terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Será a China a enfrentar as crises?

O Notável Crescimento da China


Estamos perante perigosas encruzilhadas que nos apoquentam e causam temores do fim da existência humana com direito a ser feliz, em harmonia com a natureza. A sinistra disputa do poder hegemónimo, entre nações com poderosos interesses no domínio do mundo, despreza as pessoas e os seus direitos de cidadania e dignidade humana em favor dos poderosos senhores do mundo financeiro, sedentos de acumulação de riqueza na senda dos gananciosos sem escrupulos.


As bem sucedidas e grandiosas transformações no desenvolvimento económico e social, bem como das infra-estruturas dentro e fora da China, mesmo que mal conhecidas no ocidente, estão a mudar o paradígma das trocas comerciais no sentido de servirem as populações de todos os países e quebrar as correntes do sistema dominante na criação da pobreza para a que riqueza suba cada vez mais alto. Poderemos estar a assistir ao crescente poder de uma Nova Ordem Mindial, mais igualitária e justa.


Vejamos alguns exemplos de crescimento da China e sua implantação no mundo, especialmente através de expansão de incomparáveis infra-estruturas.


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https://www.youtube.com/watch?v=6PEbOcxOLas


 


Comboios de mercadorias entre a China e Europa começaram a operar em 2011 - já fizeram mais de 9 mil viagens


Dinheiro Vivo/Lusa - 09 Julho, 2018 


Os comboios de mercadoria entre a China e a Europa fizeram mais de 9.000 viagens, desde que linhas ferroviárias começaram a operar, em 2011, segundo dados divulgados pela Corporação Chinesa de Caminhos-de-ferro.


Durante aquele período, os comboios transportaram 800.000 contentores de vinte pés, destaca a mesma fonte.


Só em 2017, foram realizadas 3.673 viagens, mais do que no conjunto dos seis anos anteriores. Este ano, espera-se que supere as 4.000, segundo estimativas da imprensa oficial chinesa.


A subida deve-se tanto ao aumento das rotas como à maior frequência das viagens em algumas das linhas.


A China conta já com um total de 61 rotas, que têm origem em 39 cidades diferentes do país, com origem a 42 cidades europeias, distribuídas por 13 países.


Em 2017, o país asiático incorporou 23 novas cidades e cinco novos países a estas ligações ferroviárias, parte da "Nova Rota da Seda", um gigantesco projeto de infraestruturas inspirado nas antigas vias comerciais entre Ásia e Europa.


Lançada em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a "Nova Rota da Seda" inclui uma malha ferroviária intercontinental, novos portos, aeroportos, centrais elétricas e zonas de comércio livre, visando ressuscitar vias comerciais que remontam ao Império romano, e então percorridas por caravanas.


Um dos principais objetivos é criar uma ligação ferroviária de alta velocidade entre Pequim e Londres, que demoraria 48 horas a percorrer.


A ligação ferroviária mais longa e já em funcionamento vai desde Yiwu, um 'hub' comercial na costa leste da China, até Madrid, e atravessa o Cazaquistão, Rússia, Bielorrússia e Polónia, entrando na Europa central através da Alemanha.


Lisboa tem insistido na inclusão de uma rota atlântica no projeto chinês, o que permitiria a Sines conectar as rotas do Extremo Oriente ao Oceano Atlântico, beneficiando do alargamento do canal do Panamá.


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https://www.youtube.com/watch?v=zC1hryhPljw


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https://www.youtube.com/watch?v=ZgNedlD5QWY


 


 Ferrovia China-Europa pode triplicar até 2030


por T&N - 12/05/2021


O tráfego ferroviário de mercadorias entre a China e a Europa poderá triplicar até 2030, segundo um estudo da Roland Berger para a UIC.


No ano passado, o transporte ferroviário de mercadorias entre a China e a Europa atingiu as 878 mil toneladas, beneficiando dos fortes constrangimentos que afectaram o transporte marítimo.


No estudo realizado para a UIC, a consultora estima que os volumes transportados através da nova Rota da Seda poderão mesmo duplicar até 2025, salientando em particular o sucesso do corredor Norte, entre Pequim e Roterdão, através da Mongólia e da Rússia, com passagem por Moscovo e Duisburgo, que ainda há dez anos era insignificante e hoje já representa cerca de 700 comboios/mês.


