Artificial Iteligence – Arma dos Poderosos
Penso logo sou, existo, sinto: cogito ergo sum.
O verdadeiro depende da criação mental do homem chamada lógica. Entretanto, real refere-se ao que alguém crê que é real apesar de qualquer lógica que se utilize ou do que se raciocine, ou sem saber como funciona este algo. No instante que vemos, ou nos fazem ver, cremos que é real sem ainda questionarmos se é verdadeiro ou falso.

René Descartes cunhou a frase Cogito ergo sum ("penso, portanto sou") mas perante o descalabro mundial orquestrado com origem na propaganda pandémica poderíamos estabelecer outra frase: Ego sum, sed non cogito ("sou, mas não penso") à vista da credibilidade dada ao discurso oficial por uma parte importante da população.
Será real que milhares de pessoas idosas e com patologias prévias tenham falecido durante o segundo trimestre de 2020? Podemos dizer que sim. Será verdade que estes milhares de pessoas tenham falecido por causa de um vírus catalogado como SARS-Cov2? Podemos dizer que não.
Será real que um pânico insano se tenha desencadeado entre a população? Podemos dizer que sim. O referido pânico é resultado da verdade? Podemos dizer que não.
Mas, como na metáfora escrita por Robert Havemann: "Quando quero acertar num alvo, tenho um procedimento muito simples para aumentar a possibilidade de atingi-lo, a saber: o procedimento de engrandecer o alvo, e se declaro que tudo o que me rodeia é alvo, terei a miserável satisfação de não errá-lo nunca".
A partir daqui o conhecimento que possuímos da realidade é limitado e acostumamo-nos a ver a "realidade" a partir das mensagens subjectivas que chegam ao nosso conhecimento sobre esta realidade. A construção dos referidos conhecimentos tem, entre outros, os objectivo de criar "confiança" para com as estruturas de poder que são em definitivo as que concebem o discurso para tornar possível que um determinado objecto ou objectivo exista, cumpra certas funções e estabeleça o que é positivo ou negativo, bom ou mau.

"INFOXICAÇÃO"
Ao invés disto temos sofrido, estamos a sofrer e, se não houver uma resposta contundente, continuaremos a sofrer não uma intoxicação por um vírus e sim uma "infoxicação" mediática resultante da construção da realidade, afastada do que deveria ser uma busca da verdade. Não há ciência nas versões mediáticas hegemónicas e sim percepções, especulações, opiniões e espectáculos visuais montados à imagem e semelhança de uma grande farsa teatral.
Como se constrói o 'real'?
María-Celina Ramos-Álvarez, apresenta-nos uma reflexão sobre o papel dos meios de comunicação com as seguintes palavras:
"Na medida em que os meios me mostram as suas construções de significado como um ser natural das coisas, tendo a pensar que as coisas são assim, como eles as apresentam e portanto concedo-lhes um estatuto ontológico independente do labor humano, já que eu não tenho opção alguma para actuar em outro sentido senão o assinalado ao status que me foi criado, o qual impede-me de exercer a dialéctica entre o que faço e o que penso... Os meios de comunicação seleccionam aspectos do mundo que, desta forma aparece filtrado diante dos meus sentidos. O conhecimento que me proporcionam não só põe em jogo as minhas capacidades cognoscitivas como também emocionais... A minha realidade subjectiva, em determinadas situações, choca-se frontalmente com aquela objectiva que os media me apresentam. Sou uma pessoa adulta e possuo capacidade de crítica e discernimento, mas em situações nas quais não posso exercer tais capacidades por não possuir os dados suficientes para isso, ou em situações que os significados mediáticos não são relevantes para mim, a realidade que se me apresenta constitui-se na minha realidade".

Os media jornalísticos actuam como mediadores entre a fabricação de uma recriação manipulada da realidade e a audiência da verdade. Os media nos preparam, nos elaboram e nos apresentam uma realidade social determinada. Mas quais são os critérios para formar essa realidade? Em que se baseia a interpretação jornalística?
Hoje sabemos tanto do vírus e da pandemia e estamos tão "infoxicados" que não sabemos nada, não há diálogo nem debate científico com evidências em mãos, só hipóteses, ocorrências, suposições, opiniões ou percepções. A justificação pandémica avança, a economia quebra e nós vivemos com medo e incerteza. Em síntese, a verdade sobre a pandemia do Covid-19 é a seguinte:
"1 - Instrumentalizou-se a enfermidade de modo político e eleitoral;
2 - Sabemos muito e nada ao mesmo tempo, não há ciência e sim percepções, teorias falsas e especulação;
3 - Ignorou-se a história e os antecedentes epidemiológicos e médicos. Esta é a grande verdade da qual não duvidamos".

