quinta-feira, 23 de outubro de 2025

A Europa está Hospitalizada

O REI VAI NU e a EUROPA não viu...

   D. Vance foi a Munique afirmar o princípio da força como fundamento do poder, o princípio da unidade do poder e negar as bem-intencionadas teses da divisão tripartida dos poderes, executivo, legislativo e judicial de Montesquieu. O vice presidente dos EUA foi a Munique expor a realidade em que assenta o poder nos Estados Unidos: a lei dos xerifes do Oeste: a lei sou eu e o meu revólver. Os poderes tradicionais e os não tradicionais devem estar submetidos ao detentor do poder executivo. J. D. Vance explicou que o êxito dos Estados Unidos e a vitória de Trump resultam do facto de o poder ser exercido por uma conjugação de tirania e oligarquia, na classificação de modos de governo estabelecido por Platão em "República".

   Perante uma assembleia de funcionários políticos europeus (raros políticos eleitos), o vice-presidente dos EUA afirmou que o governo de Trump respeita a hierarquia de Platão, de que a oligarquia é preferível à democracia, que durante milénios foi eficaz para os poderosos exercerem o seu poder e gozarem os seus privilégios, que a oligarquia constitui o único sistema de governo que o que atualmente (desde o final da Segunda Guerra Mundial) é designado por “democracia” são versões de oligarquias adaptadas aos meios para as legitimar.

Matos Gomes....cowbois err.jpg

 

OXIGÉNIO PRECISA-SE PARA UMA UE DOENTE

   Na ala de urgências da Europa, há um paciente em estado crítico: a Alemanha. Chegou pálida, com a pressão económica em queda e a temperatura industrial abaixo dos 36 graus. A enfermeira-chefe, Ursula von der Leyen, tenta aplicar uma injeção de fundos e sanções, mas o doente não reage.

   No monitor, os números tremem: produção industrial, exportações, confiança empresarial - tudo em linha descendente. Do outro lado da cama, um médico francês observa, de estetoscópio pendurado, mas ele próprio cambaleia com tonturas fiscais e febre social. É o Dr. Macron, especialista em diagnósticos grandiloquentes e em reformas que causam mais convulsões do que curas.

   Na sala de espera, os restantes membros da União observam a cena com aquela expressão de quem já sabe que o seguro de saúde não cobre tudo. A Itália pede calma, a Espanha finge estar melhor, a Hungria fuma no corredor e a Polónia ameaça mudar de hospital. No fundo, ninguém tem oxigénio suficiente para si, quanto mais para o outro.

alianz.jpg

   O caso da Alemanha é paradigmático: Décadas a viver do músculo industrial e da energia barata russa, e agora descobre-se dependente de baterias chinesas e burocracias de Bruxelas. A máquina produtiva está presa a tubos verdes - impostos climáticos, metas ambientais, e regulamentos que exigem painéis solares até nos telhados das fábricas falidas. O diagnóstico é unânime: anemia energética crónica.

   Mas o tratamento é controverso. Uns dizem que precisa de transfusões de gás russo; outros, de terapias verdes mais intensivas.

   Enquanto isso, a economia perde sangue e o paciente murmura baixinho: “Vielleicht war es besser mit Nord Stream...”. A França, no leito ao lado, não está muito melhor. O pulso político é irregular, entre protestos e dissoluções parlamentares. O coração europeu da igualdade e da fraternidade bate em arritmia, e cada nova tentativa de Macron de reformar o sistema provoca uma nova inflamação nas ruas.

   Ambos, França e Alemanha, os outrora “motores da Europa”, agora lembram dois carros híbridos avariados à beira da autoestrada, à espera de um reboque que nunca chega.

gasoduto-gas-Russia-Europa.jpg

   Entretanto, Bruxelas organiza reuniões de emergência - verdadeiros simpósios de cardiologia orçamental. Os ministros das Finanças debatem pacotes de estímulo, fundos de resiliência, planos de transição, e tudo termina em comunicados otimistas redigidos em linguagem que nem os tradutores acreditam. É o natal longínquo da esperança europeia, com presentes embrulhados em PowerPoints e promessas de “coordenação fiscal” que nunca se concretizam.

   E enquanto o soro financeiro pinga lentamente, o mundo gira lá fora. Os Estados Unidos cobram tarifas e vendem gás caro, a China disputa o mercado elétrico, e a Rússia observa tudo com o ar paciente de quem sabe que, mais cedo ou mais tarde, o hospital fechará por falta de fundos.

Se houvesse justiça poética, alguém abriria a janela e deixaria entrar um pouco de ar fresco - oxigénio, enfim. Mas em Bruxelas, o protocolo exige máscara de formalidade e luvas de tecnocracia.

   A Europa asfixia lentamente, presa entre dogmas e dívidas. E a única máquina que ainda funciona é a de ventilação política, que repete sem parar: "A recuperação está a caminho... a recuperação está a caminho..."

22-10-2025  João Gomes

gas-russo-para-europa-750x450.jpg

E TUDO a União Europeia ACEITOU

   Há quem diga que a Europa é um velho continente cansado. Eu diria antes que é um continente crédulo - e de uma flexibilidade moral invejável. Depois de anos a marchar ao som da banda da NATO, entre discursos inflamados e bandeiras azuis estreladas, eis que, subitamente, a proposta de paz vem de Trump — sim, o mesmo que Bruxelas tratou como bufão populista, ameaça à democracia e, em certos jantares de comissários, quase como um bárbaro à porta do império.

   Mas agora, com Kiev e os seus aliados a aceitar que a linha atual da frente seja o ponto de partida das negociações, a retórica heroica da União Europeia soçobrou como um balão furado. Afinal, não era a Ucrânia “a muralha da Europa”? Não estava Putin prestes a marchar sobre Varsóvia, Paris e quem sabe até Bruxelas (onde, ironicamente, já reina a confusão há muito tempo)?

   Durante dois anos, a Comissão Europeia transformou a guerra num drama moral e identitário, onde quem pedisse diálogo era cúmplice do Kremlin, e quem falasse de paz era acusado de ingenuidade geopolítica. Agora, confrontada com a realidade militar - e com Trump, o novo maestro em Washington, a Europa engole em seco, muda o discurso e... aceita.

..acordo ue usa.jpg

   Aceita que a Ucrânia não vai reconquistar Donetsk. Aceita que a NATO não manda mais na agenda global. Aceita que os seus planos de “autonomia estratégica até 2030” soam a promessa de ginásio: boa intenção, zero execução.

   E tudo, claro, com ar sério e institucional, como se fosse exatamente isto que tinham planeado desde o início. A arte europeia da incoerência diplomática está viva e recomenda-se.