Do mesmo modo, os corredores Central (XIan, Teerão, Istambul e Roterdão) e Sul (através d Mar Cáspio para o Azerbeijão, Ucrânia e Polónia), ainda numa fase inicial, poderão conhecer desenvolvimentos semelhantes, acrescenta a Roland Berger, assim haja estabilidade política nas regiões atravessadas e sejam desenvolvidas as necessárias infra-estruturas ferroviárias.


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https://www.youtube.com/watch?v=LPBNqjQzlaw


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Rússia terá comboio China-Europa em 7 dias


por T&N - 30/07/2021


O transit time dos comboios de mercadorias entre a China e a Europa poderá em breve reduzir-se para apenas sete dias, usando um novo vagão russo.


A pedido dos caminhos de ferro russos, uma empresa local desenvolveu um protótipo de vagão plataforma para o transporte de contentores capaz de circular a 140 km/hora.


O novo modelo de vagão dispõe de bogies de eixos triplos, o que permite aumentar a carga por eixo até às 20 toneladas e, logo, transportar dois contentores de 40″.


O vagão, ainda um protótipo, será em breve sujeito a testes, à velocidade de 120 km/h, numa pista de ensaios. Depois será tempo de elevar a fasquia até aos 140 km/hora, e já numa linha da rede ferroviária russa.


Se tudo correr pelo melhor, a certificação do novo material deverá acontecer ainda durante o último trimestre do mês corrente.


Com este vagão, garantem os seus criadores, os caminhos de ferro russos poderão transportar contentores entre a China e a Rússia europeia em escassos sete dias.


O transporte ferroviário de mercadorias entre a China e a Europa está em crescendo, quer pelo aumento dos fretes marítimos, quer pela falta de capacidade de transporte. Além disso, o comboio é mais rápido que o navio.


Actualmente, os tempos de trânsito entre a China e a Europa Ocidental variam entre os 12 e os 17 dias, dependendo dos pares origem-destino.


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domingo, 12 de fevereiro de 2023

Guerras e Trapalhadas

NOTA-PRÉVIA:


Estudos e opiniões que nos merecem respeito.


Carlos Branco, Major-General do Exército português com uma vasta experiência em assuntos político-militares e relações internacionais


 


As modulações da paz na Ucrânia


Carlos Branco, Major-general e Investigador do IPRI-NOVA 


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25 Novembro 2022,


Mais recentemente, temos assistido a intervenções de várias entidades apelando à obtenção de uma solução política para o conflito, todas admitindo a possibilidade da amputação territorial da Ucrânia.


Foram precisos nove meses de guerra, a destruição de 50% das infraestruturas energéticas da Ucrânia, a ruína do seu tecido industrial, uma crise sem precedentes de refugiados (cerca de oito milhões) e de deslocados internos, a redução de 33,4% do seu PIB, mais de cinco milhões de desempregados, e centenas de milhares de vidas humanas ceifadas para se começar a falar de paz. Importa perceber a origem desta mudança discursiva.


Não terá sido alheia a esta alteração de “dinâmica”, as consequências que a guerra está a ter na Europa, causadas pelo efeito bumerangue das sanções impostas pela União Europeia (UE) à Rússia, entre outras a inflação galopante, a recessão económica, e a deterioração das condições de vida das populações, que começam a contestar as políticas dos seus governantes.


Como salientou Kristalina Georgieva, a diretora-geral do FMI, numa entrevista ao “Washington Post”, “a guerra parece estar a desencadear uma série de desenvolvimentos que podem ficar fora de controlo”. A probabilidade de fragmentação da economia mundial tornou-se elevada: “podemos estar a caminhar como sonâmbulos para um mundo que é mais pobre e menos seguro.” Segundo ela, a construção de barreiras económicas pelos EUA e pela UE para obterem objetivos geopolíticos podem fazer mais mal do que bem, referindo apenas o campo económico.


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NOTÍCIAS:


Rivalidade EUA-China pode fragmentar a economia global, alerta chefe do FMI


PHNOM PENH, Camboja - A economia global está se dividindo em blocos rivais, ameaçando uma reprise da Guerra Fria que deixaria quase todos em situação pior, disse o chefe do Fundo Monetário Internacional no sábado.