A realidade social constrói-se por meio de declarações, as que tornam possível que um determinado objecto exista, cumpra certas funções e disponha de certos poderes positivos e negativos de maneira convencional. "A força que se assinala a esses actos permite que surjam no mundo entidades que, sem mediar estas declarações mediáticas, não chegariam a existir".
Nas XXII Jornadas de Investigación e XI Encuentro de Investigadores en Psicología del Mercosur organizados pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Buenos Aires, Romina Ailín Urios, realiza uma análise acerca da "criminologia mediática" que agora podemos aproveitar à luz dos estereótipos concebidos para estabelecer o perfil das pessoas perigosas na voragem pandémica (reuniões de mais de seis pessoas, não usar máscara, por em causa a bondade das vacinas, ignorar os toques de recolher, romper o confinamento domiciliar, etc), os apelos à delação a partir das "polícias de varanda", a criação de "patrulhas sanitárias" semelhantes à antiga guarda de Franco nos tempos da ditadura para perseguir e denunciar os contraventores das leis ditadas, por irracionais que sejam.
Podemos dizer que o que faz a "criminologia mediática" é criar uma realidade e apresentá-la como "a" realidade, onde aparecem confrontadas as "pessoas decentes" e o grupo de "criminosos", os quais são identificados pelo estereótipo que permite essa distinção. E para que esta diferenciação se sustenha no tempo e se torne crível, não resta outra opção senão "inchar" as características negativas de quem porta o estereótipo na base da periculosidade e é aí em que o conceito de perigo se une ao de segurança.

"Como reverter os efeitos na subjectividade da população e, sobretudo, de certos sectores que foram seleccionados pelos meios de comunicação como os futuros criminalizados? Se tivermos em conta o que coloca Foucault quanto à complexa malha em que uma pequena mudança num extremo gera um movimento em toda a trama, podemos pensar que para gerar uma modificação que chegue até todos os extremos é necessário que a mudança seja suficientemente forte para que chegue a toda a estrutura. Do contrário, a modificação não será nem total nem duradoura".

Visto da Toca do COELHO, para os Amigos:
Ora, da análise acima publicada, percebe-se como os poderes instituídos se apropriaram de todos os meios da comunicação social, das autoridades policiais e das pessoas ardilosamente amedrontadas, bem ao jeito das poderosas farmacêuticas multinacionais, que urdiram um complô bem funcional ao serviço dos fabulosos lucros comerciais das vacinas.
Por outro lado, a fabulação funcionou meticulosamente para encobrir a mortandade causada pela falta de assistência nos serviços de saúde, com a anulação das cirurgias, exames médicos e tratamentos ambulatórios anteriormente programados. Só em Portugal, das estatísticas bem escondidas durante a “pandemia Covid-19”, saíram dados recentes de terem morrido mais de 27 mil pessoas por terem sido privadas dos tratamentos adequados a tempo.
Isto traz à realidade o quanto os governos estão reféns dos poderosos interesses das instituições multinacionais gananciosas pelo lucro e desprezo pela vida e saúde dos cidadãos.

Perante este quadro do controlo da informação em função da ocultação da verdade, vou tentando sobreviver com a lucidez que me alumia e adaptar-me às circunstâncias das mentiras e falsidades que os comentadores, escrivas e propagandistas espalham em tudo que é comunicação social. Não é fácil para o cidadão comum perceber os meandros dos noticiários e os esquemas para nos fazerem acreditar que as mentiras tantas vezes repetidas podem enganar os mais crentes e honestos cidadãos.
Assim, atendendo às circunstâncias dos valores que nos podem afastar dos amigos, resolvi adaptar-me à realidade que nos apresentam em tempo de ditaduras manipuladoras da comunicação social; como quero manter alguma sensibilidade aos afectos que prezo e continuar a usufruir dos naturais sentimentos que me são essenciais, passarei a usar os artifícios dos camaleões (sem ofender a minha própria identidade). Vou aproveitar as ofertas da IA (Inteligência Artificial) para me transformar em humanoide híbrido… uma espécie de cata-vento nas ideias, robot com atribuições de mono representativo da moderna tecnologia, timoneiro do meu barco!

Enfim, serei um indivíduo mais bem preparado para perceber o alcance último dos objectivos, porque não tenho condições de perdoar os males que os poderosos causam à sociedade; mas, ao mesmo tempo, estou preparado para compreender os defeitos de interpretação dos que me são próximos, mesmo que ninguém sinta vontade de promover o respeito e a gratidão pelo que vamos fazendo pela sociedade inclusiva e livre de preconceitos.
Os poderosos servem-se dos fracos e hipócritas, comentadores e fazedores de opinião, para, através dos meios de comunicação social que controlam, manipular as mentes e sombrear os seus tenebrosos propósitos de escravizar os cidadãos comuns. O futuro está na capacidade desses cidadãos poderem ver para além do que lhes é dito sem provas de que é verdadeiro.
Vila Nova de Gaia, Dezembro de 2024

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