quinta-feira, 27 de junho de 2024

Guerras e Ucrânia Esmiuçadas com Mestria

“QUO VADIS” EUROPA?


- VOU À 3ª GUERRA MUNDIAL PARA SER CRUCIFICADA OUTRA VEZ…,


de José Luiz Costa Sousa - 1 de junho 2024


   A guerra na Ucrânia, dos EUA/ OTAN/ EU contra a Rússia, concebida, planeada e levada à execução por aquelas cabecinhas, mui dignas, pensadoras e super premeditadas, tem como objectivo principal a destruição da Rússia, usando a nação ucraniana como carne para canhão e o seu território como campo de batalha, a troco de promessas de amanhãs que cantam, amanhãs Otanárias e Unioeuropeias, cheias de euros e felicidade…


... bem, a guerra chegou a uma encruzilhada… sem outra saída que não a continuação da mesma, até haver um lado vencido e rendido e o outro vencedor.


Nesta guerra já não há lugar para saídas empatadas ou negociadas… houve sim, no início, nas conversações de paz e acordos em Minsk, abril/maio de 2022, e mais tarde em Istambul também… agora já não... o "timing" para tal passou...


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... por outro lado, os EUA e o Reino Unido proibiram então a Ucrânia de aceitar aqueles ou quaisquer outros acordos de paz futuros…


... os quais estão, seja em que termos forem, estão ilegalizados oficialmente, pasme-se, por decreto-lei forçado pelos EUA, proposto pelo próprio Presidente Zelensky e aprovado na DUMA/ Parlamento.


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NOTA 1 – Antecedentes:


1.1 - As mudanças de poder em Kiev:


A forte influência dos conselheiros militares americanos e ingleses infiltrados nas forças armadas ucranianas culminou com a “revolução laranja” (Janeiro de 2005), que instalou em Kiev um presidente pró-EUA (Viktor Yushchenko); “revolução” essa revertida pelo voto popular com a eleição de um presidente pró-Rússia (Viktor Yanokovitch), em 2010.


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A Administração Bush impôs, em 2008, na Cimeira da NATO, em Bucareste, o convite à Ucrânia e à Geórgia para aderirem à Aliança.


Viktor Yanokovitch, um presidente democraticamente eleito, foi derrubado em 2014 através de um golpe de estado orquestrado por Washington, perpetrado por grupos paramilitares neonazis, colocando no poder grupos nacionalistas ucranianos anti-russos.


1.2 - Forças separatistas pró-Rússia em Donbas, região de falantes predominantemente russos, tomaram o poder em 2014 e decidiram a sua anexação à Rússia; essas forças constituídas por milícias e forças militares armadas, afiliada às regiões de Donbas, no leste da Ucrânia, conhecidas como República Popular de Donetsk (RPD) e República Popular de Lugansk (RPL), lutam contra as Forças Armadas Ucranianas na Guerra em Donbas e na Guerra Russo-Ucraniana.


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Ambas as regiões decidiram em referendos populares, com mais de 80% dos votos, separar-se do governo de Kiev. Tanto em Donbas como na Crimeia há predominância de população de origem russa que, a partir da Guerra Civil na Ucrânia, passaram a ser hostilizadas por grupos paramilitares neonazistas ucranianos.


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1.3 - Deutsche Welle, 10-12-2019 (terça-feira). “Os presidentes, ucraniano, Volodimir Zelensky, e russo, Vladimir Putin, nesta 2ª feira, (09-12-2019) chegaram a um acordo para dar continuidade ao processo de paz no conflito separatista no leste da Ucrânia. O avanço foi anunciado durante a cúpula que reuniu ainda chefes de Estado da Alemanha e da França, em Paris. Zelensky e Putin anunciaram que se comprometeram a trabalhar para pôr fim ao conflito”...


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1.4 - Depois de diversas comunicações e propostas de cooperação pacífica com os países ocidentais, no compromisso das relações com a NATO, sempre rejeitadas pelos Estados Unidos da América e países ocidentais, no dia 21 de Fevereiro de 2022, o Presidente russo decidiu reconhecer como países independentes as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e de Lugansk - os territórios das duas províncias ucranianas com o mesmo nome, na fronteira com a Rússia, cujas capitais estão ocupadas por forças pró-russas desde 2014.


NOTA 2 – Negociações de paz boicotadas pelos americanos:
Houve várias rodadas de negociações de paz para interromper a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e encerrar a Guerra Russo-Ucraniana num armistício. A primeira reunião foi realizada quatro dias após o início da invasão, em 28 de fevereiro de 2022, na Bielorrússia.


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 # Joaquim Coelho, jornalista e repórter de guerra internacional



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Desde o dia D+1 daquela guerra (25Fev2022), que os EUA decidiram que a guerra só poderá acabar com a rendição/derrota militar e política da Rússia e a vitória da OTAN/EUA. Ponto final.


As outras três entidades intervenientes na guerra, para além dos EUA, sejam, a Ucrânia, OTAN e União Europeia são nadas e ninguéns nesta questão, são simples vassalos, fornecedores de biliões de euros, materiais de guerra e vidas, isto é, de “carne para canhão”, a aumentar substancialmente a mui breve prazo, via OTAN.


E aqui reside o busílis mais sério e preocupante desta guerra: - nem os EUA/OTAN e nem a Rússia podem dar-se por vencidas ou meias vencidas nesta guerra, por razões das suas geoestratégias globais e nacionais, de credibilidade política de cada uma daquelas entidades, de pura sobrevivência dos respectivos egos políticos, e dos estatutos políticos, internacionais e nacionais que detêm ...


.... de facto, não há quaisquer saídas do tipo salvação das faces, minimamente dignas ou aceitáveis para ambas as partes, em simultâneo....  excepto, caso as duas tivessem um ataque de supremo humanismo e inteligência.... coisa inexistente, neste contexto... no lado ocidental...


... consequentemente, a guerra continuou e continua, numa marcha incessante e intensa, criminosa, genocida e inexorável, feita de chacinas e mortes de militares e civis, de parte a parte, e de destruições e reduções apocalípticas da Ucrânia a terra queimada… "levelled to the ground"...


... e tudo isto, exclusivamente, em nome da defesa da hegemonia planetária dos EUA, das suas elites (ESTAS SÃO AS VERDADEIRAS CRIMINOSAS E CAUSA DESTA GUERRA E DE TODAS AS OUTRAS, NINGUÉM MAIS) e dos seus países vassalos na Europa, e que estes detinham desde 1992, até ao emergir recente da China e da Rússia, como novas superpotências, com a sua Nova Ordem Multipolar... de que estas são patronos, mais os BRICS...