Os esforços dos EUA e da Europa para redesenhar as cadeias de suprimentos globais fazem sentido se ajudarem a eliminar o tipo de dependência de um único fornecedor que se mostrou tão perturbador durante a pandemia, de acordo com Kristalina Georgieva, diretora-gerente do fundo. Mas se as duas potências erigirem novas barreiras comerciais para ganhar uma vantagem em sua disputa geopolítica, elas poderiam desencadear um ciclo destrutivo que prejudicaria as famílias de classe média e pobre, deixando os ricos ilesos.


“Minha preocupação é o aprofundamento da fragmentação na economia mundial”, disse Georgieva em entrevista ao The Washington Post. “Podemos estar caminhando como sonâmbulos para um mundo que é mais pobre e menos seguro como resultado.”


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Contudo, o fator determinante na introdução da diplomacia na ação e no discurso político deve-se ao facto de Washington ter conseguido concretizar, com esta guerra, vários objetivos geoestratégicos de longa data.


Em primeiro lugar, inviabilizar um projeto europeu dotado de autonomia estratégica, passível de competir e rivalizar no futuro com Washington. Será difícil, nos tempos mais próximos, um dirigente europeu ter a coragem de afirmar que “os europeus têm de lutar pelo seu próprio futuro e destino”, nos termos em que esta afirmação foi feita pela então Chanceler Angela Merkel.


Em segundo lugar, obter a total submissão da Alemanha, o principal polo agregador desse tão almejado projeto europeu, em risco de perder a sua competitividade industrial conseguida, em grande parte, pelo recurso aos hidrocarbonetos russos baratos. Está presente na memória de todos a célebre conferência de imprensa em que Joe Biden disse diante de Olaf Scholtz que “se a Rússia invadir a Ucrânia, o Nord Stream 2 deixará de existir”.


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Em terceiro, consumar a rutura da Europa com a Rússia impedindo o aprofundamento da cooperação entre elas nos mais variados domínios, desde o económico ao tecnológico, fazendo com que Moscovo se afastasse da Europa e pivoteasse para leste e para os mercados asiáticos. Esse afastamento já se tinha iniciado há alguns anos, mas acelerou-se com a guerra. A destruição dos gasodutos ajudou a consumar esse movimento.


E, em quarto, o enfraquecimento da Rússia, através de um prolongado regime de sanções, contando para tal com o apoio incondicional da UE, objetivo menos conseguido do que os anteriores. Para além da guerra económica desencadeada à Rússia não ter tido até agora os efeitos esperados, está a ter um efeito desastroso para as economias europeias. Algumas das sanções impostas à Rússia poderão manter-se mesmo que exista um acordo de paz. Embora a Secretária do Tesouro Janet Yellen admita que o conflito está a acabar, foi muito clara sobre esta matéria.


Como escreveu Timothy Ash, “os 5,6% do orçamento norte-americano de defesa utilizados para destruir quase metade da capacidade militar convencional da Rússia foram um investimento absolutamente incrível. A análise de custo-benefício do apoio dos EUA à Ucrânia é incontestável. Está a produzir vitórias em quase todos os campos.”


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As preocupações geopolíticas de Washington


A guerra na Ucrânia foi um pretexto para Washington materializar o seu projeto geopolítico, tão bem descrito por vários pensadores e think tanks norte-americanos. A designada primazia norte-americana, como lhe chamou Zbigniew Brzezinski, visa impedir a emergência na Eurásia de uma potência que possa rivalizar e competir com os EUA. Houve momentos em que se pensou que a UE podia ser essa potência, mas as conhecidas divergências internas impediram a realização desse sonho, que com a guerra na Ucrânia passou de sonho adiado a sonho irrealizável. Washington nunca esteve distraído relativamente às ambições emancipatórias europeias, nomeadamente aos seus conceitos estratégicos, em particular ao último (a bússola estratégica) aprovado já em 2022.


