A Europa na Escuridão
Numa permanente cegueira perante os profundos interesses comerciais e geopolíticos americanos, os governantes europeus perderam-se em retiros de reflexão e promessas de massivos apoios à Ucrânia, que se vislumbram falíveis, entrando numa letargia económica e estratégica perigosa e de progressivo declínio da vida social das populações.
As profecias do Presidente Donald Tramp estão em franco desenvolvimento e a Europa corre o risco de ficar numa penumbra económica demasiado perigosa e deprimente para as nações europeias. As anunciadas previsões para negociar o fim da guerra na Ucrânia são como um "Despertar dos Mágicos" perante os lunáticos governantes europeus, que perderam os benefícios do gás russo barato e entraram em perigosa derrapagem da economia e garantias sociais!

O Presidente Donald Tramp afirmou:
"Eu só tive um telefonema longo e altamente produtivo com o presidente Vladimir Putin da Rússia. Discutimos a Ucrânia, o Oriente Médio, a energia, a inteligência artificial, o poder do dólar e vários outros assuntos. Nós dois refletimos sobre a Grande História de nossas Nações, e o fato de que lutamos tão bem juntos na Segunda Guerra Mundial, lembrando que a Rússia perdeu dezenas de milhões de pessoas, e nós, da mesma forma, perdemos tantos! Cada um de nós falou sobre os pontos fortes de nossas respectivas nações e o grande benefício que um dia teremos em trabalhar juntos. Mas primeiro, como ambos concordamos, queremos impedir que as milhões de mortes ocorram na guerra com a Rússia / Ucrânia. O presidente Putin até usou meu lema de campanha muito forte de “COMMON SENSE”. Nós dois acreditamos muito fortemente nisso. Concordamos em trabalhar juntos, inclusive em visitar as nações um do outro. Também concordamos em que nossas respectivas equipes comecem as negociações imediatamente, e começaremos ligando para o presidente Zelenskyy, da Ucrânia, para informá-lo da conversa, algo que farei agora. Pedi ao secretário de Estado Marco Rubio, ao diretor da CIA, John Ratcliffe, ao conselheiro de segurança nacional Michael Waltz e ao embaixador e enviado especial Steve Witkoff para liderar as negociações que, eu sinto fortemente, serão bem-sucedidas. Milhões de pessoas morreram em uma guerra que não teria acontecido se eu fosse presidente, mas isso aconteceu, então deve acabar. Não mais vidas devem ser perdidas! Quero agradecer ao presidente Putin por seu tempo e esforço em relação a esta chamada, e pela libertação, ontem, de Marc Fogel, um homem maravilhoso que eu pessoalmente cumprimentei na Casa Branca. Acredito que esse esforço levará a uma conclusão bem-sucedida, espero que em breve!"
NOTA IMPORTANTE, sobre comentadores e mentirosos:
Três anos após ter começado a guerra na Ucrânia, concluímos que as televisões estão atulhadas de lixo esquizofrénico nos noticiários "comentados". Como diz Miguel Castelo Branco:
"Ao rever estas imagens datadas de 4 de Março de 2022, muitos compreenderão a honestidade de quantos, desde o primeiro dia da guerra, pediam racionalidade, objectividade e isenção. Agostinho Costa disse-o perante o estupor, os gritos e insultos de uma mole de desvairados e, como se vê, nada do que então afirmou estava inquinado de parcialismo. Impressionante como cada palavra ganha hoje pleno significado." Clikar para VER Vídeo:
https://www.facebook.com/miguel.c.branco.5/videos/993396129353698

