segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Por um Futuro com Dignidade Humana

 Compromisso de Trabalho Solidário

para um Futuro mais igualitário

Aos nossos Familiares, Amigos e pessoas de boa vontade, neste Novo Ano de esperança, em parceria com os companheiros de jornada solidária, deixo o compromissso sério de continuar a minha prestação e empenho na melhoria da saúde e bem-estar solidário, bem como nas sugestões capazes de prevenir e ajustar a vida de cada um às contingências provocadas por decisões e acções reconhecidamente prejudiciais para a comunidade da sociedade humana mundial, de que são exemplo as considerações e pareceres abaixo transcritos. A luta é importante, mas continuamos a acreditar que vale a pena, tal é a opinião dos milhares de pessoas a quem dedicamos o nosso trabalho solidário no país e na emigração.

Joaquim Coelho, presidente do Movimento Cívico de Antigo Combatentes 

RICOS E POBRES – QUE DIFERENÇA desde 2000

 Em 2002, o Prémio Nobel da Economia foi atribuído aAmartya Sem,que se expressou com a seguinte frase:

 “Aqueles que protestam contra a globalização, centrando as atenções nas desigualdades do mundo, merecem ser ouvidos e não agredidos.”

 1 - Bill Gates, usando a poderosa arma das tecnologias, é o principal promotor da globalização, em sintonia com as directrizes dos gurus do mercado globalista e donos absolutos das riquezas produzidas pelos trabalhadores que controlam através das regras impostas pelo sistema capitalista ao serviço da hegemónica estratégia dos Estados Unidos da América. Sistema manipulado de modo a proteger a elite financeira que lucra e domina o mundo, porque as tecnologias enriquecem os poderosos e marginalizam os pobres.

Curiosamente, é no país dito mais rico do mundo que temos o maior fosso da desigualdade entre ricos e pobres, com a riqueza acumulada em poder de 2% da população e a pobreza atingindo cerca de 30% de americanos.    

A especulação financeira nas bolsas de valores é um cancro da sociedade, dando cobertura aos maiores desvios de dinheiro para Offshores e paraísos fiscais, com a consequente fuga aos impostos, através de esquemas geridos por gurus dos "esquemas" que enriquecem com o dinheiro dos negócios das acções, bem como da exploração dos trabalhadores produtivos.


2 - Defraudar a Europa no preço do gás, como faz os EUA, é ganância autodestrutiva, afirmam economistas…

Nelson Garrone - 15 de setembro de 2022

Após se submeter a sanções à Rússia ditadas por Washington, a Europa sofreu cortes no gás russo e ampliou a aquisição do produto dos EUA a preços exorbitantes e agora debate-se com acelerada recessão. Economistas apontam que essa ganância vai ser destrutiva também para a economia norte-americana.

Citando a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, o próprio The Washington Post ressaltou que uma paralisação completa das exportações russas de petróleo afectará gravemente a economia dos EUA, dando um novo impulso aos preços globais da energia.

Mas esta não é a compreensão da Casa Branca, para quem o agravamento da crise na Europa será “modesto” internamente, apegando-se a alguns economistas do país, que acreditam ser a “recessão europeia positiva” para os Estados Unidos.


A ganância instituída nos governantes americanos permite aumentar substancialmente os lucros com as crises e pandemias. As parcerias comerciais com a União Europeia, para 2023, são a prova mais visível da hipocrisia negocial americana, quando quer continuar a penalizar a Europa em 9 pontos sensíveis das trocas comerciais e financeiras; tais como o preço do gás que oscila à volta do triplo dos custos correntes do fornecido pela Rússia e outros países do norte da Europa.


A União Europeia submete-se ao gás natural mais caro imposto pelos EUA:

Por Federico Pieraccini

Uma das batalhas energéticas mais importantes para o futuro está a ser travada no campo do gás natural liquefeito (GNL). Enquanto isso, um pouco à maneira do dólar norte-americano, o GNL está a transformar-se numa ferramenta que Washington pretende utilizar contra Moscovo à custa dos aliados europeus dos Estados Unidos. A recessão e consequências gravosas para as populações europeias vão demorar anos a recompor-se e deixam feridas sociais e na saúde difíceis de sarar.


3 - ANOTAÇÕES da RTP:

“Não são palavras à toa: "os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres". É que, apesar do contínuo desenvolvimento económico, as desigualdades na distribuição da riqueza continuam a acentuar-se. A pandemia da Covid-19 agravou a situação e estima-se que só as alterações climáticas venham a contribuir com mais 100 milhões de novos pobres até 2030.”

“Apesar do progresso significativo que se verificou nas últimas décadas, cerca de 10 por cento da população mundial vive em situação de pobreza extrema – com menos de dois dólares por dia. O objetivo estabelecido pela comunidade internacional era reduzir a pobreza mais grave para 3 por cento até 2030. Mas os abanões cíclicos da economia mundial e a pandemia adiaram esse objetivo. Além disso, os modelos económicos vigentes têm vindo a intensificar, nos últimos anos, o fosso entre ricos e pobres, criando maiores desigualdades sociais.”

“Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 10 por cento da população mundial vive com severas dificuldades para ter acesso a recursos básicos de saúde, de educação, água e saneamento. As áreas rurais são particularmente afetadas e as mulheres, bem como as crianças, continuam no topo da lista dos pobres mais pobres.”

Esta “lição” inspira-se nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) um conjunto de prioridades e aspirações globais para 2030. Definidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, os ODS visam erradicar a pobreza e criar uma vida digna e com oportunidades para todos, e exigem o envolvimento de governos, empresas e sociedade civil, à escala mundial. Ora, estes programas servem para defraudar as espectativas da população, quando verificamos a hostilidade dos poderosos em contribuirem para reduzir as desigualdades sociais, porque vivem num mundo de gananciosos a acumular riqueza à custa dos pobres que a produzem com o seu trabalho mal pago.