As baixas militares da guerra, só mortos, MORTOS MESMO, contam-se já pelas mais de cinco centenas de milhares do lado da Ucrânia, os números exactos desconhecem-se, por razões info e contra informacionais… são, no entanto, números de princípio do Juízo Final da Europa... tenebrosos.... OS MORTOS DO LADO DA RÚSSIA SÃO DE 7 A 10 VEZES MENOS...


Na Ucrânia, os homens que se enquadram no perfil legal de recrutáveis e, em mobilização para a guerra, mesmo sendo deficientes ligeiros, físicos ou mentais, estão a fugir em massa para países estrangeiros, ou a esconderem-se nas florestas...


... dizem que as cidades estão vazias deles, fogem de mortes certas, pois, a média actual da sobrevivência dum "novo recruta ou um novo militar morto vivo" no lado ucraniano e, nas frentes de combate, anda nas 48 horas, diz-se que até 8 horas ou menos; a média de idades dos militares ucranianos é já de 43 anos ?!!!


Os homens da Ucrânia estão desmoralizados, não acreditam na guerra e nem nos seus políticos, não querem fazer a guerra e, fogem... fogem apavorados para viverem e sobreviverem... e sabem que o País deles, a Ucrânia, já não existe... já foi e não volta... como os EUA fizeram com a Jugoslávia, o Iraque, a Líbia, a Síria, o Afeganistão, etc.... metade da população da Ucrânia já fugiu... andam por aí a monte Europa e Mundo fora em ato de agradecidas ao ocidente colectivo que está lá a ajudar a Ucrânia a ser independente, soberana e feliz, com promessas de viverem Édens na UE e na NATO....


... a Ucrânia está destruída e o resto (as grandes planícies para as agrícolas várias e outros recursos) tudo foi "comprado" pelos EUA, por períodos de mais de cem anos, a troco de armamento dos seus aliados, na sua maior parte obsoleto, e mais de empréstimos eternos... que maquiavélica e mafiosamente designam como doações, dádivas, esmolas, actos de filantropismo político-militar, genocida e assassino. 


O recrutamento de mais mancebos, sejam, novos cadáveres adiados, é feito por equipas de militares disfarçados de civis, que andam pelas ruas fora e casas dentro a “caçarem” à força, os potenciais candidatos a mortos urgentes e indispensáveis lá nas frentes de combate, em nome dos sublimes e alegados interesses e valores democráticos, americanos e ocidentais, ....


... valores estes escondidos por trás das mui laureadas e reclamadas “liberdades de incógnitas prisões político mentais”, e dos legítimos direitos de virem a ser um dia alegres habitantes, caso não sejam já dignos e heroicos cadáveres, dos grandes Países dos políticos loucos varridos e vassalos cobardes, do OTANistão e do EURO-UNIANistão.


A Ucrânia era um País independente, soberano, livre e feliz até 2014, ano do golpe de estado levado à execução pela CIA/ EUA, março 2014, em Kiev, que substituiu o governo em funções, democraticamente eleito em Set2003, por um outro escolhido pela então Embaixadora dos EUA na EU, Victória Nulland, no qual foram integrados três ministros americanos, saúde, agricultura e finanças, nacionalizados ucranianos, uma hora antes da tomada de posse.


As razões deste golpe de estado e, da clássica tomada encoberta do poder pelos EUA na Ucrânia, foram e são apenas de carácter expansionista global dos EUA/ OTAN, para que a OTAN se instalasse naquele País, ao longo dos mais de 2000 kms de fronteira comum com a Rússia, e transforme a Ucrânia numa plataforma ou base de ataque militar contra a Rússia, para a “Balkanizar”, isto é, pulverizar em micro Repúblicas a neocolonizar de imediato, ...


.... por razões de puro expansionismo territorial estratégico e, de controle político do grande e critico centro da Eurásia e, também, para exploração dos seus imensos recursos naturais, a custos pelintras ou mesmo de nadas, como é de seu uso e costume.


Entretanto, os EUA ordenaram aos seus Países vassalos na Europa, todos eles actualmente dirigidos por bandos de políticos rastejantes, puros invertebrados da coluna e do cérebro e, sem alma pátria, para se prepararem e/ou avançarem, no imediato, com os seus militares, mascarados de instrutores e assessores, para compensarem a falta de pessoal militar da Ucrânia, quase todos já mortos ou fugidos. 


Países como a França estão a mandar já para o Ucranistão, os seus mercenários e legionários, embora muitos deles sempre lá tenham estado, menos os entretanto falecidos e destes últimos, muitos estão a regressar a França, remetidos pelos russos, embalados em sacos mortuários, com as cores galesas.


Como é óbvio e, tal como já o disse, publicamente, o nosso distinto e inenarrável Almirante Gouveia e Melo, num dia em que se esqueceu do seu privilegiado cérebro em casa, chegará brevemente a vez das mães, pais, esposas, irmãs e avós de Portugal começarem a receber os seus “heróis”, amortalhados em sacos vindos lá dos “fronts” da 3ª Guerra Mundial.


Concluindo este particular da guerra, a Ucrânia precisa mais de recursos humanos para as suas frentes de combate, do que de armas ou munições, embora também precise destas, mas, sem pessoal não funcionam. 


Em termos de guerra convencional a Rússia venceu já, militarmente, a Guerra na Ucrânia, embora ela, (a Rússia) ainda tenha planos político militares em execução; estar a elaborar sobre esta questão é bater no vazio, ou seja, num cavalo que já vai longe, embora tenha ainda bastante para cavalgar.


Do lado do Ocidente colectivo, entrámos agora numa 2ª fase da guerra, que é já o seu envolvimento directo com militares combatentes no terreno, como foi dito, juntos com os moribundos ucranianos, na vala comum da Ucrânia, idos de vários países OTAN, como o estão a fazer a França, a Polónia, o Reino Unido, os países “chihuauas” do Báltico, etc… em modo bilateral, clandestino ou otanariamente comunal...


… todos estes países esperam ir lá buscar os seus quinhões, aquando da potencial divisão dos despojos de guerra, caso sejam vencedores como esperam e, sobretudo, buscam as boas graças do velho e grande democrata Tio Sam…


.... que costuma dar uns amendoins e uns chupa chupas aos mais bem-comportados deles… os que morrerem mais… em defesa da consolidação dos pergaminhos hegemónicas do mesmo Titio Sam.


Mas, o diabo está nos, “mas” …


Embora a Rússia tenha a guerra convencional controlada, esta ir-se-á arrastar ainda um ano ou algo mais e, isto porque, como é sabido a guerra nuclear destruirá a Humanidade, dito já várias vezes por Putin, por isso afirma ele, só a ela recorrerá se a tal for forçado, isto é, caso a sobrevivência, independência e soberania da Rússia, estejam em risco.


