Escolhas que Limitam as nossas Vidas
INIMIGOS da DEMOCRACIA
Os inimigos da democracia são todos aqueles que fogem às suas responsabilidades públicas, ao dever de ministrar a justiça, que usam cargos públicos para usufruir de privilégios imorais, que viciam as regras democráticas, que expressam publicamente palavras que envergonham os veteranos de guerra, especialmente no dia de Portugal (10 de Junho) aproveitam para expressar as convicções pessoais de que a continuação das guerras coloniais seria a melhor forma de sentir o patriotismo, como disse certo general que apenas demonstra ser um dos que se serviram da guerra para prosperar economicamente. Como este, há ainda muitos infiltrados no aparelho de estado que vão denegrindo o sistema democrático e, até, tentam destruí-lo.
Fala-se muito nos políticos corruptos, que existem nos vários quadrantes da sociedade. Mas o país também definha devido ao sorvedouro de subsídios da União Europeia, que, em vez de serem aplicados para o correcto desenvolvimento do país, tem servido para encher os bolsos de muitos oportunistas que se instalam nos organismos de decisão do estado e nas associações de empresários. Há muitos políticos coniventes com esta miserável situação de empobrecimento de Portugal, autênticos criminosos que vão delapidando os bens de que o país necessita para melhorar a justiça social numa base de crescimento sustentado.
Mas há outras formas de matar a democracia: as acções fraudulentas facilitadas por um sistema judicial acomodado; os agentes do clientismo dos dinheiros públicos; a fuga aos impostos de forma concertada; a injusta inclusão de todos os empresários em nome individual dentro do mesmo sistema de tributação, os agentes do sistema fiscal a penalizar os contribuintes com coimas ilegais - descarada forma de abuso de poder!
Lamentavelmente, as escolhas dos votantes sem capacidade de distinguir o trigo do joio, são a praga que defrauda as espectativas das pessoas que ainda escolhe com lucidez e livres dos dogmas ideológicos.

Políticos, bestas sagazes, nulidades das sociedades espezinhadas, em acções repugnantes de civismo, e paladinos de contornos anedóticos, valem-se de posições cimeiras para afirmarem os equívocos subtis das trapaças financeiras, com benesses aos amigos, medíocres produtos liberais.
Abril de 2025
Kartomando

O DOURO ESTÁ A SER VENDIDO EM COPOS DE CRISTAL ENQUANTO O VITICULTOR MORRE NA VINHA
Há qualquer coisa de profundamente obsceno no silêncio que cobre o Douro.
O mundo inteiro fotografa estas encostas como se fossem eternas.
Os barcos sobem o rio carregados de turistas.
Os hotéis anunciam “autenticidade”.
As garrafas atingem preços de luxo.
Mas o homem que segura esta montanha com as próprias mãos começa a desaparecer.
Não por falta de amor à terra.
Não por preguiça.
Não por incapacidade.
Desaparece porque já não consegue sobreviver.
O Douro transformou-se num paradoxo cruel: uma região milionária construída sobre produtores empobrecidos.
Cada socalco que deslumbra o mundo foi arrancado ao xisto por homens que trabalharam debaixo de 40 graus, carregaram pedras às costas e aprenderam desde crianças que a vinha não perdoa distrações.
Aqui não existe agricultura romântica.
Existe sobrevivência.
Existe o corpo destruído pelas podas de inverno.
Existe o medo silencioso da próxima vindima.
Existe a conta bancária vazia ao lado de vinhos premiados internacionalmente.
E depois perguntam porque morrem as pequenas quintas.
Morrem porque o Douro passou a ser tratado como cenário, não como território humano.
A UNESCO protegeu a paisagem.
Mas ninguém protegeu o viticultor.
Hoje vendem o Douro como experiência sensorial enquanto expulsam lentamente aqueles que lhe deram alma durante séculos.
Transformaram o Vigneron num figurante turístico: um homem para aparecer na fotografia, servir um copo e desaparecer em silêncio da história.
Em 1972 adulteravam o vinho.
Em 2026 adulteram algo muito mais grave: a verdade.
Porque vinho sem povo é apenas indústria com marketing elegante.
E atenção ao que aqui fica escrito:
No dia em que o último pequeno produtor abandonar estas encostas, o Douro continuará bonito.
Os hotéis continuarão cheios.
Os barcos continuarão a navegar.
As garrafas continuarão caras.
Mas o espírito terá morrido.
Restará uma paisagem perfeita construída sobre um cemitério social.
Um museu agrícola sem agricultores.
Um vinho sem memória.
O Douro nunca pediu piedade.
Pediu apenas justiça: preço justo para a uva, dignidade para quem trabalha a montanha, e respeito por aqueles que ainda acreditam que a terra não é um ativo financeiro é sangue, herança e identidade.
Se este texto incomoda, ainda bem.
É porque o Douro verdadeiro ainda respira debaixo das campanhas de marketing.
Mas se depois de ler isto continua apenas a ver uma paisagem bonita, então talvez já faça parte da engrenagem que está a matar lentamente a alma da região.
Porque o Douro não morre de uma vez.
Morre em silêncio. Morre devagar. Morre enquanto o mundo aplaude a vista.
NOTA: Este artigo é dedicado aos nossos antepassados durienses que ropmperam o xisto com picaretas.
Douro, 15 de Maio de 2026
Victor Marques


Más escolhas tolhem as nossas Vidas
A maior ilusão que o sistema vos vendeu é a escolha. Esquerda ou Direita?
Enquanto o povo se entretém no Facebook a discutir futebol ou sobre política e se insultam uns aos outros por causa de partidos, a engrenagem continua a rodar exatamente da mesma maneira. Eles criam a divisão para garantir o vosso foco no lado errado. Dividir para reinar é o truque mais velho do mundo.
A verdade nua e crua, sem filtros, é que os dois lados trabalham para o mesmo patrão e para o mesmo objetivo final. Não importa quem ganha as eleições; a agenda avança sempre. Reparem bem: muda o governo, mas a Identidade Digital continua a ser desenhada, o dinheiro físico continua a ser empurrado para o fim, as restrições aumentam e o controlo da vossa vida aperta cada vez mais.
A Esquerda e a Direita são apenas as duas mãos do mesmo corpo. Uma faz-vos olhar para o lado com promessas sociais ou pautas morais, enquanto a outra vos tira o cartão do bolso e a liberdade de movimento nas vossas cidades.
Acordem de uma vez por todas. O teatro político serve apenas para vos manter ocupados e distraídos enquanto o destino do rebanho está a ser selado por quem realmente manda. A vossa guerra não é contra o vizinho que vota diferente; a guerra é pela vossa soberania.
Parem de ser os idiotas úteis do sistema. Enquanto vocês discutem partidos, eles fecham a vossa cela. Quem dorme na democracia, acorda na ditadura digital.
O nosso tempo é escasso, precisamos de acordar para o que está por vir!
14 de Junho de 2026

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