quinta-feira, 8 de junho de 2023

O Ensino e a Decadência Social

Caminhos da Decadência social


As pessoas bem formadas, com bases sólidas de sabedoria e profissionalismo, são mais firmes... não embarcam em modernices desprovidas de conteúdo moral e cívico. Ora, o ensino nas escolas vai sendo adulterado de maneira a formatar pessoas incapazes de raciocinar sobre as causas e efeitos do que lhes é apresentado, porque o ensino amorfo está implementado segundo uma programação agendada pelos poderosos. Logo, a falta de lucidez deixa as pessoas no limbo da ignorância e sem capacidade de se autodefenderem. Os poderes ocultos têm em vista uma sociedade estupidamente permissiva aos seus sinistros desígnios, até dominarem todo o rebanho, porque há cada vez mais ovelhinhas perdidas nas encruzilhadas da vida.


Ora, as consequências na a sociedade humanista são extremamente gravosas para a vida em comunidade, porque as pessoas sentem-se envolvidas por um sombrio emaranhado de informações desprovidas de verdade e tendencialmente propícias à manipulação mental, criando um sentimento de abandono entre a população egoista e perdida numa caminhada sem certezas e sem esperança. Perante as dificuldades do aumento do custo de vida, com falta de meios económicos e financeiros, encontrando os meios de assistência na saúde cada vez mais dificeis, morosos e degradados, todos nós corremos sérios riscos de colapso social e perda da capacidade de resistência aos nefastos efeitos duma sociedade em desmoronamento e sem valores moralistas e sem justiça, onde os serviços públicos se transformam em obscuros "claustros" de gente sem jeito e vontade para a prestação de "serviços públicos"!


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Este ALERTA não é mais do que a constatação da realidade que nos rodeia: notícias de macabros assassinatos, roubos e burlas sem medida; dos avultados desvios de dinheros públicos nas mãos de altos dirigentes do Estado; da degradação dos serviços públicos, especialmente, nas prestações de cuidados de saúde, na permanente degradação do ensino, na escandalosa aplicação da justiça, nos apoios sociais e acolhimento dos idodos. Mas fica o vigoroso APELO: não vamos permitir que o mundo se desmorone por causa do egoismo de alguns gananciosos; vamos mostrar que ainda temos capacidade e lucidez para estarmos atentos e distinguir o bem do mal, o que nos prejudica e o que nos pode fortalecer para evitarmos fazer parte do mundo dos idiotas e maldosos. Pois, a vida em comunidade participativa é muiro mais resistente e todos podemos contribuir para melhorar o que está em decadência; vamos continuar a conviver e a fomentar os encontros que fortaleçam laços de amizade e proximidade; vamos fumentar a solidadriedade e a intervenção positiva, com ideias e acções construtivas apoiadas no bom senso e na partilha com sentido humanista. Sendo mais generosos, teremos uma sociedade mais fraterna e feliz.


Joaquim Coelho


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A decadência do Ensino e a Sociedade:


1º - As escolas tiveram a sua principal base de formação nas religiões, com destaque para os teólogos católicos e nas filosofias humanistas. No princípio do século XIV, o ensino do conhecimento era dirigido para a cultura no sentido da formação de pessoas que buscavam encontrar a verdade dos fenómenos da natureza e nas relações entre os povos e comunidades. 


2º - Período do Renacimento: Com o renascimento das heresias e das perseguições aos crentes, acentuaram-se as descrenças nas religiões e perdeu-se a cultura espiritual e, consequentemente, as pessoas deixaram de se preocupar em descobrirem a verdade das coisas; na aprendizagem para o conhecimento e o saber, perderam a vontade de se cultivarem com sabedoria e passaram a interessar-se por ter um DIPLOMA como afirmação pessoal! Esta mudança na forma de entender o interesse do ensino claro e límpido levou a uma degradação da sua qualidade, sistematicamente em decadência da qualificação das pessoas. Ora, sendo estas pessoas, menos qualificadas, os professores do futuro, assim se foi degradando a qualidade do ensino e diminuindo o nível de conhecimentos. Perdido o interesse pela colheita de conhecimentos como formação básica da pessoa humana, era inevitável a decadência da consciência e do equilíbrio do bom senso na aferição e aperfeiçoamento dos valores da justiça e do respeito perante os demais cidadãos.


