quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Esperança na Cura do Câncer

Vacinas contra o Cancro

NOTA PESSOAL:

   Porque sei quanto importante é manter uma imunidade elevada para combater as células cancerígenas, fiquei mais atento e solidário depois de ter sido atacado por dois tumores cancerosos. Sei quanto sofri e quantos dias e meses de ansiedade passei - dois anos sujeito a cirurgias e tratamentos dolorosos na incerteza de sobreviver - lutei com vontade e todas as capacidades e venci! Aproveitei a esperiência e fui "Voluntário" no IPO e Hospital de S. João do Porto, ajudando a minimizar o sofrimento de outros pacientes durante oito anos. Tenho documentos sugestivos e elaborados com a experiência, os quais posso enviar a quem o deseje, desde que os solicitem no e-mail:  jotasousa39@gmail.com

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1 - PREVENÇÃO contra células cancerígenas:

Um Estudo da Universidade de Harvard, com mais de 15 anos, recomenda a melhor prevenção contra o desenvolvimento de células cancerígenas é alcalinizar o corpo, com um PH entre 8 e 9,5.

O Sódio é uma forma de o fazer mais rapidamente.

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2 – Laboratórios científicos russos anunciaram o desenvolvimento de vacinas contra o câncer, com previsão de distribuição gratuita a partir de 2025, para todos os pacientes.

Enteromix é o imunizanteUma vacina que utiliza uma combinação de quatro vírus não-patogênicos. 

Objetivo: A vacina é vista como uma esperança no tratamento do câncer, mas é importante ressaltar que ela não é uma cura, e sim um meio de preparar o sistema imunológico do paciente para combater o tumor existente.

Função: São um conjunto de vírus capazes de destruir células malignas e, ao mesmo tempo, ativar a resposta imunológica do paciente contra o tumor. 

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Como funciona a vacina de mRNA contra cancro:

Análise genética: É feita uma análise genética do tumor de cada paciente. 

Produção personalizada: Com base nesses dados, é criada uma vacina única para o paciente, utilizando a tecnologia mRNA. 

Ativação do sistema imunológico: A vacina instrui o sistema imunológico do paciente a reconhecer e atacar as células tumorais, que contêm proteínas específicas do câncer. 

Previsão de distribuição: Rússia prevê iniciar a distribuição gratuita da vacina personalizada em 2025, com base em resultados de testes pré-clínicos que teriam sido positivos. 

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Falta de dados transparentes:

Cientistas e veículos de comunicação Ocidentais alertam para a falta de dados publicados sobre a eficácia e segurança dessas vacinas, o que gera ceticismo e pede mais transparência no processo. 

3 - Outras vacinas em desenvolvimento:

  1. a) - Universidade de Harvard:

Também houve pesquisas de Harvard sobre uma vacina contra o câncer que mostrou resultados promissores em animais, usando um método que estimula o sistema imunológico a combater células tumorais. Em alguns estudos, essa vacina foi capaz de prevenir a metástase e a recorrência do tumor, inclusive em tipos de câncer mais agressivos, mas ainda são necessários mais estudos em humanos para avaliar seu potencial e segurança.

Necessidade de estudos em humanos: Embora os resultados em animais sejam promissores, a vacina ainda não chegou à fase de testes em humanos, e estudos clínicos são necessários para validar sua segurança e eficácia na população humana.

Mas ainda nada foi aprovado pelos serviços de controlo “controlados” pelas grandes farmacêuticas!!!

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  1. b) - Cientistas italianos Criaram uma vacina para combater células cancerígenas.

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                       QUANDO A CIÊNCIA TROPEÇA NOS COFRES DO LUCRO:

   Imagine a cena: cientistas russos, de bata branca e olhares determinados, desenvolvendo uma vacina capaz de ensinar o corpo humano a combater o câncer. Um feito digno de aplausos, de notícias e de corações esperançados. Mas, como em toda boa tragédia moderna, há um obstáculo que nenhum tumor representa: o sagrado altar do lucro farmacêutico ocidental.

   Porque aqui está o detalhe delicioso da história: você cria uma tecnologia que pode salvar vidas e, de repente, descobre que a parte mais complicada não é sequenciar o mRNA, nem identificar os neoantígenos, mas navegar pela burocracia dourada das grandes multinacionais que preferem manter o câncer como cliente recorrente. Sim, a mesma indústria que promete saúde global parece ter uma cláusula secreta: “não deixe que ninguém invente algo que possa realmente competir connosco”.

   E assim, a vacina russa, essa heroína silenciosa, esbarra em muros invisíveis. Regulamentos aparentemente científicos, exigências de aprovação dignas de filmes de espionagem, atrasos estratégicos e revisões intermináveis - tudo isso com a cortesia de quem sorri educadamente enquanto calcula quantos milhares de milhões de dólares poderiam perder se essa pequena maravilha médica chegasse ao mercado global.

   É irónico, quase poético: a inovação que deveria ser universal é, de repente, uma suspeita. A ciência russa, que ousa tratar o câncer de forma mais inteligente e menos lucrativa, é transformada num problema de segurança do mercado ocidental. Enquanto isso, nos salões climatizados das multinacionais, executivos erguem as sobrancelhas, sorriem para gráficos de lucro e pensam: “Sim, a cura é ótima, desde que não nos custe nada.”

   No fim, a vacina não é apenas um avanço médico; é um teste de moralidade global. Será que a humanidade conseguirá deixar de lado interesses privados, sanções políticas e lucros astronómicos para abraçar algo que realmente salva vidas? Ou será que o câncer, ironicamente, continuará a ser o cliente mais fiel do mercado?

   E, enquanto a resposta tarda, os cientistas russos continuam seu trabalho, silenciosos, persistentes, teimosos - lembrando-nos de que, no teatro da medicina moderna, a maior resistência muitas vezes não vem da doença, mas de quem a transforma em mercadoria.

  23-09-2025   João Gomes  

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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Um Povo refém duma máquina de Guerra

Reconhecimento do estado da Palestina

NOTAS IMPORTANTES:

    A vida dos palestinianos sempre foi difícil e cheia de incertezas.

