sexta-feira, 17 de julho de 2026

Denunciar a Corja de Ladrões do Erário

 

Denunciar a Corja de Ladrões

 

Como nos enganam com mentiras  fofas


   A campanha que os sucessivos governos fazem para iludir os cidadãos em matéria tributária é verdadeiramente asquerosa. Querem fazer-nos a creditar que estamos no bom caminho em matéria de solidariedade social: aumento dos rendimentos e baixa dos impostos!

   Ouço as promessas do governo que os impostos vão baixar e os rendimentos (salários e pensões) vão aumentar!

   Ora, em 2024 paguei 1.236 euros de IRS…

   Em 2025, tive um aumento de 46 euros (644/ano), subi de escalão e tenho 1.970 euros a pagar, até 31 de Agosto de 2026! Obrigado, senhores governantes… pelos 90 euros de prejuízo!!!

 Na apresentação do Orçamento do Estado temos uma teia que começamos a compreender: é uma espécie de ditadura a provocar o esmagamento da autonomia individual, empobrecendo de tal modo a sociedade civil que esta não seja mais do que um conjunto de carenciados a necessitar de um Estado socialista padrasto. Tudo porque a imensa máquina burocrática aumenta anualmente o esquadrão de funcionários públicos.

 

O «canto da sereia das esmolas comunitárias», como contributo para a destruição e USURPAÇÃO DA SOBERANIA, PATRIMÓNIO, IDENTIDADE CULTURAL E RIQUEZA remanescentes de um país de marinheiros com quase 900 anos - outrora grandioso - vendido paulatinamente «a retalho» por infames Traidores, Crápulas e Corruptos:

Para desgraça de Portugal e dos Portugueses, isso foi apenas o «início da festa» do assalto ao erário público e particular remanescente, por uma ignóbil cleptocracia partidária travestida de “democracia”, durante os últimos 40 anos. 


 DENUNCIAR A CORJA DE LADRÕES

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Não sei quem escreveu...
Mas parece-me que vale a pena ler...e até concordo com o gajo (e não sou funcionário público!)


“Aparentemente, passámos de um destino de navegadores a clientes de segunda de alfaiatarias, uma, dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, outra, ainda mais miserável, de um gajo "licenciado" nas Novas Oportunidades, que se deslumbra com tecidos que lhe assentam francamente mal. Mas, há bem pior que esse pinóquio!


O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e as mais recentes, o BPN e o BES, onde estavam todos, 25 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio financeiro, desmazelo no Serviço Nacional de Saúde e outros investimentos sociais, que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças plurireformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer que as “Crises" vêm lá de fora!

Bem, depois, temos as "Crises" Internacionais, cozinhadas em Bilderberg, e que se destinam, como se destinarão, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, impotentes e escravizados. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade; e vamos ter, nós, os lúcidos, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra essa turbulência civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.

Como na Epopeia de Jasão, depois dos miseráveis negócios do Cavacão: destruição de dezenas de artes da agricultura, pesca, indústrias pesadas e ligeiras, a troco dos euros da União Europeia, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sócrates, um Matrix de Trás os Montes, um fiel discípulo do cavaquismo… em Passos de Coelho, que depressa nos roubou os subsídios de Férias e de Natal, atenciosamente louvado pelos artistas do circo que gerem a Europa na louca corrida aos armamentos, às idolatrias dos Banderas, prontos a financiar o desastre das economias sociais dos europeus em declínio social e mental.

Já nem Santo António nos salva dos governantes desmiolados, ao serviço de poderosos interesses financeiros, travestidos de caridosos senhores vindos das catacumbas do liberalismo obscurecido nas praças prostituídas de Wall Street. Quando nos libramos dos Pedros Silvas Pereiras, dos Passos, dos Cavacões (raça difícil de erradicar) e outros janotas, apareceu o refugo da Isabel Alçada, do Augusto Santos Silva, dos Antónios Costas… e outros vendidos aos interesses estrangeiros – como Victor Constâncio, somos brindados com nova remessa de tenebrosos obreiros em contínua campanha destrutiva de tudo que é nacional: serviços públicos e sociais,  imprescindíveis para salvaguardar alguma dignidade na vida dos cidadãos: artistas e coveiros bem falantes, como Montesnegros, aliado à quadrilha dos Ventrulhas, a horrorosa Ana Paula Martins (SNS), Leitão Amaro, Pinto Luz (habitação), Miranda Sarmento (Finanças), Fernando Alexandre (Educação), Maria do Rosário Ramalho (Segurança Social), Paulo Rangel (N.Estrangeiros), Luís Neves (Adm.Interna) e outros aderentes ao funeral dos nossos direitos de cidadãos com dignidade. Toda esta gente vive dos nossos impostos e do nosso trabalho… estão a levar-nos ao abismo, à pobreza, a uma vida de miséria. Fazem "cortes" na saúde, nos salários, nas pensões (em consequência do aumento de impostos e do custo de vida). Mentem descaradamente, dizendo que estamos melhor… 


