Genocídios, Invasões e Manifestações
NOTA-PRÉVIA:
Estamos num tempo em que a ganância dos poderosos mobiliza as suas corporações financeiras e ataca sem freio em todas as direcções.
Fazem tábua raza das leis e Convenções internacionais para impor as suas tenebrosas teias em todas as organizações da sociedade. A União Europeia perdeu o leme e está refém do imperalismo que sempre bajulou e acolheu. Para mal de todos nós, cidadãos creditados, o futuro é incerto e sombrio!
As notícias diariamente divulgadas são travestidas de falsidades para esconder o que realmente está a acontecer contra os direitos humanos e usurpação de direitos sociais e cívicos legalmente instituídos. A pandemia da lavagem ao cérebro é de tal envergadura que enlouquece os mais frágeis e manipula os acomodados que chegam ao ponto de idolatrar ladrões e criminosos e vender a própria Pátria. Enquanto há vida e força para lutar contra o mal, tenho esperança que os Amigos fiquem alerta para as realidades sombrias!

– Historiadora, Investigadora, professora universitária diz:
Sabia - e escrevi-o em livro - que o dinheiro entregue aos bancos em 2008 era papel impresso se não fosse transformado em economia real que só poderia chegar via economia de guerra. O que não previ, de forma alguma, foi o grau de horror, sem filtros, em Gaza. Usando uma expressão de Marx para o colonialismo, em Gaza o capitalismo passeia-se nu.
O Governo britânico, do Labour, declarou a ONG Palestine Action terrorista. Contra isto - e pela liberdade de organização da resistência -, milhares manifestaram-se hoje, agora em Londres. A polícia prendeu centenas, mais de 300 até agora, entre eles magistradas com 80 anos, médicos voluntários, editores, estudantes, desarmados. A definição de terrorismo foi terem pintado em dois aviões de guerra da RAF que o Reino Unido era cúmplice do genocídio, e pintado dizeres contra Donald Trump, no muro de um campo de golfe, de que é proprietário na Escócia. Os manifestantes foram presos hoje, quando ontem Israel, que tem um acordo de comércio com a Europa, que vai liquidar o que resta de Gaza e da sua população, sujeita a tortura, fome e morte, em directo - o terror israelita não é pintado nas paredes, é anunciado pelo seu líder de extrema direita todos os dias nas notícias, em Estados que mantém relações com Israel. Não há um pacote de sanções, um único. A ocupação de Gaza é transmitida nos jornais não como "invasão" mas "controlar a faixa de Gaza".

O que os empresários americanos estão a dizer ao mundo - via Israel - é "assaltaremos as vossas casas, os vossos filhos serão mortos, amputados, se não se submeterem". A Riviera não era uma piada. O aviso não é para Gaza, é para o mundo inteiro. Não há limites à acumulação de capital. Os migrantes africanos lançam-se em botes no meio do mar, em Portugal as pessoas são expropriadas pelos fundos imobiliários e imigram, em Gaza é com métodos de terror inimaginável que a acumulação se dá, no ocaso apocalíptico do império norte-americano. Antes de se enfrentar com a China, Trump deixará um mar de sangue e pobreza no mundo, por isso esta luta é a luta das nossas vidas. Gaza é hoje o símbolo maior da resistência mundial ao delírio capitalista. Quem se segue?

Os palestinianos resistiram, ao contrário dos governos europeus, submetidos à guerra, à NATO e ao algoritmo das corporações globalistas. Os governos europeus, e por cá o Governo AD-Chega, que apoia Israel, precisam de prender senhoras magistradas com 81 anos, médicos, trabalhadores operários e estudantes porque na face deles, dos que lutam de pé aos 18 e aos 80 anos, contra o genocídio, os governantes vêem a sua torpe e vil cobardia.

A luta pela Palestina não é só a luta por saber quem vai ter um tecto para viver e o direito a não ser morto numa guerra. É a luta pelo direito a resistir e lutar por uma casa, contra a guerra. É a liberdade mesma que está em causa. O nosso "paz, pão e terra" é hoje Paz, Casa e Liberdade.
09-08-2025
BBC News informa:
Funcionários da ONU desmaiam de fome enquanto crise humanitária se agrava na Faixa de Gaza.

NOTA de Carmo Vicente:
"Vemos como o sangue se mistura com a farinha", ontem alguns Palestinos morreram à fome, enquanto outros 20 foram assassinados pelas tropas Israelit@s, o braço armado do Estado terrorista. Entretanto, em Londres, centenas de manifestantes que se manifestaram contra o genocídio de Gaza foram presos pela polícia e acusados de terrorismo...
Mundo miserável...

Estrondosa derrota da UE no acordo com os EUA
27 de Julho de 2025 – Jornal de Negócios
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou neste domingo ter chegado a um acordo comercial com a União Europeia (UE), depois da reunião que teve com a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen. O acordo alcançado é de 15% para a maioria dos bens europeus.
Escreve a agência de notícias Bloomberg que a União Europeia concordou comprar 750 mil milhões de dólares em energia aos EUA, comprometeu-se a investir 600 mil milhões de dólares no mercado norte-americano e a comprar "grandes quantidades" de equipamento militar, e vai também abrir o mercado europeu a produtos norte-americanos que estarão isentos de tarifas.