   Atendendo ao contexto dos planos israelitas, não vai ser fácil a materialização definitiva do Estado da Palestina. Existem os COLONATOS espalhados nas melhores terras de cultivo da Cisjordânia. Esse é um dos mais complicados obstáculos à existência dum Estado livre, seguro e soberano.

   Esperemos que os estados resolvam estas questões com justeza e sem mais mortandade. O Povo palestiniano tem direito a viver na sua terra em condições pacíficas e em igualdade de prosperidade como todos os povos. É tempo de pacificar e reconstruir para a paz duradoura e justa.

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- A vida nos colonatos da Cisjordânia: “Não importa onde estamos,

Israel controla tudo”

   Até hoje, Israel já construiu mais de 170 colonatos na Cisjordânia. Se há colonos que vivem nestes locais por motivos ideológicos, outros apenas procuram um local mais barato para viver. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu voltou a prometer anexar o Vale do Jordão como promessa eleitoral, o que tem alarmado os palestinianos que ali vivem.

   Israel ocupou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias de 1967 — o que nunca foi reconhecido pela comunidade internacional —, começando de imediato a instalação de colonatos.

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   Actualmente, cerca de 960 mil colonos israelitas vivem em colonatos instalados nos territórios palestinos ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.

   A administração Trump declarou que não considera ilegais os colonatos israelitas nos territórios ocupados. Contudo, os colonatos são ilegais à luz do direito internacional, além de constituírem um importante obstáculo à constituição de um Estado palestino independente.

   A ONU e a União Europeia, nomeadamente, continuam a considerar ilegais os colonatos, embora se abstenham de tomar medidas concretas e decididas para pôr fim à descarada violação do direito internacional por Israel.

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- Colonos são um 'segundo' exército de Israel na guerra contra o Hamas

Governo de Netanyahu continua a estimular a violência contra palestinos na Cisjordânia, dizem ONU e ONGs de direitos humanos.

 - Por Luis de Vega - 26-02-2024

Desde o 7 de outubro, dia em que o Hamas assassinou mais de 1.200 pessoas em Israel, a violência dos colonos, assim como a impunidade e o apoio que recebem de parte do aparato de Estado aumentaram, denunciam a ONU e organizações de direitos humanos israelenses, como B’Tselem e Peace Now.

- Na senda de ocupação de terras, o governo de Israel aprovou a construção de 22 novos colonatos na Cisjordânia ocupada.

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João Gomes  - 21-09-2025

Amanhã despertaremos com mais uma nação no Mundo:

    o Estado da Palestina.

Um Estado nascido do pó, das lágrimas, do suor, da fome - de tudo que os outros estados lançaram fora, porque tiveram liberdade.

Será um Estado sem muros de concreto que protejam, sem exércitos que guardem, sem hospitais que curem, sem portos que tragam esperança, sem navios de carga, sem camiões de água ou de petróleo.

Um Estado sem comércio, sem indústrias, sem centros urbanos que pulsem vida, sem polícia que vigie, sem nada que, no mundo, define um país - mas terá cidadãos.

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   Cidadãos que respiram sonho e resistência. Cidadãos que desejam liberdade como se fosse oxigénio, que desejam um hino que fale de dignidade, uma bandeira que carregue esperança, um chão que não seja só poeira e ruína.

Será um Estado que caminha com passos frágeis, sem estruturas, sem riqueza, sem aliados visíveis, mas com alma.

Um Estado que conhece a fome de pão e de justiça, que sente a sede de reconhecimento e de direitos, que sabe o peso da prisão invisível, da fronteira cerrada, da limitação imposta. Um Estado pária, talvez esquecido pelos mapas, mas vivo na memória de quem acredita que todo povo tem direito de existir, de erguer-se e de cantar sua própria história.

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Será pequeno em recursos, mas gigante em coragem.

Será frágil diante das tempestades do mundo, mas firme no coração dos seus filhos que recusam dobrar-se.

Será um Estado que aprendeu, desde o primeiro suspiro, que existir é um ato de rebeldia, que cada criança, cada idoso, cada mulher que ergue os olhos para o céu, é uma prova viva de resistência.

E amanhã, quando as primeiras luzes tocarem as suas ruas destruídas, os seus edifícios derrubados, os seus campos pejados de morte, sem vegetação, sem árvores de fruta, sem uma simples flor, será um Estado da Palestina que não terá palácios, nem grandes avenidas, mas terá vida, dignidade e história de resistência.

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O que ele ainda pode vir a ser - só o futuro dirá!

E isso, por si só, será a maior das vitórias.

João Gomes

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A DIPLOMACIA DO LOBO

   Há lobos que uivam à lua, outros que andam pelos bosques, e há ainda o Lobo da Diplomacia - esse animal raro que veste fato e gravata e se ofende solenemente sempre que alguém lhe aponta os dentes.

   Ontem, o Lobo Diplomático de Israel acordou amuado: Portugal reconheceu o Estado da Palestina. “Estamos profundamente desapontados!”, disse ele, de olhos marejados, como se tivesse sido vítima de uma injustiça cósmica. Mas a cena beira o teatro do absurdo: mais de 130 países já reconheceram a Palestina, e hoje outros três ou quatro vão engrossar a lista. O Lobo, coitado, corre de janela em janela, indignado, mas a aldeia inteira já viu que o Capuchinho Vermelho afinal não é uma ameaça - é apenas uma criança desarmada.

   No entanto, o Lobo insiste no papel de vítima. É como se depois de devorar a avozinha, engolir o Capuchinho, roubar o pássaro da gaiola e até sorver as moscas no leite, resolvesse bater à porta do vizinho e queixar-se: “Chamaste-me lambão! Estou profundamente desapontado contigo!”