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3º - Período do Materialismo: Com o surgimento de novas filosofias do comportamento humano, mais materialistas e críticas da razão da vida espiritual e sua integração na comunidade organizada, os parâmetros da qualidade do ensino foram baixando, baixando até que se tornaram um instrumento de alienação e formatação de pessoas despidas de conhecimentos e incapazes de pensarem livremente e de assumirem posições de protesto ou crítica. Os teóricos da transformação contínua da sociedade social, aproveitaram a Dialética de Hegel para lançarem dúvidas sobre as formas de construir a verdade com base nos estudos e encontrarem ideias consideradas boas e sustentáveis. Daí seguirem um esquema de destruição de tudo que existia antes, como as filosofias clássicas, as crenças religiosas, os princípios da moral e da justiça, que consideraram obstrução à evolução da sociedade social e tecnológica, incapazes de abrirem caminho à inovação.


O efeito destas novas teorias filosóficas teve grande influência na industrialização do princípio do século dezanove, pondo em causa os dissidentes da teoria marxista; o ensino teve que se adaptar na formação de pessoas com mais qualificação para trabalhar nas fábricas e nos novos serviços que os capitalistas iam desenvolvendo na ânsia de mais lucros e eficaz controlo das pessoas dependentes do salário.


Assim, o ensino passou a ser mais selectivo e discriminatório: quem tinha dinheiro, ou era bem sucedido no agrado do patrão, estaria em melhores condições de aceder ao melhor ensino e aos melhores empregos.


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4º - Período do Capitalismo: Com o acelerado desenvolvimento económico e social ocorrido no pós-segunda guerra mundial, grandes alterações no comportamento da sociedade tiveram efeitos nefastos, tais como as formas de ensino antagónicas da educação saudável, sistemas sociais condicionados à economia, políticas concertadas de limitações à liberdade e à vida com dignidade humana. As prioridades dadas à economia em desfavor da pessoa humana, com relevância na apropriação dos lucros da produção pelos grandes capitalistas e multinacionais, veio agravar o fosso entre pobres e ricos. Esta desconexão progressiva ao longo das últimas décadas, tem contribuído para uma convivência mais desumanizada e geradora de conflitos e disputas, porque se perdeu a primazia da convivência pacífica, respeitosa e colaborativa.


5º - Então, vemos que as escolas estão reféns de um esquemático sistema de controlo na “mudança do comportamento social”. As escolas não se preocupam com a formação profissional qualificada para o bom desempenho dos trabalhadores capacitados na produção de bens para melhoria das condições de vida das populações; o ensino deixou de formar boas pessoas com capacidades para distinguir o bem do mal, da justiça e da injustiça, das causas nobres no conceito de sociedade mais justa e solidária, nem para distinguir a verdade da mentira; a verdade deixou de ser fluida e passou a ser qualquer coisa ambígua como o são os comportamentos. Estamos num mundo onde a comunicação social manipula a mente das pessoas, falseando a verdade dos factos que nos transtornam e confundem, numa campanha de imposição de regras e vícios sociais ao sabor de minorias abastadas e influentes entre as elites corporativistas na partilha do poder e os decisores do futuro da sociedade.


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6º - Perdido o rumo da história e os valores modelares da cultura e do saber, estão perdidos os princípios da convivência pacífica e colaborativa. Estamos em acelerado retrocesso da civilização, correndo sérios perigos de voltar ao caos do mundo selvagem e sem regras. Quando a educação deixou de formar pessoas para promover o conhecimento com função social e participativo, a desconexão da organização da sociedade está iminente e a recuperação do racionalismo capaz de libertar as pessoas do amorfismo colectivo tornar-se-à uma obra de relevância incomensurável. Restaurar o caracter racional da realidade da vida será condição fundamental para mantermos a sociedade gerida dentro da lógica e da razão de programas geradores de consensos para o progresso com sentido humanista. Será este o caminho para a sociedade inclusiva e perfeita na perspectiva da ordem do mundo socialmente justo.     


