência financeira: criar um espaço de convivência pacífica e proteccção social das populações. Ora, perdidos os valores solidários da comunidade, perdidos os importantes meios de produção e desenvolvimento, a UE está atulada em dívidas e compromissos financeiros que jamais conseguirá cumprir, especialmente com os Estados Unidos da América. 

    Assim, com governantes predominantemente acéfalos, perdidos nas nuvéns da ambição desmedida, o futuro dos cidadãos começa a ficar miseravelmente perdido nas catacumbas dos gabinetes de Bruxelas.

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Propaganda, Negação e o Sacrifício da Ucrânia
É hoje praticamente impossível abordar a guerra na Ucrânia sem reconhecer o ambiente intelectual peculiar em que o debate foi sendo moldado. Desde muito cedo se tornou evidente que qualquer tentativa de formular uma crítica ponderada — ou simplesmente de reconhecer a complexidade do conflito — era recebida com uma agressividade quase ritual. Bastava insinuar que o governo de Zelensky não correspondia ao ideal romântico de liderança patriótica, ou recordar que a queda de Bakhmut, em Junho de 2023, revelava a derrocada estratégica de Kiev, para que o autor dessas observações fosse imediatamente classificado como inimigo interno, marioneta do Kremlin ou traidor moral do “Ocidente democrático”.
A resposta automática — “Então vai para Moscovo!” — funcionava como espécie de senha emocional que dispensava análise, suspendia o pensamento crítico e bloqueava qualquer tentativa de discutir os factos. Não era apenas uma reacção infantil; era um reflexo bem estudado de uma cultura política que já não se alimenta da discussão racional, mas de slogans que funcionam como marcadores identitários.
O que se passou na Europa, sobretudo após 2022, não foi, portanto, apenas a construção de uma narrativa política: foi a consolidação de uma cultura de propaganda. Não a propaganda clássica, ingénua, de contornos patrióticos, mas uma propaganda mais sofisticada, regressiva na sua essência e emocionalmente manipuladora. Uma propaganda que se sustenta tanto no que afirma como, sobretudo, no que deliberadamente omite.
Ao longo dos últimos anos, assistiu-se à fusão progressiva entre discurso político e discurso mediático, produzindo um sistema de informação que opera segundo lógicas de mobilização emocional permanente. A Ucrânia tornou-se, neste sentido, um laboratório privilegiado. As omissões, as distorções e as leituras unilaterais funcionaram como dispositivos destinados a produzir o ambiente psicológico necessário para legitimar uma confrontação estratégica com a Rússia.

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O mais paradoxal, contudo, é que mesmo quando surgiram sinais ténues de racionalidade por parte de Kiev — nomeadamente a disponibilidade para explorar caminhos diplomáticos — não foi a Ucrânia quem determinou o rumo da política de guerra. Foram os governos europeus que, com uma mistura de voluntarismo moralista e arrogância civilizacional, decidiram que negociar com Moscovo equivaleria a capitular perante o inimigo. Assim, a soberania ucraniana, tantas vezes evocada em discursos inflamados, foi rapidamente relativizada sempre que se tornava inconveniente para os objectivos estratégicos de Bruxelas e Washington.
Convém recordar um ponto essencial, frequentemente varrido para debaixo do tapete: Zelensky foi eleito em 2019 com um mandato explícito de pacificação. Os ucranianos votaram num candidato que prometia pôr termo a um conflito que já durava desde 2014. Esse mandato foi, no entanto, progressivamente esvaziado, primeiro pela pressão das forças nacionalistas ucranianas e depois — de forma muito mais profunda — pela realpolitik ocidental, que sempre encarou a Ucrânia como instrumento e não como sujeito político.
A cronologia não mente: o conflito não teve início em 2022, mas numa sequência de decisões geopolíticas que procuraram transformar a Ucrânia num tampão militar e num vector de pressão estratégica contra Moscovo. É neste contexto que deve ser entendida a crescente intromissão do chamado “Ocidente colectivo” nos processos eleitorais, legislativos e militares ucranianos. A Ucrânia foi sendo moldada como peça de um xadrez cujo tabuleiro nunca controlou.
À medida que a guerra avançava e a realidade se impunha — cidades devastadas, um país exaurido, perda demográfica irreversível, uma economia reduzida à dependência externa — a narrativa oficial limitou-se a insistir num voluntarismo que já não enganava ninguém. A Europa, em vez de reavaliar os seus pressupostos, reforçou-os. O mecanismo psicológico é típico de todas as grandes ilusões políticas: quando a realidade ameaça desmentir a narrativa, reforça-se a narrativa para afastar o desconforto cognitivo.
A ironia final deste processo reside no facto de que muitos dos governos europeus envolvidos sabiam perfeitamente que estavam a empurrar a Ucrânia para um confronto impossível. Sabiam que a Rússia encarava a aproximação militar da NATO como ameaça existencial. Sabiam que estavam a lidar com um país marcado por tensões internas profundas, por redes nacionalistas radicais e por níveis de corrupção estrutural que incompatibilizariam qualquer candidatura séria ao modelo democrático europeu. Apesar disso, prosseguiram como se operassem num laboratório sem custos humanos.