   A plateia internacional olha de lado: que espécie de lamento é este? Que diplomacia é esta em que o agressor se apresenta como sentimental, ofendido, até incompreendido? O Lobo exige amigos fiéis, mas só lhe resta um: o gigante americano, sempre pronto a emprestar-lhe lenços de papel e munições. O problema é que até os gigantes mudam de humor - e quando trocarem de política, o Lobo talvez descubra que a floresta é grande, e que a sua melancolia diplomática não comove senão a si próprio.

   A tristeza do Lobo é uma farsa: não é a dor de quem perde a inocência, mas o fingimento de quem quer que acreditem que o Capuchinho é o culpado por ter sido engolido. Enquanto isso, a história repete-se, não como fábula, mas como tragédia.

E a diplomacia do Lobo… bem, essa já não engana ninguém.

João Gomes – 22-09-2025

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Julio De Jesus WagnerGEOPOLÍTICA - GLOBAL

  • 19-09-2025

   Relatório bombástico sobre o genocídio em Gaza dá à ONU o direito de intervir militarmente para travar Israel - antigo funcionário da ONU

Um inquérito da ONU concluiu que Israel está a cometer genocídio em Gaza.

   O antigo relator da ONU, Dr. Alfred de Zayas, explica porque é que isto é extremamente importante.

Principais conclusões:

   As ações de Israel (matar, mutilar, causar danos mentais a palestinianos, impor deliberadamente condições de vida calculadas para causar a sua destruição física, tomar medidas para impedir nascimentos) cumprem quatro dos cinco critérios da Convenção sobre o Genocídio de 1948 para o genocídio.

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Intenção comprovada

Crucialmente, afirma de Zayas, o inquérito mostra "como as declarações dos dirigentes políticos e militares israelitas comprovam a 'intenção' (exigida no artigo II da Convenção) de destruir, no todo ou em parte, a população palestiniana".

Cumplicidade do Ocidente

“Os governos que prestaram apoio militar, económico, político, diplomático e propagandístico” são também responsabilizados, afirma de Zayas. EUA, Reino Unido, França e Alemanha “são todos cúmplices do genocídio, nos termos do artigo III(e) da Convenção sobre o Genocídio”.

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Opções de resposta da ONU:

- reconhecimento do Estado palestiniano (que, infelizmente, “não salvará as vidas dos palestinianos”). 

- expulsão de Israel da ONU, nos termos do artigo 6º da Carta da ONU (improvável, dada a necessidade de aprovação do Conselho de Segurança e, por conseguinte, dos EUA). 

-retirada da acreditação de diplomatas israelitas na ONU, como foi feito contra a África do Sul na década de 1970, durante o Apartheid. 

  • A ONU tem o quadro legal para intervir utilizando a doutrina da "Responsabilidade de Proteger" de 2005.
  • A Assembleia Geral poderia adotar uma resolução "Unir pela Paz", autorizando as nações "a tomarem medidas militares" para impedir o genocídio, contornando o veto do Conselho de Segurança.

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A última oportunidade da ONU para salvar a sua credibilidade.

"Se as Nações Unidas não agirem", "perderão a pouca autoridade e credibilidade que ainda têm", alerta de Zayas.

@TheIslanderNews

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O que significa o reconhecimento do Estado da Palestina?

   O Estado da Palestina é reconhecido por cerca de 75% dos 193 Estados-membros da ONU. No entanto, independentemente do número de países que reconheçam a independência palestiniana, continuará a ter estatuto de observador nas Nações Unidos, não tendo direito a voto.

Rita de Sousa 

Reacções diplomáticas do ocidente:

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o reconhecimento do Estado da Palestina.

A decisão foi denunciada por Israel como uma "recompensa ao terror" e os Estados Unidos consideram-na "imprudente".

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"Bofetada"
Os Estados Unidos, aliados de Israel, também anunciaram que rejeitam “firmemente” o plano francês, considerando-o uma decisão “imprudente” que atrasa os planos para a paz na região.  
"Isto é uma bofetada na cara das vítimas de 7 de outubro", declarou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Pressões sobre o Reino Unido e Alemanha
A França tornou-se, assim, o primeiro país do G7 e o primeiro membro do Conselho de Segurança da ONU a tomar a decisão de reconhecer o Estado da Palestina. Até à data, pelo menos 142 Estados reconheceram um Estado palestiniano, de acordo com uma contagem da AFP.

Entre os países europeus, Eslovénia, Espanha, Irlanda e Noruega foram pioneiros no reconhecimento do Estado palestiniano, em 2024.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reagiu quase de imediato ao anúncio de Macron. "Celebro que a França se junte a Espanha e a outros países europeus no reconhecimento do Estado da Palestina. Juntos, devemos proteger aquilo que [Benjamin] Netanyahu (primeiro-ministro de Israel) está a tentar destruir", publicou Sánchez no X,.

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Pacific Press – 21-09-2025

A posição foi assumida em conjunto com outros nove países: França, Andorra, Austrália, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Malta, Reino Unido e São Marino.

"A declaração de reconhecimento aqui proclamada resulta diretamente da deliberação do Conselho de Ministros do passado dia 18 de setembro, tomada no culminar de um procedimento de consultas em que se verificou a convergência do Sr. Presidente da República e de uma larguíssima maioria dos partidos com assento parlamentar", anunciou Paulo Rangel.

- Presidente Marcelo diz que decisão tem o seu "pleno apoio"

"Tem o pleno apoio do Presidente da República, que tem sido a posição portuguesa, que é defender a moderação para que essa fórmula [de dois Estados, de Israel e da Palestina] seja possível, e afastar-se dos radicalismos que se opunham a que a fórmula fosse possível".

- Livre saúda reconhecimento que envia "mensagem muito poderosa"

O porta-voz do Livre Rui Tavares saudou o reconhecimento, por Portugal, do Estado da Palestina, apesar de o considerar tardio, frisando que envia uma "mensagem muito poderosa" a Israel e não é um ato "meramente simbólico".

- PCP diz que reconhecimento da Palestina "peca por tardio"

O PCP considerou este domingo que o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal é uma "medida que peca por tardia e que há muito se impunha" e pediu que seja feito sem exigências ou condições.