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NOTA DO AUTOR:

Ora, as promessas do desenvolvimento em favor dos pobres jamais serão cumpridas, porque estão condicionadas pelos objectivos do lucro para os mais ricos que dominam o mundo financeiro, através da especulação nas bolsas e desvio dos lucros para Offshores, além dos milhões de dólares gastos nas loucas tentativas de subir ao espaço extratoeférico e lá permanecer por escassos segundos! O descarado exibicionismo das fortunas gastas serve apenas para deliciar os egos excêntricos, sem nada acrescentarem à inovação das tecnologias nas viagens interplanetárias há muito conhecidas.

17 out, 2022 - 07:00 • Filipa Ribeiro

Cerca de 4,5 milhões de portugueses tinham rendimentos abaixo dos 554 euros mensais, em 2020. No primeiro ano da pandemia, a pobreza em Portugal aumentou cerca de 12,5%. Portugal é o 13.º país mais pobre da União Europeia. 

Mais de 100 milhões de pessoas enfrentam a pobreza na União Europeia

De  Isabel Marques da Silva  

José, desempregado espanhol, e Eeva-Marie, trabalhadora a meio tempo finlandesa, estão entre os 113 milhões de pessoas que enfrentam a pobreza e a exclusão social na União Europeia, equivalente a 22,5 por cento da população do bloco comunitário (dados do Eurobarómetro, 2019).

Em 2021, 21,7% da população da União Europeia (UE) estava em risco de pobreza ou exclusão social, uma ligeira subida face aos 21,6% do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Eurostat.

Em 2021, 73,7 milhões de pessoas na UE corriam risco de pobreza, 27 milhões estavam em situação de privação material ou social severa e 29,3 milhões viviam em agregados com baixa intensidade laboral ou miséria extrema.

A Roménia (34%), a Bulgária (32%), Grécia e Espanha (28% cada) foram os Estados-membros com maiores taxas de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social.

Em contraste, as menores taxas de pessoas em risco foram registadas na República Checa (11%), Eslovénia (13%) e Finlândia (14%).

Em Portugal, em 2021 havia 22,4% de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social (20,0% em 2020), a oitava maior taxa entre os Estados-membros e acima da média da União Europeia (21,7%).

 

Atualmente, a União Europeia é vista como estando a trabalhar em favor dos mercados, mas não das pessoas.

Sian Jones Coordenadora, Rede Europeia Anti-Pobreza

 NOTA:

Perante o alinhamento da União Europeia com os Estados Unidos da América, nós por cá seguimos tristemente para essa calamidade de miséria social.

Joaquim Coelho

                     

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 Por que os EUA têm os piores índices de pobreza do mundo desenvolvido.

Por Gerardo Lissardy - da BBC News Mundo em Nova York

Este é um dos grandes paradoxos dos nossos tempos: os Estados Unidos, país mais rico do mundo, têm alguns dos piores índices de pobreza no grupo dos países desenvolvidos.

Mais de meio século depois que o presidente Lyndon B. Johnson declarou "guerra incondicional à pobreza", os EUA ainda não descobriram como vencê-la.

Desde a declaração de Johnson, em 1964, o país teve conquistas surpreendentes, como chegar à Lua ou gerir a Internet. Entretanto, nesse período, conseguiu uma tímida redução no índice de pobreza, que caiu de 19% para cerca de 14%. Isso significa que mais de 40 milhões de americanos vivem abaixo da linha oficial de pobreza.

4 - Desigualdades globais

A euforia dos gestores das tecnológicas em apresentarem as suas previsões para o século XX, deixaram os economistas sérios e realistas, estupefactos e inquietos. Porque libertos das pressões dos grandes grupos económicos, apresentavam teses pessimistas quanto aos benefícios da globalização tecnológica, do desenvolvimento da inteligência artificial (AI) e da qualidade de vida sustentável para diminuir as desigualdades.

Vinte anos passaram e os resultados dessa euforia estão bem visíveis na sociedade, com o agravamento dramático das desigualdades e grandes constrangimentos no desenvolvimento social, na educação cultural e cívica, na saúde e na justiça. Em vinte anos, as desigualdades sociais triplicaram e os ricos aumentaram exponencialmente e as riquezas acumuladas demonstram a ganância dos poderosos em açambarcar cada vez mais, em prejuízo dos pobres que se multiplicaram e estão cada vez mais pobres.

Perante esta cultura iníqua do acumular de riqueza, a sociedade corre o risco do colapso social e político. Ora, as oportunidades adquiridas com as tecnologias, as ciências e as economias sociais estão viradas para a injusta satisfação dos mercados de valores que proporcionam riquezas desmesuradas para um reduzido número de oportunistas, quando os seus benefícios deveriam ser partilhados pela população com menores recursos educacionais e sociais.

Existem forças antagónicas desproporcionais na luta por uma sociedade mais igualitária. Os que defendem que os “mercados” devem funcionar sozinhos, sem restrições legais ou governamentais na regulação de preços, entendem que assim tudo está bem! Os que entendem que a globalização sem regras é a principal causa das desigualdades e das angústias do mundo, provocando um ambiente sombrio onde se escondem os desprotegidos e se endeusam os poderosos com as riquezas consideradas imorais.

Muitos especialistas reclamam reformas estruturais necessárias para combater as desigualdades, mas os governos e reguladores da economia de mercado ignoram os seus rogos, porque os fluxos financeiros beneficiam quem governa e quem está nas instituições reguladoras.