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Os acontecimentos mais recentes — incluindo investigações que apontam responsabilidades de agentes ucranianos em actos de sabotagem, como no caso das explosões do Nord Stream — expõem uma contradição moral difícil de ignorar: aqueles que proclamam defender a liberdade e a ordem internacional aceitaram, na prática, uma política que instrumentaliza povos inteiros para alcançar objectivos geoestratégicos que já nem eles próprios conseguem justificar integralmente.
A história demonstrará, com a sua habitual sobriedade cruel, que o Ocidente sacrificou a Ucrânia não por altruísmo, nem sequer por mero cálculo estratégico, mas por uma incapacidade estrutural de admitir que a sua própria narrativa estava errada desde o início. E quando a incapacidade de reconhecer erros se transforma em programa político, o preço é sempre pago por terceiros — nunca pelos que tomam as decisões.
A Ucrânia foi, assim, transformada numa das mais trágicas vítimas de uma era marcada por propaganda, cinismo e uma crescente deserção das responsabilidades morais da política. No centro desta tragédia não está apenas um país destruído; está a revelação inquietante de uma Europa que perdeu o sentido da prudência e o respeito pela verdade.
E talvez seja isto, no fim, o mais perturbador.
Tenho dito
1/12/25 - ADRIANO PIRES
 

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Última HORA:
A ex-Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, acaba de ser PRESA POR FRAUDE.
A UE vive de corrupção, e essa corrupção só virá à tona quando a guerra na Ucrânia terminar.
BILHÕES FORAM PARAR DIRETAMENTE NOS BOLSOS DAS ELITES UCRANIANAS E DE BRUXELAS.
ESTÁ ASSIM DESVENDADO O MISTÉRIO DE TÃO GRANDE ADESÃO DA CONTINUAÇÃO DA GUERRA DA UCRÂNIA POR PARTE DA UE.

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Putin rejeitou as propostas europeias, considerando que “as exigências europeias são inaceitáveis para a Rússia”. Acusou ainda os líderes europeus de “dificultarem” as propostas dos EUA e insistiu que “não têm uma agenda pacífica”. O presidente russo afirma que a Europa esteve afastada das negociações do plano de paz por sua própria culpa.
Putin diz que a Rússia não quer a guerra, mas “se a Europa quiser fazer a guerra, estamos prontos agora”, acrescentou, segundo a Reuters.

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                SIMBOLISMO, SEM GRANDES PRENDAS
A encenação de um encontro - e as suas limitações
 
Hoje, no Eliseu, o encontro entre Zelensky e Macron pretendeu mostrar união e empenho - uma fotografia de diplomacia reforçada, uma imagem de apoio ocidental renovado à causa ucraniana. A agenda oficial fala de “paz justa e duradoura”, em coordenação com os esforços dos Estados Unidos e os diálogos de Genebra.
Mas a substância, a este ponto, permanece escassa.
O plano americano, de 28 pontos - amplamente criticado por favorecer Moscovo - teve de ser revisto, e mesmo assim alimenta dúvidas em muitas capitais europeus. A componente militar de apoio parece esbarrar no receio político de muitas lideranças ocidentais, sobretudo aquelas sob pressão interna, o que reduz o que originalmente se podia vislumbrar como compromisso real de segurança.
Uma década de promessas não cumpridas - e a sombra de 2014
Desde 2014, com os Acordos de Minsk, a liderança ucraniana optou por caminhos políticos e militares de resistência e pressão - nomeadamente em Donbass - em vez de cumprir integralmente os acordos de cessar-fogo e descentralização. Isso condicionou, desde logo, a credibilidade da via diplomática.
A insistência, ao longo dos anos, numa aliança de facto com Washington - e numa dependência das políticas de pressão dos EUA sobre Moscovo - consolidou uma trajetória que hoje se aproxima de um beco sem saída. O plano americano atual surge como herdeiro dessa aposta: Kiev, sem garantias sólidas, não tem margem para reivindicar grandeza; arrisca-se, sim, a perder o que tinha como esperança.
No momento em que se reavivam negociações de paz, o custo da escalada militar e da dependência externa assume proporções dramáticas: território perdido, população devastada, infraestrutura destruída. A “vitória” prometida, se vier, dificilmente será radiosa - mais provável é uma paz imposta pelas circunstâncias, com compromissos umbilicais frágeis, à espera do primeiro desafio de Moscovo.
O “esgar” - rostos que falam mais do que palavras
Nas imagens da recepção de hoje, nota-se algo mais do que cortesias protocolares. O olhar de Zelensky, tenso; o semblante sério de Macron; o gesto contido, quase de obrigação. Mesmo os acompanhantes - incluindo as respetivas esposas - parecem carregar o peso do simbolismo: não há sorrisos fáceis, não há gestos espontâneos de confiança.
Esse “esgar” - mistura de apreensão, diplomacia cansada e consciência de um contexto frágil - transmite mais do que palavras: revela incerteza. A cena pública busca transmitir unidade, mas revela, no corpo, no rosto, o receio de quem sabe que “apoiar” hoje pode significar deixar para amanhã o desenlace do problema.