Putin está a ser forçado 24 horas por dia pelos EUA, via Ucrânia, OTAN e UE a avançar com a guerra total na Europa contra a OTAN... quer clássica, quer nuclear... diria que ambas inevitáveis já... é uma questão de tempo, muito menos do que mais... preparem-se... façam as vossas provisões... informem-se de quê e como...


A Rússia é, de longe, a potência nuclear tecnologicamente mais avançada, embora quantitativamente, esteja ela por ela com os EUA… no entanto, em princípio, será sempre a vencedora final da mesma… mas, se no fim só restarem cinzas radioactivas no mundo, de que lhe valerá?!


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No entanto, há partes do globo onde a guerra nuclear não chegará, Austrália, América do Sul, Polinésias, Antártida, etc… em contrapartida, a Europa, os EUA, a China, parte da Rússia, da Ásia e do Médio Oriente serão cinzas, por séculos vindouros.


Globalmente, na perspectiva da destruição da Rússia, China e Iraque, para garantirem o domínio e hegemonia globais, os EUA estão a fazer tudo para que, simultaneamente, entrem em guerra plena, o Médio Oriente em torno do conflito Israel/EUA contra o Irão e Palestina/Hamas, etc.…


... na Ásia, desenha-se o conflito bélico, já com armas na mão, da China e de Taiwan/EUA, aliados estes com o Japão, Coreia do Sul, Austrália, Filipinas, etc…


.... e, na Europa, a guerra da Ucrânia/OTAN/ EUA/UE… contra a Rússia… em vias de passar à fase nuclear… na sua eventual 1ª abordagem, as armas tácticas…


As elites globalistas e sionistas, cujo rosto público visível são os Bilderberg's, são os actuais e, desde há séculos, verdadeiros donos e senhores, suseranos puros, dos EUA, Reino Unido e do mundo em geral, excepto no período da guerra fria…. 


... são estas gentes as únicas culpadas e verdadeiramente responsáveis, por quase todas as guerras ocorridas desde a Revolução Francesa para cá…  em particular, as 1ª e 2ª Guerras Mundiais…


... e são eles quem está por trás de todas as malfeitorias em curso hoje no globo, que nos conduziram à 3ª Guerra Mundial, em andamento irreversível na Ucrânia, embora não o pareça ainda, mas é…


... e tudo isto, apenas e só, repete-se, para manterem o seu domínio global, via EUA, como existiu de 1992 até 2014, ano este que marcou o início dos preliminares da guerra da Ucrânia.


A grande dúvida, a grande interrogação, que se nos coloca hoje em dia, face ao estado caótico e generalizado das loucuras e cobardias totais e concretas, executadas pelas direcções políticas de quase todos os países da União Europeia, da OTAN, dos EUA e de todos os seus vassalos mundo fora, ao obedecerem hipnoticamente às ordens suicidas do Titio SAM…


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...  é o porquê do bando inquantificável de cobardes e loucos que nos desgovernam não porem em causa as ordens desse Titio Sam, e não se interrogarem sequer acerca delas, cumprem-nas cegamente e mais as narrativas infantilóides, quiçá mongolóides.... fixadas por Washington, tudo a troco dos míseros trinta dinheiros das funções políticas, que lhes foram dadas pelo lobby dos Bilderberg´s… via eleições falcatruadas…


… temos pois uma grande interrogação, um “BIG WHY” … que nunca é colocado pelas nossas direcções políticas europeias e nacionais... por medo de perderem os tachitos políticos dourados, e também pela infame e notória falta de qualidades, que os caracterizam, que são: - estupidez, ignorância, corrupção, nepotismo, ganância, egoísmo, ambição e medos ou cobardias dessas classes políticas dos tempos que correm... escolhidas a dedo e a boas luvas, etc ... resumindo, nunca arriscarão os tachos, mesmo que haja guerra nuclear e a Humanidade seja mais uma civilização perdida.... em cinzas radioactivas.


JOSÉ LUIZ DA COSTA E SOUSA


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José Luiz da Costa e Sousa, experiente Comandante militar Paraquedista ao serviço da ONU, em cenários de guerra nos Balcãs e em Timor Leste.


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Comentários relevantes:


João Paulo Carvalho


A Rússia nunca será vencida sem deixar num deserto radioactivo o hemisfério norte. Já os USA, desde a 2GM, têm perdido todas as guerras que iniciam, deixando um rastro de destruição - para lucro dos acionistas do complexo-militar-industrial, muitos deles, membros permanentes das governações americanas.


Esta, é mais outra repetição, como tem sido nos últimos 2 séculos, dos governantes se dobrarem à malícia, mentira, incompetência e traição dos seus próprios povos, na sua ansia de poder e riqueza supremas, controlar as fronteiras mais longínquas, para acederem aos seus recursos. É sempre o voltar aos mesmos velhos vícios.


Ontem houve o aval oficial dos neocons americanos (já era feito sem o haver), para o uso de mísseis de longo alcance para dentro do território russo.


Isso obriga a intervenção de homens e recursos da OTAN - frequências, satélites, sistemas altamente confidenciais - ou seja, ucranianos não podem por si, lançar esses mísseis (nem o serão no uso dos F16, por outras razões).


É a OTAN. Será sempre a OTAN no que toca a sistemas avançados.


É a OTAN que está a atacar civis e estruturas não-militares na Rússia, com o objectivo de tentar virar o povo russo contra o seu governo - povo esse que votou há menos de 2 meses, esmagadora maioria reafirmando o seu Presidente.


Isto coloca o governo russo na posição de considerar totalmente justificados todos os alvos militares que estão na origem dos ataques ao seu território, dentro E FORA da Ucrânia - Roménia, Polónia, Moldávia, Alemanha, França, UK, USA...


Os nossos governantes, ou são totalmente ignorantes, ou totalmente irresponsáveis sobre isto. Ou então acreditam na própria propaganda ocidental sobre a Rússia. Nenhuma é boa...


E a Rússia tem respondido com o alargar dos "cordões sanitários", agora com outra frente, a sul de Belgorod (que tem sido atacada repetidamente), e com a desactivação de todas as centrais termoelectricas convencionais ucranianas e algumas hidroelectricas. Sobram as termoelectricas nucleares, que não deverá demorar a verem a sua rede de ligação de alta tensão destruída, mergulhando a Ucrânia na escuridão total e a união europeia obrigada a exportar ainda mais a sua cada vez mais cara e escassa electricidade, afundando ainda mais as economias europeias.


