VENTOS DE GUERRA
Kolio Vetkof, analista Búlgaro – 16-08-2023
PALAVRAS DE VLADIMIR PUTIN, NUMA ENTREVISTA, IMPORTA LÊ-LAS:
Será que os Estados Unidos pensam, que se o mundo se envolver numa 3ª GM, que essa guerra será só convencional, com tanques e combatentes? Eles sabem que não, e estão mentindo brutalmente!
Se houver 3ª GM será com armas nucleares.
Eu, Vladimir Putin, não queria começar uma operação militar, mas não me deixaram outra escolha, não quero uma 3ªGM, Terceira Guerra Mundial, espero que não me provoquem e, novamente, não façam com que a Rússia não tenha outra escolha.
Se fecho os olhos para muitas coisas, é porque penso no bem deste planeta e de todos os seres vivos.
Os EUA e a OTAN sempre quiseram fazer escravos de todos os países do mundo, como tem sido até hoje, mas isso não pode durar para sempre e nem todos os países serão seus escravos.
Os EUA sempre ameaçaram e atacaram todos os países que não lhes obedecem.
A diferença entre a Rússia e os EUA é que a Rússia luta sempre para salvar povos e países, não por causa de democracias pré-fabricadas e outras hipocrisias, mas sim por razões de humanidade.
Sabe que mais, muitos políticos dos EUA, OTAN e UE tem que me agradecer, mas não, e eu sempre disse que basta Deus me agradecer.
Se fosse outro no meu lugar, ele não agiria como eu, e eu sei disso perfeitamente.
A nossa intervenção na Ucrânia é uma operação militar para salvar o meu povo e o meu país, mas, para os Estados Unidos e para a OTAN é uma guerra, e a verdade é que os Estados Unidos a OTAN, a Ucrânia e a UE estão todos a lutar contra a Rússia.
É importante para a América que a guerra continue, e é por isso que ela não quer e interfere nas negociações, por mais pessoas que morram pela e em nome da América, e nesta só morrem russos e ucranianos, para os EUA o importante é venderem as suas armas, explorar os recursos de terceiros países, petróleos e minerais raros.
Mas nunca vão realizar o sonho de destruir a Rússia, é impossível.
Se a América fizer desta guerra uma 3ª GM, só pedras poderão restar da Rússia como dizem, mas não restará nada da América, porque com apenas uma única arma nossa serão submersos para sempre debaixo das águas de um oceano.
Não quero uma 3ªGM, não quero mais vidas a morrerem, e já está na hora da América olhar só para a América, a América não tem lugar noutros países.
Esta guerra não afetou a América, a OTAN e a UE, eles não tinham nada que fazer na Ucrânia.
Eles sancionaram um país que não declarou guerra contra eles.
A maioria governante nos EUA, NATO, UE são como hienas, mas não vão conseguir um pedaço mínimo do que é nosso.
A América disse há muito tempo que a Rússia é enorme, mas, só sobre o meu cadáver os EUA levarão algo da Rússia.
Se os EUA atacarem a Rússia, só o poderão fazer via aérea, e mesmo assim quem ou o que vier dos EUA, não voltará para o seu país, porque esse país não vai existir mais.
Não importa o quão bom eu seja, quando se trata do meu povo e do meu país, nunca vou fechar os olhos.
Espero que a OTAN e os EUA deixem a Ucrânia, espero que essa operação militar não se transforme em guerra.
VLADIMIR PUTIN
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João Lourenço:
Nem Rússia nem Ucrânia vão ganhar a guerra
Entrevista EXPRESSO...
Ampe Rogério/Lusa EPA
O Presidente angolano afirma que o seu país está contra a invasão da Ucrânia e considera que não haverá vitória militar de qualquer das partes, pelo que é urgente realizar conversações, "antes que seja tarde".
"A nossa posição é muito clara (...) condenamos a ocupação, pior do que isso, a anexação de parte do território ucraniano pela Rússia, mas para se pôr fim a isso, é preciso conversar, porque militarmente ninguém vai ganhar, nem a Rússia (...) vai tomar a Ucrânia, nem a Ucrânia vai tomar Moscovo", declara João Lourenço, numa entrevista conjunta concedida à Lusa e ao jornal Expresso.
Segundo o dirigente angolano, militar de formação, a "tendência de rearmamento da Ucrânia, que está no direito legítimo de se defender", não vai levar "necessariamente" a uma vitória militar sobre a Rússia, nem vice-versa. "Antes que seja tarde, é preciso sentar à mesa de conversações", apela.