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A paz que vem - provável - mas sem glória
É possível que, nos próximos meses, a guerra esfrie. Que a diplomacia, os bombardeamentos exaustivos e o desgaste bélico conduzam a um cessar-fogo. Talvez haja trocas, garantias provisórias, alguma reconstrução. Mas dificilmente será a paz dos sonhos de 2014 - ou mesmo dos apelos de 2022.
Quando chegar esse momento, Kiev vai, ou deveria, olhar para trás e perceber que ao longo da década fez escolhas: apostar tudo na resistência militar e na pressão ocidental como forma de assegurar futuro. Se esse futuro chegar com concessões territoriais, com condicionamentos à soberania, com dependência externa reforçada - estaremos, de facto, perante uma derrota estratégica.
Porque, afinal, o que se vê hoje no Eliseu é o coroar de anos de reforço militar, promessas geopolíticas e diplomacia de palco - mas sem que essa retórica tenha gerado, de facto, a segurança real que prometia e a compreensão das razões que tinha um lado considerado inimigo.
02-12-2025 - João Gomes in Facebook
 

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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

A Europa está Hospitalizada

O REI VAI NU e a EUROPA não viu...

   D. Vance foi a Munique afirmar o princípio da força como fundamento do poder, o princípio da unidade do poder e negar as bem-intencionadas teses da divisão tripartida dos poderes, executivo, legislativo e judicial de Montesquieu. O vice presidente dos EUA foi a Munique expor a realidade em que assenta o poder nos Estados Unidos: a lei dos xerifes do Oeste: a lei sou eu e o meu revólver. Os poderes tradicionais e os não tradicionais devem estar submetidos ao detentor do poder executivo. J. D. Vance explicou que o êxito dos Estados Unidos e a vitória de Trump resultam do facto de o poder ser exercido por uma conjugação de tirania e oligarquia, na classificação de modos de governo estabelecido por Platão em "República".

   Perante uma assembleia de funcionários políticos europeus (raros políticos eleitos), o vice-presidente dos EUA afirmou que o governo de Trump respeita a hierarquia de Platão, de que a oligarquia é preferível à democracia, que durante milénios foi eficaz para os poderosos exercerem o seu poder e gozarem os seus privilégios, que a oligarquia constitui o único sistema de governo que o que atualmente (desde o final da Segunda Guerra Mundial) é designado por “democracia” são versões de oligarquias adaptadas aos meios para as legitimar.

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OXIGÉNIO PRECISA-SE PARA UMA UE DOENTE

   Na ala de urgências da Europa, há um paciente em estado crítico: a Alemanha. Chegou pálida, com a pressão económica em queda e a temperatura industrial abaixo dos 36 graus. A enfermeira-chefe, Ursula von der Leyen, tenta aplicar uma injeção de fundos e sanções, mas o doente não reage.

   No monitor, os números tremem: produção industrial, exportações, confiança empresarial - tudo em linha descendente. Do outro lado da cama, um médico francês observa, de estetoscópio pendurado, mas ele próprio cambaleia com tonturas fiscais e febre social. É o Dr. Macron, especialista em diagnósticos grandiloquentes e em reformas que causam mais convulsões do que curas.

   Na sala de espera, os restantes membros da União observam a cena com aquela expressão de quem já sabe que o seguro de saúde não cobre tudo. A Itália pede calma, a Espanha finge estar melhor, a Hungria fuma no corredor e a Polónia ameaça mudar de hospital. No fundo, ninguém tem oxigénio suficiente para si, quanto mais para o outro.

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   O caso da Alemanha é paradigmático: Décadas a viver do músculo industrial e da energia barata russa, e agora descobre-se dependente de baterias chinesas e burocracias de Bruxelas. A máquina produtiva está presa a tubos verdes - impostos climáticos, metas ambientais, e regulamentos que exigem painéis solares até nos telhados das fábricas falidas. O diagnóstico é unânime: anemia energética crónica.