A Ucrânia, como país, acabou. Três gerações perdidas, refugiados por todo o continente, de um lado e outro da nova cortina de ferro, ficou com um enorme desequilíbrio demográfico entre mulheres e homens, jovens e velhos. Demorará várias gerações a regenerar-se. A corrupção e incompetência dos seus governantes, vendidos aos interesses dos oligarcas locais, mas também aos dos americanos e europeus, assim a condenou a esta realidade. Exactamente a mesma sina nos espera, pois, os nossos governantes são igualmente incompetentes, corruptos e traidores.


Quando a correia rolante de dinheiro ocidental parar para a Ucrânia, as suas instituições, o seu estado, colapsará, e terá vários anos caóticos.


Silvestre Mariano


Quando perceberem onde estão metidos, metem a viola no saco e rumam para outras paragens. Os amerdicas que não conseguiram nada no Afeganistão contra uns maltrapilhos, e que nada conseguem contra uns houtis no mar vermelho, querem agora vencer uma Rússia. Enfim, o mais preocupante disto é a enorme quantidade de gente a acreditar que a "democracia" vai vencer!


Joaquim Coelho


Prezado Amigo Comandante José Luiz, mais uma vez merece os nossos parabéns por um artigo tão oportuno, sério, de elevado nível intelectual, para todos entenderem e refletirem. Bem haja pela excelente pesquisa de informação e exposição linear e assertiva. Peço permissão para transcrever o texto num dos meus Blogues informativos: "Sentinela Alerta". Grande abraço e sempre a considerar as suas qualidades de recolha de informação livre e lúcida.


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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Guerra na Ucrânia – Considerações Sérias

Guerra na Ucrânia – Considerações Sérias


Apontamentos importantes no Facebook, do Cmte José Luiz Costa Sousa, experiente militar ao serviço da ONU, em cenários de guerra nos Balcãs e em Timor:


 BRUXELAS, 26 de fevereiro 2024.


   A era do domínio global do Ocidente finalmente chegou ao fim com o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia e o conflito na Faixa de Gaza, escreveu o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, no seu blogue.


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   "Se as actuais tensões geopolíticas globais continuarem a evoluir no sentido do “Ocidente contra o resto do mundo”, o futuro da Europa corre o risco de ser sombrio.


   A era do domínio ocidental terminou, de facto, definitivamente.


   Embora isto tenha sido teoricamente entendido, nem sempre conseguimos tirar todas as conclusões práticas desta nova realidade", escreveu Borrell.


   Segundo ele, a operação militar especial na Ucrânia e o conflito de Gaza “aumentaram significativamente este risco” de um confronto entre o Ocidente Global e o Sul Global, que já pode ser “visto no Sahel e noutros locais de África”.


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   Ele enfatizou que muitos países do Sul global acusam o Ocidente de “duplos pesos e duas medidas”.


   Borrell considera este facto injusto e culpa a Rússia e a sua propaganda por isso, como não pode deixar de ser, onde o Ocidente é um anjo, um serafim, querubin... um virgem inocente...


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   “A Rússia conseguiu tirar vantagem da situação”, acredita.


   "Precisamos de recuar nesta narrativa, mas também de abordar esta questão não apenas com palavras: nos próximos meses, devemos fazer um esforço enorme para reconquistar a confiança dos nossos parceiros (principalmente países que foram possessões coloniais europeias em África) - acrescentou.


   No seu blogue sobre o resultado da Conferência de Segurança de Munique, Borrell repreendeu mais uma vez os países da UE e os Estados Unidos por não terem ouvido os seus avisos, dois anos antes do conflito na Ucrânia, sobre as crescentes ameaças à segurança do Ocidente.


   Ele instou mais uma vez os países ocidentais a se armarem e fornecerem o máximo de armas possível a Kiev para tentar recuperar o seu domínio global.


CLIK na Imagem para ver Vídeo:
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 22-2-2024 - NOTA PRÉVIA: O Sofrimento de Um Povo: UCRÂNIA.


   As interferências do Ocidente, comandadas pelos Estados Unidos da América são desastrosas para o Povo Ucraniano.


   23-06-2024 - Ucrânia avança com a recruta de prisioneiros para aumentar as suas tropas. A medida tem por objetivo aumentar a força militar da Ucrânia face às pesadas perdas nos últimos meses e à superioridade numérica da Rússia. Cerca de 3.000 prisioneiros já se registaram. 


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1 - O EUROMAIDEN, SEJA, O GOLPE DE ESTADO DE 2014 NA UCRÂNIA, QUE INSTALOU NO PODER UM GOVERNO DOS EUA... SÓ TROUXE GUERRA, DESTRUIÇÃO, MORTE E DESGRAÇA À UCRÂNIA, diz Ex-Primeiro Ministro da UCRÂNIA...


Nos dez anos após o Euromaidan, a Ucrânia degradou-se e autodestruiu-se pelas mãos dos EUA, os preços dos alimentos, da água, luz e serviços comunitários aumentaram várias vezes, disse em entrevista Nikolai Azarov, ex-primeiro-ministro ucraniano.


Em novembro de 2013, assistiu-se ao início de uma série de protestos na Ucrânia devido à decisão das autoridades de suspender uma política que visava a integração do país na União Europeia (UE).


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A agitação alastrou rapidamente, com a oposição do país pressionada e apoiada pelos EUA apelando a uma revolução nacional.


Os protestos acabaram por se transformar num golpe de Estado, levando à destituição do então presidente Viktor Yanukovich, em fevereiro de 2014.


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"Ao longo destes dez anos, podemos dizer que o país se deteriorou e basicamente destruiu-se definitiva e irreversivelmente”.


Se falarmos do padrão de vida das pessoas, nem é possível comparar com 2013, porque os preços dos alimentos aumentaram exponencialmente: - entre 5 e 30 vezes ou mais.


Por exemplo, as tarifas de água, luz e serviços comunitários também aumentaram 10-15 vezes", declarou Azarov.


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Ele apontou para a enorme diferença entre o que está realmente acontecendo e o que foi prometido no Euromaidan, há dez anos.


"Não aderimos a nenhuma União Europeia, é claro, e não vamos aderir, porque a União Europeia é uma associação de parceiros competitivos [...] e, somente economias altamente competitivas podem funcionar normalmente neste espaço", acrescentou o político.


De acordo com ele, a propaganda enganosa continua envenenando as mentes dos ucranianos: - as autoridades do país querem obrigar as pessoas a acreditar que a Rússia é culpada por todos os problemas da Ucrânia, não a corrupção, o roubo, a gestão irracional, a violação das leis económicas básicas pelas autoridades em Kiev.


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Qual é o PIB real da Ucrânia?


De acordo com o ex-Primeiro Ministro, após a chegada ao poder de Vladimir Zelensky, o Produto Interno Bruto (PIB) real no país diminuiu várias vezes e hoje não excede os US$ 60 bilhões; antes de 2014 era de 175 biliões de dólares.