   Entretanto, a retórica do “inimigo às portas” serviu bem: justificou aumentos orçamentais para a defesa, contratos milionários com as indústrias de armamento e o adiamento conveniente de debates sobre pobreza, energia e desigualdade. Agora que a paz volta à mesa - não pela mão da Europa, mas de Trump, em Bruxelas instala-se o silêncio constrangido de quem percebeu tarde demais que andou a fazer política externa com hashtags.

   No fundo, a história é simples: a UE não conduz, segue. Segue Washington quando é democrata, segue Trump quando regressa.

europas.jpg

   Segue a Ucrânia enquanto convém, e deixa-a seguir sozinha quando a realidade militar aperta. E quando tudo muda, a Europa faz o que melhor sabe fazer: aceita. Aceita com gravidade, com comunicados oficiais, com um ar de quem sempre teve razão. Aceita, porque recusar exigiria pensar por conta própria - e isso, convenhamos, não cabe nos tratados.

   E ninguém se demite? Não: as mordomias salariais são muito boas e tapam todas as vergonhas...

Por: João Gomes

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Os Desafios à Humanidade

Como os poderosos nos tramam

   Há uma elite mundial, o grande clube, que usa todas as formas de mentiras e manipulação para tramarem os cidadãos comuns, tendo como finalidade a exploração e escravidão.

   São eles que provocam as crises, de onde saem mais ricos e os trabalhadores mais pobres. Porque contratam os mais dotados especialistas financeiros, psicólogos e técnicos, bem pagos, para lhes dizerem como organizar conflitos e arruinar as pequenas empresas até ao colapso. Estão bem preparados para ganhar com a falência dos pequenos.

   Como diz Maquiavel, tudo o que eles querem é paz e segurança e um povo manso sem pensar e sem reflexão. Planeiam tudo e estão cientes dos resultados: criam um mundo ilusório, propagam distrações fascinantes, criam problemas na assistência social e na educação, espalham as drogas e implantam lixo nas caixas cerebrais. Depois, apresentam-se como salvadores, fingindo governar ou proteger os interesses dos povos.

   Todos os sistemas financeiros, comerciais e sociais são controlados por entidades ocultas, trabalhando silenciosamente em cooperação, com tal poder que amedrontam os magistrados e membros das instituições ditas de fiscalização; e, assim toda a corrupção prospera, enquanto o povo empobrece e perde a lucidez.

   Portanto, aconselho as pessoas sérias a ler boas obras de autores credíveis, que ensinem a relacionar o que nos preocupa na sociedade e as razões da nossa pequenez. Se entendermos o mundo que testemunhamos e relacionarmos tudo com lucidez deixamos de ter medo de protestar e reclamar os nossos legítimos direitos. Quando dissiparmos esses medos de agir com razão, viveremos bem melhor; porque, viver com medo não é viver.

Joaquim Coelho - 21/07/2020

..........desiguald56.jpg

O bárbaro mundo contemporâneo

Por: MANUEL AUGUSTO ARAÚJO

   Estamos submergidos no imenso roído das tramas insidiosas dos poderosos que controlam a humanidade, numa espécie de mutismo solitário dentro das redes sociais.  Assim consumimos informação mentirosa e alienante, sem percebermos porque os estados-nação se demitem das definições de políticas de interesse público que, progressivamente as vão transferindo para o sector privado, que tem por máxima a lógica inexorável do mercado, em que a única hierarquia é o que é vendável com impacto máximo e obsolescência quase imediata. São os tempos em que a globalização nos domina e deprime.

«Enquanto, numa extensão sem precedentes, cada vez mais habitantes do planeta perdem a esperança e são atirados para a exclusão, a riqueza global vai-se concentrando num número cada vez menor de mãos. Nada é mais desigual que a igualdade entre desiguais nem há democracia possível com tamanha desigualdade»

   Em nome da racionalização e da modernização da produção, está-se a regressar ao barbarismo dos primórdios da revolução industrial. O objectivo é a conquista do mundo pelo mercado dos poderosos gananciosos, onde as armas são financeiras e o objectivo da guerra é governar o mundo a partir de centros de poder abstractos. Megas pólos do mercado que não estarão sujeitos a controlo algum, excepto a lógica do investimento. Assim usam comunicação para preparar e justificar as acções políticas e militares imperialistas através dos meios tradicionais, rádio, televisão, jornais e redes informáticas, como é igualmente importante a construção de um imaginário global com os meios da cultura mediática de massas, usadas para legitimar empresas e marcas do capitalismo, onde o conservadorismo moral procura impor os seus códigos. É a universalização da cultura anglo-saxónica com os EUA no comando, que a usam como instrumento de subjugação, com o objectivo extremo de dispensar a necessidade de exércitos de ocupação. Vive-se num «casino cósmico», como o definiu concisamente Georges Steiner.

..saude-mental.jpg

   A cultura e arte tornaram-se elementos de normalização e controlo social e de legitimação da exploração pelas empresas capitalistas, até a cultura se transformar num turbilhão de resíduos que invade o quotidiano. Um labirinto construído muro a muro em que se procura aprisionar definitivamente a humanidade, com a consequência política de desembocarem numa amálgama de conformismo e acomodamento com o estado de sítio da sociedade actual. Os labirintos são espaços em que nos perdemos, mas onde também nos defendemos, como nos mostra Stanley Kubrick no filme Shining. O minotauro da ideologia burguesa do neoliberalismo também o sabe, pelo que a porta de saída do seu labirinto abre para o campo de concentração do mundo digital onde distribuem em doses industriais o novo ópio da humanidade. Em que as redes sociais são o seu princípio mais activo, onde a alienação se espalha como um cancro por todas as actividades humanas até ao extremo limite da alienação de si próprio que voluntariamente se assume no consumo digital, em que, nas redes sociais, a vida de cada um se expõe como um reality show aberto aos continentes sem limites de seguidores e amigos virtuais – a alienação dos amigos reais – que se colhem como papoilas e de quem se esperam aprovações ou desaprovações em emojis e comentários. É o grau zero do social em que tudo acaba por ser idêntico sem experiência alguma, sem conhecimento algum.    Uma degradação do star-system com que o cinema fabricou produtos para serem consumidos, em que coexistiam estandardização e singularidade, para produzir fascínio, desejo, emoção, prazer, numa  oferta consumidora em que trabalham as indústrias culturais e criativas, vendendo um entretenimento pronto a usar e a esquecer nos jogos de sedução filtrados pelas estratégias do marketing que sobrevaloriza a distracção para destruir as políticas culturais de democratização da cultura, substituindo-as por uma cultura do divertimento submetida ao capitalismo artístico de uma hipercultura comunicacional e comercial em que tudo se degrada.