O economista americano James Tobin, prémio Nobel da Economia em 1981, propôs um imposto sobre as transações financeiras internacionais, cujo resultado seria aplicado em reformas para reduzir as desigualdades sociais. Embora alguns países lhe dessem atenção, só a França pretendeu aplicar tal taxa em 2011, como forma de reduzir os efeitos da crise financeira mundial em curso. O milionário George Soros defendia que a dita taxa deveria aplicar-se apenas às instituições publicas. Os resultados foram nulos e a globalização continuou a ignorar as medidas estruturais necessárias para reduzir as desigualdades, disponibilizando mais apoios para irradicação da pobreza, capacitando as pessoas com mais educação e formação profissional, com melhores condições de acesso à saúde.

Vinte anos depois, as desigualdades continuam em expansão, com países ricos, como os Estados Unidos, sem segurança social nem assistência na saúde acessível aos carenciados, porque as companhias de seguros engordam com as apólices vendidas aos mais endinheirados. A vida dos outros depende de resistirem ou não às doenças e ao espectro da fome.


Ora, estamos perante um mundo sem conserto, porque os acordos do comércio global favorecem sempre os países mais ricos e os negócios das armas proliferam dramaticamente para enriquecer os poderosos grupos armamentistas, sendo os Estados Unidos beneficiados com mais de 50% de armas vendidas, seguidos da Inglaterra e da Rússia, parte das quais servem para desestabilizar os países pobres de África, Médio Oriente e América Latina, onde as populações sobrevivem sem esperança de futuro. 


 5 - Esperemos que 2023 nos traga mais estabilidade social para melhoria das condições de vida, numa sociedade cada vez mais globalizada, onde as oportunidades sejam acessíveis e proveitosas para todos. Temos esperança no fim das guerras que atormentam as populações em debandada, acreditando que uma nova ordem mundial, mais humanista e justa como factor de paz e de progresso na prosperidade.

Há sinais evidentes de que o sistema liderado pelos Estados Unidos da América está esgotado como padrão do desenvolvimento humano, porque cresceu através do assalto programado e tenebroso às matérias-primas dos países mais fracos e corruptos, produzindo lóbis dos muito ricos e uma multidão de pobres e indigentes. A ascensão económica e tecnológica de países com políticas mais sensíveis às necessidades e ao bem-estar das populações são promissoras; pelo que, a Nova Ordem Mundial passará pela China, India, Paquistão, Taiwan, Brasil e países da órbita de influência russa.  


  A China apresenta melhoria no desenvolvimento sustentável, com um crescimento económico anual na média de 7%, embora tenha piorado em questões ambientais.

 Por Laís Modelli, G1

 Dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Uidas, país avançou em 13, como aumento da educação e erradicação da pobreza. Contudo, piorou em 4, como combate às alterações climáticas e busca pela igualdade de gênero, segundo artigo publicado na 'Nature'. A China é dos poucos países com programas eficazes para a resolução das desigualdades e protecção social das pessoas.

A nível nacional, a China avançou nos seguintes objetivos:

  • Erradicação da pobreza,

  • Educação de qualidade

  • Fome zero

  • Boa saúde e bem-estar

  • Água limpa e saneamento

  • Energia acessível e limpa

  • Emprego digno e crescimento económico

  • Indústria, inovação e infraestrutura

  • Redução das desigualdades

  • Cidades e comunidades sustentáveis

  • Vida sobre a Terra

  • Paz, justiça e instituições fortes

  • Estabelecer parcerias para alcançar as metas.


6 - Rico e Pobres – Porquê?

 Nos últimos tempos, temos sido atormentados pelas crises que nos tolhem a qualidade de vida; crises reais e crises inventadas ou programadas pelos poderosos que governam o mundo à medida dos seus interesses e acumulação de riqueza.

Estamos sendo atormentados pelas crises e atrofiados pelos noticiários deprimentes e deliberadamente mentirosos. Os poderes ocultos têm em desenvolvimento as poderosas máquinas trituradoras dos direitos humanos, criando acontecimentos e situações propícias aos impiedosos interesses antagónicos à prosperidade das pessoas comuns, que trabalham e produzem para satisfazer a agenda do capitalismo obscuro.

Ora, a realidade da engrenagem confirma que ninguém sai das crises como entrou: ou se sai mais forte ou se fica mais fraco e pobre. Somos nós que temos que entender os contornos da engrenagem e saber enfrentar os poderosos com capacidade criativa e determinação, antes de ficarmos irremediavelmente fragilizados e inúteis. Se não aproveitarmos a energia de grupo para nos organizarmos e não nos impusermos com afinco e determinação consequente, ficaremos ainda mais pobres em direitos sociais, na saúde, na educação, no trabalho e na segurança da liberdade com dignidade: caminho agendado para definharmos até à escravidão, prevista para 2030.

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Boas Festas com Alegria

 Natal e Ano Novo - Entre a Alegria e a Esperança


 Festas do Natal, motivo de encontro das Famílias e partilha das emoções com os Amigos.


A vida é o que sentimos na lucidez da existência, razão do entusiasmo consequente. É uma paixão permanente, que nos anima e faz crescer. A felicidade é um enamoramento que nos deve preencher a vida inteira.


A serenidade é um dom que devemos cultivar, porque permite viver lúcidos no sentimento do amor e ser pacientes no entendimento da partilha com satisfação. 


Ver:    https://youtu.be/f2WosI7oqS4




 

Os Impérios Inplacáveis

PANDEMIAS - Mortos sem valor de mercado

   Desenvolvemos uma sociedade onde tudo — mas tudo — tem um valor de mercado. Onde não existem pessoas, mas produtos e consumidores. Tudo é mercado. Esta é a civilização que criámos. O coronavirus expôs os fundamentos dessa “descivilização” que tem como farol os Estados Unidos da América e a Big Apple, Nova Iorque, como capital. Nós, os portugueses e os europeus, pertencemos a essa civilização. Quando o presidente dos Estados Unidos aponta o dedo à China como responsável pela pandemia está a dizer que a “nossa” civilização perdeu, apodreceu, está a reconhecer: A nossa Maçã está podre!