Azarov observou que as autoridades ucranianas distorcem os dados oficiais, afirmando que "o PIB no território do regime de Kiev é de US$ 175 bilhões, seja, igual a 2013", mas é duas vezes e meia menor.


"O truque aqui é muito simples: - eles incluem no PIB todos os subsídios, toda a ajuda colossal que lhes é fornecida pelo Ocidente[...].


Qual é o PIB real agora? Aqui está o verdadeiro PIB: - dos US$ 175 biliões, há que subtrair cerca de US$ 110 biliões dessa ajuda, e ficam cerca de US$ 60 bilhões", observou Azarov.


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2 - Planos da Europa em relação ao Exército ucraniano:


Na entrevista, o ex-Primeiro Ministro ucraniano declarou que os planos da Comissão Europeia de tornar o Exército e o complexo militar-industrial da Ucrânia parte das capacidades militares europeias, é um cenário completamente irrealista.


Anteriormente, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sessão do Parlamento Europeu, anunciou a intenção de Bruxelas de fazer do Exército e da indústria militar da Ucrânia parte de suas próprias capacidades militares.


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"Este é um cenário completamente irrealista e Ursula von der Leyen deveria ocupar-se de seus assuntos.


Ela tem funções bem definidas como presidente da Comissão Europeia, e as suas funções não incluem a criação de qualquer indústria na Ucrânia, nem outras questões semelhantes", disse Azarov.


Segundo ele, durante estes dez anos, após o Euromaidan, os países do Ocidente colectivo, um bando de criminosos anti ucranianos, dizendo-se o oposto, têm estado envolvidos na destruição do complexo militar-industrial da Ucrânia.


Azarov afirmou que a decisão de Vladimir Zelensky de não realizar eleições presidenciais esta primavera na Ucrânia está ligada ao medo de perder seu cargo, mas, sem a votação, o político palhaço e cão de guarda dos EUA, torna-se um "presidente ilegítimo".


"A decisão dele [Vladimir Zelensky] é ilegítima e, em 21 de maio de 2024, ele não será ninguém [...]


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Zelensky pode alegar o que quiser: - a lei marcial, a guerra, etc...


A propósito, ele não declarou guerra. Formalmente, oficialmente, não há guerra.


Então, porque é que adia as eleições? Só por causa de uma coisa - o medo de perder esta eleição", explicou Azarov.


Por fim, Azarov disse que as autoridades em Kiev não conseguirão fazer da Ucrânia uma "anti-Rússia", mais cedo ou mais tarde, os laços entre os povos ucraniano e russo serão restaurados.


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quinta-feira, 6 de junho de 2024

Nascimento dos Estados Unidos da América

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1 – Colonização da América do Norte:


   Cristóvão Colombo acreditava que poderia encontrar uma rota para as Índias navegando em direção ao oeste. Financiado pela coroa espanhola, Colombo deixou a Espanha em 3 de agosto de 1492, iniciando a sua famosa viagem e a tornar-se o primeiro europeu conhecido a pisar o continente americano.


   Porém, futuros navegadores europeus que exploraram a região rapidamente descobriram que a região descoberta por Colombo era um novo continente a que deram o nome de Novo Mundo. Colombo morreu em 1506, ainda acreditando que havia chegado às Índias.    Entretanto, a Espanha e Portugal iniciaram os esforços de colonização e conquista de novas terras para oriente e ocidente.


   A descoberta das Américas causou grande furor na Europa. O Novo Mundo oferecia novas oportunidades de poder, riqueza e aventuras. Rapidamente, diversos países europeus começaram a explorar e a colonizar o continente americano. A primazia desses esforços da colonização das Américas pertenceu a Espanha e Portugal. Segundo o Tratado de Tordesilhas, assinado entre os espanhóis e os portugueses, todas as terras a oeste da Linha de Tordesilhas pertenceriam à Espanha, e todas as terras a leste pertenceriam a Portugal.


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   Durante as primeiras décadas do século XVI, os espanhóis derrotaram os astecas, os maias e os incas. Os espanhóis colonizaram uma enorme área desde o sul da América do Sul até o que é atualmente o sul dos Estados Unidos. A primeira comunidade europeia em território americano foi fundada em 1526, na atual Carolina do Sul. Os espanhóis também fundaram a primeira comunidade permanente, St. Augustine, em 1565, no atual Estado de Flórida.


   Os portugueses, depois de consolidarem a colonização do Brasil e territórios de Angola e Moçambique, rumaram para oriente e colonizaram as Índias e terras na Ásia.


   Durante a segunda metade do século XVI e do século XVII, uma nova geração de potências coloniais surgiu: a Inglaterra, a França e os Países Baixos. As terras que constituem atualmente o leste dos Estados Unidos tornaram-se regiões atrativas para a instalação de novas colónias, por parte destas novas potências coloniais. Embora estas terras estivessem relativamente próximas à Europa, a Espanha e Portugal tinham pouco interesse nelas.


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   Entretanto, estas novas potências coloniais financiavam grupos de corsários e piratas (foras da lei), fornecendo navios para assaltarem as caravelas e naus portuguesas e espanholas, roubando todos os pertences valiosos, como o ouro e outros metais preciosos.


   Ingleses e franceses continuaram a exploração do leste da América do Norte desde o século XVI e instalaram postos comerciais nessa costa. A partir do início do século XVII, tanto os ingleses quanto os franceses começaram a instalar populações permanentes na América do Norte. A região colonizada pelos franceses tornou-se conhecida como Nova França, que incluía os atuais Estados americanos de Maine e Vermont.


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   As primeiras tentativas inglesas bem-sucedidas de colonização da América do Norte ocorreram no início do século XVII, por várias razões: o nacionalismo inglês cresceu e a ameaça de uma possível invasão do Reino Unido por parte da Espanha, bem como por causa do militarismo protestante e da adoração da monarca Rainha Elizabeth I. Pois, a Inglaterra nunca aceitou que o mundo fosse dividido entre Portugal e Espanha, conforme o tratado de Tordesilhas.


   As principais causas que levaram à colonização da América do Norte por parte dos ingleses foram o desenvolvimento da agricultura em boas terras para o cultivo e comércio de tabaco e de chã, a crescente superpopulação da nação, a busca por liberdade religiosa e a crescente desconfiança das forças políticas do velho mundo. A colonização foi entregue a duas grandes empresas inglesas que acabariam por falir, devido a má organização e disputas entre os seus dirigentes.