   O vertiginoso processo do metabolismo político e sócio-cultural é um processo de submissão que refinadamente inculca a insustentável leveza de uma falsa sensação de liberdade, de facto controlada pelo olhar panóptico do algoritmo, que tem a férrea lógica política social e ética do pensamento dominante que é imposto pelos novos senhores feudais do universo digital, que ameaçam tanto o trabalho físico como o espírito humano para que a perda de esperança colectiva seja uma realidade. Para os mais lúcidos de bom senso é imperativo denunciar e desocultar o objectivo último das políticas neoliberais: fazer coincidir a dominação com essa ilusão de liberdade. Um complexo e sofisticado mecanismo que faz com que os envolvidos, por via de regra, pareçam não entender exactamente no que estão envolvidos enquanto protagonistas e que Mészàros considera ter atingido um ponto praticamente incontrolável, e nem Orwell, com toda a sua lucidez, sequer conseguiu antever.

   O trabalho, no neoliberalismo, aprofunda a escravizante subordinação dos indivíduos à divisão do trabalho e da divisão entre trabalho intelectual e manual, em que a alienação e desrealização dos trabalhadores atingem o seu alfa e o seu ómega na lógica ultra-perversa da uberização (desvalorização do trabalhador) em que o trabalhador se torna um explorador de si-próprio.

(Artigo de opinião Resumido)

liberdade333.jpg

 

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Esperança na Cura do Câncer

Vacinas contra o Cancro

NOTA PESSOAL:

   Porque sei quanto importante é manter uma imunidade elevada para combater as células cancerígenas, fiquei mais atento e solidário depois de ter sido atacado por dois tumores cancerosos. Sei quanto sofri e quantos dias e meses de ansiedade passei - dois anos sujeito a cirurgias e tratamentos dolorosos na incerteza de sobreviver - lutei com vontade e todas as capacidades e venci! Aproveitei a esperiência e fui "Voluntário" no IPO e Hospital de S. João do Porto, ajudando a minimizar o sofrimento de outros pacientes durante oito anos. Tenho documentos sugestivos e elaborados com a experiência, os quais posso enviar a quem o deseje, desde que os solicitem no e-mail:  jotasousa39@gmail.com

3.0.Coelho-Volutario2.jpg

1 - PREVENÇÃO contra células cancerígenas:

Um Estudo da Universidade de Harvard, com mais de 15 anos, recomenda a melhor prevenção contra o desenvolvimento de células cancerígenas é alcalinizar o corpo, com um PH entre 8 e 9,5.

O Sódio é uma forma de o fazer mais rapidamente.

vacina cancr.jpg

2 – Laboratórios científicos russos anunciaram o desenvolvimento de vacinas contra o câncer, com previsão de distribuição gratuita a partir de 2025, para todos os pacientes.

Enteromix é o imunizanteUma vacina que utiliza uma combinação de quatro vírus não-patogênicos. 

Objetivo: A vacina é vista como uma esperança no tratamento do câncer, mas é importante ressaltar que ela não é uma cura, e sim um meio de preparar o sistema imunológico do paciente para combater o tumor existente.

Função: São um conjunto de vírus capazes de destruir células malignas e, ao mesmo tempo, ativar a resposta imunológica do paciente contra o tumor. 

vacina canc.jpg

Como funciona a vacina de mRNA contra cancro:

Análise genética: É feita uma análise genética do tumor de cada paciente. 

Produção personalizada: Com base nesses dados, é criada uma vacina única para o paciente, utilizando a tecnologia mRNA. 

Ativação do sistema imunológico: A vacina instrui o sistema imunológico do paciente a reconhecer e atacar as células tumorais, que contêm proteínas específicas do câncer. 

Previsão de distribuição: Rússia prevê iniciar a distribuição gratuita da vacina personalizada em 2025, com base em resultados de testes pré-clínicos que teriam sido positivos. 

vacina russae.jpg

Falta de dados transparentes:

Cientistas e veículos de comunicação Ocidentais alertam para a falta de dados publicados sobre a eficácia e segurança dessas vacinas, o que gera ceticismo e pede mais transparência no processo. 

3 - Outras vacinas em desenvolvimento:

  1. a) - Universidade de Harvard:

Também houve pesquisas de Harvard sobre uma vacina contra o câncer que mostrou resultados promissores em animais, usando um método que estimula o sistema imunológico a combater células tumorais. Em alguns estudos, essa vacina foi capaz de prevenir a metástase e a recorrência do tumor, inclusive em tipos de câncer mais agressivos, mas ainda são necessários mais estudos em humanos para avaliar seu potencial e segurança.

Necessidade de estudos em humanos: Embora os resultados em animais sejam promissores, a vacina ainda não chegou à fase de testes em humanos, e estudos clínicos são necessários para validar sua segurança e eficácia na população humana.

Mas ainda nada foi aprovado pelos serviços de controlo “controlados” pelas grandes farmacêuticas!!!

vacina-cancer-blogmarcosmontinely-vacina.jpg

  1. b) - Cientistas italianos Criaram uma vacina para combater células cancerígenas.

vacina italia.jpg

                       QUANDO A CIÊNCIA TROPEÇA NOS COFRES DO LUCRO:

   Imagine a cena: cientistas russos, de bata branca e olhares determinados, desenvolvendo uma vacina capaz de ensinar o corpo humano a combater o câncer. Um feito digno de aplausos, de notícias e de corações esperançados. Mas, como em toda boa tragédia moderna, há um obstáculo que nenhum tumor representa: o sagrado altar do lucro farmacêutico ocidental.

   Porque aqui está o detalhe delicioso da história: você cria uma tecnologia que pode salvar vidas e, de repente, descobre que a parte mais complicada não é sequenciar o mRNA, nem identificar os neoantígenos, mas navegar pela burocracia dourada das grandes multinacionais que preferem manter o câncer como cliente recorrente. Sim, a mesma indústria que promete saúde global parece ter uma cláusula secreta: “não deixe que ninguém invente algo que possa realmente competir connosco”.

   E assim, a vacina russa, essa heroína silenciosa, esbarra em muros invisíveis. Regulamentos aparentemente científicos, exigências de aprovação dignas de filmes de espionagem, atrasos estratégicos e revisões intermináveis - tudo isso com a cortesia de quem sorri educadamente enquanto calcula quantos milhares de milhões de dólares poderiam perder se essa pequena maravilha médica chegasse ao mercado global.

   É irónico, quase poético: a inovação que deveria ser universal é, de repente, uma suspeita. A ciência russa, que ousa tratar o câncer de forma mais inteligente e menos lucrativa, é transformada num problema de segurança do mercado ocidental. Enquanto isso, nos salões climatizados das multinacionais, executivos erguem as sobrancelhas, sorriem para gráficos de lucro e pensam: “Sim, a cura é ótima, desde que não nos custe nada.”