Todos estamos de acordo com alguns cortes imediatos: a frota de carros da Administração Pública, que deve ser vendida em hasta pública… e fornecido passe social L123, para todos os Conselhos de Administração e assessores, Deputados da Assembleia da República e assessores. Os gabinetes imediatamente dissolvidos e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; encerrar os "Institutos" e “Fundações”, albergues de ex-políticos e “especialistas”.

Os clientes de "off-shores" investigados e nomes publicados; tributação imediata de todas as especulações financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases. Enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da treta, que foi transformado, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos tem governado.

Na realidade, a sensação geral é a de que há um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", de "BPNs", "BPPs", "BCPs", de “BES”, de “comissões” de privatização, "Independentes", Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de máfia e associação tal, que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, das Relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus; enfim, uma Corja que devia ser encarcerada, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou mesmo nada.
Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser.


Espero que vos faça acordar.”

E ninguém é preso...

Um atento cidadão português, pagante de impostos

 

  
 
 
 







 
 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

A Burrice Impede a Prosperidade

Escolhas que Limitam as nossas Vidas

INIMIGOS da DEMOCRACIA

    Os inimigos da democracia são todos aqueles que fogem às suas responsabilidades públicas, ao dever de ministrar a justiça, que usam cargos públicos para usufruir de privilégios imorais, que viciam as regras democráticas, que expressam publicamente palavras que envergonham os veteranos de guerra, especialmente no dia de Portugal (10 de Junho) aproveitam para expressar as convicções pessoais de que a continuação das guerras coloniais seria a melhor forma de sentir o patriotismo, como disse certo general que apenas demonstra ser um dos que se serviram da guerra para prosperar economicamente. Como este, há ainda muitos infiltrados no aparelho de estado que vão denegrindo o sistema democrático e, até, tentam destruí-lo.

    Fala-se muito nos políticos corruptos, que existem nos vários quadrantes da sociedade. Mas o país também definha devido ao sorvedouro de subsídios da União Europeia, que, em vez de serem aplicados para o correcto desenvolvimento do país, tem servido para encher os bolsos de muitos oportunistas que se instalam nos organismos de decisão do estado e nas associações de empresários. Há muitos políticos coniventes com esta miserável situação de empobrecimento de Portugal, autênticos criminosos que vão delapidando os bens de que o país necessita para melhorar a justiça social numa base de crescimento sustentado.

    Mas há outras formas de matar a democracia: as acções fraudulentas facilitadas por um sistema judicial acomodado; os agentes do clientismo dos dinheiros públicos; a fuga aos impostos de forma concertada; a injusta inclusão de todos os empresários em nome individual dentro do mesmo sistema de tributação, os agentes do sistema fiscal a penalizar os contribuintes com coimas ilegais - descarada forma de abuso de poder!  

    Lamentavelmente, as escolhas dos votantes sem capacidade de distinguir o trigo do joio, são a praga que defrauda as espectativas das pessoas que ainda escolhe com lucidez e livres dos dogmas ideológicos.

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    Políticos, bestas sagazes, nulidades das sociedades espezinhadas, em acções repugnantes de civismo, e paladinos de contornos anedóticos, valem-se de posições cimeiras para afirmarem os equívocos subtis das trapaças financeiras, com benesses aos amigos, medíocres produtos liberais.

Abril de 2025

Kartomando

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O DOURO ESTÁ A SER VENDIDO EM COPOS DE CRISTAL ENQUANTO O VITICULTOR MORRE NA VINHA

Há qualquer coisa de profundamente obsceno no silêncio que cobre o Douro.