O “Destino Manifesto” dos Estados Unidos da América
Descendente de imigrantes e refugiados ingleses e irlandeses com divergências religiosas e políticas, o povo americano imergiu de uma caldeirada de gente aventureira, genericamente formatada para a exploração dos recursos humanos (mão de obra escrava), territórios com boa capacidade de produção agrícola e exploração de matérias-primas territoriais com vista ao enriquecimento a qualquer custo.
Transformaram a ideia do “Destino Manifesto”, idealizado nos escritos de Samuel, numa crença de que o povo estadunidense foi o escolhido por Deus para conquistar todos os territórios até ao Oceano Pacífico, e que as nações fracas deveriam ser dominadas pelas mais fortes. E é esse o designo que tem avançado a “ferro e fogo” em todo o mundo, cada vez com mais força, intensidade e crueldade.
Assim nasceu e prospera a maior potência económica e política global, fomentadora de guerras, destruidora de nações, interventiva nas políticas internas e causadora de desigualdades sociais e genocídios à escala mundial.
VER em: https://picadas2.blogs.sapo.pt/nascimento-dos-estados-unidos-da-48359
Quase no final da guerra no Vietnam, a CIA e o Secretário da Defesa estavam menos crentes do que o poderoso loby militar, e percebiam a ineficácia dos bombardeamentos massivos contra o território vietnamita e as populações. Entre os decisores do avanço das guerras americanas existe muita insinceridade nas partilhas de informação. A lógica das falsas comunicações e falsos testemunhos é aceite sob o ponto de vista do Manifesto prodigioso quando refere que as mentiras por boas causas são permitidas.
Desde os primórdios da fundação das primeiras colónias na América, os fundadores sonhavam com um Estado imperialista americano. Desde aí, as políticas, os diplomatas e os chefes militares sempre seguiram a doutrina do imperialismo, tendo como principais objetivos investir em enormes instalações militares por todo o mundo.
Seguindo a doutrina do Manifesto, os americanos são o povo escolhido para dominar o mundo, começando por dominar os Índios, conquistar territórios mexicanos e expandir o seu poder pelo mundo, assimilando ou impondo as regras nas nações mais fracas.
Assim, o grupo guerreiro exige mais dinheiro, mais sistemas de armas modernas, mais intervenção militar. Invocando as emoções do patriotismo e virilidade dos militares, os chefes militares exercem pressões permanentes sobre os políticos e decisores burocráticos para atingirem os seus objectivos profissionais e imperialistas. E, precisamente quando os generais e estrategas da guerra no Vietnam diziam ver “progressos em todo o cenário de guerra no Vietname… as esperanças do inimigo estão falidas. Embora o inimigo tenha conseguido uma vantagem psicológica temporária, sofreu uma derrota militar…” Pois, dois anos depois, as tropas americanas tiveram que fugir do Vietnam em condições de derrota vergonhosa.
Ora, a tragédia do Vietnam é a tragédia do catastrófico prolongamento da aplicação de princípios e ideias da segurança colectiva e do evangelismo liberal, com sentido new-dealismo compulsivos, estimulados pelas ilusões da superpotência, enriquecidos por um anticomunismo absolutista e premidos pelas exigências da nova classe guerreira, na pretensão do universalismo americano, numa fase messiânica. Dizia o Presidente Johnson: “A história e as nossas próprias realizações lançaram sobre nós a principal responsabilidade da protecção e liberdade sobre a terra… Nenhum outro povo teve em qualquer tempo tão magnífica oportunidade de trabalhar e arriscar-se pela liberdade de toda a humanidade.” Estas frases perderam o sentido dos meios e dos fins ao massacrar um povo, usando meios de destruição desproporcionais (mais de 3 milhões de bombas lançadas provocaram a ruína de todo o território vietnamita).

A hipocrisia dos decisores militares que destruíram mais um país e abandonaram o seu povo à mingua da desgraça dos efeitos do veneno lançado sobre os campos agrícolas e para desflorestação excessiva, não é mais do que as exemplares intervenções belicistas na América Latina e outras partes do globo onde o poder americano vai pisando com as botas da desgraça.
Para esta visão imperialista não há lugar à neutralidade! Para manipular os que tentem ser neutros, são preparadas e bem difundidas mentiras, pervertendo a moral e os valores tradicionais de um povo nação, iludindo a verdade “com mentiras ditas por boas causas. Esmagamos um povo vietnamita iludido e confiante, mas não se preocupem, tudo está bem!”… dito pelo Secretário de Estado dos Estados Unidos Rusk.
Então, após o colapso no Vietnam, o imperialismo começou a temer a ascensão do nacionalismo na afirmação da identidade nacional dos países do Terceiro Mundo. Vem do tempo da segunda guerra mundial esta ideia do nacionalismo defendido por Churchill, ao ver toda a Europa despedaçada e em ruínas, economicamente falida, politicamente desmoralizada e indefesa militarmente… completamente dependente dos Estados Unidos da América. Ora, foi a suprema oportunidade da América se impor com o Plano Marshall, lançando o processo de recuperação e reconstrução económica e social com protecção militar efectiva e imposição de novas regras!

Mas, há sempre alguém que não aceita o jugo… o General de Gaulle considerou a ingerência americana exagerada e extravagante e defendeu o orgulho europeu nas tradições e capacidades de realização, com vontade de defender e reafirmar a independência europeia. Mas muitos apaniguados rendidos aos americanos rejeitaram o nacionalismo de De Gaulle e criaram muitos obstáculos às tentativas de restaurar a França.
Com o renascer do nacionalismo por todo o mundo, os blocos imperialistas tiveram que se esforçar por controlar nações numa visão geoestratégica ao sabor de cada bloco, destacando-se os países do Terceiro Mundo. Naturalmente, cada nação pretende viver segundo a sua própria identidade; mas, sendo países subdesenvolvidos, sentem a falta de técnicas eficientes de modernização e vivem entre o insucesso das suas políticas e a aceitação dos apoios dos países desenvolvidos que os deixam reféns de princípios e políticas nefastas para o seu povo.
Com a perda de poder das duas principais superpotências mundiais, temos a China em ascensão progressiva e firme, numa determinação de desenvolvimento participativo, negociando e construindo grandes projectos de infra-estruturas, encorajando e ajudando financeiramente os países mais atrasados, num novo espírito de desenvolvimento sustentado e planeado para melhoria de vida das pessoas. Se assim continuar, mesmo em confronto com os blocos antigos, protagonista dum novo bloco “os BRICS”, talvez consiga convencer e vencer a letargia das nações em definhamento e trazer esperança de mais prosperidade para os seus povos.