   No fim, a vacina não é apenas um avanço médico; é um teste de moralidade global. Será que a humanidade conseguirá deixar de lado interesses privados, sanções políticas e lucros astronómicos para abraçar algo que realmente salva vidas? Ou será que o câncer, ironicamente, continuará a ser o cliente mais fiel do mercado?

   E, enquanto a resposta tarda, os cientistas russos continuam seu trabalho, silenciosos, persistentes, teimosos - lembrando-nos de que, no teatro da medicina moderna, a maior resistência muitas vezes não vem da doença, mas de quem a transforma em mercadoria.

  23-09-2025   João Gomes  

vacina cancer russa.jpg

 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Um Povo refém duma máquina de Guerra

Reconhecimento do estado da Palestina

NOTAS IMPORTANTES:

    A vida dos palestinianos sempre foi difícil e cheia de incertezas.

   Atendendo ao contexto dos planos israelitas, não vai ser fácil a materialização definitiva do Estado da Palestina. Existem os COLONATOS espalhados nas melhores terras de cultivo da Cisjordânia. Esse é um dos mais complicados obstáculos à existência dum Estado livre, seguro e soberano.

   Esperemos que os estados resolvam estas questões com justeza e sem mais mortandade. O Povo palestiniano tem direito a viver na sua terra em condições pacíficas e em igualdade de prosperidade como todos os povos. É tempo de pacificar e reconstruir para a paz duradoura e justa.

colonato_de_givat_zeev.jpg

- A vida nos colonatos da Cisjordânia: “Não importa onde estamos,

Israel controla tudo”

   Até hoje, Israel já construiu mais de 170 colonatos na Cisjordânia. Se há colonos que vivem nestes locais por motivos ideológicos, outros apenas procuram um local mais barato para viver. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu voltou a prometer anexar o Vale do Jordão como promessa eleitoral, o que tem alarmado os palestinianos que ali vivem.

   Israel ocupou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias de 1967 — o que nunca foi reconhecido pela comunidade internacional —, começando de imediato a instalação de colonatos.

colonato.jpg

   Actualmente, cerca de 960 mil colonos israelitas vivem em colonatos instalados nos territórios palestinos ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.

   A administração Trump declarou que não considera ilegais os colonatos israelitas nos territórios ocupados. Contudo, os colonatos são ilegais à luz do direito internacional, além de constituírem um importante obstáculo à constituição de um Estado palestino independente.

   A ONU e a União Europeia, nomeadamente, continuam a considerar ilegais os colonatos, embora se abstenham de tomar medidas concretas e decididas para pôr fim à descarada violação do direito internacional por Israel.

colonatos 3.jpg

- Colonos são um 'segundo' exército de Israel na guerra contra o Hamas

Governo de Netanyahu continua a estimular a violência contra palestinos na Cisjordânia, dizem ONU e ONGs de direitos humanos.

 - Por Luis de Vega - 26-02-2024

Desde o 7 de outubro, dia em que o Hamas assassinou mais de 1.200 pessoas em Israel, a violência dos colonos, assim como a impunidade e o apoio que recebem de parte do aparato de Estado aumentaram, denunciam a ONU e organizações de direitos humanos israelenses, como B’Tselem e Peace Now.

- Na senda de ocupação de terras, o governo de Israel aprovou a construção de 22 novos colonatos na Cisjordânia ocupada.

colonos são exercito israelita.jpg

João Gomes  - 21-09-2025

Amanhã despertaremos com mais uma nação no Mundo:

    o Estado da Palestina.

Um Estado nascido do pó, das lágrimas, do suor, da fome - de tudo que os outros estados lançaram fora, porque tiveram liberdade.

Será um Estado sem muros de concreto que protejam, sem exércitos que guardem, sem hospitais que curem, sem portos que tragam esperança, sem navios de carga, sem camiões de água ou de petróleo.

Um Estado sem comércio, sem indústrias, sem centros urbanos que pulsem vida, sem polícia que vigie, sem nada que, no mundo, define um país - mas terá cidadãos.

gaza mar de ruinas.jpg

   Cidadãos que respiram sonho e resistência. Cidadãos que desejam liberdade como se fosse oxigénio, que desejam um hino que fale de dignidade, uma bandeira que carregue esperança, um chão que não seja só poeira e ruína.

Será um Estado que caminha com passos frágeis, sem estruturas, sem riqueza, sem aliados visíveis, mas com alma.

Um Estado que conhece a fome de pão e de justiça, que sente a sede de reconhecimento e de direitos, que sabe o peso da prisão invisível, da fronteira cerrada, da limitação imposta. Um Estado pária, talvez esquecido pelos mapas, mas vivo na memória de quem acredita que todo povo tem direito de existir, de erguer-se e de cantar sua própria história.

gaa em ruinass.jpg

Será pequeno em recursos, mas gigante em coragem.

Será frágil diante das tempestades do mundo, mas firme no coração dos seus filhos que recusam dobrar-se.

Será um Estado que aprendeu, desde o primeiro suspiro, que existir é um ato de rebeldia, que cada criança, cada idoso, cada mulher que ergue os olhos para o céu, é uma prova viva de resistência.

E amanhã, quando as primeiras luzes tocarem as suas ruas destruídas, os seus edifícios derrubados, os seus campos pejados de morte, sem vegetação, sem árvores de fruta, sem uma simples flor, será um Estado da Palestina que não terá palácios, nem grandes avenidas, mas terá vida, dignidade e história de resistência.

palestina em luta.jpg

O que ele ainda pode vir a ser - só o futuro dirá!

E isso, por si só, será a maior das vitórias.

João Gomes

Furia palestinanos.jpg

A DIPLOMACIA DO LOBO

   Há lobos que uivam à lua, outros que andam pelos bosques, e há ainda o Lobo da Diplomacia - esse animal raro que veste fato e gravata e se ofende solenemente sempre que alguém lhe aponta os dentes.

   Ontem, o Lobo Diplomático de Israel acordou amuado: Portugal reconheceu o Estado da Palestina. “Estamos profundamente desapontados!”, disse ele, de olhos marejados, como se tivesse sido vítima de uma injustiça cósmica. Mas a cena beira o teatro do absurdo: mais de 130 países já reconheceram a Palestina, e hoje outros três ou quatro vão engrossar a lista. O Lobo, coitado, corre de janela em janela, indignado, mas a aldeia inteira já viu que o Capuchinho Vermelho afinal não é uma ameaça - é apenas uma criança desarmada.

   No entanto, o Lobo insiste no papel de vítima. É como se depois de devorar a avozinha, engolir o Capuchinho, roubar o pássaro da gaiola e até sorver as moscas no leite, resolvesse bater à porta do vizinho e queixar-se: “Chamaste-me lambão! Estou profundamente desapontado contigo!”