7º - Período do Liberalismo: No desenvolvimento do pensamento filosófico moderno, principalmente os pensadores alemães do século XX, apareceram teorias deliberadamente destruidoras dos fundamentos das civilizações e sua evolução positiva. Logo tiveram apoios de poderosos “clubes” e “sociedades secretas”, ao serviço do capitalismo selvagem e anti-social, para difundirem e espalharem essas teorias pelas escolas e universidades e fomentarem a euforia dos vícios das drogas e da promiscuidade social. Trata-se de formatar pessoas incapazes de reclamarem, amestradas e mentalmente despojadas de ideias, perfeitos produtos da “indústria cultural”, permeando toda a sociedade através de filmes, músicas e usos de indumentárias. O padrão desta lógica serve para perpetuar os valores burgueses e capitalistas, através dos meios de comunicação, consolidando os vícios nas pessoas, controlando-as sem que elas percebam.


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Na lógica do desenvolvimento industrial, foi dada a primazia às inovações tecnológicas para aumentar a produção e a riqueza capitalista, pondo de lado o interesse pela educação e cultura, bem como o conceito de sociedade social. Essencialmente, tratou-se de um sistema para oprimir os trabalhadores e retirar-lhes autonomia, amarrando-os ao local de trabalho, dependentes do salário para sobreviverem. Assim, ficaram amorfos e incapazes de reagir ordenadamente contra a exploração bem concertada em favor do acumular de riqueza da elite dominante. Pois, esse sistema atingiu tanto as escolas como as famílias e todas as comunidades socialmente ao serviço das populações. Ora, ao destruir o conceito de família e de comunidade solidária e inclusiva, o sistema disseminou diversos virús na sociedade, alimentando o egoísmo, os vícios do álcool, das drogas, matando os valores morais, além de outros males como o consumismo, o desrespeito à família, às autoridades e às leis, avolumando o cepticismo, a desmotivação pessoal, a crise de identidade pessoal e o conceito de pátria. Com a agravante dos extremismos de grupos antagónicos ao progresso social, com ordem e respeito, porque manipuladores dos jovens para aderirem a sistemas de sociedades promíscuas, na tentativa de imposição da desordem nas famílias e nos meios sociais. O mais preocupante é percebermos que o perigo entrou em quase todas as instituições, através de cadeias de poderosos agentes instruídos na implementação do caos na sociedade. Cumprem os ditames de uma agenda secretamente esquematizada para escravizar a sociedade até à extinção de grande parte da população do planeta. Os poderosos capitalistas e seus lacaios, bem pagos, pretendem ter o mundo em suas mãos, conforme expresso na “agenda 20/30” da ONU. Esperemos que a população tenha tempo de acordar e agir contra toda a forma de exploração e extermínio. 


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  8º - Procurar a verdade é a grande virtude dos estudiosos. Perante as tentativas de implementação da “Inteligência Artificial”, terrível forma de sufocar a inteligência humana – impossível na convicção dos estudiosos bem integrados no mundo tecnológico -, temos pela frente grandes desafios na luta pela verdade. A verdade deve estar dentro de nós, para podermos distinguir todo o enredo das notícias e dos contos e ditos que nos rodeiam; muito do que nos apresentam não passa de falsidades, mundos fantasiosos e convites ao imobilismo cognitivo. As facilidades são uma ficção na busca do conhecimento sem base de sustentação crítica; ao mais pequeno vendaval começa a desmoronar-se como um boneco de neve.


O caminho em busca da verdade é árduo e penoso, mas recompensador e faz-nos crescer mais fortes. Veja-se o que se passa na comunicação social, com o estrondoso aparato televisivo das “comissões” da Assembleia da República. Quantas horas e dias perdidos em pretensas “descobertas da verdade”, protagonizados por hordas de “iluminados inquiridores”, improdutivos e sorvedores de grandes quantidades de dinheiros públicos. Todos os dias aparecem mais “comentadores” de tudo e de nada, ignorantes, mas com agendas bem formatadas com discursos alienantes e perniciosos para os cidadãos que ainda têm pachorra para ver televisão!  