   Há dias a comunicação social da nossa civilização mostrava a sede do império — Nova Iorque, a Grande Maçã, a metrópole que não dorme, a da Wall Street, a Bolsa que impõe o valor dos produtos no mercado, a Lota Mundial — a enterrar mortos do “vírus chinês” em valas comuns abertas por escavadoras, porventura chinesas, ou japonesas, ou coreanas, operadas por hispânicos! Conclusão a tirar da confissão de Trump: a China obrigou o nosso império a enterrar os seus mortos sem valor de mercado em valas comuns. Para aí vão os que, no Império do Mercado, não têm dinheiro para pagar um seguro privado de saúde, um fundo privado de pensões, um funeral como os que aparecem nos filmes, num campo relvado e música de fundo! As mesmas valas onde, provavelmente, há uns anos foram enterradas as vacas loucas, aquelas que sofreram uma degenerescência neurológica, ou os frangos da gripe aviária, ou os porcos da peste suína (que veio de Hong Kong) que também já foram sacrificados por não terem valor de mercado.

Há dias também surgiram imagens de milhares de americanos — os patrícios do nosso império — em filas de automóveis para levantarem uma ração alimentar de sobrevivência. Tinham deixado de ter valor de mercado. Estavam entregues, para já, à caridade. O primeiro passo para se tornarem párias, literalmente tramps, mais uns entre 50 milhões que é o número estimado para americanos abaixo do limiar da pobreza, vagabundos, os sacos do lixo ambulantes à espera de irem para uma vala comum.

Há dias surgiu a notícia de que um fedor a podre infestava um bairro de Nova Iorque — a Big Apple, a Grande Maçã cheirava a podre. O cheiro provinha de dezenas de corpos em decomposição que haviam sido atirados para o interior de carrinhas, de seres humanos sem valor que lhes permitisse serem sepultados. No império farol da nossa civilização aqueles corpos sem valor só foram dali retirados para um qualquer local ermo porque causavam mau cheiro e estragavam os negócios do bairro. Os donos das lojas não vendiam os seus produtos e os inquilinos não pagavam as rendas…

New York Times publicou uma lista dos maiores focos da pandemia nos EUA, as câmaras da morte. As primeiras 50 maiores lixeiras humanas são prisões e lares de velhos, com a intromissão de um porta-aviões (cujo comandante foi demitido por ter alertado para a situação — dos outros porta-aviões nada se sabe) e uma central de produção de eletricidade, por qualquer razão. Presos e velhos não têm valor de mercado, a comunicação social e o imperador não falam neles. Os casos referidos e extrapolados são os de uns navios de cruzeiro, de onde vêem o mundo as gentes com valor de mercado; Gentes que até beneficiam dos negócios da Bolsa  de Wall Street ou da especulação dos Bancos e das clínicas privadas.

O dito “vírus chinês “, na versão de sacudir o capote de Trump, o imperador louco, também revelou que o respeito pelos princípios do respeito pela pessoa humana da nossa civilização está ao nível daquele que a nossa civilização acusa o seu inimigo: um ser humano preso numa cadeia americana vale o mesmo que um ser humano preso numa cadeia chinesa. Nada. Não têm valor de mercado. Nesse aspeto, entre a nossa civilização e a da China não há distinção. Só para recordar: quer os Estados Unidos quer a China têm pena de morte. Os primeiros matam para aliviar espaço nas cadeias; os segundos matam logo que acabe o julgamento! No critério do valor de nercado, há apenas uma pequena diferença: na china existe alguma protecção para os mais carenciados de apoio social, nos Estados Unidos não existem apoios oficais porque não têm qualquer valor de mercado - são lixo a ocultar.


Todas as civilizações assentam no princípio do respeito por quem fez parte dela, por quem pertenceu a uma comunidadae e esse respeito reflete-se no último ato, com maior ou menor pompa. Este império, o nosso, produziu uma civilização, a primeira, em que os “seus mortos” são lixo desde que sejam pobres e, logo, sem valor. O coronavirus revelou a miséria desta civilização do mercado, da lei da selva, da ganância. Trump é o ogre que configura a monstruosidade desta civilização. A Maçã está podre e nós, os europeus, ou a deixamos apodrecer por si e nos afastamos, ou apodrecemos com ela.

Livrarmo-nos desta crise é afastarmo-nos da maçã podre.


O Professor Dr. Ladislau Dowbor, disponibiliza a "Pedagogia da Economia”: educando para o mundo real. 

NOTA: 

Durante a actual pandemia de coronavírus, o governo turco adoptou uma abordagem secular, proibindo funerais para aqueles que tenham morrido da doença e tomando a decisão inequívoca de fechar mesquitas às sextas-feiras, quando os fiéis normalmente se reuniam em grandes grupos para a oração mais importante da semana. Os turcos não se opuseram a essas medidas. Por maior que o nosso medo seja, é também sábio e tolerante.

Para que um mundo melhor surja após esta pandemia, devemos abraçar e nutrir os sentimentos de humildade e solidariedade gerados pelo momento actual.


  


 


A UNIÃO EUROPEIA E A GANÂNCIA DOS PODEROSOS

A «repugnância» do primeiro-ministro da República Portuguesa com o comportamento do ministro das Finanças da Holanda é legítima, saudável, até catártica. Ao mesmo tempo, porém, é estranha e surpreendente. Porque o chefe do governo português não pode ignorar que a atitude de Woepke Hoekstra não é um caso isolado, uma birra pessoal: reflecte exactamente o espírito e a prática da União Europeia, dos quais Portugal vai tendo a sua dose de experiência própria. E quando António Costa afirma dramaticamente que «ou a União Europeia faz o que tem a fazer ou acabará» isso não passa de um banal e inócuo sound bite: sabe perfeitamente que a União Europeia não fará o que, no seu entender de ocasião, «tem a fazer» – salvar pessoas da tragédia do COVID-19 – e muito menos irá acabar por causa disso.

