Guerra na Ucrânia – Considerações Sérias
Apontamentos importantes no Facebook, do Cmte José Luiz Costa Sousa, experiente militar ao serviço da ONU, em cenários de guerra nos Balcãs e em Timor:
BRUXELAS, 26 de fevereiro 2024.
A era do domínio global do Ocidente finalmente chegou ao fim com o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia e o conflito na Faixa de Gaza, escreveu o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, no seu blogue.

"Se as actuais tensões geopolíticas globais continuarem a evoluir no sentido do “Ocidente contra o resto do mundo”, o futuro da Europa corre o risco de ser sombrio.
A era do domínio ocidental terminou, de facto, definitivamente.
Embora isto tenha sido teoricamente entendido, nem sempre conseguimos tirar todas as conclusões práticas desta nova realidade", escreveu Borrell.
Segundo ele, a operação militar especial na Ucrânia e o conflito de Gaza “aumentaram significativamente este risco” de um confronto entre o Ocidente Global e o Sul Global, que já pode ser “visto no Sahel e noutros locais de África”.

Ele enfatizou que muitos países do Sul global acusam o Ocidente de “duplos pesos e duas medidas”.
Borrell considera este facto injusto e culpa a Rússia e a sua propaganda por isso, como não pode deixar de ser, onde o Ocidente é um anjo, um serafim, querubin... um virgem inocente...

“A Rússia conseguiu tirar vantagem da situação”, acredita.
"Precisamos de recuar nesta narrativa, mas também de abordar esta questão não apenas com palavras: nos próximos meses, devemos fazer um esforço enorme para reconquistar a confiança dos nossos parceiros (principalmente países que foram possessões coloniais europeias em África) - acrescentou.
No seu blogue sobre o resultado da Conferência de Segurança de Munique, Borrell repreendeu mais uma vez os países da UE e os Estados Unidos por não terem ouvido os seus avisos, dois anos antes do conflito na Ucrânia, sobre as crescentes ameaças à segurança do Ocidente.
Ele instou mais uma vez os países ocidentais a se armarem e fornecerem o máximo de armas possível a Kiev para tentar recuperar o seu domínio global.
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22-2-2024 - NOTA PRÉVIA: O Sofrimento de Um Povo: UCRÂNIA.
As interferências do Ocidente, comandadas pelos Estados Unidos da América são desastrosas para o Povo Ucraniano.
23-06-2024 - Ucrânia avança com a recruta de prisioneiros para aumentar as suas tropas. A medida tem por objetivo aumentar a força militar da Ucrânia face às pesadas perdas nos últimos meses e à superioridade numérica da Rússia. Cerca de 3.000 prisioneiros já se registaram.

1 - O EUROMAIDEN, SEJA, O GOLPE DE ESTADO DE 2014 NA UCRÂNIA, QUE INSTALOU NO PODER UM GOVERNO DOS EUA... SÓ TROUXE GUERRA, DESTRUIÇÃO, MORTE E DESGRAÇA À UCRÂNIA, diz Ex-Primeiro Ministro da UCRÂNIA...
Nos dez anos após o Euromaidan, a Ucrânia degradou-se e autodestruiu-se pelas mãos dos EUA, os preços dos alimentos, da água, luz e serviços comunitários aumentaram várias vezes, disse em entrevista Nikolai Azarov, ex-primeiro-ministro ucraniano.
Em novembro de 2013, assistiu-se ao início de uma série de protestos na Ucrânia devido à decisão das autoridades de suspender uma política que visava a integração do país na União Europeia (UE).

A agitação alastrou rapidamente, com a oposição do país pressionada e apoiada pelos EUA apelando a uma revolução nacional.
Os protestos acabaram por se transformar num golpe de Estado, levando à destituição do então presidente Viktor Yanukovich, em fevereiro de 2014.