Depois das guerras da devassa de governos legítimos, como nos Balcãs (desmantelamento da Jugoslávia), como no Iraque, Egipto, Líbia, Síria, Tunísia, onde ficaram os povos desamparados, no meio de escombros e ruínas, temos as guerras de fricção programadas para imposição de doutrinas castradoras dos direitos humanos. Na Ucrânia joga-se o futuro da Europa e arruína-se a riqueza duma nação histórica. No médio oriente, está à solta a fúria odiosa duma casta de poderosos financiadores de guerras, onde os massacres e genocídios de populações inocentes acontecem sem dó nem piedade, perante os olhares de palestrantes cobardes e hipócritas, tendencialmente mais sanguinários do que aqueles que acusam de terroristas.
O perigo deste alastrar de guerras no Médio Oriente, onde o governo israelita se comporta como os mais tenebrosos terroristas e sanguinários, vemos dezenas de milhares de crianças a ser derretidas pelas bombas lançadas a granel, sem que o mundo dito “dos direitos humanos e da liberdade e democracia” se imponha para acabar com o genocídio de povos que vivem à mingua de ajudas externas, porque não lhes dão paz para recomporem a sua terra e viverem sossegados. O Presidente Biden, com seu sorriso hipócrita, confirma todo o apoio a Israel, o tigre que vai desafiando o Irão, coberto por duas esquadras de porta-aviões americanas… cujos objectivos são bem mais perigos do que parecem!
Perdida a martirizada Ucrânia, na sua condição de trampolim para depauperar a economia, destruir as fontes de energia russas e desferir o golpe mortal no Império soviético, os Estados Unidos da América e seus vassalos europeus ficariam com campo livre para desmantelarem o que restava da União Soviética e apoiar os estados-satélites até à sua castração ideológica e tradicional, impondo novos regimes deformadores da história e tradições e contra a vontade das populações ancestrais.

O mais evidente perigo, é vermos esses mesmos lunáticos apoiantes da guerra na Ucrânia preparam um novo cenário que possa levar à derrota da Federação Russa, como se isso fosse possível!
Tudo se conjuga para que Israel entre em guerra aberta com o Irão, tendo por detrás o as Forças Armadas americanas e os aliados da NATO. Sendo a Rússia um importante aliado do Irão, poderá avançar em seu auxílio militar… como pretendem os americanos. Logo, teremos em confronto aberto a NATO comandada pelos americanos, para tentarem derrotar os russos. Mas, há demasiado armamento atómico que, sendo usado, o mundo pode acabar numa catastrófica fornalha de cadáveres, por causa dos demónios fazedores de guerras, gananciosos vendedores de sofisticadas armas aos genocidas por eles alimentados.

Os povos do mundo conturbado estão fartos de guerras, porque as guerras não servem os interesses das populações; as guerras servem para roubar e matar inocentes… só trazem desgraça e destruição, causam muito derramamento de sangue inutilmente, deixam um rasto de desolação nas terras contaminadas pelos detritos e venenos das bombas.
Neste final de ano de 2024, temos esperança de que venham melhores ventos que iluminem os beligerantes com a lucidez para que ponham fim ao ambiente belicista; outros interesses comerciais e mais vantajosos para os americanos vão prevalecer e as guerras serão suspensas, enquanto arrecadam os milhões com a desgraça das nações palcos do genocídio a qualquer custo. Muitas voltas dará o sol até que uma nova ordem entre em crescimento na crença que o mundo vai melhorar com sentido mais humanista e a justiça prevalecerá.
Vila Nova de Gaia, 5 de Outubro de 2024
NOTA FINAL - Muito bem diz o Amigo Carmo Vicente:
Muitos de nós andámos a dizer isto desde o primeiro dia desta guerra. São os dirigentes covardes e inaptos que têm a responsabilidade por todo este desastre, uns por ânsia de poder, outros por ódio (também por procuração) à Rússia. E não irão pagar pelos seus erros. Continuarão no poder indiferentes ao tapete de cadáveres que estenderam da Ucrânia ao Médio Oriente. Guerreiros de sofá dispostos a derramar sangue alheio sem que tal lhes perturbe o sono. Miseráveis é um nome suave que me ocorre chamar-lhes. E pertencem à raça humana (?)...

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