A posição do ministro das Finanças da Holanda, neste caso em relação à situação em Espanha, está perfeitamente sintonizada com as medidas económicas, financeiras e políticas contra os cidadãos tomadas pela União Europeia, por exemplo à sombra da crise iniciada em 2008-2009 e que continuam válidas – passando a fazer parte do acervo genético da instituição. O que as troikas e outras criaturas fizeram, designadamente contra os gregos e os portugueses, os comportamentos coloniais de Bruxelas em relação a vários países, as normas aprovadas salvando elites e sacrificando pessoas encaixam perfeitamente na mentalidade reproduzida pelo empedernido Hoekstra.

O qual, aliás, mais não fez do que afinar o discurso pelo do seu primeiro-ministro, Mark Rutte, quando declarou: «Na Holanda os pacientes mais idosos ficarão a receber tratamento em casa, considerando-se que, dadas as poucas hipóteses de sobrevivência, será mais humano deixá-los nos seus lares».

Poder-lhe-íamos chamar «selecção natural», como aliás são obrigados a fazer, em desespero, profissionais de saúde italianos e espanhóis quando têm que decidir quais os pacientes a quem aplicam ou não aplicam os equipamentos de sobrevivência – uma vez que os existentes não chegam para todos os infectados pela pandemia.

Isto acontece na Europa que se considera desenvolvida e civilizada. Mas onde as instituições europeias, moldadas pelo regime neoliberal único e global, se têm dedicado a destruir os serviços públicos de saúde em nome do combate ao défice e da prevalência absoluta do euro – nem que seja através de apurados métodos de tortura social.

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Se dúvidas houvesse sobre o que é o Eurogrupo e como procede – sem quaisquer parâmetros humanos – basta ouvir as gravações das reuniões onde se programou o sacrifício dos gregos, captadas pelo ex-ministro Yanis Varoufakis. Está lá tudo expresso e explícito, sendo que a vocação punitiva não é de um ministro das Finanças holandês, de um alemão, de um austríaco, finlandês, lituano ou belga – é de todos. É a austeridade como sistema. Por isso, entregar a procura de uma pretensa solução contra os efeitos do COVID-19 a uma entidade austeritária como essa, chefiada por um obcecado do défice, só poderá dar os resultados a que estamos habituados, e que não se propõem salvar pessoas.

Hecatombe na saúde

«A realidade dos dias de hoje, marcada por uma catástrofe de âmbito global, confirma que o neoliberalismo é potencialmente genocida. Transformar a saúde e a segurança social do ser humano em negócios orientados pelo lucro máximo viola abertamente o direito à vida de milhões e milhões de pessoas.»

O Papa Francisco reconhece que assim é, ao chamar a atenção para a necessidade de pôr «as pessoas em primeiro lugar»: «(…) todos sabemos que defender as pessoas supõe gastos económicos; seria triste se a opção escolhida fosse a contrária, o que levaria à morte de muita gente, um genocídio viral».

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Já percebemos que o desprezo pela vida está latente nas palavras do primeiro-ministro holandês e do seu ministro das Finanças. Porém, elas não são mais do que expressões de uma mentalidade que há muito deixou de ter contemplações com o ser humano, idoso ou não, quando este se atravessa no meio das estradas dos lucros.

A pandemia gerada pelo novo coronavírus expõe talvez essa realidade como nunca; e põe a descoberto a cobardia do regime dominante contra os mais frágeis da sociedade.

Mark Rutte declarou que, «devido às suas poucas hipóteses de sobrevivência», os mais idosos deverão ficar a morrer em casa.

O seu conceito, aliás, nada mais é do que a reedição da tese de um ministro japonês das Finanças, Taro Aso, que em 2013 defendeu que «os cuidados de saúde com os mais idosos significam custos desnecessários».

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Daí ao layoff

Postas as coisas nestes termos não surpreende que, com ou sem quarentena, esteja estabelecida como dogma a ligação entre o COVID-19 e o desemprego, mesmo que seja matizado com a nuance de layoff, esse método de pôr os trabalhadores e, ao mesmo tempo, contribuintes a sustentar as empresas através do Estado como maneira supostamente única de tentarem garantir os seus empregos após a pandemia.

Na mentalidade neoliberal, hard ou soft, não existe outra maneira de perspectivar a economia durante e após a pandemia que não seja sacrificando os trabalhadores e pondo o Estado a sustentar as empresas, isto é, o patronato.

Não há como crises genéricas ou pandemias para o Estado passar de maldito a salvador do «tecido empresarial», obviamente privado.

O que se adivinha no ar do tempo, através das movimentações dos expoentes neoliberais, com destaque para a União Europeia irmanada a Trump, é a necessidade de salvar o capitalismo do COVID-19, de produzir riqueza privada com recursos públicos; e para isso haverá que exigir mais sacrifícios humanos daqueles que, idosos ou não, escapem à peste do novo coronavírus.

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Pelo caminho que as coisas levam, e recordando experiências recentes, se os cidadãos não se organizarem para fazer frente ao que aí vem na sequência do que aqui está não faltarão mais neoliberalismo, mais autoritarismo, mais sacrifícios e austeridade para a generalidade da população – que não para as elites – menos direitos sociais e humanos e, claro, menos liberdades e ainda muito menos democracia.

