domingo, 23 de dezembro de 2012
BOAS FESTAS
Um sentido de vida solidária com os que me são próximos; de aprendizagem permamente; alguns anos de jornalismo de investigação, em paralelo com outras actividades, deixaram sinais que não posso esconder.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
A LIBERDADE DE ESCOLHER
Embora acredite na regeneração da sociedade, os problemas não se resolvem com o tempo... mas sim com atitudes concretas! Deixo um texto que a imprensa não quis publicar, já lá vai um tempo...
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Para nosso mal pessoal e comunitário, a integridade física fica em perigo a partir do momento em que começamos por gostar mais daquilo que nos maltrata, destrói e mata! Enquanto não percebermos que estamos rodeados por uma corja de ladrões na actividade política, nos bancos e um bando de agiotas a gerirem a economia e a fazer as leis que nos regem, uma legião de pessoas com indícios de frustração e alguns mal formados a educar os jovens, uma cambada de oportunistas a gerir os organismos reguladores e fiscalizadores dos bens que consumimos; enquanto não forem devidamente castigados os perigosos delinquentes que nos põem em perigo todos os dias, bem como a cáfila de camelos a conduzir potentes automóveis e motos como armas mortíferas nas estradas, a liberdade de movimento está demasiado condicionada e é preciso muita sorte para não irmos parar ao cemitério.
Tudo isto me faz ver a sociedade em decadência e perigosa, onde a integridade dos cidadãos está à mercê dos vândalos. As pessoas já não têm vontade própria; vivem ao sabor da grande força da publicidade, ao arrepio dos códigos de conduta.
Os cidadãos não têm muito por onde escolher, perante a avalanche de produtos importados, de muito má qualidade; com a gravidade de serem alimentos perigosos para a saúde. Entramos nos hipermercados e temos a sensação de estarmos em países estrangeiros, tal é a quantidade de produtos importados, em prejuízo do produto nacional. Então para que serve a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar)? Pela amostragem, percebemos que estamos entregues aos gananciosos que buscam o lucro a qualquer preço. A saúde dos pacatos cidadãos está constantemente em perigo, enquanto as autoridades reguladoras dormem à sombra das chorudas mordomias.
Antes de nos preocuparmos na competição do querer ter algo primeiro do que os outros, devíamos protestar contra a importação de produtos desnecessários, quando a produção nacional é posta de lado, com graves repercussões para a economia e o emprego. Mas há oportunidades e oportunistas; os bem instalados, e com amigos nos poderes públicos, com dinheiros próprios ou alheios, vivem espantosamente bem; enquanto os outros, desprotegidos, vão caindo, cada vez com mais estrondo nas sarjetas onde só conseguem vasculhar os caixotes do lixo. Chamam a isso o mundo da globalização, onde todos têm as mesmas oportunidades! Realmente, somos cada vez mais iguais em olhar o sol, mas cada vez mais diferentes nos acessos aos meios de trabalho e bem-estar. Se o povo tivesse mais condições de acesso à cultura com qualidade, saberia escolher e a sociedade não seria tão cruel e o poder tão iníquo. Mas onde está a dignidade humana?
O poder político vergou-se às imposições dos agiotas internacionais, com a perda de influência dos governos! Nada consegue suster o arrebatamento mercantil e a sua corrente económica que desgraça os mais débeis da sociedade, na sua marcha imparável e desumana. Vemos os alicerces a ruir no mundo em decadência; o futuro é uma incerteza e os sonhos deixaram de ser efémeros – são utópicos!
Destruído o círculo fraternal e da solidariedade, pouco restará da generosidade humana. Perdida a origem dos valores humanos e fraternais, nada mais perdura e tudo acabará no caos; até mesmo o mercantilismo venenoso tem agravado a derrocada dos valores regeneradores da sociedade civilizada. Pelo menos, tenhamos a coragem de escolher o produto nacional, de denunciar as irregularidades dos malfeitores e protestar contra as injustiças e todo o tipo de prepotências.
DIAS DE SOFRIMENTO
Tantas noites mal dormidas
por causas que me são alheias
tão graves como as feridas
que tolhem as minhas ideias.
Tantas crianças mal nutridas
tantos doentes maltratados
tantos homens sem trabalho
tantas dúvidas acumuladas
tantos dias de sofrimento.