   A plateia internacional olha de lado: que espécie de lamento é este? Que diplomacia é esta em que o agressor se apresenta como sentimental, ofendido, até incompreendido? O Lobo exige amigos fiéis, mas só lhe resta um: o gigante americano, sempre pronto a emprestar-lhe lenços de papel e munições. O problema é que até os gigantes mudam de humor - e quando trocarem de política, o Lobo talvez descubra que a floresta é grande, e que a sua melancolia diplomática não comove senão a si próprio.

   A tristeza do Lobo é uma farsa: não é a dor de quem perde a inocência, mas o fingimento de quem quer que acreditem que o Capuchinho é o culpado por ter sido engolido. Enquanto isso, a história repete-se, não como fábula, mas como tragédia.

E a diplomacia do Lobo… bem, essa já não engana ninguém.

João Gomes – 22-09-2025

gazarrr.jpg

Julio De Jesus WagnerGEOPOLÍTICA - GLOBAL

  • 19-09-2025

   Relatório bombástico sobre o genocídio em Gaza dá à ONU o direito de intervir militarmente para travar Israel - antigo funcionário da ONU

Um inquérito da ONU concluiu que Israel está a cometer genocídio em Gaza.

   O antigo relator da ONU, Dr. Alfred de Zayas, explica porque é que isto é extremamente importante.

Principais conclusões:

   As ações de Israel (matar, mutilar, causar danos mentais a palestinianos, impor deliberadamente condições de vida calculadas para causar a sua destruição física, tomar medidas para impedir nascimentos) cumprem quatro dos cinco critérios da Convenção sobre o Genocídio de 1948 para o genocídio.

genocidio-gaza.jpg

Intenção comprovada

Crucialmente, afirma de Zayas, o inquérito mostra "como as declarações dos dirigentes políticos e militares israelitas comprovam a 'intenção' (exigida no artigo II da Convenção) de destruir, no todo ou em parte, a população palestiniana".

Cumplicidade do Ocidente

“Os governos que prestaram apoio militar, económico, político, diplomático e propagandístico” são também responsabilizados, afirma de Zayas. EUA, Reino Unido, França e Alemanha “são todos cúmplices do genocídio, nos termos do artigo III(e) da Convenção sobre o Genocídio”.

genocido fo.jpg

Opções de resposta da ONU:

- reconhecimento do Estado palestiniano (que, infelizmente, “não salvará as vidas dos palestinianos”). 

- expulsão de Israel da ONU, nos termos do artigo 6º da Carta da ONU (improvável, dada a necessidade de aprovação do Conselho de Segurança e, por conseguinte, dos EUA). 

-retirada da acreditação de diplomatas israelitas na ONU, como foi feito contra a África do Sul na década de 1970, durante o Apartheid. 

  • A ONU tem o quadro legal para intervir utilizando a doutrina da "Responsabilidade de Proteger" de 2005.
  • A Assembleia Geral poderia adotar uma resolução "Unir pela Paz", autorizando as nações "a tomarem medidas militares" para impedir o genocídio, contornando o veto do Conselho de Segurança.

fomess.webp

A última oportunidade da ONU para salvar a sua credibilidade.

"Se as Nações Unidas não agirem", "perderão a pouca autoridade e credibilidade que ainda têm", alerta de Zayas.

@TheIslanderNews

fomesssw.jpg

O que significa o reconhecimento do Estado da Palestina?

   O Estado da Palestina é reconhecido por cerca de 75% dos 193 Estados-membros da ONU. No entanto, independentemente do número de países que reconheçam a independência palestiniana, continuará a ter estatuto de observador nas Nações Unidos, não tendo direito a voto.

Rita de Sousa 

Reacções diplomáticas do ocidente:

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o reconhecimento do Estado da Palestina.

A decisão foi denunciada por Israel como uma "recompensa ao terror" e os Estados Unidos consideram-na "imprudente".

g3n3coof.jpg

"Bofetada"
Os Estados Unidos, aliados de Israel, também anunciaram que rejeitam “firmemente” o plano francês, considerando-o uma decisão “imprudente” que atrasa os planos para a paz na região.  
"Isto é uma bofetada na cara das vítimas de 7 de outubro", declarou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Pressões sobre o Reino Unido e Alemanha
A França tornou-se, assim, o primeiro país do G7 e o primeiro membro do Conselho de Segurança da ONU a tomar a decisão de reconhecer o Estado da Palestina. Até à data, pelo menos 142 Estados reconheceram um Estado palestiniano, de acordo com uma contagem da AFP.

Entre os países europeus, Eslovénia, Espanha, Irlanda e Noruega foram pioneiros no reconhecimento do Estado palestiniano, em 2024.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reagiu quase de imediato ao anúncio de Macron. "Celebro que a França se junte a Espanha e a outros países europeus no reconhecimento do Estado da Palestina. Juntos, devemos proteger aquilo que [Benjamin] Netanyahu (primeiro-ministro de Israel) está a tentar destruir", publicou Sánchez no X,.

genocidtt.jpg

Pacific Press – 21-09-2025

A posição foi assumida em conjunto com outros nove países: França, Andorra, Austrália, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Malta, Reino Unido e São Marino.

"A declaração de reconhecimento aqui proclamada resulta diretamente da deliberação do Conselho de Ministros do passado dia 18 de setembro, tomada no culminar de um procedimento de consultas em que se verificou a convergência do Sr. Presidente da República e de uma larguíssima maioria dos partidos com assento parlamentar", anunciou Paulo Rangel.

- Presidente Marcelo diz que decisão tem o seu "pleno apoio"

"Tem o pleno apoio do Presidente da República, que tem sido a posição portuguesa, que é defender a moderação para que essa fórmula [de dois Estados, de Israel e da Palestina] seja possível, e afastar-se dos radicalismos que se opunham a que a fórmula fosse possível".

- Livre saúda reconhecimento que envia "mensagem muito poderosa"

O porta-voz do Livre Rui Tavares saudou o reconhecimento, por Portugal, do Estado da Palestina, apesar de o considerar tardio, frisando que envia uma "mensagem muito poderosa" a Israel e não é um ato "meramente simbólico".

- PCP diz que reconhecimento da Palestina "peca por tardio"

O PCP considerou este domingo que o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal é uma "medida que peca por tardia e que há muito se impunha" e pediu que seja feito sem exigências ou condições.

- IL diz que reconhecimento é "relevante" …

A presidente da IL, Mariana Leitão, disse que o reconhecimento "não significa que passa a haver um Estado" naquele território do Médio Oriente, apesar de considerar o ato "relevante" em termos diplomáticos.