02-04-2022

José Goulão; Exclusivo O Lado Oculto/AbrilAbril


 


 NOTA JC: “Quem não perceber o que está em movimento contra os direitos humanos e contra a dignidade dos cidadãos, poderá ser surpreendido na sua ignorância e trucidado sem piedade pelo sistema genocida que avança para sufocar toda a forma de liberdade e os direitos cívicos e sociais.” 

Encavalitadas na onda de terror do medo inflamado pela comunicação social, as empresas multinacionais estão a arrecadar lucros fabulosos como nunca se viu. Então, as farmacêuticas aproveitam a maré do caos governativo dos tenores desta catástrofe social para programarem a evolução do coronavírus “ad eternam”, porque as instituições e os governos fracos e amorfos não lhes travam a ganância genocida.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

As injustiças Incomodam

 


NOTA:


Ora, eu que não vou muito em futebóis, venho manifestar o meu indiscutível apoio ao mais extraordinário jogador de futebol português. Que está sendo vítima dos invejosos e ingratos.


 



 Cristiano Ronaldo, oPortuguês


17-11-2022 · Carta Aberta


Rui Santos, jornalista de futebol da CNNPortugal, escreveu uma carta aberta a Cristiano Ronaldo que está a dar a volta ao país. “Vamos lá, Cristiano, não ligues aos invejosos e aos que querem voar montados nas tuas asas”


O assumir que estás na fase do abandono não é boa para ti, porque a conclusão é contrária à tua inteligência de não perceberes que foste abandonado. Mereces muito mais. Mereces que o País te reconheça o que fizeste por ele.


[…] O que me custa é ver o formigueiro e sobretudo a desinência de um conjunto de ‘juízes’ que se atiram a ti como gato a bofe, não percebendo a desproporção, a desabilitação e até o ridículo das suas sentenças.


Tu, Cristiano, és de origens humildes, sabes o que são as necessidades das pessoas, que precisam, muitas delas, de trabalhar no duro para alimentar os seus filhos e ter uma vida minimamente digna.


Nasceste com um dom de singularidade com o qual, ao teu nível, muito poucos se podem comparar, e soubeste transformar esse dom numa carreira inimitável. Com muito esforço e dedicação deves a ti próprio, em primeiro lugar, tudo aquilo que conseguiste.


Portanto sabes, como eu sei, em dimensões naturalmente distintas, que merecem o meu maior respeito e consideração, a dificuldade que se coloca à nossa frente, de tantos milhões de pessoas, em provar o que parte da sociedade não aceita, por inveja: o êxito dos outros.


Deves ser o primeiro a reconhecer os erros que já cometeste, acredito sinceramente que tens noção deles e o primeiro teve que ver com a decisão que tomaste, ainda sob contrato, de deixar o Manchester United.


[…] Sim, foste um exemplo no futebol. És uma lenda no futebol, e percebo a tua frustração. De olhares os olhos de ERIKTEN HAG e não vislumbrares a visão de um mínimo de reconhecimento.


Desilude-te. A sociedade é assim: espreme-te como uma laranja, tira-te o sumo todo que durante anos fez de ti uma laranja com sumo infindável e quando tu achas que a laranja ainda tem sumo para dar, desde que seja bem espremida, vês-te transformado num limão. Ácido, azedo, seco.


ERIK TEN HAG está a servir-se de ti para afirmar a liderança dele e tu estás a alimentar-lhe essa soberba. Não lhes dês esse prazer.


[…] Mereces muito mais. Mereces que o País te reconheça o que fizeste por ele. Portugal foi falado durante anos a fio por bons motivos por causa de ti.


És um orgulho e serás um orgulho para aqueles que têm a lucidez de perceber o que representas. Não apenas para ti e para os teus, para a tua mulher e para os teus filhos, mas para todos aqueles que não são ingratos.


A ingratidão é uma coisa muito feia e, mesmo aqueles que não estão em condições de perceber o que isso é e falam de ti como se fosses um saco de lixo, sabem que dificilmente nascerá outra vez em Portugal, na Madeira ou no continente, um jogador de futebol com as tuas qualidades e com a capacidade de fazer aquilo que tu fizeste.


Como homem que tenho dedicado a vida ao jornalismo e ao futebol ser-te-ei eternamente grato. Não gosto, confesso, de te ver neste papel.


[…] Vamos lá, Cristiano, mostra a tua fibra porque, aqui em Portugal, há muita gente grata, acredita. Somos milhões.”


By Rui Santos Jornalista da CNN


 




sábado, 19 de novembro de 2022

Portugal e as Invasões Francesas

 



Antecedentes às Invasões Francesas


No início do SéculoXIX os exércitos napoleónicos invadem a Europa. Dominados por novos sentimentos imperialistas, tinham como objectivo o domínio da grande potência opositora - a Inglaterra. Com a superioridade naval Britânica a desaconselhar o desembarque em Inglaterra, Napoleão opta por outras frentes de batalha e decreta, em Novembro de 1806, o Bloqueio Continental, impondo o encerramento dos portos europeus aos navios ingleses.


A França dominava toda a Europa continental, à excepção da Península Ibérica. Face ao conflito, Portugal procurava conseguir uma difícil situação de neutralidade. Com o objectivo de salvaguardar o Porto de Lisboa, que era uma excelente base de operações para a esquadra naval britânica, a Inglaterra ameaça Portugal com a usurpação das colónias.


Estabelecida a aliança francesa com Espanha, os exércitos napoleónicos invadem Portugal, único país que assume a aliança com a Inglaterra. É neste contexto que Portugal sofre as três invasões francesas.


 



 


 


A Primeira Invasão ocorre entre 1807 e 1808 e é executada numa acção conjunta de França e Espanha, tendo a comandar o general Junot. Junot promete vir libertar Portugal da tutela britânica e inicia a invasão ocupando Lisboa no dia 30 de Novembro e tomando a presidência do conselho do Governo. Um dia antes, D.João parte com a corte para o Brasil, deixando nomeado um conselho de regência e mandando afixar editais a aconselhar o povo a receber os franceses como amigos para evitar represálias.