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Mantendo a mente limpa de preconceitos e do lixo da comunicação social, perceberemos que não existe nada mais reconfortante do que chegar ao outono da vida com a lucidez e contemplar o que alcançamos com verdade e satisfação. Independentemente do ensino ministrado nas escolas e dos livros que compramos e não lemos, o nosso principal compromisso deve fundamentar-se no aperfeiçoamento das virtudes e na moderação do consumo vicioso. Assim, é importante desocupar a inteligência das coisas fúteis ou supérfluas para ter espaço e acolher o mais importante: saborear a vida com alegria e manter a lucidez iluminada pela sabedoria com verdade, de modo a caminhar com confiança e ter fé no futuro satisfatório.


Temas actuais.


Vila Nova de Gaia, 01 de Junho de 2023 (dia da Criança)


Joaquim Coelho 


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domingo, 4 de junho de 2023

A NOSSA HISTÓRIA PÁTRIA

UMA REFLEXÃO DA HISTÓRIA PORTUGUESA


    No estudo da História de Portugal, as crónicas, os padrões e os grandes feitos dos antepassados, demonstram uma visão e um planeamento incomensurável na arte de navegar e ultrapassar as mais incríveis situações dos mares; mesmo na divulgação do conhecimento e na arte de negociar com povos desconhecidos, fomos pioneiros e com sucesso.


    Ora, os portugueses foram capazes dos maiores prodígios nas batalhas, nos mares e nas descobertas, mas sempre crentes na sua tranquilidade aparente. Foram capazes de atravessar o mundo e transpor o infinito da terra. Mau grado as guerras e tentativas de conquista dos franceses e castelhanos, os portugueses nunca se deixaram vencer no campo de batalha, apesar dos traidores que se vendiam ao inimigo.


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     A estrondosa derrota dos castelhanos na batalha de Aljubarrota, ocorrida em Agosto de 1385, onde estiveram frente a frente D. João I e D. Nuno Álvares Pereira por Portugal e João I por Castela, veio afirmar um bom período de respeito pelos portugueses; já no século XIV se veio a confirmar com a disputa dos mares e terras descobertas no horizonte das memórias marítimas, obrigando ao Tratado das Tordesilhas; embora nem sempre respeitado de parte a parte. Curiosamente, enquanto Portugal e Espanha se entendiam na partilha do produto recolhido nas terras descobertas, ingleses, holandeses, franceses, e outros promotores dos assaltantes e piratas, tentavam apoderar-se das terras descobertas pelos dois países ibéricos e do espólio dos navios assaltados. E foram muitos os barcos roubados e afundados pelos pretensos “piratas” ao serviço de poderosos países que enriqueceram com o fruto das descobertas e produtos comercializados pelos portugueses.  


   Portugal teve de se impor pela força e escorraçar os holandeses das costas do Brasil, de Angola e Timor, com apoio das gentes locais. Algumas vezes, negociando com os corsários e trapaceiros, nomeadamente com os que se acoitavam nas costas do norte de África, e mesmo nos portos do Algarve, onde acolheram parte dos corsários desertores dos barcos da pirataria financiada pelos ingleses e holandeses. Ora, isso permitiu que as frotas de barcos portugueses navegassem com mais segurança no estreito de Gibraltar e comercializassem com os mercadores de Ceuta.


    Os antepassados portugueses sempre souberam aplicar os conhecimentos para bem da humanidade; observando os efeitos dos ventos contrários nas velas das caravelas e naus, aperfeiçoaram as posições e dimensões das mesmas de modo a navegarem em contravento e evitarem grandes desvios da rota marítima. Inventaram e aperfeiçoaram novos instrumentos de navegação, meios de conservação de alimentos apropriados para grandes distâncias marítimas, distribuíram e ensinaram as populações a usar as sementes em terras férteis para terem colheitas mais proveitosas.


    Pelos resultados alcançados no tempo das descobertas, temos que admitir o quanto trabalho e estudo dedicado para organizar grandiosas expedições a terras tão distantes como a India, China, Austrália, Indonésia, Brasil e muitas outras terras onde ainda hoje se encontram vestígios linguísticos e tradicionais da presença dos portugueses. Nem a cobiça de outras nações, que lhes atrapalhassem os negócios e a apetência de conquistadores natos, os portugueses não desistitram de irem sempre mais além.