- IL diz que reconhecimento é "relevante" …

A presidente da IL, Mariana Leitão, disse que o reconhecimento "não significa que passa a haver um Estado" naquele território do Médio Oriente, apesar de considerar o ato "relevante" em termos diplomáticos.

- Bloco de Esquerda diz que não pode ser apenas "gesto simbólico"

O Bloco de Esquerda considera que este não pode ser apenas um "gesto simbólico". Poucos minutos após este anúncio, nas redes sociais, a bloquista Catarina Martins escreveu que apesar de “justo”, este é um “passo curto”. 

- Chega de Ventura diz que reconhecimento não é prioridade

Ventura disse este domingo que "não tem a ver com poder reconhecer ou não reconhecer" o Estado da Palestina, mas sim de "um caminho que tem de ser feito, que tem que passar pelos reféns serem libertados". 

- CDS diz que "não é oportuno"

O parceiro de coligação do Governo de Luís Montenegro escolheu a véspera da declaração de reconhecimento para dizer ao país que é contra a decisão.

- As reações de Israel e do Hamas

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que não haverá um Estado palestiniano, num vídeo dirigido aos líderes ocidentais, nomeadamente do Reino Unido, Canadá e Austrália, que reconheceram anteriormente esse Estado.

. "Tenho outra mensagem para vocês: isso não vai acontecer. Nenhum Estado palestiniano será criado a oeste do [rio] Jordão", acrescentou.

Já um responsável do movimento islamita Hamas afirmou, este domingo, que os reconhecimentos de um Estado palestiniano por parte dos países ocidentais representa "uma vitória" para os direitos dos palestinianos.

disse Mahmoud Mardawi à agência France-Presse (AFP).

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Grito-me por dentro,

raiva de aço em sangue fervido,

tristeza como uma âncora presa ao coração -

e o Mundo, estúpido, ainda resiste a ver

o que é óbvio como sol no meio da noite!

Ódio contra o reconhecimento da Palestina!

Eles - os de mãos cerradas de rancor,

as bocas cuspindo veneno,

as almas encarquilhadas no medo do outro.

São o travão da história,

a ferrugem que rói a engrenagem da vida.

E eu, eu vibro entre lágrimas e gritos,

eu sinto o peso,

a exaustão da injustiça repetida em eco.

Mas há também alegria,

há um clarão no horizonte,

como se de repente uma criança abrisse a janela

e deixasse a primavera entrar sem pedir licença.

Esperança, sim!

Esperança como motor de navio gigante

a cortar o mar da indiferença,

esperança como cidade acesa no deserto da noite.

A Palestina é nome de futuro,

é corpo que resiste,

é palavra que não morre na boca dos povos.

E quando o reconhecimento rebenta,

há música que se levanta das ruínas,

há passos que dançam sobre a poeira da guerra.

Raiva e tristeza não são eternas.

Alegria e esperança são raízes fundas,

crescem, estalam o chão,

rompem muralhas.

E os odiosos?

Ah, os odiosos…

são apenas parte das sombras,

inevitáveis mas passageiras,

num Mundo que - queira ou não queira -

tem que abrir o caminho para a Paz.

João Gomes

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domingo, 7 de setembro de 2025

Desastres e Cobardia dos Responsáveis

A Candente Cobardia 

NOTA PRÉVIA: 

Temos que fazer um esforço para entender porque há tantos incompetentes em cargos de responsabilidade, que não assumem responsabilidade nenhuma! Tanto se fala do acidente da Glória e ninguém refere o mais importante: um cabo de aço preso pela ponta, sem que a mesma esteja devidamente solidificada com chumbo (que evita a deformação da ponta do cabo e consequente escapamento com o aperto), é um erro criminoso conducente ao desastre. A entrega da manutenção destes equipamentos a empresas externas não só serve para churudas comissões aos negociantes dos contratos, como retira qualidade ao serviço que deve merecer rigorosa segurança.

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ALERTA aos AMIGOS: perante o efervecente caldeirão de incompetentes na governação do país, ou agimos em defesa das nossas vidas com direitos e dignidade, punindo os responsáveis pelo caos instalado, ou não temos futuro assegurado para todos.
 

Raquel Varela  -  03-09-2025

Grande pedrada no charco...

Aprendi com os meus colegas nos estudos sobre as condições de trabalho muito, hoje destaco três coisas: não existem "erros humanos"; e "acidentes" são raros. E vivemos uma gigante mentira liberal, a da "qualidade total" e a "certificação" - é tudo uma despudorada mentira, feita com base em estatísticas e inquéritos sem validade científica, os mesmo que a IA e o algoritmo usam... Por isso as lágrimas de Moedas creio-as desprezíveis. Lamento cada uma das vítimas e suas famílias.

Há 20 anos que trabalho com uma equipa multidisciplinar no Observatório para as Condições de Vida - OCV onde realizámos estudos envolvendo situações de risco, em que no conjunto responderam mais de 40 mil trabalhadores a mais de 160 questões, com grupos focais (dos portos, CP, TAP, Metro, professores, enfermeiros, jornalistas e muitos outros). Somos quase 20, de áreas muito distintas (da sociologia à psicologia, da Engenharia à medicina, da segurança no trabalho ao direito, da história à teoria literária, e outros).

O erro é a forma natural do trabalho porque aquilo que nos faz trabalhar bem (fazer sem pensar, porque o nosso corpo sabe o que faz, treinou, registou) é o mesmo que nos faz errar. Ninguém pode dar uma aula ou apertar um parafuso se pensar a cada segundo o que faz, e é por isso que erra. Ninguém conduz a pensar a cada segundo. Interioriza os procedimentos. Por isso existem mecanismos de redundância, organização cooperativa, descanso, sono tranquilo, apoio dos mais velhos que sabem mais, felicidade, tudo isso não evita o erro, mas está lá, a ampará-lo quando ele se dá.
A segunda coisa que aprendi no meu querido Observatório para as Condições de Vida - OCV com os meus colegas da literatura (talvez o único lugar em Portugal em que estão junto de engenheiros) é que as palavras têm vida. Não há "acidente" algum neste caso. Há, confirmando-se o que se avançou sobre a manutenção, incúria, crime, descaso, e sem que se comece, como em França, a condenar com prisão efectiva os dirigentes políticos e gestores que tomam estas decisões, nada mudará.