Os injustiçados vão acordar
vão juntar forças e protestar
vão escorraçar todos os medos
não mais vão ficar quedos…
vão quebrar as últimas vidraças
que os separam da gamela
vão partir o cenário das praças
que envergonha a farpela
vão esbarrar a má governação
que nos empobrece a nação…
longe da vida sem adornos
vão pegar os bois pelos cornos.
Temos de reclamar da justiça
severa punição a quem atiça
fogos na floresta sem concerto,
e causa morte a quem é pobre…
aos que humilham por decreto,
nojo de escumalha que encobre
a ganância e a indignidade
que causam tanta infelicidade.
Sem raiva e sem desespero
vamos cultivar lisura e esmero…
vamos castigar os prevaricadores
(tantos ladrões entre doutores),
vamos lutar em campo aberto
contra os trapaceiros perversos,
antes que nos deixem no deserto
vou proclamar os meus versos.
Maia, Maio de 1994
Joaquim Coelho..

Um sentido de vida solidária com os que me são próximos; de aprendizagem permamente; alguns anos de jornalismo de investigação, em paralelo com outras actividades, deixaram sinais que não posso esconder.
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
JUSTIÇA E PROMISCUIDADE
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GANGS DE JUIZAS?
Logo após surgir na Comunicação Social a informação de que as escutas de conversas telefónicas entre o primeiro-ministro e um banqueiro suspeito de envolvimento em graves crimes económicos tinham sido remetidas pelo Ministério Público ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça para validação processual a ministra da Justiça entrou em cena com a subtileza que lhe é peculiar. Primeiro declarou que era preciso mexer na legislação sobre o segredo de justiça (quando as vítimas das violações do segredo de justiça eram outras ela dizia que a impunidade acabou) e logo de seguida "solicitou" à Procuradoria-Geral da República que viesse ilibar publicamente o primeiro-ministro e líder do seu partido, o que a PGR prontamente fez garantindo não existir contra ele «quaisquer suspeitas da prática de ilícitos de natureza criminal».
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domingo, 8 de julho de 2012
Salvar o País
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Um sentido de vida solidária com os que me são próximos; de aprendizagem permamente; alguns anos de jornalismo de investigação, em paralelo com outras actividades, deixaram sinais que não posso esconder.
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domingo, 24 de junho de 2012
ENTÃO, QUE PAÍS TEMOS?
Pires Veloso, que foi governador militar do Norte,considera que agora que «o povo já não aguenta mais e não tem mais paciência, écapaz de entrar numa espiral de violência nas ruas», alertou, esperando quecaso isso aconteça não seja com uma revolução, mas sim com «uma imposição moralque leve os políticos a terem juízo».
O general defendeu uma cultura de valores e de ética:«há uma inversão que não compreendo desses valores e dessa ética. Não aceito aactuação de dirigentes como, por exemplo, o Presidente da República, que já hápelo menos dois anos, como economista, tinha obrigação de saber em que estadoestava o país, as finanças e a economia. Tinha obrigação moral e não só dedizer ao país em que estado estavam as coisas», defendeu.
Pires Veloso lamentou a existência de «um gangue quetomou conta do país. Tire-se o gangue, tendo-se juízo, pensando no que podeacontecer. E ponha-se os mais ricos a contribuir para acabar a crise. Porqueneste momento não se vai aos mais poderosos. Não compreendo como Mexia recebe600 mil euros e há gente na miséria sem ter que dar de comer aos filhos. Bempode vir Eduardo Catroga dizer que é legal e que os accionistas é que querem,mas isto não pode ser assim. Há um encobrimento de situação de favores aos maispoderosos que é intolerável. E se o povo percebe isso reage de certeza», disse.
Para Pires Veloso, casos como este, que envolvemsalários que «são um insulto a um povo inteiro, que tem os filhos com fome»,fazem, na opinião do militar, com que em termos sociais a situação seja hojepior do que antes do 25 de Abril.
Quanto ao povo, «assiste passivamente à mentira e aoroubo, por enquanto. Mas se as coisas atingirem um limite que não tolere, é ocabo dos trabalhos e não há quem o sustenha. Porque os cidadãos aguentam, têmpaciência, mas quando é demais, cuidado com eles. Quando se deu o 25 de Abrilde 1974, disseram que havia de haver justiça social, mais igualdade e melhorrepartição de bens. Estamos a ver uma inversão do que o 25 de Abril exigia»,considerou Pires Veloso.