    A opulência dos faustosos negociantes de especiarias remanescentes na região de Lisboa levou a nação à perda de influência no mundo, acabando por ser ultrapassada pelos negociantes genoveses e pelos interpostos de comércio cartagineses, implantados no mar Mediterrâneo.


Ermesinde, 10 de Junho de 2000


Joaquim Coelho


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PIOR É O ENTREGUISMO


                      Celebrando o Dia da Pátria


 JPeralta


Pessoalmente sou de opinião que o imperialismo dos castelhanos não nos interessa. É problema deles. Já pagaram caro por isso. Parece que não aprenderam... É pena. Continuam e continuarão nossos irmãos. Cada um que cuide do que é seu. O que nos deve preocupar é o entreguismo dos "nossos". Hoje há muitos portugueses só de carteirinha...


Mas o que quer dizer "português de carteirinha?! Responda quem lê, se quiser. É muito sugestiva a expressão "O castelhano padece de insônia desde 18/06/1116"...


No entanto parece-me que as guerras de Portugal contra Castela, foram sempre defensivas. Quando atacamos foi como estratégia de defesa. Sempre reagimos às agressões, que foram muitas.


O espinho na garganta foi problema deles, não nosso. Que nos deixassem viver em paz. As guerras uniram-nos e fortaleceram-nos, apesar do alto preço e do sangue derramado...


Filipe II só entrou em Portugal pelos braços dos traidores mesquinhos. A última grande negociata traiçoeira foi nos Açores, na Ilha de São Miguel e na Terceira, onde até os franceses se venderam, deixando os ilhéus à própria sorte, muitos morrendo em incrível banho de sangue, pelo "crime" de apoiarem o legítimo herdeiro, Dom António Prior do Crato.


Felipe II, digo, Castela, entrou no trono de Portugal pela pior das portas: a porta de traição, do suborno, da pequenez e ganância de alguns patrícios.


Os Romanos também só dominaram a Lusitânia, por golpe baixo de traição, que derrubou Viriato... Felipe não herdou o trono português. Felipe apenas subornou os traidores.


Ele o "comprou" a quem não tinha legitimidade para vendê-lo. Subornou quem lho vendeu.  E não sei se o pagou, porque não estava à venda, e nunca esteve. Os traidores nunca foram donos.


O dinheiro que deu, deu-o aos judas de sempre. Estes nem têm moral para se enforcarem. Mas quarenta anos mais tarde, veio o troco. Sempre vem. Foi na batalha de Aljubarrota que os castelhanos aprenderam a respeitar a monarquia e um povo capaz dos maiores prodígios e todas as inovações.


Por trás dos fatos históricos há sempre uma outra história que às vezes não nos é dado a conhecer ou decifrar.


Para os portugueses conseguirem manter e garantir o seu País soberano, por quase nove séculos, precisaram de muita força estratégica, de muita competência, de muita generosidade, de muito patriotismo e amor à liberdade. Estamos, hoje, celebrando nove séculos de liberdade e competência.


O Português sempre foi um grande amante da liberdade. Por isso criou o primeiro País dos tempos modernos.


O Povo português é e sempre foi um povo muito especial, embora os "donos do poder" nem sempre o reconheçam. Bem o dizia Camões do prazer de ser Rei de tal gente...


Muitos povos olharam com cobiça para este belo pedaço de terra. Mas esta é a Nossa Terra. Ou como diria Camões:


ESTA É A DITOSA PÁTRIA MINHA AMADA.


Sei que dizer ou citar isto, para muitos, tem cheiro de patriotada.  E que isto me importa? Já passei dessa fase.


O poeta brasileiro, Casimiro de Abreu, dizia do Brasil:


 


"Todos cantam sua terra,


Também vou cantar a minha


Nas débeis cordas da lira,


Hei de fazê-la raínha."


 


Obrigado, Henrique da Fonseca, por me ter dado o mote para este texto com o qual comemoro, a meu modo, o Dia de Portugal.


São Paulo, 10 de Junho de 2009 


 JPeralta


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