Conforme acima referido, um dos motores da concretização desse projeto seria a Alemanha. As preocupações geopolíticas de Washington relativamente à Alemanha alargavam-se à sua possível aproximação à Rússia. Washington teve sempre presente o pensamento de alguns setores a elite política alemã assente nas premissas da Rückversicherungspolitik abraçada pelo chanceler Otto von Bismarck, no século XIX, que defendia, para o bem da segurança da Alemanha, o estreitamento dos laços com a Rússia, respeitar os seus interesses e não alienar Moscovo. Sempre que a Alemanha abandonou esta abordagem colocou-se no caminho da derrota, como aconteceu em 1914 e 1941. Durante a Guerra Fria, essa aproximação ocorreu de forma mitigada em vários momentos e com diferentes matizes, como foi o caso da Ostpolitik promovida pelo chanceler Willy Brandt, e da cooperação energética entre a Alemanha e Rússia com mais de meio século, iniciada em 1964, com a entrada em funcionamento do pipeline “Amizade”.


É essencial para os EUA impedir essa aproximação. Foi exatamente isso que aconteceu, no final da Guerra Fria, quando Moscovo ambicionava aproximar-se da Europa e integrar as instituições europeias, nomeadamente a Comunidade Europeia e a NATO. Sentindo o perigo dessa aproximação, o presidente Bill Clinton não teve dúvidas sobre as opções a tomar. Nesta lógica de afastamento, não é de estranhar que o Parlamento Europeu tenha considerado a Rússia um “Estado terrorista”. Isto representa uma vitória de Washington em toda a linha. Uma vez alcançados os seus objetivos geopolíticos, o prolongamento da guerra torna-se um risco desnecessário.


Os sobressaltos da diplomacia


A guerra na Ucrânia podia ter sido evitada, tivesse existido pressão diplomática eficaz sobre Kiev por parte dos atores internacionais envolvidos, de modo a dar corpo ao projeto federal subjacente aos acordos de Minsk. Dada a sua história, cultura, e composição étnica, fazia todo o sentido que a Ucrânia fosse um Estado federal, dando assim expressão política a todas as sensibilidades que a integram, algo que os grupos ultranacionalistas e neonazis não toleram. A demonstração militar russa na fronteira com a Ucrânia no início de 2022 não foi suficientemente dissuasora para obrigar Kiev a ceder. Já com as forças russas na Ucrânia, ucranianos e russos estiveram em março e abril próximo de um acordo, que teria posto fim ao conflito, não tivesse sido Volodymyr Zelensky mal aconselhado.


Tal como Alija Izetbegovic, presidente dos bósnios muçulmanos, também Zelensky acreditou no canto das sereias. Acreditou que os seus patrocinadores estavam de armas e bagagens no seu comboio, esquecendo, ou desconhecendo, dada a sua impreparação para o cargo, que as grandes potências são implacáveis quando os seus interesses se desencontram com os dos seus vassalos. Que o digam, entre outros, Van Thieu, Najibullah ou Ashraf Ghani.


Uma vez atingida a maioria dos seus objetivos, mas também com receio dos efeitos políticos e económicos nefastos que o prolongamento da guerra possa vir a causar, em particular na solidariedade transatlântica, os EUA começaram a pensar na paz. Sintomaticamente, a maioria das iniciativas nesse sentido tiveram origem nos EUA. Isso começou a tornar-se evidente nas alterações do discurso, embora não exista consenso sobre esta matéria nos círculos dirigentes norte-americanos.


Essas divergências são evidentes, por exemplo, entre os Departamentos de Estado e de Defesa, mas também entre diferentes setores da elite política, onde militam os designados liberais internacionalistas e os grupos neoconservadores. Conselheiros do Presidente Joe Biden têm dito que é cedo para negociações não se encontrando a situação ainda madura para tal. Por outro lado, tem havido a preocupação de alguns responsáveis norte-americanos mostrarem que não estão a colocar pressão sobre os ucranianos, não lhes dizendo o que devem fazer, sobretudo em matéria de cedências territoriais. Foi esse o sentido das declarações de Joe Biden, a 9 de novembro, dizendo que Washington nem sequer pressionava Kiev a falar com Moscovo.


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NOTÍCIA:


O ex-presidente Trump e outros nos EUA, incluindo alguns democratas e republicanos, criticaram o apoio contínuo dos EUA à Ucrânia em sua guerra com a Rússia. Eles pediram que o apoio militar e financeiro à Ucrânia fosse cortado, até mesmo encerrado. Eles minimizam o risco da Rússia e argumentam que o dinheiro deve ser gasto em casa. 