A chegada de Junot à capital foi o desfecho de um longo processo iniciado alguns anos antes, quando Napoleão exigiu que Portugal fechasse os seus portos à Inglaterra. Durante algum tempo, o Príncipe Regente, futuro D. João VI tentou uma solução impossível, que era a de satisfazer Napoleão sem prejudicar os interesses portugueses, que estavam ligados à Inglaterra. Ao longo de 1807, essa posição ambígua e de jogo duplo tornou-se cada vez mais difícil de sustentar. Em Agosto de 1807, formou-se um exército franco-espanhol em Baiona, destinado a invadir Portugal, ao mesmo tempo que Napoleão emitia um ultimato final. Em meados de Novembro, esse exército atravessou a fronteira na região de Castelo Branco e marchou ao longo da linha do rio Tejo, de modo a chegar a Lisboa o mais depressa possível. O trajecto foi, no entanto, lento e penoso de percorrer, devido ao mau estado das estradas, ao terreno acidentado e difícil e à falta de abastecimentos. A decisão de evacuar a corte para o Brasil, que já tinha sido ponderada, teve então lugar, e quando Junot chegou à capital encontrou um vazio de poder.


 





Depois de se instalarem em Lisboa, as tropas invasoras ocuparam todo país durante os meses seguintes.


A resistência aos invasores surge na forma de forças de guerrilha. Algumas revoltas locais são, maioritariamente, esmagadas pelas tropas francesas.


A situação só muda em Agosto de 1808, quando uma esquadra britânica chega a Lavos (Figueira da Foz) e desembarca cerca de 16 mil homens, comandados pelo general Arthur Wellesley (futuro Duque de Wellington). Logo avançam para Lisboa pelo litoral, contando com o apoio dos navios; juntaram-se a estas forças cerca de duas mil tropas portuguesas.


 



 


 


O primeiro confronto acontece na Roliça (planície entre Óbidos e Bambarral), com cerca de quatro mil tropas francesas comandadas pelo general Delaborde, no dia 17 de Agosto, onde foram derrotadas. Perderam cerca de 600 homens, mas infligiram mais de 400 baixas entre as tropas luso-britânicas; destes, cerca de 70 foram mortos e os restantes feridos e desaparecidos.


 




 A 21 de Agosto dá-se novo recontro na zona do Vimeiro (a sul de Maceira). à frente das tropas francesas está o comandante supremo em Portugal, general Junot.
Apesar de um maior equilíbrio de forças – 14 mil franceses contra 18 mil luso-britânicos – a vitória volta a pertencer a Wellesley.


 



 


A rendição das forças francesas é efetivada na Convenção de Sintra.


Esta Convenção ficou muito aquém daquilo que deveria ser dado a Portugal. Vejamos: a rendição francesa foi feita a favor do exército inglês ao qual eram entregues os equipamentos militares ocupados - em troca a Inglaterra providenciava o transporte das tropas napoleónicas para fora de Portugal e apoiava logisticamente o envio dos despojos e bens para França – o que permitiu um autêntico saque generalizado sobre o património português.


Junot e as suas tropas retiraram-se de Lisboa a 15 de Setembro desse ano, encerrando deste modo a Primeira Invasão Francesa.


 



 



 


A Independência do Brasil, acontecimento inesperado.


Com os desentendimentos entre os herdeiros da Coroa Portuguesa, criaram-se as condições para a Independência do Brasil.




 O Brasil declara a sua independência de Portugal em 1822, subindo ao trono, como Imperador, D. Pedro, filho de D. João VI.


O Brasil declarou-se independente de Portugal em 7 de Setembro de 1822, mas o processo de intenções começou muito antes e ganhou um grande avanço com a presença da corte portuguesa naquele país entre 1807 e 1821, na sequência das invasões francesas.


Quando a corte voltou a Portugal D.Pedro ficou para trás. Ora, quando foi exigido o seu regresso este recusou fazê-lo, criando aquele que é conhecido no Brasil como o “Dia do Fico”, 9 deJaneiro de 1822.


O herdeiro da coroa tomou várias iniciativas que tornavam as instituições sociais, económicas e militares da colónia mais autónomas das decisões da coroa portuguesa.


Durante a viagem de estado a Minas Gerais e S. Paulo recebeu mais uma carta onde eram anuladas algumas das suas decisões e se voltava a exigir o seu regresso a Portugal.


A carta foi recebida junto ao riacho do Ipiranga e segundo se conta D. Pedro desembainhou a espada gritando “independência ou morte”. Tratou-se do momento que ficaria marcado como o “Grito do Ipiranga”.


 


 A Independência do Brasil foi o processo histórico de separação entre o então Reino do Brasil e Portugal, que ocorreu no período de 1821 a 1825, colocando em violenta oposição as duas partes (pessoas a favor e contra). As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, instaladas em 1820, como consequência da Revolução Liberal do Porto, tomam decisões, a partir de 1821, que tinham como objetivo reduzir a autonomia adquirida pelo Brasil, o que na prática o faria retornar ao seu antigo estatuto colonial.  



 



 


 


 

domingo, 2 de outubro de 2022

Vale a Pena Lembrar

 A vida é curta para a desperdiçarmos com ninharias


Porque há alguns membros dos Grupos do Facebook que não entendem as funções destas plataformas de informação e partilha de ideias e imagens, além de nos aproximar do mundo das comunicações com satisfação, a pedido de vários Amigos, aqui fica uma mensagem com sentido de esbatimento dos azedumes e incompreensões que andam por aí:


Movimento Cívico de Antigos Combatentes


22 de junho de 2020  ·


Grupos, Ratazanas e Gabirus


Mensagem de Joaquim Coelho, presidente do MAC e coordenador do“Grupo de Trabalho” das associações aderentes para o “Estatuto dos Antigos Combatentes”.