O mundo inteiro fotografa estas encostas como se fossem eternas.

Os barcos sobem o rio carregados de turistas.

Os hotéis anunciam “autenticidade”.

As garrafas atingem preços de luxo.

Mas o homem que segura esta montanha com as próprias mãos começa a desaparecer.

Não por falta de amor à terra.

Não por preguiça.

Não por incapacidade.

Desaparece porque já não consegue sobreviver.

O Douro transformou-se num paradoxo cruel: uma região milionária construída sobre produtores empobrecidos.

Cada socalco que deslumbra o mundo foi arrancado ao xisto por homens que trabalharam debaixo de 40 graus, carregaram pedras às costas e aprenderam desde crianças que a vinha não perdoa distrações.

Aqui não existe agricultura romântica.

Existe sobrevivência.

Existe o corpo destruído pelas podas de inverno.

Existe o medo silencioso da próxima vindima.

Existe a conta bancária vazia ao lado de vinhos premiados internacionalmente.

E depois perguntam porque morrem as pequenas quintas.

Morrem porque o Douro passou a ser tratado como cenário, não como território humano.

A UNESCO protegeu a paisagem.

Mas ninguém protegeu o viticultor.

Hoje vendem o Douro como experiência sensorial enquanto expulsam lentamente aqueles que lhe deram alma durante séculos.

Transformaram o Vigneron num figurante turístico: um homem para aparecer na fotografia, servir um copo e desaparecer em silêncio da história.

Em 1972 adulteravam o vinho.

Em 2026 adulteram algo muito mais grave: a verdade.

Porque vinho sem povo é apenas indústria com marketing elegante.

E atenção ao que aqui fica escrito:

No dia em que o último pequeno produtor abandonar estas encostas, o Douro continuará bonito.

Os hotéis continuarão cheios.

Os barcos continuarão a navegar.

As garrafas continuarão caras.

Mas o espírito terá morrido.

Restará uma paisagem perfeita construída sobre um cemitério social.

Um museu agrícola sem agricultores.

Um vinho sem memória.

O Douro nunca pediu piedade.

Pediu apenas justiça: preço justo para a uva, dignidade para quem trabalha a montanha, e respeito por aqueles que ainda acreditam que a terra não é um ativo financeiro é sangue, herança e identidade.

Se este texto incomoda, ainda bem.

É porque o Douro verdadeiro ainda respira debaixo das campanhas de marketing.

Mas se depois de ler isto continua apenas a ver uma paisagem bonita, então talvez já faça parte da engrenagem que está a matar lentamente a alma da região.

Porque o Douro não morre de uma vez.

Morre em silêncio. Morre devagar. Morre enquanto o mundo aplaude a vista.

NOTA: Este artigo é dedicado aos nossos antepassados durienses que ropmperam o xisto com picaretas.

Douro, 15 de Maio de 2026

Victor Marques

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Más escolhas tolhem as nossas Vidas

A maior ilusão que o sistema vos vendeu é a escolha. Esquerda ou Direita?

Enquanto o povo se entretém no Facebook a discutir futebol ou sobre política e se insultam uns aos outros por causa de partidos, a engrenagem continua a rodar exatamente da mesma maneira. Eles criam a divisão para garantir o vosso foco no lado errado. Dividir para reinar é o truque mais velho do mundo.

A verdade nua e crua, sem filtros, é que os dois lados trabalham para o mesmo patrão e para o mesmo objetivo final. Não importa quem ganha as eleições; a agenda avança sempre. Reparem bem: muda o governo, mas a Identidade Digital continua a ser desenhada, o dinheiro físico continua a ser empurrado para o fim, as restrições aumentam e o controlo da vossa vida aperta cada vez mais.

A Esquerda e a Direita são apenas as duas mãos do mesmo corpo. Uma faz-vos olhar para o lado com promessas sociais ou pautas morais, enquanto a outra vos tira o cartão do bolso e a liberdade de movimento nas vossas cidades.

Acordem de uma vez por todas. O teatro político serve apenas para vos manter ocupados e distraídos enquanto o destino do rebanho está a ser selado por quem realmente manda. A vossa guerra não é contra o vizinho que vota diferente; a guerra é pela vossa soberania.