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A subcontratação precária, insegurança no emprego, salários baixos, horários de trabalho doentios (que o Governo quer aumentar com novos esquemas), e aumentar, carregar, pressionar, é isso que fazem as direcções. Ameaçam.
E despacham os mais velhos, que mais sabem, com rescisões amigáveis à força, quebram as equipas, pressionam ainda mais quem está com o trabalho real nas mãos e diz (ou sequer diz com medo), "as peças estão estragadas", "os alunos não estão a aprender", "os doentes não estão a ser tratados".
Se tudo se confirmar não há acidente, há homicídio por negligência ou outra moldura penal qualquer. Como houve nas passagens de nível onde morrem e ficam feridas dezenas de pessoas, como em Tunes (5 jovens holandeses, entre muitos outros), depois do Sindicato avisar vezes sem conta dos lugares de morte na linha férrea. Como há nas estradas, entre motoristas ou passageiros, uma guerra civil, de centenas todos os anos, já normalizada como "mais um acidente"; como há nas fábricas e logística, mais de 100 mortos todos os anos, dados como apenas mais um "acidente" de trabalho. Como há quando no Metro do Porto na manutenção avisam que trabalham sem os mínimos. E no de Lisboa lutam para não haver manobras que levem a abrir portas do Metro do lado errado da linha. Tudo isto publicámos em estudos. É conhecido.
São este sectores, os serviços públicos e de transportes, os últimos que não têm medo de fazer greve (porque nas pequenas empresas privadas todos têm medo), que o Governo quer atacar colocando em causa do direito de greve por melhores condições de trabalho.
Lisboa não está de luto, Lisboa não é uma marca, quem está de luto é a família do guarda-freio, são as famílias dos que morreram. Foi a água contaminada, o apagão, os fogos e a destruição de casas e vidas, os ataques cardíacos sem assistência, as grávidas e bebés mortos, com urgências fechadas, nada disto são acidentes, isto é o colapso do país das "contas certas".
Isto é a política da UE que diz que contratar funcionários públicos é um gasto, mas pagar a banqueiros é uma obrigação. Isto é a política obscena militar que diz que a guerra "é um investimento que cria emprego". Isto é um Estado que em vez de nos proteger - para quem alguma vez acreditou em tal - passou a ser uma ameaça às nossas vidas. Este Estado não é num acidente, é uma tragédia. Em que os responsáveis não estão na fila do hospital, nunca ligaram para um serviço que não atende, têm o telemóvel do seu médico amigo, não fazem ideia do que é apanhar um comboio, andam de jacto privado, têm os filhos em colégios de 20 mil euros ano. Nós ficamos com as tragédias, eles com o lucro. Quando a única coisa que há a fazer para nos salvarmos é Política. É todos nos organizarmos e agirmos e defender a causa pública, com greves, manifestações, acções concretas. E os sindicatos fazerem Política, sem medo da palavra, não a deixando aos políticos profissionais, mostrando a realidade, lutando por outro país. Ou isso ou ficar a ouvir discursos de políticos que nos dizem "não se metam que isso é político".
 

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domingo, 10 de agosto de 2025

Os Loucos desafiam os Deuses

Genocídios, Invasões e Manifestações

NOTA-PRÉVIA:

   Estamos num tempo em que a ganância dos poderosos mobiliza as suas corporações financeiras e ataca sem freio em todas as direcções.

   Fazem tábua raza das leis e Convenções internacionais para impor as suas tenebrosas teias em todas as organizações da sociedade. A União Europeia perdeu o leme e está refém do imperalismo que sempre bajulou e acolheu. Para mal de todos nós, cidadãos creditados, o futuro é incerto e sombrio!

   As notícias diariamente divulgadas são travestidas de falsidades para esconder o que realmente está a acontecer contra os direitos humanos e usurpação de direitos sociais e cívicos legalmente instituídos. A pandemia da lavagem ao cérebro é de tal envergadura que enlouquece os mais frágeis e manipula os acomodados que chegam ao ponto de idolatrar ladrões e criminosos e vender a própria Pátria. Enquanto há vida e força para lutar contra o mal, tenho esperança que os Amigos fiquem alerta para as realidades sombrias!    

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Raquel Varela

  – Historiadora, Investigadora, professora universitária diz:

    Sabia - e escrevi-o em livro - que o dinheiro entregue aos bancos em 2008 era papel impresso se não fosse transformado em economia real que só poderia chegar via economia de guerra. O que não previ, de forma alguma, foi o grau de horror, sem filtros, em Gaza. Usando uma expressão de Marx para o colonialismo, em Gaza o capitalismo passeia-se nu.

    O Governo britânico, do Labour, declarou a ONG Palestine Action terrorista. Contra isto - e pela liberdade de organização da resistência -, milhares manifestaram-se hoje, agora em Londres. A polícia prendeu centenas, mais de 300 até agora, entre eles magistradas com 80 anos, médicos voluntários, editores, estudantes, desarmados. A definição de terrorismo foi terem pintado em dois aviões de guerra da RAF que o Reino Unido era cúmplice do genocídio, e pintado dizeres contra Donald Trump, no muro de um campo de golfe, de que é proprietário na Escócia. Os manifestantes foram presos hoje, quando ontem Israel, que tem um acordo de comércio com a Europa, que vai liquidar o que resta de Gaza e da sua população, sujeita a tortura, fome e morte, em directo - o terror israelita não é pintado nas paredes, é anunciado pelo seu líder de extrema direita todos os dias nas notícias, em Estados que mantém relações com Israel. Não há um pacote de sanções, um único. A ocupação de Gaza é transmitida nos jornais não como "invasão" mas "controlar a faixa de Gaza".