No entanto, de várias perspectivas, quando visto de uma perspectiva de retorno por dólar, o apoio dos EUA e do Ocidente à Ucrânia é um investimento incrivelmente econômico.  


Ao todo, o governo Biden recebeu aprovação do Congresso para US$ 40 bilhões em ajuda à Ucrânia para 2022 e solicitou US$ 37,7 bilhões adicionais para 2022. Mais da metade dessa ajuda foi destinada à defesa.  


Essas somas tornam-se insignificantes quando comparadas com um orçamento total de defesa dos EUA de US$ 715 bilhões para 2022. A assistência representa 5,6% do gasto total de defesa dos EUA. Mas a Rússia é o principal adversário dos EUA, um rival de primeira linha não muito atrás da China, seu principal adversário estratégico. Em termos geopolíticos frios, esta guerra oferece uma oportunidade privilegiada para os EUA corroer e degradar a capacidade de defesa convencional da Rússia, sem botas no chão e com pouco risco para as vidas americanas.  


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Não obstante, são vários os desenvolvimentos reveladores da existência de uma diplomacia discreta nos bastidores. De acordo com vários relatos, a Administração Biden pediu ao governo ucraniano que anunciasse a sua disponibilidade para entrar em negociações com Moscovo, e se retratasse de declarações anteriores pedindo a destituição do Presidente Vladimir Putin. O Verkovna Rada tinha aprovado em 4 de outubro uma lei que proibia as negociações com o presidente Putin.


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A ida do Conselheiro Nacional de Segurança Jack Sullivan a Kiev, em 4 de novembro, visou instar Zelensky a mostrar flexibilidade a adotar uma postura de negociação “realista” em possíveis negociações com a Rússia, e avançar para conversações reconsiderando, eventualmente, o objetivo declarado de restaurar o controlo sobre a Crimeia. No rescaldo dessa reunião, Zelensky reconsiderou de facto a sua anterior posição e veio afirmar publicamente a disponibilidade para negociar com Putin, apesar da lei que o proibia de o fazer não ter sido revogada.


As discussões sobre a fórmula de Sullivan estão em andamento, tendo os contatos entre os EUA e a Rússia aumentado significativamente. Entretanto, os diretores da CIA e do Serviço russo de Inteligência Estrangeira, respetivamente, William Burns e Sergei Naryshkin reuniram-se em Ancara, no dia 14 de novembro, algo que deixou Kiev bastante incomodada, apesar de Joe Biden ter clarificado que nada seria dirimido sem a Ucrânia. Segundo ele, a decisão final seria sempre dos ucranianos, nomeadamente, em matéria de cedências territoriais. Zelensky teria provavelmente presente as negociações entre os EUA e os Talibã sobre o futuro da guerra no Afeganistão, sem o envolvimento de Cabul.


Mais recentemente, temos assistido a intervenções de várias entidades apelando à obtenção de uma solução política para o conflito, todas admitindo a possibilidade da amputação territorial da Ucrânia. Desde Charles Kupchan até altas patentes militares, algo que nunca antes tinham feito. O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas dos EUA, general Mark Milley, veio afirmar publicamente que, por ser altamente improvável que a Ucrânia tenha capacidade para recuperar o território sob controlo russo, seria conveniente iniciar-se um processo de negociações de paz neste inverno, assinalando que a Rússia dispõe ainda de um poder de combate significativo.


Seria, portanto, improvável que Kiev consiga expulsar o Exército russo das posições que atualmente ocupa. Segundo ele, “a probabilidade de uma vitória militar ucraniana é agora extremamente baixa “. Afinal, os ataques de mísseis russos não param e a infraestrutura da Ucrânia já foi quase totalmente destruída. Outras vozes juntaram-se a Milley, como a dos antigos SACEUR Wesley Clark e James Stavridis, todas elas refletindo a necessidade de um compromisso.