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2 - Nova Inglaterra - Divergências Religiosas:


   Após a fundação de Jamestown, os ingleses iniciaram o processo de colonização da costa nordeste dos Estados Unidos. A segunda comunidade inglesa foi fundada na Nova Inglaterra, por dois grupos religiosos diferentes, em 1587. Ambos os grupos eram a favor de uma reforma geral na Igreja e da eliminação de elementos católicos na Igreja da Inglaterra. Enquanto os “peregrinos” buscaram sair da Igreja da Inglaterra, os “puritanos” queriam reformá-la, através da instalação de uma santa comunidade numa sociedade que viria a constituir o Novo Mundo.


   O primeiro e menor dos dois grupos religiosos, os “peregrinos”, teve origem numa pequena congregação protestante em Scrooby Manor, Inglaterra, de onde os membros partiram rumo aos Países Baixos para fugir a perseguições. À época, os Países Baixos possuíam a reputação de que o reino era uma nação cada vez mais aberta aos que sofriam perseguição. Os emigrantes, porém, tornaram-se cada vez mais insatisfeitos com a crescente influência dos neerlandeses em suas crenças e com baixas condições económicas. Depois de se juntarem a um grupo maior de separatistas que haviam continuado a morar na Inglaterra, organizaram uma expedição e navegaram rumo ao Novo Mundo, autonomeando-se "peregrinos".


   Estes homens e mulheres embarcaram no navio Mayflower, com a intenção de conseguirem destinos de vidas mais rentáveis para os “peregrinos” e desembarcar no litoral norte da região que era então conhecida como Virgínia, atualmente localizada na cidade de Nova Iorque. Porém, o Mayflower foi obrigado a mudar de rumo durante a viagem, por causa de uma tempestade, e foram desembarcar no que é atualmente o Massachusetts. Antes de desembarcarem, os “peregrinos” escreveram o "Mayflower Compact", um documento no qual estes davam a si próprios grandes poderes de auto-governo. Em 21 de dezembro de 1620, estabeleceram uma comunidade permanente onde atualmente se localiza a cidade de Plymouth. Mas, estes colonos não tiveram tempo suficiente para cultivar quaisquer plantações e, ao longo do inverno, a maioria deles morreram de fome - incluindo o líder James Carver – e pelo frio. William Bradford foi escolhido para substituir Caver na primavera de 1621. Neste ano, os colonos tiveram a ajuda de Squanto e Samoset, dois nativos americanos que haviam aprendido a falar inglês. Graças a esta ajuda, o outono deste ano trouxe grandes colheitas.


   O estabelecimento de comunidades dos “peregrinos”, considerados os “pais fundadores” da América, é um marco importante celebrado no feriado “Dia de Acção de Graças”, que se realizou pela primeira vez, em Massachusetts, no ano de 1621.


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- Os puritanos – protagonistas do rumo americano


   Um segundo grupo de colonos estabeleceu a Colónia da Baía de Massachusetts em 1629. Este grupo foi o dos “puritanos”, que buscava reformar a Igreja Anglicana através da criação de uma nova e pura igreja no Novo Mundo. Esta comunidade consistiu-se em 400 puritanos, convocados pela Companhia da Baía de Massachusetts. Em dois anos, outros dois mil puritanos desembarcaram na América, em ondas sucessivas de imigração conhecidas como a "Grande Migração". No Novo Mundo, os puritanos criaram uma sociedade profundamente religiosa, mas politicamente inovadora e liberal, com princípios que ainda perduram atualmente nos Estados Unidos.


   Popularmente, acredita-se que os puritanos vieram para a América em busca de liberdade religiosa, mas a sua doutrina era de "dominação religiosa"; acreditavam que o Novo Mundo fosse uma "nação de redenção", mas não tencionavam estabelecer tolerância religiosa. Pretendiam levar esse tipo de sociedade ideal dos puritanos, como exemplo, para a Europa e estimular a conversão em massa para o puritanismo.


   Na estrutura política das colónias puritanas os oficiais eram eleitos pela comunidade, mas apenas pessoas brancas do sexo masculino, membros de uma igreja congregacionalista podiam votar. Segundo padrões atuais de política da Europa, as colónias puritanas eram politicamente liberais - mais do que qualquer país europeu. Por isto, a estrutura política da sociedade puritana pode ter assumido a forma de uma democracia, com ênfase na virtude cívica que caracterizaria a sociedade americana pós-revolucionária.


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   Socialmente, a sociedade puritana era conservadora. Ninguém podia viver sozinho, por medo que as suas tentações levassem a uma corrupção moral de toda a sociedade puritana. Porque o casamento ocorria dentro da localização geográfica da família, dentro de várias gerações em diversas "cidades", pareciam clãs, compostos por várias grandes famílias inter-casadas. Como a força da sociedade puritana se refletia nas suas instituições: igrejas, sedes de município e força militante, caracterizava-se como repressiva; os seus princípios foram a base dos valores americanos, em virtude cívica e no desenvolvimento da democracia.


   Economicamente, os puritanos foram bem-sucedidos, porque expropiavam as terras das comunidadess índias, impunham o trabalho escravo. A indústria de tabaco e outros produtos agropecuários começaram na agricultura de subsistência, mas rapidamente passaram à exportação. Baseada nos esforços de fazendeiros individuais, que cultivavam suficientes colheitas para gerar o alimento necessário para abastecer sua família, mais um excesso que podia ser trocado com outros comerciantes por outros produtos que os fazendeiros não podiam produzir por si mesmos. A qualidade da economia da Nova Inglaterra era próspera; os líderes de cidades da Nova Inglaterra poderiam literalmente alugar famílias pobres da cidade para qualquer pessoa que podia arcar com os custos de aluguel e de alimentação destas famílias, como uma forma barata de mão-de-obra. Além de ser um importante centro agrário, a Nova Inglaterra tornou-se também um centro mercantil e fabricador de navios importantes, com grande porte e, frequentemente, servia como centro operacional para o comércio realizado entre o Sul americano e a Europa.


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3 – A construção dos Estados Unidos da América


   Descendentes de imigrantes e refugiados ingleses e irlandeses, com divergências religiosas e políticas, o povo americano imergiu de uma caldeirada de gente aventureira, genericamente formatada para a exploração dos recursos humanos (mão de obra escrava), territórios com boa capacidade de produção agrícola e exploração de matérias-primas territoriais, com pretenção do enriquecimento a qualquer custo.


   Transformaram a ideia do “Destino Manifesto”, idealizado nos escritos de Samuel, numa crença de que o povo estadunidense foi o escolhido por Deus para conquistar todos os territórios até ao Oceano Pacífico, e que as nações fracas deveriam ser dominadas pelas mais fortes. E é esse o designo que vemos avançar a “ferro e fogo” em todo o mundo, cada vez com mais força, intensidade e crueldade.