Parem de ser os idiotas úteis do sistema. Enquanto vocês discutem partidos, eles fecham a vossa cela. Quem dorme na democracia, acorda na ditadura digital.

O nosso tempo é escasso, precisamos de acordar para o que está por vir!

14 de Junho de 2026

    Tiago Americanoo

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sábado, 11 de abril de 2026

Bloqueios dos Tempos Sombrios

Razões para o Sentido da Vida

   As coisas que vemos e queremos mudar…

   Francamente, não percebo porque há tanta gente a modificar-se!

   Há dias, falava com um jornalista brasileiro, que fez reportagens comigo nas “revoltas” do Kosovo, e logo me afrontou com as mudanças de atitude dos novos jornalistas na busca da verdade: “lembras-te Coelho, quando pretendíamos falar dos acontecimentos das guerras nos Balcãs, organizamos a viagem e fomos ao meio do turbilhão para noticiar com verdade”?  Ora, vejo cada vez mais pessoas a alterar as suas rotinas e formas de ver para avaliar os desvarios cometidos pelos governantes caseiros, tal como os mandantes do mundo.

   Sempre estive atento, como uma sentinela alerta; sinto desgosto por ver o servilismo estampado nos noticiários que nos enchem as televisões na hora do almoço. Conheço alguns jornalistas com vontade de prestarem melhor informação mas, logo os comentadores “patrocinados” distorcem a realidade dos factos e embrulham as notícias no manto nebuloso das conjecturas e fabulações que nos deixam mais entorpecidos das ideias do que os coitados das vidas sem futuro.

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   Assim, neste mundo perturbado pelas inteligências irracionais, fico desapontado com os responsáveis pelo ensino e educação dos jovens, que aceitam passivamente os aberrantes programas formatados pelos serventes ideológicos dos  ministério. Há alguns anos que estamos perante uma avalanche de instrumentos reformativos manipulados por gente sem as necessárias capacidades para enfrentar o futuro que se apresenta complicado. Das escolas saem pessoas irresolutas, com formações inacabadas, sem capacidade para reformularem sonhos de vida para o sucesso. Pois, aqueles que não tiverem astúcia e força para vencer a melancolia, acabarão por ficar perdidos nas valetas.

   Tudo isto me causa tristeza e repulsa; o que mais reforça o meu alento para continuar a ajudar na defesa das causas que contribuam para um mundo mais justo e fraterno.  

Vila Nova de Gaia, 20 de Julho de2024 (faço 85 anos amanhã)

Joaquim Coelho

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Porque vem ao encontro das minhas preocupações, seguem os seguintes textos:

ESTUDO…

   Um terço dos alunos das escolas portugueses mostra sinais de sofrimento psicológico e falta de competências emocionais. O problema agrava-se à medida que a escolaridade vai avançando. As raparigas são mais afetadas. As conclusões são de um estudo do Observatório Escolar e foi feito este ano junto de mais de 8 mil crianças e adolescentes, do pré-escolar ao 12º ano. Também metade dos professores inquiridos demonstra fragilidade psicológica, como tristeza, irritação ou dificuldades em conciliar o sono. O estudo “Monitorização e Ação – Saúde Psicológica e Bem-estar” foi encomendado pelo ministério da Educação e tem um universo de quase 1500 professores, mais de 80% são mulheres.

Por Eduarda Maio - Jornalista

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O SENTIDO

    Texto inspirado na leitura do livro “O homem em busca de um sentido” de Viktor Emil Frankl, médico neurologista e psiquiatra, nasceu em 26 de Março de 1905 em Viena.

   Durante a segunda guerra mundial foi deportado para campos de concentração, incluindo Auschwitz. Quando Frankl foi libertado descobriu que toda a sua família mais próxima tinha sido morta, pai, mãe, irmão e esposa grávida.

   O livro baseia-se nos relatos de experiências e acontecimentos nos campos de concentração pelos quais passou, e os “casos de estudo” que ele conseguiu observar, fruto das interações humanas num contexto de privação de vários níveis, como violência extrema, fome, dor física e emocional, morte e vida.

   A influência que o poder tem e como se expressa em diferentes personalidades.

   Nos campos de concentração as linhas de vida eram muito ténues, pela desnutrição, falta de condições nos abrigos comuns e doenças, Viktor percebeu que os que se entregavam ao desespero, à desistência e à depressão faleciam pouco tempo depois; ele conseguia, até, antecipar essas mortes por comportamentos específicos que os presos tinham quando desistiam da vida.