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   O que os empresários americanos estão a dizer ao mundo - via Israel - é "assaltaremos as vossas casas, os vossos filhos serão mortos, amputados, se não se submeterem". A Riviera não era uma piada. O aviso não é para Gaza, é para o mundo inteiro. Não há limites à acumulação de capital. Os migrantes africanos lançam-se em botes no meio do mar, em Portugal as pessoas são expropriadas pelos fundos imobiliários e imigram, em Gaza é com métodos de terror inimaginável que a acumulação se dá, no ocaso apocalíptico do império norte-americano. Antes de se enfrentar com a China, Trump deixará um mar de sangue e pobreza no mundo, por isso esta luta é a luta das nossas vidas. Gaza é hoje o símbolo maior da resistência mundial ao delírio capitalista. Quem se segue?

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    Os palestinianos resistiram, ao contrário dos governos europeus, submetidos à guerra, à NATO e ao algoritmo das corporações globalistas. Os governos europeus, e por cá o Governo AD-Chega, que apoia Israel, precisam de prender senhoras magistradas com 81 anos, médicos, trabalhadores operários e estudantes porque na face deles, dos que lutam de pé aos 18 e aos 80 anos, contra o genocídio, os governantes vêem a sua torpe e vil cobardia.

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    A luta pela Palestina não é só a luta por saber quem vai ter um tecto para viver e o direito a não ser morto numa guerra. É a luta pelo direito a resistir e lutar por uma casa, contra a guerra. É a liberdade mesma que está em causa. O nosso "paz, pão e terra" é hoje Paz, Casa e Liberdade.

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BBC News informa:

Funcionários da ONU desmaiam de fome enquanto crise humanitária se agrava na Faixa de Gaza.

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NOTA de Carmo Vicente:

"Vemos como o sangue se mistura com a farinha", ontem alguns Palestinos morreram à fome, enquanto outros 20 foram assassinados pelas tropas Israelit@s, o braço armado do Estado terrorista. Entretanto, em Londres, centenas de manifestantes que se manifestaram contra o genocídio de Gaza foram presos pela polícia e acusados de terrorismo...

Mundo miserável...

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Estrondosa derrota da UE no acordo com os EUA

Rui da Rocha Ferreira

27 de Julho de 2025 – Jornal de Negócios

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou neste domingo ter chegado a um acordo comercial com a União Europeia (UE), depois da reunião que teve com a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen. O acordo alcançado é de 15% para a maioria dos bens europeus.

Escreve a agência de notícias Bloomberg que a União Europeia concordou comprar 750 mil milhões de dólares em energia aos EUA, comprometeu-se a investir 600 mil milhões de dólares no mercado norte-americano e a comprar "grandes quantidades" de equipamento militar, e vai também abrir o mercado europeu a produtos norte-americanos que estarão isentos de tarifas. 

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NOTA FINAL:

Com governantes incompetentes, a Europa continua a afundar para mal dos cidadãos.

 

O Ocidente da "Liberdade" em derrocada

António Alves

06-08-2025

A GRANDE CAPITULAÇÃO: Washington rasteja até Moscovo

   O império vacilou. Após anos de guerra por procuração, com estratégia de terra queimada, milhares de milhões de dólares canalizados para o forno de um Estado ucraniano em ruínas e sermões intermináveis do altar do excepcionalismo da OTAN, Washington finalmente, e discretamente, fez uma oferta aceitável a Moscovo. Essa palavra, «aceitável», pronunciada calmamente pelo assessor do Kremlin, Yury Ushakov, não é uma mera nota de rodapé diplomática. É o toque do sino: uma admissão de que o Ocidente, após anos de blufes, bravatas e derramamento de sangue, é agora a parte que busca condições. Aparentemente pronto para capitular às condições da Rússia. Este dia é inevitável, quer venha agora ou que Washington opte por mais humilhação.

   Vamos dispensar as ilusões. O Kremlin nunca se afastou das suas exigências fundamentais — exigências enraizadas não na ideologia, mas na sobrevivência existencial: reconhecimento dos novos territórios da Rússia, agora consagrados na sua constituição; uma Ucrânia neutra e desmilitarizada; e, acima de tudo, o fim da invasão da NATO nas suas fronteiras. Estas não eram sugestões. Eram linhas traçadas em aço. E, no entanto, agora, de repente, ouvimos que os Estados Unidos — através do seu enviado especial Steve Witkoff — fizeram uma oferta que a Rússia está «disposta a considerar». Isso não é paz através da força. É capitulação através da exaustão.

   Ushakov, sempre o diplomata experiente, descreveu a reunião como «profissional e construtiva». Mas por trás do decoro está uma profunda mudança geopolítica. Para que o Kremlin sequer considere a proposta americana, ela já deve conter um reconhecimento implícito das vitórias da Rússia, no campo de batalha, nas trincheiras económicas e nas areias movediças do mundo multipolar. Esta não é uma negociação entre iguais. É um ajuste há muito esperado da realidade por um império que já não controla a narrativa, o campo de batalha ou o futuro.

   A presença de Steve Witkoff em Moscovo é, por si só, reveladora. Um magnata do setor imobiliário que se tornou mensageiro diplomático, ele não tem o peso de Blinken, o desespero de Sullivan ou a arrogância de Nuland. O seu papel é claro: entregar uma mensagem, não assumir uma postura. Buscar um caminho a seguir, não a partir de uma posição de força, mas dos escombros de uma derrota estratégica. A mesma Washington que outrora procurou dividir a Rússia está agora a caminhar na ponta dos pés em direção à reconciliação, não com triunfo, mas com termos ditados pela resiliência de Moscovo.

   Enquanto isso, o comentário do secretário de Estado Marco Rubio de que “estamos certamente mais perto [da paz] hoje do que estávamos ontem” soa com o peso de um homem tentando salvar a face diante de um edifício em colapso. Os gestores do império agora são forçados a reconhecer o que grande parte do mundo já compreendeu: a Rússia resistiu às sanções, superou a guerra híbrida e emergiu mais soberana do que nunca. O rublo continua vivo. A produção de armas russas está em níveis recorde. E o Sul Global já não teme romper com a ordem ocidental.