João Lourenço adverte que, se o sentido da guerra for para piorar, não é "utópico" o risco de uma confrontação nuclear: "e, aí, não será entre a Rússia e Ucrânia, será entre as grandes potências".
Para o chefe de Estado angolano, a iniciativa dessas negociações deve caber aos líderes dos dois países, Vladimir Putin e Vladimir Zelensky, mas os Estados Unidos e a China poderão encorajar essa ação.
"Penso e já tenho defendido que os Estados Unidos da América e a China, se chegarem a um entendimento, (...) deixando temporariamente de lado a questão de Taiwan, e decidirem que nos próximos três ou seis meses vão trabalhar juntos a favor da paz na Ucrânia, acredito que estaremos muito mais próximos de a alcançar", afirma.

Apesar de "lamentar" esta guerra, João Lourenço teme que se estejam a esquecer outros conflitos no mundo, que também ceifam vidas, destroem património e causam ondas de refugiados.
O chefe de Estado pronunciou-se igualmente sobre o papel da China no mundo e em particular no seu país, rejeitando que haja um grande investimento chinês em Angola, ao contrário do que acontece na Europa e na América.
"A maior empresa chinesa que assentou arraiais aqui em Angola é a Huawei, não há mais nenhuma, de resto, são micro e pequenas empresas de cidadãos chineses, muitos deles que vieram empregados das empresas que eram contratadas para as empreitadas e acabaram por ficar e fazem os seus negócios", diz.
Segundo o governante, a entrada do capital chinês em Angola verificou-se na sequência da fracassada conferência de doadores prevista para 2002 em Bruxelas e que nunca chegou a realizar-se, apesar do país necessitar de ajuda para reconstruir o país depois da guerra.
"Quem nos estendeu a mão nessa altura foi a China, que concedeu uma linha de financiamento para recuperação de infraestruturas (...) e que Angola vai ter que pagar, já está a pagar (...) e os valores não são poucos", relata, comparando as relações económicas: "Entre quem empresta dinheiro e quem investe, é uma diferença muito grande".
Questionado sobre os eventuais receios vindos a público, por parte dos Estados Unidos, relativamente à presença chinesa em Angola, Lourenço descartou-os, considerando que o seu país "está aberto para todos" e "há espaço para todos".
A título de exemplo, o Presidente angolano citou o caso do corredor do Lobito, que será financiado com recursos americanos. À obra concorreu um consórcio chinês, mas foi um outro, europeu, formado por uma empresa portuguesa, outra suíça e uma belga, que venceu.
"Há concorrência sim, mas em Angola não é tão grande assim, aqui está tudo por fazer, ninguém pode se queixar", diz.
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"Portanto, não basta dizer cuidado com a China (...) e o caricato é que os que nos vêm dizer para ter cuidado, recebem investimento privado chinês todos os dias nas suas terras e vêm-nos dizer a nós (...) aqui, que não temos investimento privado chinês".
Referindo-se em concreto ao caso da Huawei, sobre a qual surgiram notícias de que o Governo português remeteu para a Anacom a eventual possibilidade de aplicar restrições ao uso dos equipamentos daquela marca no âmbito do 5G, Lourenço especificou que se houver razões objetivas para aplicar sanções a empresas, Angola terá que "parar para pensar".
"Mas enquanto isso não acontecer e se a concorrência que fizerem for leal e respeite a legislação em vigor, não vemos nada contra o investimento chinês", concluiu.


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