   Em certos acontecimentos extremos, em que ele foi confrontado com a possibilidade da morte, imaginava cenários mentais como, por exemplo, dar a mão à mulher e imaginar-se próximo dela, a dar palestras e ensinamentos em salas para grande número de pessoas. Ele considerou que foram estes os motivos que o mantiveram ligado à vida.

    Vivemos tempos de grande holocausto mental, em que as pessoas têm os seus corpos livres, mas as suas mentes aprisionadas. Em que o pensamento reflexivo e critico foi substituído por narrativas de opinião altamente polarizadas e que são repetidas pelas massas de formas totalmente inconscientes.

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   O vaso está cheio, transbordante, cheio de tudo, menos daquilo que é da própria pessoa.

   O Grande Sentido, foi substituído por pequenos sentidos supérfluos, efémeros e vazios.

   Liberdade sem um sentido maior e um propósito é degradante, e nós estamos a assistir a essa degradação em primeira fila. A tendência é piorar porque, precisamente, se não temos um propósito transcendente como indivíduos e por consequência como coletivo, as probabilidades são grandes de perpetuarmos estes padrões de guerras, conflitos e divisões, indeterminadamente.

   Escrevo este texto especialmente para todos os pais com vista aos seus filhos, é importante guiar as crianças e jovens; para além da educação escolar, é necessário ter em vista um complemento de educação filosófica e moral.

   É importante perceber o grande sentido da criança/jovem, daquilo que realmente os liga à vida. Todos nós, sem exceção, temos um sentido, podemos dizer que é o nosso dom, é aquilo para o qual nascemos.

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   É importante estabelecer uma estrutura nas rotinas da criança/jovem que os levem a ter tempo para desenvolver, de uma forma ativa, esse propósito; e neste caminho, o interessante é que os pais também vão poder beneficiar deste trabalho interior porque muitos dos seus aspectos são revelados através dos filhos.

   Este movimento acaba por fortalecer os laços familiares e concede uma estrutura de um valor inestimável para o desenvolvimento e continuidade da vida destas crianças e jovens.

   Mais do que dar um bom futuro aos filhos, pela via de bens materiais e valores financeiros, é tão ou mais importante construir em conjunto estas bases filosóficas e morais que geram prosperidade, e que nenhuma intempérie pode destruir.

   As nossas crianças e jovens estão a definhar na ociosidade digital, na falta de referências comportamentais reais que as possam inspirar e ajudar no futuro.

   Simbolicamente, se a mente morre a morte seguinte é a do corpo; sem um motivo não há razão para viver. Esta estrutura é decisiva, podendo evitar distúrbios comportamentais como o suicídio, as drogas e doenças.

   Quando percebermos que a liberdade e o tempo de que dispomos pode gerar benefícios ilimitados, de valor inestimável, não vamos querer abdicar.

Henrique Garcia - 29 de Março 2026

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VIDAS  MECANIZADAS

    Sonhos que inventamos para matar saudades do passado de aventura sem mentira e sem artimanhas; muitas vezes, o sonho não é mais do que uma forma de estar mais perto dos outros e mais longe do nosso próprio ser. O que inventamos contra a monotonia é algo que combate o egoísmo que se apodera de cada um, por um futuro sem miragens em que a luz seja um guia capaz de combater o nefasto fatalismo com que nos debatemos no dia-a-dia, como um tirano da nossa tranquilidade.

    Para sermos cada vez mais nós, teremos que combater esta forma apressada de viver à mercê das intempéries da sociedade mecanizada e doentia, que nos enclausuram com exercícios de recalcamentos fantásticos que nos limitam as fronteiras do convívio e da própria existência no essencial da nossa liberdade.

    A contrapartida está na coragem de ter fé e avançar seguramente ao encontro dos outros, onde sentimos despertar a magia desta onda de busca dos simples. É aí que está a trajectória que respeita a nossa integridade íntima e nos fará recuperar as imagens da adolescência terna, onde a sinceridade das palavras e dos gestos se contrapõe à repressiva obsessão dos objectos que nos manipulam, artificialmente, contra a perfeição das coisas simples.

Joaquim Coelho, 18 de Maio de 2019

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