“Fico grato aos promotores da homenagem do dia 13 de Junho de2020, mas devo lembrar que sem o apoio de um numeroso grupo de voluntariosos parceiros, não teríamos sucesso. Com esforço e persistência, os membros da Associação MAC, conseguiram obrigar os governantes e outras instituições a avançar com o “Estatuto dos Antigos Combatentes”. Em breve, será APROVADO na Assembleia da República. Pode não satisfazer todas as nossas pretensões, mas éum princípio do reconhecimento dos nossos préstimos à Pátria. Continuaremos a lutar para melhorar os benefícios para todos os Combatentes das guerras ultramarinas, especialmente para os mais carenciados. Mesmo que os acomodados nos tentem incomodar, “os cães ladram e a caravana passa!”


GRUPOS:


Por definição lógica e racional, os Grupos formam-se com a finalidade de estabelecerem laços de afinidade duradoiros entre pessoas que comungam de princípios e valores solidários e vantajosos para a comunidade, sem distinção de posições sociais ou ideológicas. O seu funcionamento passa por aglutinar meios e organizar eventos que satisfaçam os membros aderentes, para convívios salutares e apoios mútuos numa dinâmica de cumplicidade na alegria contagiante que traga mais felicidade à vida de cada um.


Ora, lamentavelmente, nem sempre os membros dos Grupos se comportam dentro desses princípios, o que causa instabilidade e aborrecimentos indesejáveis, quando não a própria destruição do grupo.


Por experiência social entre povos de diversas culturas e posições geográficas, habituei-me a conviver naturalmente e a respeitar as diferenças e os hábitos de cada um. Este propósito, exige o respeito mútuo, sem reparos ou manhas.


Vem este reparo a propósito das atoardas, lamechices, choradinhos, chorrilhos de queixinhas, patéticas ofensas pessoais e outras lamentáveis parvoíces que atiram por terra qualquer forma de cidadania no suporte da amizade que se apregoa.


Meus Amigos, vamos deixar de ser egocêntricos e perdulários do tempo que nos resta para viver. Saibamos aproveitar cada momento para sermos alegres e felizes, dando uma lufada de felicidade aos nossos familiares e amigos. Por brio ou por defeito, nunca vacilei perante as dificuldades em construir grupos de pessoas com afinidade para avançar com projectos de vida social e solidária de grande efeito na melhoria da qualidade de vida da minha comunidade; para tal, sempre tive excelentes colaboradores que se dispunham a intervir com determinação cívica, voluntariosa e com as suas capacidades de organização.


Ando na Net e redes sociais desde que apareceram; pelo que entendo isto como amplas janelas abertas ao mundo da comunicação com amizade. Colaboro em 8 Grupos, organizei 5 Sites e 8 Blogs, além da publicação de mais de 500 vídeos no Youtube e Sapo. Portanto, sirvo-me destes meios para divulgarc onhecimento, memórias e diversão com natural prazer e incontida felicidade.


Caros Amigos, vamos serenar os ânimos, despir as camisolas incolores, fomentar encontros saudáveis e respeitar as diferenças sem azedumes.”


 



 


 



 

 



 

 



 



 



 



 


 



 


 

 



 



 



 


 


 

 



 

 



 

 






 


 


sábado, 1 de outubro de 2022

Campanhas Enganosas

 


TRITURADORES DAS NOSSAS MENTES

 Perante tanta mentira a tolher a nossa esperança de vida, tantos trituradores das mentes humanas em sobressalto, eu só quero que venha uma tempestade medonha que varra os mentirosos e ladrões para o fundo do mar ou que os raios dos trovões os eliminem da face da terra.

Para pôr fim aos tormentos das palestras e sessões de comentadores e falsos cientistas, que nos atrofiam a inteligência e difundem ideias em torrentes de estupidez, eu só queria que embarcassem numa nave espacial que os levasse para os confins do universo.

Aos promotores das campanhas enganosas e funestas, provocadoras da desgraça que nos impede de viver na paz da nossa vida harmoniosa, eu só quero que sofram electrocução em cadeia, de modo que não escape nenhum.

Ainda quero manter a lucidez e a força da convicção para conseguir acender e manter acesas as luzes para alumiar os medrosos que vagueiam perdidos nas catacumbas do mundo em convulsão, desnorteados, sem esperança, onde sentem a fome de viver com alegria e sofrem os efeitos nefastos das poderosas teias de negócios financeiros e do esbulho potenciado pelos gestores das guerras impiedosas e brutais.

A esses gananciosos de fortunas incalculáveis, ladrões da nossa paz, provocadores de mortandades por todo o mundo onde existem reservas petrolíferas, invisíveis ou descaradamente às claras, atacados de viroses lucrativas surripiadas em criminosos negócios e usura das comanditas cultivadas nas fraudulentas bolsas financeiras com gestão das américas, que brincam com possantes naves espaciais, um dia hei-de vê-los transformados em ínfimos resíduos de seres humanos trucidados pelos seus próprios inventos paranoicos.


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Eu ainda hei-de cantar com alegria o dia da libertação das nossas mentes, numa madrugada luminosa de estrelas a abençoarem a nossa missão. Pode custar, mas vamos triunfar contra os tenebrosos malefícios e voltar a viver em conformidade com a irmandade das nossas comunidades solidárias e cultivar os valores das nossas crenças e heranças. Com tenacidade e resiliência, numa caminhada generalizada dos povos livres e abençoados pela poderosa força da natureza e com sabedoria promotora do bem-estar das populações, sentiremos a merecida felicidade de viver.


Temas actuais – Setembro de 2022

Joaquim Coelho