sábado, 28 de setembro de 2024

O Mundo está a Mudar, haja Esperança

O Mundo a Despertar contra a Destruição


À vista de uma catástrofe financeira largamente anunciada, o Ocidente aproxima-se de um abismo de profundidade e de contornos ainda por determinar, mas que não será seguramente coisa ligeira. O desfecho que se pode antever da contenda que se trava entre o sistema imperialista ocidental e o resto do mundo terá certamente uma dimensão histórica. O mundo já mudou, só não se sabe em que exacta medida.


O regresso da inflação, o poder dos poderosos traficantes da economia mundial no século XXI, as intervenções da NATO, as guerras genocidas, a ascensão das políticas fascistas e o despertar do Terceiro Mundo são importantes motivos da crença numa nova ordem mundial que se configura e merece muita atenção.


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 A DERROCADA DO SISTEMA IMPERIALISTA ANGLO-AMERICANO 


O mundo já mudou, embora não se saiba ainda em que exata extensão. De todo o modo, os guerreiros do imperialismo colonial - mestres da cobiça, da agressão programada, da conquista, da opressão, da espoliação da natureza e do seu próximo, da dissimulação e da hipocrisia — já deixaram de ser o seu senhor absoluto. A guerra pôs a nu, de uma forma caricata, o gigantesco descompasso entre a força real do mundo ocidental — a nível de pujança demográfica, coesão social, disciplina, capacidade de sacrifício, produção industrial — e a sua ilimitada arrogância política, diplomática e mediática. É a sociedade do espetáculo em todo o seu esplendor e miséria. A catástrofe financeira está ao virar da esquina. A palavra a pesquisar é: derivativos. A fé no deus mercado está muito próximo de precipitar o ocidente coletivo pelo barranco dos cegos. Mas precisamente neste abismo existente entre as expetativas loucas de mando e o poder efetivo da tríade imperialista, residem ainda, seguramente, enormíssimos perigos para a paz mundial.


No final, se o pior puder ser evitado, teremos um mundo multipolar, potenciador da cooperação livre e de trocas mais equilibradas, em lugar do atual condomínio fechado ocidental, pirâmide implacável de exploração e asfixia para os povos, bem como de ruína para o conjunto da ecosfera terrestre. Deixaremos de ter jardim de um lado e selva do outro, para desgosto do inefável Sr. Borrell. O imperialismo pode ter a sua espinha quebrada, sim. Foi um longo processo histórico, que levou um pouco mais de um século a cumprir-se, com alguns retrocessos a meio do percurso.


A derrocada do sistema imperialista de dominação anglo-americana (e sionista) será um desfecho histórico de alcance extraordinário… A sociedade chegou a  este embate frontal através de persistentes políticas de não alinhamento, dando primazia às alianças ou alinhamentos sólidos de potências semiperiféricas, que viraram as costas à globalização financeira para melhor garantia da prossecução dos seus objetivos nacionais e das soberanias.


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Não é indiferente nem coincidência que estas potências ascendentes tenham tido grandes revoluções e mudanças. Foram humilhadas pelo sistema capitalista, perderam autonomia e controlo do seu planeamento estatal, mas conseguiram abrandar os efeitos do jugo opressor. Repudiaram todos esses malefícios na sua soberania ao descobrirem que sofreram a espoliação sistemática e tentativas de destruição da sua propriedade publica ao serviço das populações.


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 A China Popular mantém formalmente o desígnio de conduzir a economia e o desenvolvimento tecnológico dentro do conceito socializante ao serviço da melhoria de vida das populações. A própria Federação da Rússia poderá ver-se forçada, face à pressão exterior, a buscar rumos mais socializantes. Estamos prestes a ver para que lado cairá, desta feita, o Muro de Berlim.


Ora, perante a insistência dos E.U.A. e seus acólitos em continuarem as interferências e agressões a países que não aceitam o falacioso conceito de “mundo livre”, resulta em sansões agressivas e impiedosas por recusarem ser súbditos desse imperialismo usurário e opressivo……


 O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz financia, naturalmente, a guerra. Orwell viu bem, premonitoriamente. Derrubado o imperialismo, a libertação do jugo do capital estará mais próxima, mas ainda assim muito distante. Só é possível com a luta firme, organizada, constante, confluente, doutrinada, estrategicamente orientada, das instituições dos trabalhadores, da inteligência livre, dos zeladores do bem público e do bem comum, das mulheres e cuidadoras, dos povos laboriosos e das grandes massas marginalizadas e oprimidas de todo o mundo.


Por Ronaldo Fonseca – 11-04-2023

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