   Mas o tratamento é controverso. Uns dizem que precisa de transfusões de gás russo; outros, de terapias verdes mais intensivas.

   Enquanto isso, a economia perde sangue e o paciente murmura baixinho: “Vielleicht war es besser mit Nord Stream...”. A França, no leito ao lado, não está muito melhor. O pulso político é irregular, entre protestos e dissoluções parlamentares. O coração europeu da igualdade e da fraternidade bate em arritmia, e cada nova tentativa de Macron de reformar o sistema provoca uma nova inflamação nas ruas.

   Ambos, França e Alemanha, os outrora “motores da Europa”, agora lembram dois carros híbridos avariados à beira da autoestrada, à espera de um reboque que nunca chega.

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   Entretanto, Bruxelas organiza reuniões de emergência - verdadeiros simpósios de cardiologia orçamental. Os ministros das Finanças debatem pacotes de estímulo, fundos de resiliência, planos de transição, e tudo termina em comunicados otimistas redigidos em linguagem que nem os tradutores acreditam. É o natal longínquo da esperança europeia, com presentes embrulhados em PowerPoints e promessas de “coordenação fiscal” que nunca se concretizam.

   E enquanto o soro financeiro pinga lentamente, o mundo gira lá fora. Os Estados Unidos cobram tarifas e vendem gás caro, a China disputa o mercado elétrico, e a Rússia observa tudo com o ar paciente de quem sabe que, mais cedo ou mais tarde, o hospital fechará por falta de fundos.

Se houvesse justiça poética, alguém abriria a janela e deixaria entrar um pouco de ar fresco - oxigénio, enfim. Mas em Bruxelas, o protocolo exige máscara de formalidade e luvas de tecnocracia.

   A Europa asfixia lentamente, presa entre dogmas e dívidas. E a única máquina que ainda funciona é a de ventilação política, que repete sem parar: "A recuperação está a caminho... a recuperação está a caminho..."

22-10-2025  João Gomes

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E TUDO a União Europeia ACEITOU

   Há quem diga que a Europa é um velho continente cansado. Eu diria antes que é um continente crédulo - e de uma flexibilidade moral invejável. Depois de anos a marchar ao som da banda da NATO, entre discursos inflamados e bandeiras azuis estreladas, eis que, subitamente, a proposta de paz vem de Trump — sim, o mesmo que Bruxelas tratou como bufão populista, ameaça à democracia e, em certos jantares de comissários, quase como um bárbaro à porta do império.

   Mas agora, com Kiev e os seus aliados a aceitar que a linha atual da frente seja o ponto de partida das negociações, a retórica heroica da União Europeia soçobrou como um balão furado. Afinal, não era a Ucrânia “a muralha da Europa”? Não estava Putin prestes a marchar sobre Varsóvia, Paris e quem sabe até Bruxelas (onde, ironicamente, já reina a confusão há muito tempo)?

   Durante dois anos, a Comissão Europeia transformou a guerra num drama moral e identitário, onde quem pedisse diálogo era cúmplice do Kremlin, e quem falasse de paz era acusado de ingenuidade geopolítica. Agora, confrontada com a realidade militar - e com Trump, o novo maestro em Washington, a Europa engole em seco, muda o discurso e... aceita.

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   Aceita que a Ucrânia não vai reconquistar Donetsk. Aceita que a NATO não manda mais na agenda global. Aceita que os seus planos de “autonomia estratégica até 2030” soam a promessa de ginásio: boa intenção, zero execução.

   E tudo, claro, com ar sério e institucional, como se fosse exatamente isto que tinham planeado desde o início. A arte europeia da incoerência diplomática está viva e recomenda-se.

   Entretanto, a retórica do “inimigo às portas” serviu bem: justificou aumentos orçamentais para a defesa, contratos milionários com as indústrias de armamento e o adiamento conveniente de debates sobre pobreza, energia e desigualdade. Agora que a paz volta à mesa - não pela mão da Europa, mas de Trump, em Bruxelas instala-se o silêncio constrangido de quem percebeu tarde demais que andou a fazer política externa com hashtags.

   No fundo, a história é simples: a UE não conduz, segue. Segue Washington quando é democrata, segue Trump quando regressa.

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   Segue a Ucrânia enquanto convém, e deixa-a seguir sozinha quando a realidade militar aperta. E quando tudo muda, a Europa faz o que melhor sabe fazer: aceita. Aceita com gravidade, com comunicados oficiais, com um ar de quem sempre teve razão. Aceita, porque recusar exigiria pensar por conta própria - e isso, convenhamos, não cabe nos tratados.

   E ninguém se demite? Não: as mordomias salariais são muito boas e tapam todas as vergonhas...

Por: João Gomes