Sem surpresa, as palavras de Milley foram mal recebidas em Kiev, motivando uma reação oposta ao pretendido. O CEMGFA ucraniano, general Valerii Zaluzhnyi, disse que “as forças armadas ucranianas não aceitam quaisquer negociações, acordos ou soluções de compromisso”. Para haver negociações a Rússia teria de libertar todos os territórios ocupados, o que é absolutamente irrealista. Esta abordagem esteve presente na proposta utópica de paz que Zelensky apresentou na cimeira do G20, a 15 de novembro, assente em dez pontos, a qual exigia a saída das tropas russas do território ucraniano como condição para se sentarem à mesa das negociações. Também o vice-ministro da Defesa ucraniano fez declarações semelhantes.


Independentemente dos esforços que venham a ser envidados para sentar russos e ucranianos à mesma mesa para discutir o seu futuro, ambas as partes se encontram ainda longe de um impasse doloroso, convencidas de que conseguem ganhar militarmente a guerra. Como nada será ganho à mesa das negociações, que não tenha sido conquistado no campo de batalha, devemos preparar-nos para uma grande confrontação militar cujo resultado ditará não só o futuro de ambos os países como a futura arquitetura de segurança europeia, em particular, no que respeita à possível adesão da Ucrânia à NATO. Só depois poderemos falar de negociações e de paz.


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TRAPALHADAS TRÁGICO-CÓMICAS


As negociações para o fornecimento de carros de combate modernos à Ucránia, mais uma vez nos mostram a evidente incompetência dos dirigentes europeus. As promessas, as divergências, as avarias, os prazos e condições de fornecimento de equipamentos para estoirar na guerra presentearam-nos com um cenário teatral trágico-cómico de consequências gravosas para a coesão dos povos da Europa, gerando cada vez mais desconfiança nos objectivos e prevenção na protecção dos direitos dos cidadãos na segurança do emprego, na saúde, na assistência social.


São tantos os indícios de descalabro governativo que corremos o risco de perda dos direitos das populações europeias.


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sábado, 4 de fevereiro de 2023

O ENSINO ESTÁ DOENTE

A DEGRADAÇÃO DO ENSINO


Sendo a Educação um dos pilares mais importantes na formação duma sociedade saudável, com preservação dos valores democráticos, liberdade de intervenção cívica, dignidade humana e igualdade de oportunidades, o investimento nas escolas confortáveis, na boa qualificação de pessoal docente e auxiliares é primordial para satisfação dos profissionais e do bom aproveitamento dos alunos.


Desde há longos anos que os poderes governamentais se preocupam em manter as pessoas domesticáveis, privando-as das melhores práticas do ensino com qualidade, da formação profissional e da capacitação dos alunos para aplicação do saber com empenho no desenvolvimento de trabalho produtivo, devidamente remunerado, com vista à inovação direcionada para o futuro profícuo.


A continuação das políticas restritivas e revanchistas contra os profissionais do ensino só pode resultar na insatisfação generalizada e convulsões sociais, onde perdem os alunos, perdem os professores e perde o país, com graves repercussões no desenvolvimento social e económico.


Pelo resultado dos estudos do “Observatório Escolar” percebemos que a situação emocional dos alunos é sofrível e a dos professores tende a ser mais grave. O que implica maior investimento em Psicólogos, perda de tempo de estudo, degradação do ambiente escolar e fraco aproveitamento curricular.


A presente luta dos profissionais do Ensino – professores, técnicos e pessoal auxiliar poderá ter o efeito do safanão necessário nas políticas deliberadamente viradas para um ensino ao sabor das correntes extremistas e globalistas. Pois, o que está definido na agenda globalista 2030, não é mais do que a gestão do ensino com vista a domesticar os cidadãos para uma sociedade de frouxos e incompetentes, servindo de escravos duma reduzida casta de protegidos intelectuais ao serviço dos poderosos senhores do mundo.  


Perante a falta de consenso nas negociações com os profissionais do ensino escolar, especialmente com os professores, o ambiente irá continuar em convulsão e as consequências agravarão as carreiras dos alunos e as deficiências no aproveitamento.