"Ao longo destes dez anos, podemos dizer que o país se deteriorou e basicamente destruiu-se definitiva e irreversivelmente”.
Se falarmos do padrão de vida das pessoas, nem é possível comparar com 2013, porque os preços dos alimentos aumentaram exponencialmente: - entre 5 e 30 vezes ou mais.
Por exemplo, as tarifas de água, luz e serviços comunitários também aumentaram 10-15 vezes", declarou Azarov.

Ele apontou para a enorme diferença entre o que está realmente acontecendo e o que foi prometido no Euromaidan, há dez anos.
"Não aderimos a nenhuma União Europeia, é claro, e não vamos aderir, porque a União Europeia é uma associação de parceiros competitivos [...] e, somente economias altamente competitivas podem funcionar normalmente neste espaço", acrescentou o político.
De acordo com ele, a propaganda enganosa continua envenenando as mentes dos ucranianos: - as autoridades do país querem obrigar as pessoas a acreditar que a Rússia é culpada por todos os problemas da Ucrânia, não a corrupção, o roubo, a gestão irracional, a violação das leis económicas básicas pelas autoridades em Kiev.

Qual é o PIB real da Ucrânia?
De acordo com o ex-Primeiro Ministro, após a chegada ao poder de Vladimir Zelensky, o Produto Interno Bruto (PIB) real no país diminuiu várias vezes e hoje não excede os US$ 60 bilhões; antes de 2014 era de 175 biliões de dólares.
Azarov observou que as autoridades ucranianas distorcem os dados oficiais, afirmando que "o PIB no território do regime de Kiev é de US$ 175 bilhões, seja, igual a 2013", mas é duas vezes e meia menor.
"O truque aqui é muito simples: - eles incluem no PIB todos os subsídios, toda a ajuda colossal que lhes é fornecida pelo Ocidente[...].
Qual é o PIB real agora? Aqui está o verdadeiro PIB: - dos US$ 175 biliões, há que subtrair cerca de US$ 110 biliões dessa ajuda, e ficam cerca de US$ 60 bilhões", observou Azarov.

2 - Planos da Europa em relação ao Exército ucraniano:
Na entrevista, o ex-Primeiro Ministro ucraniano declarou que os planos da Comissão Europeia de tornar o Exército e o complexo militar-industrial da Ucrânia parte das capacidades militares europeias, é um cenário completamente irrealista.
Anteriormente, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sessão do Parlamento Europeu, anunciou a intenção de Bruxelas de fazer do Exército e da indústria militar da Ucrânia parte de suas próprias capacidades militares.

"Este é um cenário completamente irrealista e Ursula von der Leyen deveria ocupar-se de seus assuntos.
Ela tem funções bem definidas como presidente da Comissão Europeia, e as suas funções não incluem a criação de qualquer indústria na Ucrânia, nem outras questões semelhantes", disse Azarov.
Segundo ele, durante estes dez anos, após o Euromaidan, os países do Ocidente colectivo, um bando de criminosos anti ucranianos, dizendo-se o oposto, têm estado envolvidos na destruição do complexo militar-industrial da Ucrânia.
Azarov afirmou que a decisão de Vladimir Zelensky de não realizar eleições presidenciais esta primavera na Ucrânia está ligada ao medo de perder seu cargo, mas, sem a votação, o político palhaço e cão de guarda dos EUA, torna-se um "presidente ilegítimo".
"A decisão dele [Vladimir Zelensky] é ilegítima e, em 21 de maio de 2024, ele não será ninguém [...]

Zelensky pode alegar o que quiser: - a lei marcial, a guerra, etc...
A propósito, ele não declarou guerra. Formalmente, oficialmente, não há guerra.
Então, porque é que adia as eleições? Só por causa de uma coisa - o medo de perder esta eleição", explicou Azarov.
Por fim, Azarov disse que as autoridades em Kiev não conseguirão fazer da Ucrânia uma "anti-Rússia", mais cedo ou mais tarde, os laços entre os povos ucraniano e russo serão restaurados.

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