A Europa sufoca a Liberdade com mentiras
Durante décadas a elite europeia sentiu-se confortável com a "protecção" americana. O largo e decisivo chapéu nuclear, as imponentes bases militares, a arrogante NATO avançando para Leste à procura do comunismo perdido, os fundos inesgotáveis que compravam as vozes convenientes e calavam as outras. Afundados na sua comodidade burguesa, desprezaram os seus povos esquecendo o que tinha feito a grandeza da Europa no pós II guerra mundial.
O último lutador pela independência e unidade esclarecida da Europa, Charles de Gaulle, desapareceu e com ele levou os seus sonhos. Os valores europeus afundaram-se perante a subserviência aos interesses americanos. Adeus democracia, adeus ordem internacional e as suas leis, adeus legitimidade das instituições internacionais. Tudo o que os americanos atropelavam os europeus calcavam de seguida.
O embuste da guerra do Iraque, a mentira das armas de destruição massiva, a subjugação da Sérvia e destruição da Jugoslávia próspera, a destruição da Líbia, o apaparicar dos grupos terroristas "do bem", a indiferença perante o sofrimento atroz do povo palestiniano.

Em boa verdade, em boa verdade histórica, nós europeus vendemos a alma ao diabo. Por último e para cúmulo da subserviência decidimos acompanhar e participar no sonho da administração Biden/Harris, tão bem expresso pelo general Austin, "vamos infligir uma derrota estratégica à Rússia" tornando-a irrelevante e eventualmente dividindo-a a nosso bel prazer, como afirmou Kaja Kallas. Kallas imagem perfeita do escravo encantado com o poder do senhor.

Porém, os interesses americanos mudaram e os lacaios entraram em desvario. Os USA querem agora afastar a Rússia da China para cujos braços a leviandade estratégica da UE a lançou. Ninguém sabe qual o resultado de tão dramática inversão, mas uma coisa é certa, a Europa está perante a sua própria miséria moral. Ou se redime ou morre.
Rodrigo Souza e Castro – 20-02-2025

OPINIÕES COM SENTIDO
Carlos Matos Gomes – 21-02-2025
O dilema europeu: o escravo alforriado, entre a escravidão e a liberdade
Escravidão, vassalagem e opressão em contra ponto com a coragem, resistência autonomia, são as marcas dominantes da História. A luta pela liberdade e a igualdade contra o domínio aceite ou forçado determina o papel dos povos ao longo dos tempos.
Existem dois tipos de atitudes perante a opressão, a dos que a aceitam a obediência voluntária e a dos que não sabem o que fazer com a sua autonomia e livre arbítrio. Este dilema foi particularmente visível com o final da escravatura nos Estados Unidos e nas colónias francesas. Com o fim da escravatura, os escravos viveram o paradoxo de serem livres e não terem senhor ou dono que lhes garantissem a segurança e a sobrevivência.
A Europa está a viver o paradoxo do escravo alforriado. Os Estados Unidos dispensaram-na, a Europa deixou de ser necessária para a sua estratégia e passou a ser um empecilho.
A Europa, tal como os escravos alforriados, mantem-se na fazenda dos patrões, oferece-se para ser trabalhador sem salário, ou com um contrato de prestação de serviços, disposta a tudo, sem armas, sem aliados, para já à mercê da venda dos seus melhores ativos à China. Quanto à relação com os EUA, o que tem a União a oferecer e que justifica a ida de Macron a Washington? Os Estados Unidos de Trump estão a impor um negócio leonino à Ucrânia de Zelenski: o pagamento da guerra que desencadearam com as matérias primas ucranianas. A Europa, agora alforriada, isto é dispensada pelos senhores, vai oferecer-se para fazer o papel de guardas e gendarmes para assegurar que o negócio entre os EUA e a Ucrânia seja feito em segurança.

Politicamente Incorrecto
Numa sala que parece saída de um casamento entre a monarquia absolutista e a cafonice moderna, reuniu-se a mais gloriosa inutilidade da política europeia. A fina nata da burocracia, os campeões do nada, os medalhados olímpicos da indecisão. Ali a decidir o futuro do velho continente, ou pelo menos fingir que sim, enquanto bebem o cafézinho e esperam, uns pelo conhaque, outros pelo bagaço.

Ao centro da geringonça europeia, temos o nosso Costa, um homem que sobreviveu anos a governar Portugal sem nunca decidir nada. E agora? Agora está ali, com a sua clássica pose de vendedor de seguros, pronto para explicar a líderes de países gigantes como se faz política à base de promessas vagas, tachos bem distribuídos e o sorriso de quem sabe que, no fim, ninguém vai ser responsabilizado por nada.
Eis a geringonça europeia: monumento supremo à inutilidade
Mário Rui Fernandes Alves - Qual deles o mais hipócrita e mais mentiroso. Escolhidos a dedo porque nunca foram eleitos.
Carlos Matos Gomes - A descrição de Donald Trump dos acontecimentos que detonaram a invasão da Ucrânia pela Ucrània - uma provocação para justificar uma reação, como o presidente dos EUA o faz com a frieza de um punhal desmonta a narrativa que se tornou obrigatória na comunicação social europeia e em Portugal. Essa narrativa foi paga diretamente por organizações (agências americanas, NATO, U E) ou através de organizações ucranianas. Os vários meios de manipulação de massas receberam as retribuições adequadas e contrataram os painéis de publicista adequados aos quais, dentro da regra de ouro publicada pelo poeta António Aleixo, de que a mentira para ter profundidade tem de ter alguma verdade, juntaram um pequeno núcleo de analistas competentes. Agora veremos as cambalhotas que as estações vão dar e quem vão despedir entre as tropas de especialistas de defesa e segurança de que se desconhece a origem e a sabedoria.
Luis Galhardo - Os políticos EU que serviram de testemunhas-palhaço para assinarem os falsos acordos de Minsk, sabendo que eram apenas para dar tempo à Ucrânia para ser armada e postar um exército junto às fronteiras russas, são os mesmos que sofreram um ataque de amnésia… pois, continuam na trapaça e só se lembram que a Rússia se antecipou e avançou com a Operação especial. A Ucrânia foi sendo armada desde o apoio dos USA à revolução Maidan de 2014 e aceitou fazer a guerra dos USA+NATO contra a Rússia – o cúmulo da hipocrisia.

Rogerio Bombardeiro - Dizer que a guerra na Ucrânia começou com a invasão de 2022 é tão inteligente como dizer que os hambúrgueres vêm do frigorífico. E é tão isento como dizer que o Zelensky é um patriota que está preocupado com a Ucrânia, quando não se quer submeter a eleições em período de guerra… e Putin que se submeteu a eleições, nas mesmas condições de guerra, ganhou por larga maioria, é um ditador...
Tiago Mouta - Os mesmos estados unidos que, com o auxílio da UE instrumentalizaram Zelensky contra a Rússia, hoje, deixam-no cair com estrondo e queimam o Judas em praça pública.

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