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Assim, nasceu próspera, a maior potência económica e política global, fomentadora de guerras, destruidora de nações, causadora de desigualdades sociais e genocídios à escala mundial, bramindo a bandeira da "liberdade" e da "democracia".


- Guerra da Independência:


A independência dos Estados Unidos foi declarada em 4 de julho de 1776 e reconhecida pelos ingleses em 1783, após cinco anos de guerra.


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- A Conquista do Oeste:


   Não lhes bastando a exploração dos recursos nos territórios costeiros, muitos colonos organizados em grupos e protagonizados pelos mais poderosos senhores de terras, aproveitando a sua organização militar, desenvolvimento industrial e produção de armamento, avançaram pela imensidão dos planaltos, das pradarias e savanas, galgando montes, rios e vales até chegar à costa do Oceano Pacífico.


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   Pelo caminho, assaltaram terras dos índios, exploraram minas de ouro e outros metais preciosos, estabeleceram colónias de fazendeiros e construíram igrejas e instalações agrícolas, para seu benefício pessoal; escravizaram os fracos e os indígenas (índios americanos) – foram dizimados e mortos mais de quinze milhões de índios.


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   Mas, os indígenas tinham alguns chefes valentes que organizaram a Confederação dos Lagos Ocidentais chefiada pelo índio Casaco Azul da tribo Chawnee, que conseguiram grandes vitórias contra as tropas americanas nos anos 1790 e 1791; alarmado com tais vitórias indígenas,  o presidente George Washington nomeou um veterano da Revolução, General Anthony Wayne, para comandar o novo exército “Legião Americana”, que enganou os chefes índios com um prazo de tréguas para negociações de paz, enquanto treinou as suas tropas para voltar ao confronto e cercou os índios no Forte Washington do Cincinnati, em 1793. Em consequência, os índios perderam todas as terras ao longo do rio Ohio e, sem o apoio inglês, falharam as tentativas de negociações com as tropas americanas e foram sendo dizimados e empurrados para as terras de ninguém…


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   A derrota dos índios levou à assinatura do Tratado de Greenville, em 1795, com a cedência do território de Ohio aos americanos - nasceu um novo estado, em 1803.


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   Apesar das derrotas, o que restava do exército índio não se rendeu e teve o apoio de um grupo de milicianos canadenses; aproveitando as dificuldades da cavalaria americana em progredir devido a grandes árvores derrubadas por uma tempestade, conseguiram chegar ao Forte Miami, posto avançado dos ingleses, onde foram reabastecidos de alimentos e munições. Outros chefes índios juntaram-se a Casaca Branca e continuaram a guerrear os americanos até serem completamente derrotados. As tropas americanas destruíram todas as suas aldeias e os milicianos canadenses conseguiram fugir ao massacre, retirando para as suas terras.


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   O aparecimento de grandes jazidas de ouro na Califórnia, e as taxas de impostos ditados pelo governo inglês, incentivou o governo americano a lutar pela independência da Inglaterra, no século XIX, sob a presidência de George Washington. Depois de consolidados dez Estados, como Alabama, Texas, Mississipi, Flórida, continuaram no assalto dos territórios do México e colónias indígenas ainda existentes, matando ou expulsando-os para terras pouco produtivas.


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   Quase metade do México passou a fazer parte dos Estado Unidos da América, em 1848. De seguida, o Hawai também foi anexado.


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   Os interesses dos governos dos Estados Unidos da Américo ficaram bem vincados nestas anexações ilegais, mas tinham como finalidade conquistar e anexar territórios que permitissem a formação de uma grande potência global, cujos recursos naturais dominassem o poder económico, político e ideológico. Contra tudo e contra todos, o poder das armas é o suporte expansionista americano, fulcro do seu desígnio existencial.   


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- A Guerra Norte e Sul:


   A prosperidade do Norte industrializado era mais fluente que no Sul agrícola. Com a chegada do presidente Abraham Lincoln ao poder, os estados federados do Norte ditaram a abolição da escravatura. Mas, os estados do Sul não aceitavam tal lei, porque as culturas de algodão predominavam com mão-de-obra dos escravos africanos.


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   Em abril de 1861, fazendo valer o seu alto desenvolvimento económico e poderia em fabrico de armas, as tropas confederadas do Norte fizeram um bloqueio aos portos marítimos do Sul, sendo o estado da Carolina do Sul o mais castigado. Assim se desencadeou a “Guerra de Secessão”, que terminou em 1865, com mais de 600 mil mortos. Com tal desenvolvimento político e militar, a expanção para o mundo tomou outro sentido, sempre com as bandeiras de libertação dos povos, espalhando o slogam: pela "Liberdade" e "Democracia" (com armas, derrube de governos e exploração).  


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Temas Político-sociais.


NOTA: Fim da 1ª Parte; a 2ª Parte da História dos Estados Unidos da América, compreende a sua expansão militar e política até final de 2023 e será aqui publicada.


Recolha de dados históricos e factuais: Alfredo Calheiros – CB


Coordenação: de Joaquim Coelho


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domingo, 2 de junho de 2024

As Guerras - Destruição e Morte

As Guerras só servem para destruir


– sabe-se como começam, mas não sabemos como acabam.


    Pelo caminho, ficam os mortos, as populações desalojadas, a destruição de bens, o caos económico e social. Ainda há quem acredita que a NATO é uma organização defensiva!


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A Nato, o problema é a Nato!


Urbano de Campos  — 15 Junho 2023


    A próxima cimeira da Nato (Vilnius, Lituânia, em meados de julho) não vai seguramente abrandar o esforço de armar a Ucrânia nem rever o propósito, abertamente proclamado, de desgastar a Rússia. Ao contrário, todo o ambiente criado vai no sentido de alargar o alcance geográfico da Aliança, de amarrar ainda mais os países europeus às prioridades militares e políticas norte-americanas, de estabelecer um clima de guerra permanente como o “novo normal” da vida dos povos, seja na Europa, seja no resto do mundo.


    Factos aparentemente diversos apontam no mesmo sentido.


    A NATO promove neste momento o maior exercício militar aéreo da sua história. O centro é o território da Alemanha mas as acções desenrolam-se igualmente no Mar Báltico. O propósito é evidente e foi anunciado: ameaçar a Federação da Rússia com uma segunda linha de combate para lá do solo ucraniano. O provável fracasso da ofensiva ucraniana desencadeada há uma semana leva a Nato a esta escalada.


    O general Michael Lo, comandante da Guarda Nacional Aérea dos EUA, deixou claro que esta demonstração de força reafirma um propósito: “a presença continuada dos EUA na Europa”.