Manuel Ferreira Leite, ainda a propósito da segurança social, lembra que ossubsídios são pagos depois de contribuições dos cidadãos. "Tenho aobrigação de entregar um quarto do meu ordenado, tenho direito de terprestação".
Falar em alterações "cria pânico nas pessoas, as pessoas estãoamedrontadas". E volta a referir que é um tema que tem de ser tratado"com muito cuidado e prudência e não transmitir a ideia que é precisomudar. A intranquilidade que se está a gerar, só com a perspectiva de que algopode mudar e não há hipótese de refazer, é algo preocupante".
Além disso, Manuela Ferreira Leite diz que estas declarações sobre apossibilidade de se realizar reformas na segurança social, assim como ocongelamento das reformas antecipadas, dão a sensação que a segurança socialestá em colapso. Por isso, é preciso saber porquê e o que aconteceu, já que nareforma anterior se garantiu que a sustentabilidade da segurança social estavagarantida até 2030. Agora não estará garantida, deixa a pergunta ManuelaFerreira Leite, pretende explicações, porque o que entrou em colapso foi asituação económica, mas não a segurança social.
Um sentido de vida solidária com os que me são próximos; de aprendizagem permamente; alguns anos de jornalismo de investigação, em paralelo com outras actividades, deixaram sinais que não posso esconder.
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sábado, 7 de abril de 2012
Tempo de Páscoa
Um sentido de vida solidária com os que me são próximos; de aprendizagem permamente; alguns anos de jornalismo de investigação, em paralelo com outras actividades, deixaram sinais que não posso esconder.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
DEFENDER A LÍNGUA PORTUGUESA
EM DEFESA DA Língua Portuguesa
«A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, prepara-se para abandonar o novo acordo ortográfico»!
E o prof Malaca Casteleiro, ... piurso.
(e dois dias antes... )
OPINIãO
O acordo do desacordo
07 Fevereiro 2012 | 23:30
BagãoFélix
Volto ao Acordo Ortográfico (AO). Por obra e graça de Vasco Graça Moura que felicito pela coragem e determinação. Assim como pela oportuna iniciativa de Mota Amaral.
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O MEU COMENTÁRIO
HÁ QUE TOMAR MEDIDAS PARA CORRIGIR O QUE ESTÁ ERRADO. Porque a “nossa língua” descende do Latim e do Grego, além de outras de menor importância, os que prepararam o Acordo/desacordo… ou são ignorantes ou renegaram a origem da Língua Portuguesa. Abrasileirar a língua sem respeitar as bases da formação das palavras é um atentado à nossa origem de nação com mais de oito séculos. JoaquimCoelho
MAIS...
Acordo ortográfico
Caríssimos amigos,
Se existe uma commonwealth, que nunca necessitou de qualquer acordo ortográfico, por que carga de água há-de a lusofonia ser mais papista do que o papa?
Sem acordo ortográfico, o inglês é para o ocidente o que o latim jamais conseguiu ser e é para o mundo aquilo que muitas boas vontades e ilusões pretenderam para o esperanto e foi só esperança vã.
Não é pela inexistência de acordo ortográfico que americanos e ingleses se desentendem, sendo que dizermos o contrário não seria desmentido.
Se quisermos falar do castelhano, língua a que muitos, principalmente sendo madrilenos ou portugueses, chamam espanhol, saberemos que são mais de uma dúzia as suas variantes. De tal forma que no próprio território de nuestros hermanos vigoram duas formas ortográficas distintas e oficialíssimas: castelhano tradicional e castelhano moderno. E é bom que se saiba que a Espanha exerce uma influência cultural e política sobre as suas ex-colónias que não se compara com a nossa, sobretudo porque não deixou que se desenvolvessem complexos de colonizador/colonizado. São cordiais e exemplares as relações no seio dos falantes do castelhano; se tentassem um acordo ortográfico, talvez resultassem daí suspeitas.
Do meu ponto de vista, a melhor forma de contribuirmos para a unidade – unidade de características paritárias – é não termos qualquer acordo ortográfico. Tê-lo só pode significar submeterem-se uns aos ditames dos que mais podem ou submeterem-se todos a um qualquer capricho iluminista.