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O ESSENCIAL DA MANHÃ na Educação


24 Maio, 2022 - Eduarda Maio, Jornalista


Um terço dos alunos das escolas portugueses mostra sinais de sofrimento psicológico e falta de competências emocionais. O problema agrava-se à medida que a escolaridade vai avançando. As raparigas são mais afetadas. As conclusões são de um estudo do Observatório Escolar e foi feito este ano junto de mais de 8 mil crianças e adolescentes, do pré-escolar ao 12º ano. Também metade dos professores inquiridos demonstra fragilidade psicológica, como tristeza, irritação ou dificuldades em conciliar o sono. O estudo “Monitorização e Ação – Saúde Psicológica e Bem-estar” foi encomendado pelo ministério da Educação e tem um universo de quase 1500 professores, mais de 80% são mulheres.


Com base nestes resultados, o ministério da Educação vai renovar contratos com mais de mil técnicos especializados. A maioria são psicólogos. Já é certo que continuam nas escolas no próximo ano letivo. O Governo pretende ainda dar liberdade às escolas para decidirem se pretendem manter as mesmas equipas ou refazê-las, considerando que o trabalho das competências sociais e emocionais é fundamental. As escolas devem contar também com a formação que as Academias da Gulbenkian de profissionais de educação nesta matéria. Estas academias vão criar uma rede nacional de formadores, dirigida aos professores, para que depois estes possam formar outros professores nas suas zonas educativas ou agrupamentos. Esta formação arranca nas escolas no próximo ano letivo, ou seja, em Setembro de 2022.


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Muitas crianças portuguesas estão sujeitas a ambientes pouco saudáveis, sobretudo por causa das condições das casas em que vivem. Uma dificuldade para a qual um relatório da Unicef chama hoje à atenção. Entre 39 países comparados, Portugal figura em 3º lugar nos indicadores gerais mas, no que diz respeito às condições ambientais a que as crianças estão sujeitas, o país desce para o lugar 25. A exposição à poluição do ar e da água e a presença de chumbo no sangue são alguns dos indicadores. 8% das crianças portuguesas vive em casas com falta de aquecimento, muito ruído e poluição sonora, humidade e bolor, falta de iluminação natural.


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VER também:


https://picadas2.blogs.sapo.pt/ma-educacao-ou-educacao-ma-30121


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No FACEBOOK - Favoritos  - 03-02-2023


Salazar...


Serei um GAJO NORMAL????


Antigamente na escola havia os... ‘burros’... ‘gordos’... ‘caixa de óculos’... ‘sem sal’... ‘pretos’... ‘chineses’... ‘indianos’... ‘artolas’... ‘maricas’... etc.


Os ‘burros’ chumbavam!


Não se tornavam doutores como hoje em dia.


Mas a fasquia era definida pelo “marrão” da turma!


Não era nivelada por baixo, como agora.


Somos todos iguais... diz-se!!!


Antes não parecia que fossemos!


Mas o ‘gordo’ também tinha notas brutais e ninguém sabia como!


Talvez porque não jogasse à bola!


O ‘caixa de óculos’ tinha um sentido de humor inigualável mas não fazia corridas, pois tinha medo de cair!


O ‘preto’ jogava à bola como ninguém e fazia umas fintas inimagináveis!


Tinha um físico fora do comum!


O ‘chinês’ tinha vindo de outra escola, sabia à brava inglês, e tinha histórias que não lembravam a ninguém.


Cada um tinha um «defeito», até uma alcunha!


Mas tinha ou lutava por ter também outras qualidades.


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Hoje não.


Dizem que somos todos iguais.


Agora, tudo ou é bullying... ou racismo... ou xenofobia... ou opressão... ou assédio... ou violência!


Antigamente, quando se era mesmo racista, levava-se um "chapadão" na tromba e aprendia-se logo que o ‘preto’ era como nós outros!


Apenas tinha cor diferente.


E não era bullying!... Era ‘aprendizagem on job’.


Aprender assim era duro; pois, dói e não se esquece mais.


E às vezes, em casa, com os pais também se ‘aprendia’.


O menino ou menina ‘sem sal’ passava despercebido(a) e sentia-se sozinho(a).


Ter uma alcunha diferente era fixe.


A diferença era vista com bons olhos.


E aprendia-se uma coisa importante:


- rirmos de nós próprios.


E não "chorarmos" porque alguém nos chamou isto ou aquilo.


Assumia-se a gordura... o ‘esquelético’... a ‘caixa de óculos’... e tudo o mais que viesse.


Mas quando não se estava bem, quando não se gostava da alcunha, fazia-se uma coisa importante:


- mudava-se, lutava-se por acabar com ela.