NOTA FINAL:
Com governantes incompetentes, a Europa continua a afundar para mal dos cidadãos.
O Ocidente da "Liberdade" em derrocada
06-08-2025
A GRANDE CAPITULAÇÃO: Washington rasteja até Moscovo
O império vacilou. Após anos de guerra por procuração, com estratégia de terra queimada, milhares de milhões de dólares canalizados para o forno de um Estado ucraniano em ruínas e sermões intermináveis do altar do excepcionalismo da OTAN, Washington finalmente, e discretamente, fez uma oferta aceitável a Moscovo. Essa palavra, «aceitável», pronunciada calmamente pelo assessor do Kremlin, Yury Ushakov, não é uma mera nota de rodapé diplomática. É o toque do sino: uma admissão de que o Ocidente, após anos de blufes, bravatas e derramamento de sangue, é agora a parte que busca condições. Aparentemente pronto para capitular às condições da Rússia. Este dia é inevitável, quer venha agora ou que Washington opte por mais humilhação.
Vamos dispensar as ilusões. O Kremlin nunca se afastou das suas exigências fundamentais — exigências enraizadas não na ideologia, mas na sobrevivência existencial: reconhecimento dos novos territórios da Rússia, agora consagrados na sua constituição; uma Ucrânia neutra e desmilitarizada; e, acima de tudo, o fim da invasão da NATO nas suas fronteiras. Estas não eram sugestões. Eram linhas traçadas em aço. E, no entanto, agora, de repente, ouvimos que os Estados Unidos — através do seu enviado especial Steve Witkoff — fizeram uma oferta que a Rússia está «disposta a considerar». Isso não é paz através da força. É capitulação através da exaustão.
Ushakov, sempre o diplomata experiente, descreveu a reunião como «profissional e construtiva». Mas por trás do decoro está uma profunda mudança geopolítica. Para que o Kremlin sequer considere a proposta americana, ela já deve conter um reconhecimento implícito das vitórias da Rússia, no campo de batalha, nas trincheiras económicas e nas areias movediças do mundo multipolar. Esta não é uma negociação entre iguais. É um ajuste há muito esperado da realidade por um império que já não controla a narrativa, o campo de batalha ou o futuro.
A presença de Steve Witkoff em Moscovo é, por si só, reveladora. Um magnata do setor imobiliário que se tornou mensageiro diplomático, ele não tem o peso de Blinken, o desespero de Sullivan ou a arrogância de Nuland. O seu papel é claro: entregar uma mensagem, não assumir uma postura. Buscar um caminho a seguir, não a partir de uma posição de força, mas dos escombros de uma derrota estratégica. A mesma Washington que outrora procurou dividir a Rússia está agora a caminhar na ponta dos pés em direção à reconciliação, não com triunfo, mas com termos ditados pela resiliência de Moscovo.
Enquanto isso, o comentário do secretário de Estado Marco Rubio de que “estamos certamente mais perto [da paz] hoje do que estávamos ontem” soa com o peso de um homem tentando salvar a face diante de um edifício em colapso. Os gestores do império agora são forçados a reconhecer o que grande parte do mundo já compreendeu: a Rússia resistiu às sanções, superou a guerra híbrida e emergiu mais soberana do que nunca. O rublo continua vivo. A produção de armas russas está em níveis recorde. E o Sul Global já não teme romper com a ordem ocidental.
O que se avizinha é uma potencial cimeira entre o presidente Putin e Donald Trump, que se diz que será realizada nos Emirados Árabes Unidos — a aspirante a Genebra da diplomacia multipolar. Isto não é coincidência. Trump, apesar do seu caos, foi o último presidente americano a tratar Putin como um par, e não como uma caricatura. Uma reunião em território neutro simbolizaria o enterro definitivo do excepcionalismo ocidental e o surgimento de um novo ritmo diplomático: um que flui através de Moscovo, Abu Dhabi, Astana e Pequim, não Bruxelas e Washington.

Este momento não é sobre a paz no sentido ocidental ingénuo. É sobre recalibração. O Ocidente está talvez a aprender, tarde demais, que já não pode ditar condições a civilizações mais antigas, mais pacientes e mais enraizadas do que a sua. A guerra da Rússia nunca foi apenas sobre a Ucrânia. Foi sobre o fim de uma era. E com as palavras «oferta aceitável», Moscovo sinalizou que a era da impunidade ocidental acabou. O império veio para conversar. Moscovo ouviu, porque já tinha vencido.
- Gerry Nolan, @TheIslanderNews

Brasileiros sem Pátria...
Perigosos sinais da manipulação evangelizada e rendida aos grandes interesses financeiros.


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