- Bloco de Esquerda diz que não pode ser apenas "gesto simbólico"

O Bloco de Esquerda considera que este não pode ser apenas um "gesto simbólico". Poucos minutos após este anúncio, nas redes sociais, a bloquista Catarina Martins escreveu que apesar de “justo”, este é um “passo curto”. 

- Chega de Ventura diz que reconhecimento não é prioridade

Ventura disse este domingo que "não tem a ver com poder reconhecer ou não reconhecer" o Estado da Palestina, mas sim de "um caminho que tem de ser feito, que tem que passar pelos reféns serem libertados". 

- CDS diz que "não é oportuno"

O parceiro de coligação do Governo de Luís Montenegro escolheu a véspera da declaração de reconhecimento para dizer ao país que é contra a decisão.

- As reações de Israel e do Hamas

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que não haverá um Estado palestiniano, num vídeo dirigido aos líderes ocidentais, nomeadamente do Reino Unido, Canadá e Austrália, que reconheceram anteriormente esse Estado.

. "Tenho outra mensagem para vocês: isso não vai acontecer. Nenhum Estado palestiniano será criado a oeste do [rio] Jordão", acrescentou.

Já um responsável do movimento islamita Hamas afirmou, este domingo, que os reconhecimentos de um Estado palestiniano por parte dos países ocidentais representa "uma vitória" para os direitos dos palestinianos.

disse Mahmoud Mardawi à agência France-Presse (AFP).

manif pal.jpg

Grito-me por dentro,

raiva de aço em sangue fervido,

tristeza como uma âncora presa ao coração -

e o Mundo, estúpido, ainda resiste a ver

o que é óbvio como sol no meio da noite!

Ódio contra o reconhecimento da Palestina!

Eles - os de mãos cerradas de rancor,

as bocas cuspindo veneno,

as almas encarquilhadas no medo do outro.

São o travão da história,

a ferrugem que rói a engrenagem da vida.

E eu, eu vibro entre lágrimas e gritos,

eu sinto o peso,

a exaustão da injustiça repetida em eco.

Mas há também alegria,

há um clarão no horizonte,

como se de repente uma criança abrisse a janela

e deixasse a primavera entrar sem pedir licença.

Esperança, sim!

Esperança como motor de navio gigante

a cortar o mar da indiferença,

esperança como cidade acesa no deserto da noite.

A Palestina é nome de futuro,

é corpo que resiste,

é palavra que não morre na boca dos povos.

E quando o reconhecimento rebenta,

há música que se levanta das ruínas,

há passos que dançam sobre a poeira da guerra.

Raiva e tristeza não são eternas.

Alegria e esperança são raízes fundas,

crescem, estalam o chão,

rompem muralhas.

E os odiosos?

Ah, os odiosos…

são apenas parte das sombras,

inevitáveis mas passageiras,

num Mundo que - queira ou não queira -

tem que abrir o caminho para a Paz.

João Gomes

fomesssss.jpg

manifett.jpeg

 

domingo, 7 de setembro de 2025

Desastres e Cobardia dos Responsáveis

A Candente Cobardia 

NOTA PRÉVIA: 

Temos que fazer um esforço para entender porque há tantos incompetentes em cargos de responsabilidade, que não assumem responsabilidade nenhuma! Tanto se fala do acidente da Glória e ninguém refere o mais importante: um cabo de aço preso pela ponta, sem que a mesma esteja devidamente solidificada com chumbo (que evita a deformação da ponta do cabo e consequente escapamento com o aperto), é um erro criminoso conducente ao desastre. A entrega da manutenção destes equipamentos a empresas externas não só serve para churudas comissões aos negociantes dos contratos, como retira qualidade ao serviço que deve merecer rigorosa segurança.

captura.Elevador da Glória.jpg

marcelo1024.JPG

ALERTA aos AMIGOS: perante o efervecente caldeirão de incompetentes na governação do país, ou agimos em defesa das nossas vidas com direitos e dignidade, punindo os responsáveis pelo caos instalado, ou não temos futuro assegurado para todos.
 

Raquel Varela  -  03-09-2025

Grande pedrada no charco...

Aprendi com os meus colegas nos estudos sobre as condições de trabalho muito, hoje destaco três coisas: não existem "erros humanos"; e "acidentes" são raros. E vivemos uma gigante mentira liberal, a da "qualidade total" e a "certificação" - é tudo uma despudorada mentira, feita com base em estatísticas e inquéritos sem validade científica, os mesmo que a IA e o algoritmo usam... Por isso as lágrimas de Moedas creio-as desprezíveis. Lamento cada uma das vítimas e suas famílias.

Há 20 anos que trabalho com uma equipa multidisciplinar no Observatório para as Condições de Vida - OCV onde realizámos estudos envolvendo situações de risco, em que no conjunto responderam mais de 40 mil trabalhadores a mais de 160 questões, com grupos focais (dos portos, CP, TAP, Metro, professores, enfermeiros, jornalistas e muitos outros). Somos quase 20, de áreas muito distintas (da sociologia à psicologia, da Engenharia à medicina, da segurança no trabalho ao direito, da história à teoria literária, e outros).

O erro é a forma natural do trabalho porque aquilo que nos faz trabalhar bem (fazer sem pensar, porque o nosso corpo sabe o que faz, treinou, registou) é o mesmo que nos faz errar. Ninguém pode dar uma aula ou apertar um parafuso se pensar a cada segundo o que faz, e é por isso que erra. Ninguém conduz a pensar a cada segundo. Interioriza os procedimentos. Por isso existem mecanismos de redundância, organização cooperativa, descanso, sono tranquilo, apoio dos mais velhos que sabem mais, felicidade, tudo isso não evita o erro, mas está lá, a ampará-lo quando ele se dá.
A segunda coisa que aprendi no meu querido Observatório para as Condições de Vida - OCV com os meus colegas da literatura (talvez o único lugar em Portugal em que estão junto de engenheiros) é que as palavras têm vida. Não há "acidente" algum neste caso. Há, confirmando-se o que se avançou sobre a manutenção, incúria, crime, descaso, e sem que se comece, como em França, a condenar com prisão efectiva os dirigentes políticos e gestores que tomam estas decisões, nada mudará.