Não se culpava os outros nem a sociedade.


Não se faziam ‘queixinhas’ !


E falhava-se... Muitas vezes!


Mas cada vez que se falhava ficava-se mais forte.


E sabíamos que era assim. Que havia uns que conseguiam, outros ficavam para trás, que havia quem vencia e quem falhava.


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Agora não.


Todos somos iguais, há mesmo a chamada igualdade de género!


Todos somos bons... todos merecemos... todos temos as mesmas oportunidades... todos devemos até ganhar o mesmo... todos somos vítimas... todos somos oprimidos... e todos somos parvos..…. porque aceitamos este ambiente do ‘politicamente correto’ sem dizer nada… e até devemos dizer que somos ‘normais’.


Segundo o novo paradigma social, devem ter muito cuidado comigo, porque:


- Sou velho ou quase... tenho mais de 50 anos... e quando chegar à reforma, se chegar a tê-la, o que vai fazer de mim um tolo... improdutivo... que gasta estupidamente os recursos do Estado, e:


- Nasci branco, o que me torna racista;


- Não voto na esquerda radical, o que me torna fascista;


- Sou hétero, o que me torna um homofóbico;


- Possuo casa própria, o que me torna um proprietário rico (ou talvez mesmo um latifundiário);


- Gosto de cordeiro de leite... o que me torna um abusador de animais;


- Sou cristão e, embora não praticante, sou um infiel aos olhos de milhões de muçulmanos;


- Não concordo com tudo o que o Governo faz, o que me torna um reacionário;


- Gosto de ver mulheres bonitas bem vestidas (ou despidas), ou super decotadas, o que me torna um tipo capaz de assediar;


- Valorizo a minha identidade portuguesa e a minha cultura europeia e ocidental, o que me torna um xenófobo;


- Gostaria de viver em segurança e ver os infractores na prisão, o que me torna um desrespeitador dos direitos "fundamentais" protegidos;


- Conduzo um carro a diesel, o que me torna um poluidor, contribuindo para o aumento de CO2;


Apesar destes defeitos todos, acho que ainda sou feliz… era mais antes da pandemia… mas, mesmo assim... considero-me um ‘gajo normal’!!


Desconhece-se o autor, postado por:


José Casimiro Carvalho


 VER mais EDUCAÇÃO em:


https://picadasdamicaia.blogs.sapo.pt/tempos-sem-tempo-para-a-educacao-36636?tc=125508558330


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Vergonhoso e ALARMANTE

Contribuintes Reclamam com Razão


 Funcionalismo Público:  comandita de acomodados e incompetentes, começando pelas chefias dos serviços que pagamos e somos muito mal servidos, salvo raras excepções de funcionários prestáveis e diligentes.


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A grande maioria são arrogantes e abusam das regalias e do poder. Protegidos por uma carapaça invisível e notável, com atendimento ao público em horários reduzidos, limitam os contactos com os contribuintes, em evidente prejuízo para os cidadãos, causando transtornos, perdas de tempo e aplicando multas devido a dificuldade em cumprir prazos. Muitas das coimas são abusivas, pelo que devemos estar atentos para reclamar.


Por experiência, as maiores dificuldadedes nos contactos para resolver problemas, são com a Segurança Social. 


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 PORTAL DA QUEIXA – notícia de 30.01.2023


Serviços estatais alvo de 14 mil queixas no primeiro ano de maioria absoluta.


O Portal da Queixa aferiu que, no primeiro ano de maioria absoluta, os serviços públicos foram alvo de quase 14 mil reclamações dos portugueses, um aumento na ordem dos 40%, em relação a 2019. O IMT, a Segurança Social, o SEF, o SNS e a AT lideram a tabela das reclamações, a maior parte das quais relacionadas com o mau atendimento das entidades.


Só em janeiro de 2023, o setor público recebeu 1.000 queixas.  


PRESTAÇÃO DE TRABALHO E REGALIAS.


 


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PRESTAÇÃO DE TRABALHO E REGALIAS


QUE DIFERENÇA!


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A começar pelos Salários, passando pela estabilidade no emprego, menor rítmo de trabalho e acabar no valor das Pensões de Reforma - Difernça abismal.


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