   O que se avizinha é uma potencial cimeira entre o presidente Putin e Donald Trump, que se diz que será realizada nos Emirados Árabes Unidos — a aspirante a Genebra da diplomacia multipolar. Isto não é coincidência. Trump, apesar do seu caos, foi o último presidente americano a tratar Putin como um par, e não como uma caricatura. Uma reunião em território neutro simbolizaria o enterro definitivo do excepcionalismo ocidental e o surgimento de um novo ritmo diplomático: um que flui através de Moscovo, Abu Dhabi, Astana e Pequim, não Bruxelas e Washington.

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   Este momento não é sobre a paz no sentido ocidental ingénuo. É sobre recalibração. O Ocidente está talvez a aprender, tarde demais, que já não pode ditar condições a civilizações mais antigas, mais pacientes e mais enraizadas do que a sua. A guerra da Rússia nunca foi apenas sobre a Ucrânia. Foi sobre o fim de uma era. E com as palavras «oferta aceitável», Moscovo sinalizou que a era da impunidade ocidental acabou. O império veio para conversar. Moscovo ouviu, porque já tinha vencido.

- Gerry Nolan, @TheIslanderNews

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Brasileiros sem Pátria...

Perigosos sinais da manipulação evangelizada e rendida aos grandes interesses financeiros.

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quinta-feira, 24 de julho de 2025

História - Percepções e Verdades

NOTA-Prévia:

     Por se tratar de um assunto muito importante para entendermos os conflitos bélicos do nosso tempo, confirmando a veracidade de muitos factos vividos no tempo em que fiz reportagens na Bósnia, Sérvia e Kosovo, leiam:  

BREVE HISTÓRIA DA VIDA E DA MORTE DA JUGOSLÁVIA,

POR QUEM LHE VIVEU A MORTE…

   Estive colocado na Jugoslávia, integrado na ONU, na UE e na UEO no decurso das guerras e pós-guerras dos anos 90; foram ao todo 12 anos, em funções várias de Comando, tendo sido a mais relevante a de Chefe de Estado Maior da Polícia Civil da ONU em 93/94, no pico das guerras.

   A História da Jugoslávia inicia-se no fim da 1ª GM em 1918, sobreviveu á 2ª GM e termina abruptamente em 1992 em guerras internas, chacinas e genocídios.

   Jugo/Slavia, Jugo é Sul e Slavia é Eslavos, significando Terra dos Eslavos do Sul, que são os Eslovenos, Croatas, Sérvios, Bósnios, Macedónios e Montenegrinos, mais os Búlgaros, estes sempre à parte na sua Bulgária.

   Até á 1ª GM estes povos estiverem integrados, uns no Império Turco Otomano e outros no Império Austro Húngaro; desfeitos estes impérios pela 1ª GM, ficaram livres e uniram-se voluntária e politicamente no Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos em 1918, que passa a chamar- se Reino da Jugoslávia em 1929.

   Em 1941, o Reino da Jugoslávia é invadido pelos Nazis; estes foram recebidos de braços abertos em Zagreb, na Croácia, de braços abertos pelos Muçulmanos em Sarajevo, na Bósnia, e de braços fechados em Belgrado, pelos Sérvios.

   Os Sérvios assumem-se assim inimigos de invasões e expansões territoriais e, desde então são considerados como tal pelos alemães e terceiros ocidentais ávidos do controle dos Balcãs, tal como foram de novo nas guerras de dissolução da Jugoslávia., nos anos 90.

   Hitler agradeceu aos Croatas a Aliança incondicional dos mesmos, dando pela 1ª vez na História, a Independência àquele País, de 1941 a 45; foi a República da Croácia.

   Nesse período de 4 anos de Independência, a Croácia limpou etnicamente 750.000 Sérvios ali residentes há séculos; juntamente com os Nazis, chacinaram-nos em festins de inacreditáveis crueldades, no campo de concentração de Jasenovac, na Croácia, onde está um museu e um memorial desse horror.

   O Comandante do campo de concentração, um croata, no fim da 2ª GM fugiu para a Argentina, e regressou em 96, à nova Croácia independente, já quase centenário; estava de novo entre amigos.

   No fim da 2ª GM, a Jugoslávia, com o nome de República Federalista Socialista da Jugoslávia, qual fénix, renasceu das cinzas, sob a Presidência de Josip Tito, um Croata e comunista, reconstrói-se nas décadas de 50 e 60 e é um País feliz até meados de 70.

   Em 1973 a crise do petróleo gera uma crise económica, e esta faz ressurgir os nacionalismos, os separatismos, as conflitualidades étnicas religiosas e uma clivagem entre as Repúblicas ricas do Norte, Eslovénia e Croácia e as Repúblicas do Sul, menos ricas como a Sérvia, Macedónia, Bósnia e Montenegro.

   Esta situação agrava-se a partir de 9 Maio de 80, data em que morre a Alma aglutinadora da Jugoslávia... o Presidente Josip Tito.... e agudizam-se ainda mais os nacionalismos e separatismos.

   Em 1985 aparece na URSS a figura inolvidável de Mikael Gorbachev que, confrontado com a crise do petróleo e a consequente crise económica, avança com a reestruturação da Ex URSS, a Perestroika e Glasnost, tendo despoletado um processo interno de nacionalismos e separatismos incontroláveis, tal qual como estava em curso na Jugoslávia.

   Mikael Gorbachev era um pseudo intelectual de boa fé, crente na bondade do Mundo Ocidental e decidiu ir a Washington propor ao Presidente dos EUA, Ronald Reagan, um acordo de desarmamento mútuo dos mísseis nucleares de alcance intermédio na Europa, designado então por INF, e do qual os EUA saíram unilateralmente, anos pós colapso da ex URSS.

   Esses mísseis nucleares, no caso da URSS, eram os S-20, os quais possibilitavam á Rússia atingir qualquer ponto da Europa; os EUA e a NATO fariam o mesmo e assim, o equilíbrio do terror pela destruição mútua nuclear, no espaço europeu, desaparecia.