gloria-1920.jpg


A subcontratação precária, insegurança no emprego, salários baixos, horários de trabalho doentios (que o Governo quer aumentar com novos esquemas), e aumentar, carregar, pressionar, é isso que fazem as direcções. Ameaçam.
E despacham os mais velhos, que mais sabem, com rescisões amigáveis à força, quebram as equipas, pressionam ainda mais quem está com o trabalho real nas mãos e diz (ou sequer diz com medo), "as peças estão estragadas", "os alunos não estão a aprender", "os doentes não estão a ser tratados".
Se tudo se confirmar não há acidente, há homicídio por negligência ou outra moldura penal qualquer. Como houve nas passagens de nível onde morrem e ficam feridas dezenas de pessoas, como em Tunes (5 jovens holandeses, entre muitos outros), depois do Sindicato avisar vezes sem conta dos lugares de morte na linha férrea. Como há nas estradas, entre motoristas ou passageiros, uma guerra civil, de centenas todos os anos, já normalizada como "mais um acidente"; como há nas fábricas e logística, mais de 100 mortos todos os anos, dados como apenas mais um "acidente" de trabalho. Como há quando no Metro do Porto na manutenção avisam que trabalham sem os mínimos. E no de Lisboa lutam para não haver manobras que levem a abrir portas do Metro do lado errado da linha. Tudo isto publicámos em estudos. É conhecido.
São este sectores, os serviços públicos e de transportes, os últimos que não têm medo de fazer greve (porque nas pequenas empresas privadas todos têm medo), que o Governo quer atacar colocando em causa do direito de greve por melhores condições de trabalho.
Lisboa não está de luto, Lisboa não é uma marca, quem está de luto é a família do guarda-freio, são as famílias dos que morreram. Foi a água contaminada, o apagão, os fogos e a destruição de casas e vidas, os ataques cardíacos sem assistência, as grávidas e bebés mortos, com urgências fechadas, nada disto são acidentes, isto é o colapso do país das "contas certas".
Isto é a política da UE que diz que contratar funcionários públicos é um gasto, mas pagar a banqueiros é uma obrigação. Isto é a política obscena militar que diz que a guerra "é um investimento que cria emprego". Isto é um Estado que em vez de nos proteger - para quem alguma vez acreditou em tal - passou a ser uma ameaça às nossas vidas. Este Estado não é num acidente, é uma tragédia. Em que os responsáveis não estão na fila do hospital, nunca ligaram para um serviço que não atende, têm o telemóvel do seu médico amigo, não fazem ideia do que é apanhar um comboio, andam de jacto privado, têm os filhos em colégios de 20 mil euros ano. Nós ficamos com as tragédias, eles com o lucro. Quando a única coisa que há a fazer para nos salvarmos é Política. É todos nos organizarmos e agirmos e defender a causa pública, com greves, manifestações, acções concretas. E os sindicatos fazerem Política, sem medo da palavra, não a deixando aos políticos profissionais, mostrando a realidade, lutando por outro país. Ou isso ou ficar a ouvir discursos de políticos que nos dizem "não se metam que isso é político".
 

captura-de-ecra-2025-09-06-as-201313.jpg

 

marcelos 4 mais.jpg

 45595572.jpg


 

domingo, 10 de agosto de 2025

Os Loucos desafiam os Deuses

Genocídios, Invasões e Manifestações

NOTA-PRÉVIA:

   Estamos num tempo em que a ganância dos poderosos mobiliza as suas corporações financeiras e ataca sem freio em todas as direcções.

   Fazem tábua raza das leis e Convenções internacionais para impor as suas tenebrosas teias em todas as organizações da sociedade. A União Europeia perdeu o leme e está refém do imperalismo que sempre bajulou e acolheu. Para mal de todos nós, cidadãos creditados, o futuro é incerto e sombrio!

   As notícias diariamente divulgadas são travestidas de falsidades para esconder o que realmente está a acontecer contra os direitos humanos e usurpação de direitos sociais e cívicos legalmente instituídos. A pandemia da lavagem ao cérebro é de tal envergadura que enlouquece os mais frágeis e manipula os acomodados que chegam ao ponto de idolatrar ladrões e criminosos e vender a própria Pátria. Enquanto há vida e força para lutar contra o mal, tenho esperança que os Amigos fiquem alerta para as realidades sombrias!    

..desigualdaes8.jpg

Raquel Varela

  – Historiadora, Investigadora, professora universitária diz:

    Sabia - e escrevi-o em livro - que o dinheiro entregue aos bancos em 2008 era papel impresso se não fosse transformado em economia real que só poderia chegar via economia de guerra. O que não previ, de forma alguma, foi o grau de horror, sem filtros, em Gaza. Usando uma expressão de Marx para o colonialismo, em Gaza o capitalismo passeia-se nu.

    O Governo britânico, do Labour, declarou a ONG Palestine Action terrorista. Contra isto - e pela liberdade de organização da resistência -, milhares manifestaram-se hoje, agora em Londres. A polícia prendeu centenas, mais de 300 até agora, entre eles magistradas com 80 anos, médicos voluntários, editores, estudantes, desarmados. A definição de terrorismo foi terem pintado em dois aviões de guerra da RAF que o Reino Unido era cúmplice do genocídio, e pintado dizeres contra Donald Trump, no muro de um campo de golfe, de que é proprietário na Escócia. Os manifestantes foram presos hoje, quando ontem Israel, que tem um acordo de comércio com a Europa, que vai liquidar o que resta de Gaza e da sua população, sujeita a tortura, fome e morte, em directo - o terror israelita não é pintado nas paredes, é anunciado pelo seu líder de extrema direita todos os dias nas notícias, em Estados que mantém relações com Israel. Não há um pacote de sanções, um único. A ocupação de Gaza é transmitida nos jornais não como "invasão" mas "controlar a faixa de Gaza".

..londres em manif.jpg

   O que os empresários americanos estão a dizer ao mundo - via Israel - é "assaltaremos as vossas casas, os vossos filhos serão mortos, amputados, se não se submeterem". A Riviera não era uma piada. O aviso não é para Gaza, é para o mundo inteiro. Não há limites à acumulação de capital. Os migrantes africanos lançam-se em botes no meio do mar, em Portugal as pessoas são expropriadas pelos fundos imobiliários e imigram, em Gaza é com métodos de terror inimaginável que a acumulação se dá, no ocaso apocalíptico do império norte-americano. Antes de se enfrentar com a China, Trump deixará um mar de sangue e pobreza no mundo, por isso esta luta é a luta das nossas vidas. Gaza é hoje o símbolo maior da resistência mundial ao delírio capitalista. Quem se segue?

..luta e morre-se2.jpg

    Os palestinianos resistiram, ao contrário dos governos europeus, submetidos à guerra, à NATO e ao algoritmo das corporações globalistas. Os governos europeus, e por cá o Governo AD-Chega, que apoia Israel, precisam de prender senhoras magistradas com 81 anos, médicos, trabalhadores operários e estudantes porque na face deles, dos que lutam de pé aos 18 e aos 80 anos, contra o genocídio, os governantes vêem a sua torpe e vil cobardia.