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Zelensky com Stoltenberg. A próxima cimeira da Nato


não vai seguramente abrandar o esforço


de armar a Ucrânia e tentar desgastar a Rússia


    Anders Rasmussen, ex-secretário-geral da Nato e agora conselheiro de segurança de Zelensky, disse alto e bom som que a Polónia e os países bálticos estão prontos a enviar tropas para a Ucrânia se, disse ele, a próxima cimeira da NATO não der “garantias de segurança” à Ucrânia. Referia-se, claro, ao prosseguimento do esforço de guerra. Apesar de uns tímidos desmentidos, Rasmussen limitou-se a repetir o que os próprios responsáveis polacos vêm dizendo de há meses para cá, desde que se tornou patente a incapacidade das tropas ucranianas em travar os russos.


     O encontro, a 12 de junho, entre a França, a Alemanha e a Polónia (o “Triângulo de Weimar”, criado em 1991), anunciou como agenda o propósito geral de coordenação europeia na “assistência militar à Ucrânia para que possa levar a cabo com êxito a sua contra-ofensiva”. Dadas as circunstâncias concretas, porém, e considerando a posição dos polacos, não foi seguramente deixada de lado a possível intervenção de outras forças no teatro de guerra, no caso de colapso do exército ucraniano.


     Esta ameaça vem revestida de uma dose considerável de cinismo. Diz-se que uma tal intervenção se daria a título “individual” de países da Nato, que enviariam “voluntários” para o terreno, mas não da Nato como entidade. O risco deste jogo de sombras é evidente, tornando inevitável a escalada e o alastramento do conflito, até agora circunscrito ao território da Ucrânia. 


    Depois de o Reino Unido ter fornecido à Ucrânia munições de urânio empobrecido, os EUA preparam-se para fazer o mesmo. Como se não fossem sobejamente conhecidos os efeitos terríveis destas munições — comprovados no Iraque e na ex-Jugoslávia (cancros, leucemias, malformações de fetos, contaminação de solos e aquíferos, etc.) —, uns e outros mentem à opinião pública desvalorizando-as como se fossem munições comuns.


Bem além da Ucrânia:


     Para lá da Ucrânia, os EUA e a UE, conjuntamente, tratam de criar novos focos de conflito que dividam as atenções da Federação Russa. Um deles é no Kosovo, outro na Moldávia.


     No Kosovo, a Nato ameaça a Rússia com uma segunda frente de guerra. As autoridades kosovares, apoiadas pelos EUA e a UE, provocam repetidamente a minoria sérvia, desrespeitando os acordos de 2013 que conferem autonomia aos municípios sérvios. Repetem assim o procedimento seguido na Ucrânia a respeito das populações do Donbass após 2014. O apoio da República Sérvia aos compatriotas sérvios do Kosovo é natural, bem como o apoio da Rússia a uma e a outros — daí a possibilidade de o conflito constituir mais uma provocação a Moscovo.


     Na Moldávia, a região da Transnístria, que faz fronteira com a Ucrânia, tem população maioritariamente russa. Um contingente de tropas russas está estacionado na região desde 1995, tendo posto fim a um conflito armado iniciado em 1991, altura em que a Moldávia se constituiu como país independente, após a dissolução da URSS. Desde o início da guerra na Ucrânia, a Transnístria tem sido um dos pontos de atrito latente com a Federação da Rússia por parte, tanto da Ucrânia, como da Moldávia, como ainda da Roménia, para onde os EUA deslocaram no ano passado um largo contingente de tropas.


"Mil soldados e tanques blindados vão reforçar a base norte-americana na cidade romena de Constança, numa altura em que a Rússia realiza manobras militares no Mar Negro."


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     O palco ucraniano tem, portanto, amplas ramificações. Vários outros conflitos militares podem ser desencadeados na Europa se os EUA e a UE os entenderem úteis ao seu propósito declarado de sangrar a Rússia. 


    Completando esta vasta manobra, há ainda o Extremo Oriente, em que o pretexto para confrontar a China é Taiwan. Além de mobilizarem os aliados da região (Coreia do Sul, Japão, Austrália), os EUA não escondem o propósito de arrastar também os europeus para essa outra aventura.


Militarização geral da Europa:


    Através da NATO, está em curso uma militarização geral da política europeia e de cada um dos estados europeus. A pressão dos EUA e dos falcões europeus — expressa na ideia de apoiar Zelensky até onde for preciso, sacrificando os ucranianos até ao último, vendendo a ilusão de uma vitória sobre os russos — visa criar na população europeia a aceitação de um estado de guerra permanente, uma “nova realidade” a que os povos europeus tenham de resignar-se. Resignar-se em estado de espírito e resignar-se como pagadores.


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………………...............


Por um movimento popular contra a Nato


     São as classes trabalhadoras a pagar os maiores custos políticos e materiais do rumo para que o país está a ser arrastado. Mas não são apenas as questões da carestia e dos baixos salários que exigem resposta de massas — são também as opções políticas dos governantes, ao seguirem a reboque dos EUA e da Nato. Cada euro de despesa militar a mais será um euro a menos no lado dos trabalhadores. Cada equipamento enviado para a guerra apenas aumentará os riscos de alastramento do conflito. 


     A submissão dos dirigentes e da maioria das forças políticas da UE aos desígnios hegemónicos dos EUA divide e enfraquece os povos da Europa. Mas também faz deles a única fonte possível de resistência à política de guerra. Será essa a base segura para levantar um movimento de contestação do imperialismo, e da NATO como braço armado. 


Contestação da classe trabalhadora:


   Por enquanto, a maioria dos europeus sofre em silêncio os efeitos do retrocesso económico, da subida dos preços, da guerra promovida pela Nato, da degradação inevitável do estado social — enfim, de um recuo civilizacional geral. Mas, a prazo, esta contínua queda para o abismo é insustentável.


   Um capitalismo materialmente falido, cultural e moralmente desfeito, institucionalmente degradado não pode oferecer horizontes de futuro. Uma sociedade que, pela própria voz dos seus mentores, só consegue oferecer um amanhã pior que o dia de hoje — e que afirma apenas poder subsistir nessa condição! — é uma sociedade que caminha para o fim. É isso que está expresso nas lutas de massas em França.


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NOTA FINAL:


    No final do ano de 2023, os resultados da tão propagada contra-ofensiva do exército ucraniano são insignificantes ou nulos, em termos militares, mas catastróficos em termos de perdas humanas e destruição de bens e infraestruturas.


   Logo, a hipocrisia dos governantes europeus vem ao de cima com a degradação da segurança e dos serviços de saúde, a decadência das condições de vida das populações.


    Perante a Europa submetida aos interesses americanos, estamos a atingir os píncaros do cinismo governativo mais crescente de todos os tempos, o que pode conduzir à 3ª. guerra mundial já em perigoso andamento.


Joaquim Coelho


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