Que cada espaço, que cada fronteira política escolha a norma ortográfica que mais lhe convenha de acordo com o seu sentir, de acordo com as suas necessidades. Sempre entendemos os brasileiros e sempre as editoras do Brasil colocaram aqui os seus livros com um impacte que é escusado enaltecer. Pensar que submetermo-nos por inversão do complexo de colonizador/colonizado nos trará benefícios é como confiar nos horóscopos que vêm nos jornais. Não vamos obter quaisquer benefícios nem culturais nem mercantis. Os autores portugueses que mais êxito têm tido no Brasil são Saramago e Miguel Sousa Tavares, que exigem precisamente que as suas obras sejam ali impressas em português padrão.
É que as coisas podem tornar-se naquilo que desejamos, quando sabemos desejar, mas são quase sempre o contrário do que se prevê. Unidade, unidade pode ver-se na mão o símbolo. É por serem desiguais os dedos que a mão se torna funcional. É por ter órgãos diferenciados que o nosso corpo é o que é e não uma alforreca.
Para resumir: estou nos antípodas do que pensa e pretende para sua póstuma e vã glória o Dr. Malaca Casteleiro e em convergência quase absoluta com o Dr. Vasco Graça Moura que aqui saúdo, agradecendo-lhe a coragem com que luta nesta guerra desigual que nós sabemos que já perdemos, embora muito mais vá perder, não só a nossa língua portuguesa, mas também as outras línguas portuguesas, exceptuando-se, claro, a variante brasileira, mercantilmente mais poderosa. Vencerá imperialmente sobre os destroços.
De hoje a oito dias sai a propósito uma crónica minha no Jornal do Barreiro. Os interessados poderão consultar na NET,
Para terminar: não pretendo respeitar qualquer acordo ortográfico, seja este seja o que vier. Estou a pensar, inclusive, para incomodar, inventar uma norma muito minha em que acabo com os cês e os quês e encho a prosa de kapas.
Em política, o que parece é, mas em tudo mais não é assim, é ao contrário.
Pax Profundis! Abdul Cadre
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Ministro a Brincar com Insultos
O pseudo-ministro "indefeso" aguiar branco, está chafurdando no lodo do Tejo!General da Força Aérea arrasa Ministro da Defesa
"Ex.º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada:
Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos. Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe. Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas. Diz o Sr. Ministro que “a solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro. Como disse o Sr. Coronel Vasco Lourenço no seu livro, “os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar…” Diz também S. Ex.ª que as Forças Armadas estão a ser repensadas e reorganizadas. Ora, se existe algo que num País não pode ser repensado nem modificado quando dá jeito ou à mercê de conjunturas desfavoráveis, são as Forças Armadas, porque serão elas, as mesmas que a classe política vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração. Fala o Sr. Ministro de algum descontentamento protagonizado por parte de alguns movimentos associativos. Se S. Ex.ª está convencido que o descontentamento de que fala se limita a “alguns movimentos associativos”, está a cometer um erro de análise muito sério e perigoso, e demonstra o desconhecimento completo do sentir dos homens e mulheres de que é o responsável político. Este descontentamento, que é geral, não tenha dúvida, tem vindo a ser gerado pela incompetência, sobranceria, despudor e, até, ilegalidade com que sucessivos governos têm vindo a tratar as Forças Armadas. É a reacção mais que natural de décadas de desconsiderações e de desprezo por quem (é importante relembrar isto) vos deu de mão beijada a possibilidade de governar este País democraticamente! As Forças Armadas não querem fazer política! Não queiram os políticos, principalmente os mais responsáveis, “ensinar” aos militares o que é vocação, lealdade, verticalidade e sentido do dever. Mesmo que queiram, não podem fazê-lo, porque não possuem, nem a estatura nem o exemplo necessários para tal. Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”? Não são seguramente os militares que estão no sítio errado! Por tudo o que atrás deixei escrito, sinto-me profundamente ofendido pelas palavras do Sr. Ministro.
Com respeitosos cumprimentos de camaradagem
EDUARDO EUGÉNIO SILVESTRE DOS SANTOS, Tenente-General Piloto-Aviador (Ref.) 000229-B
P.S. – Informo V. Ex.ª que tenho a intenção de tornar público este texto."
Um sentido de vida solidária com os que me são próximos; de aprendizagem permamente; alguns anos de jornalismo de investigação, em paralelo com outras actividades, deixaram sinais que não posso esconder.
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
O CCB resgatado ao crioulo
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Aulas práticas sobre voto útil: Ensino superior
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Mais um julgamento que decorreu segundo as regras
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Privatizações: como enriquecer sem criar riqueza
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