   Assim foi feito, mas os EUA entenderam tal proposta como prova de fraqueza e uma quase declaração de rendição militar e política da URSS perante os EUA, o que de certo modo foi.

   A crise do petróleo de então colocou a URSS de joelhos, financeiramente, porque a sua economia dependia das exportações e do preço do petróleo, o qual foi intencionalmente manipulado pelos EUA para esse fim.

   Em 1987, o Presidente dos EUA, Ronald Reagan, assina um plano Secreto, designado por NSDD 133, titulado “Política dos EUA para a URSS e Jugoslávia”, cuja finalidade lá expressa era incentivar e apoiar os nacionalismos e separatismos dos Países de Leste na URSS e nas Repúblicas da Jugoslávia, para fazer colapsar essas Uniões Políticas, como aconteceu.

   Concluímos, pois, que foram as crises económicas e as acções encobertas dos EUA que intensificando os nacionalismos, separatismos, divergências étnicas religiosas, clivagens económicas internas que fizeram colapsar a URSS e a Jugoslávia.

   A URSS é dissolvida a 26 de Dezembro 90 e a Jugoslávia é dissolvida a 01 de Março de 1991, três meses depois.

   Digamos que a CIA teve o bom senso de não juntar os dirigentes da Ex URSS e da Ex Jugoslávia no mesmo local para se auto destruírem em simultâneo; as implosões respectivas ocorreram com três meses de diferença no tempo; notório bom senso da CIA, passe a ironia.

   As Repúblicas da Jugoslávia declaram as respectivas independências: - a Croácia e Eslovénia a 21 de Jun 91, Macedónia a 17 Set 91 e Bósnia em Março de 92; estas independências foram o tiro de partida para as três guerras da Jugoslávia: - Croácia de 91 a 95, Bósnia de 92 a 95 e Kosovo de 98 a 99.

   As minorias Sérvias viviam em paz na Croácia, Bósnia e Kosovo, enquanto a Jugoslávia existiu; face ás independências e aos genocídios que enfrentaram na Croácia na 2ª GM e face a perspetivas similares na Bósnia com os muçulmanos, os Sérvios organizaram-se politica e militarmente na República Sérvia da Krajina/ Croácia e República Sérvia da Bósnia e lutaram pela suas autonomias e independências.

   Na Croácia os Sérvios foram mal sucedidos, chacinados e limpos etnicamente; na Bósnia foram parcialmente bem-sucedidos, pois conseguiram uma República autónoma, mas não independente.

    E foi assim que ocorreram as guerras dos Balcãs na década de 90.

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   As guerras foram dramáticas; os Sérvios foram demonizados e de tudo foram culpabilizados, como competia ao discurso politicamente correcto e interessava ao Ocidente, em particular aos EUA, Alemanha e seus vassalos.

   Os Croatas, Muçulmanos e Albaneses do Kosovo foram vitimizados e pelo Mundo Ocidental divinizados, em nome da defesa destes Povos contra os diabolizados Sérvios, o Ocidente e a NATO intervieram militarmente contra os Sérvios, e ganharam as guerras para os Croatas, Muçulmanos e Albaneses em fins de 95 e no Kosovo em 99.

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   As intervenções NATO na Bósnia e no Kosovo foram justificadas, perante a opinião pública mundial, como tendo carácter humanitário ou de imposição de valores civilizacionais superiores do Ocidente.

   A ONU, os EUA e a EU fundamentaram os bombardeamentos intensivos da NATO contra os Sérvios, com alegados crimes de guerra dos Sérvios, mas que na realidade foram planeados e levados á execução pelos Muçulmanos e Serviços Secretos Ocidentais... contra os próprios muçulmanos.

   De que são exemplo as duas situações de “explosões” ocorridas no Mercado Merkale em Sarajevo e não só, que assassinaram um total de mais de 100 pessoas muçulmanas, vitimaram centenas doutras e das quais acusaram os Sérvios, que nada tiveram a ver com aqueles actos de terrorismo.

   Aqueles actos terroristas foram executados pelos muçulmanos e pelos serviços secretos ocidentais, como disse, para culpabilizarem os Sérvios e usarem tais chacinas de civis, para justificarem perante a opinião pública mundial... os bombardeamentos da NATO contra os Sérvios… isto é a rotina nas guerras de hoje, chamam-se ataques de bandeira falsa.

   Afirmo isto, porque sei, de ciência certa que foi assim, estava lá, em posições elevadas e sei por informações classificadas e por testemunhos presenciais de pessoas locais.

   Enfim, a Jugoslávia, foi um sonho lindo dos Povos Eslavos do Sul, que quiseram viver Unidos politicamente sob a mesma Bandeira; dela já nada resta, depois duma vida conjunta de 84 anos.

   Nada mais resta a não serem os 150.000 cadáveres desses povos nestas guerras... a limpeza étnica de 300.000 Sérvios da Krajina... as deslocações étnicas de populações na Bósnia, em massa... pobreza generalizada.... fome encoberta... e novas guerras congeladas em espera de oportunidade na Bósnia, no Kosovo e Macedónia...

   Ah! e restam sete novos Estados...cada um várias vezes mais pequenos que Portugal... excepto a Sérvia... são nano Estados neocolonizados pela UE e pelos EUA... tutelados... em míngua permanente duns trocados euro americanos e europeus, para não morrerem de fome...

   Vivi com eles 12 anos, nas casas deles, falo-lhes as línguas fluentemente, participei-lhes nas guerras, sofri com eles nos vários lados dessas guerras as suas dores, perdas, horrores, medos, tragédias e sei, que é assim.… enfim... imperialismos e novas ordens mundiais em movimento.

   A breve prazo haverá mais conflitos político militares na Macedónia, Kosovo e Bósnia... estão apenas adormecidos.

José Luís da Costa Sousa > Superintendente da PSP

(foi nesta qualidade que integrei as várias missões)

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Outros Intervenientes numa guerra estranha

e Reportagem de Joaquim Coelho:

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A tragédia de um Povo dizimado por intervenção da NATO... 

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