..israee assasna rianças.jpg

    A luta pela Palestina não é só a luta por saber quem vai ter um tecto para viver e o direito a não ser morto numa guerra. É a luta pelo direito a resistir e lutar por uma casa, contra a guerra. É a liberdade mesma que está em causa. O nosso "paz, pão e terra" é hoje Paz, Casa e Liberdade.

09-08-2025..conversa_com_raquel_varela_1_1024_2500.jpg

BBC News informa:

Funcionários da ONU desmaiam de fome enquanto crise humanitária se agrava na Faixa de Gaza.

..Fome-em-Gaza1.jpg

NOTA de Carmo Vicente:

"Vemos como o sangue se mistura com a farinha", ontem alguns Palestinos morreram à fome, enquanto outros 20 foram assassinados pelas tropas Israelit@s, o braço armado do Estado terrorista. Entretanto, em Londres, centenas de manifestantes que se manifestaram contra o genocídio de Gaza foram presos pela polícia e acusados de terrorismo...

Mundo miserável...

..Pobreza USA.jpg

 

Estrondosa derrota da UE no acordo com os EUA

Rui da Rocha Ferreira

27 de Julho de 2025 – Jornal de Negócios

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou neste domingo ter chegado a um acordo comercial com a União Europeia (UE), depois da reunião que teve com a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen. O acordo alcançado é de 15% para a maioria dos bens europeus.

Escreve a agência de notícias Bloomberg que a União Europeia concordou comprar 750 mil milhões de dólares em energia aos EUA, comprometeu-se a investir 600 mil milhões de dólares no mercado norte-americano e a comprar "grandes quantidades" de equipamento militar, e vai também abrir o mercado europeu a produtos norte-americanos que estarão isentos de tarifas. 

..acordo ue usa.jpg

NOTA FINAL:

Com governantes incompetentes, a Europa continua a afundar para mal dos cidadãos.

 

O Ocidente da "Liberdade" em derrocada

António Alves

06-08-2025

A GRANDE CAPITULAÇÃO: Washington rasteja até Moscovo

   O império vacilou. Após anos de guerra por procuração, com estratégia de terra queimada, milhares de milhões de dólares canalizados para o forno de um Estado ucraniano em ruínas e sermões intermináveis do altar do excepcionalismo da OTAN, Washington finalmente, e discretamente, fez uma oferta aceitável a Moscovo. Essa palavra, «aceitável», pronunciada calmamente pelo assessor do Kremlin, Yury Ushakov, não é uma mera nota de rodapé diplomática. É o toque do sino: uma admissão de que o Ocidente, após anos de blufes, bravatas e derramamento de sangue, é agora a parte que busca condições. Aparentemente pronto para capitular às condições da Rússia. Este dia é inevitável, quer venha agora ou que Washington opte por mais humilhação.

   Vamos dispensar as ilusões. O Kremlin nunca se afastou das suas exigências fundamentais — exigências enraizadas não na ideologia, mas na sobrevivência existencial: reconhecimento dos novos territórios da Rússia, agora consagrados na sua constituição; uma Ucrânia neutra e desmilitarizada; e, acima de tudo, o fim da invasão da NATO nas suas fronteiras. Estas não eram sugestões. Eram linhas traçadas em aço. E, no entanto, agora, de repente, ouvimos que os Estados Unidos — através do seu enviado especial Steve Witkoff — fizeram uma oferta que a Rússia está «disposta a considerar». Isso não é paz através da força. É capitulação através da exaustão.

   Ushakov, sempre o diplomata experiente, descreveu a reunião como «profissional e construtiva». Mas por trás do decoro está uma profunda mudança geopolítica. Para que o Kremlin sequer considere a proposta americana, ela já deve conter um reconhecimento implícito das vitórias da Rússia, no campo de batalha, nas trincheiras económicas e nas areias movediças do mundo multipolar. Esta não é uma negociação entre iguais. É um ajuste há muito esperado da realidade por um império que já não controla a narrativa, o campo de batalha ou o futuro.

   A presença de Steve Witkoff em Moscovo é, por si só, reveladora. Um magnata do setor imobiliário que se tornou mensageiro diplomático, ele não tem o peso de Blinken, o desespero de Sullivan ou a arrogância de Nuland. O seu papel é claro: entregar uma mensagem, não assumir uma postura. Buscar um caminho a seguir, não a partir de uma posição de força, mas dos escombros de uma derrota estratégica. A mesma Washington que outrora procurou dividir a Rússia está agora a caminhar na ponta dos pés em direção à reconciliação, não com triunfo, mas com termos ditados pela resiliência de Moscovo.

   Enquanto isso, o comentário do secretário de Estado Marco Rubio de que “estamos certamente mais perto [da paz] hoje do que estávamos ontem” soa com o peso de um homem tentando salvar a face diante de um edifício em colapso. Os gestores do império agora são forçados a reconhecer o que grande parte do mundo já compreendeu: a Rússia resistiu às sanções, superou a guerra híbrida e emergiu mais soberana do que nunca. O rublo continua vivo. A produção de armas russas está em níveis recorde. E o Sul Global já não teme romper com a ordem ocidental.

   O que se avizinha é uma potencial cimeira entre o presidente Putin e Donald Trump, que se diz que será realizada nos Emirados Árabes Unidos — a aspirante a Genebra da diplomacia multipolar. Isto não é coincidência. Trump, apesar do seu caos, foi o último presidente americano a tratar Putin como um par, e não como uma caricatura. Uma reunião em território neutro simbolizaria o enterro definitivo do excepcionalismo ocidental e o surgimento de um novo ritmo diplomático: um que flui através de Moscovo, Abu Dhabi, Astana e Pequim, não Bruxelas e Washington.

..afinal queestá contra a paz.jpg

   Este momento não é sobre a paz no sentido ocidental ingénuo. É sobre recalibração. O Ocidente está talvez a aprender, tarde demais, que já não pode ditar condições a civilizações mais antigas, mais pacientes e mais enraizadas do que a sua. A guerra da Rússia nunca foi apenas sobre a Ucrânia. Foi sobre o fim de uma era. E com as palavras «oferta aceitável», Moscovo sinalizou que a era da impunidade ocidental acabou. O império veio para conversar. Moscovo ouviu, porque já tinha vencido.

- Gerry Nolan, @TheIslanderNews

..Pobres e rico em Portugal.jpg

 

Brasileiros sem Pátria...

Perigosos sinais da manipulação evangelizada e rendida aos grandes interesses financeiros.

..Brasileiros saudosos do nazismo e repressão.jpg

..serão barsileirors a pedir Traump.jpg

Sombras e Notícias cá de Casa:..ministra mentirosa e incompetente.jpg

..O guerrilheiro Tve as generais mentirosas.jpg

..A diabólica Ganância do dinheiro.jpg