domingo, 13 de julho de 2025

Ilusões e Percepções Ocidentais

Não passarão!

    Faz hoje 85 anos que teve início a segunda guerra mundial, onde a URSS saiu vitoriosa com o seu exército vermelho, embora com 27 milhões de mortes. A firmeza das tropas do exército vermelho, terá obrigado a muitos dirigentes políticos da Europa a ajustar o seu azimute, abandonando o apoio camuflado, até então, a Hitler.

Kursk, na altura, foi a grande batalha vitoriosa contra o nazismo alemão, coadjuvado com grande empenho, pelos nazis da Ucrânia.

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    Zelenski terá sido "assediado" para tentar agora uma vitória sobre a Rússia em Kursk? Muito provavelmente, Boris Jonshson, o cego desvairado da coroa real inglesa, terá insistido com Zelenski da garantia da vitória sobre a Rússia. Veremos nas próximas semanas, qual e quanto será a fatura que a Ucrânia de Zelenski irá pagar por tal atrevimento.

    O fim da URSS, é sem dúvida um alerta muito importante, para perceber que esta união europeia, não tem vida longa nem próspera, por estar assente em pés de barro ou de alicerces putrificados.

    Uma União Europeia, assente na vassalagem de criadores desaparecidos e ultrapassados: o francês Miterrand, o sueco Olof Palme, Margaret Tacher de Inglaterra e Mário Soares entre os gravitacionais da Alemanha, Itália que não perceberam o que se estava a passar com o desmoronamento, acompanhado e saqueado pelos EUA, do fim da URSS.

    Os próprios EUA não quiseram ver o que estava mesmo à frente dos seus olhos, como muito bem lhes disse Putin, no discurso de Munique em 2007. O Ocidente sentou-se à sombra, do que afinal só tinha começado, e riram-se em Munique na cara de Putin. E Putin, calma e serenamente, deixou o aviso, e foi à sua vida com Lavrov e as suas doutrinas.

    Nunca perceberam, creio que até hoje, que o discurso de Putin vinha de profundas reflexões e estudos do final da década de setenta e início da década de oitenta, que, a intervenção de ajuda da URSS, ainda com Brejniev, ao Afeganistão veio clarificar e doutrinar políticas da Rússia de hoje, após a saída abrupta e de triste memória de Ieltsin, e a tomada do leme por Putin.

    O Ocidente, capitaneado pelos EUA com um velho sanguinário, louco e senil, confia cegamente num império que já não assusta, como assustou até ao final da primeira década deste milénio. Basta ver, apesar de tudo, que a questão da Palestina está longe de ser resolvida. Olhando para a América do Sul, deitando um olho ao que se passa na Venezuela onde Biden já meteu o rabo entre as pernas e agora se virou para as Honduras.

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    “Esta Europa comprometida no desmantelamento da Jugoslávia (em mini países pobres e destruídos pelas lutas entre etnias e doutrinas antagónicas, atiçadas por sabotadores pagos pelo Ocidente), através das forças militares da NATO e a mando dos Estados Undos da América, está em efervescência. Mas, ignorando os acordos de Minsk com a Rússia, entrou no ensaio mais abrangente com vista ao desmantelamento da Rússia e seus parceiros da antiga União Soviética, usando a Ucrânia como ponta de lança, num plano estrategicamente preparado para o Ocidente entrar na região e sacar as riquezas minerais, o gás e petróleo existentes para lá dos Urais.”   

    O primeiro sinal da queda do império foi dado com a saída de Biden da corrida à continuação do lugar que ocupa. Certo, teremos um império em decadência, que com seus cães amestrados do lado de cá do Atlântico, se convence capaz de derrotar uma Rússia modernizada militarmente, e, com um sentido patriótico não inferior ao exército vermelho, capaz de ir até às últimas consequências, guerra nuclear se necessário, porque sabe do saque e vassalagem a que seriam sujeitos, quando afinal só exigem uma Ucrânia desnazificada e sem adesão à NATO.

Coisa tão simples, que os EUA se convencem que derrotarão a Rússia, e se imporão ao mundo por séculos.

Não passarão!

01-09-2024   -  Filipe Rua

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 Temas Liberais em Análise

1 - Muito bom desempenho de PNS, malgré tout, frente a um Rui Rocha cheio de anos 90, com o tal afã de tudo privatizar e um ódio já anacrónico ao Estado. O espectro de Milei já paira como uma doença infecciosa sobre os nostálgicos das solturas que trouxeram a Europa, os EUA e o mundo ao quase colapso da anarquia liberal. Em suma, ninguém quer viver num condomínio com piscina, segurança e cercas eléctricas, quando tem ao lado uma favela a perder de vista habitada por sub-cidadãos sem hospital, sem escola e sem emprego estável.

Miguel Castelo Branco 

2  - Elvira Fernandes – essa do Rui Rocha, na doutrina da Iniciativa Liberal, denota uma formação nostálgica destinada àqueles que não querem pagar impostos ou para jovens que nunca trabalharam e sonham em ser ricos.

  

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3 - Análise de Carlos Branco 

É muito preocupante a trivialização da anormalidade. Eu não tinha idade para participar nas ações que conduziram ao “dia inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio”, como cantou a poetisa, mas não hesito em afirmar que se a tivesse lá teria estado. Por isso, não posso permitir que ideias retrógradas e fascizantes desta índole, que devem ser condenadas, possam prevalecer na nossa sociedade. A Inquisição ainda está presente entre nós, com muitos candidatos a juízes do Santo Ofício. Algo errado aconteceu.

(Carlos Branco)

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