quarta-feira, 1 de março de 2023

Pela Nossa Saúde

O INTOLERÁVEL  ATAQUE


ao Serviço Nacional de Saúde


piorando assistência aos doentes


para favorecer os privados


    Depois de assistir à morte de mais um amigo, devido a negligência dos serviços de saúde privados e criminoso retardamento dos resultados de análises de risco na cura de doenças fatais, seria perverso e intolerável ficar parado perante mais uma tentativa de alguns políticos venderem o futuro dos portugueses aos gananciosos dos sistemas financeiros corruptos. Continuam as campanhas enganosas das companhias de seguros para impingirem planos de “seguro de saúde” fraudulentos, cujos plafonds pouco garantem na assistência médica privada; pois, depois de "esgotados os plafonds", os doentes são abandonados à sua sorte, tendo que recorer ao Serviço Nacional de Saúde - se entretanto não morrerem. Há, também, uma “engenhosa” ideia de entregar aos "sistemas de capitalização financeira" parte das taxas dos rendimentos do trabalho (contribuições da Segurança Social); uma maneira de hipotecar o futuro das pensões e institucionalizar o imbuste que levou milhões de utentes alemães, franceses, norte-americanos e dos países nórdicos a verem-se privados das pensões de reformas que lhes foram prometidas nos últimos 30 anos; pois, conheço pensionistas alemães e franceses que ficaram apenas com a reforma do sistema social do estado, recebendo metade do que teriam direito das companhias de seguros! Muitos destes casos deixaram milhões de famílias na miséria. A falência fraudulenta dessas instituições (bancos e seguros), que vão ocorrendo de tempos a tempos, deve servir de lição para os incautos.


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   Com a experiência de doze anos como “Consultor de Seguros e agente de 11 companhias”, sinto-me na obrigação de alertar os humildes cidadãos para o embuste dos seguros de vida e de capitalização (complementos de reforma). Das muitas propostas que acompanhei, nunca os planos das companhias de seguro satisfizeram mais de trinta por cento do prometido aos segurados. Nos primeiros tempos na actividade, apercebi-me da falsidade dos cálculos dos planos oficiais e elaborei planos corrigidos para a realidade, propondo-os aos clientes com bastante sucesso, mas poucas companhias de seguros permitiram estes ajustes.


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    O mesmo se passa com os seguros de saúde privados. É política das companhias usar artimanhas para limitar o acesso dos utentes aos serviços de saúde. Quando são ultrapassados determinados limites de gastos "plafonds" pouco esclarecidos nos contratos, começam a ser recusados e negligenciados os tratamentos mais dispendiosos, porque muitos dos clínicos trabalham em contrato tipo “mercenários”. Defendam o Serviço Nacional de Saúde, como garantia de um serviço de melhor qualidade e sem "mercenários" infiltrados ao serviço dos negociantes da nossa saúde.


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    Por causa das restrições aos cuidados de saúde adequados e longas demoras no acesso aos resultados das análises (que podem ser fatais devido ao alastrar da doença), vi morrer alguns amigos, sem que lhes pudesse valer: tais como o Alcino, com uma cirurgia vascular inadequada; o Florindo, com problemas de hemopatia sem controlo; a Cristina, com uma insuficiência renal, depois de lhe terem extraído o rim que estava bom; o Rogério, desportista, por lhe ter sido negligenciada uma gangrena numa perna, que sendo cortada até à morte (cinco anos acamado e em grande sofrimento); a Mariana, depois da cirurgia à bexiga, saíu com uma grave infecção que teve que tratar no SNS durante mês e meio; o meu grande Amigo e camarada BV José Nascimento, que acompanhei no impulso ao Movimento Cívico de Antigos Combatentes, até ao seu falecimento em condições desprezíveis; pois, não detectaram atempadamente problemas no sistema linfático, que só descobriram depois de seis meses de consultas em dois hospitais dos seguros, sem nunca fazer exames e análises conclusivas, razão pela qual não resistiu aos tardios tratamentos! Mais recentemente, o Faustino da Galp, canceroso que esperou mais de três meses para saber que tinha cancro nos pulmões, já demasiado adiantado.


    O rol de casos de negligência por causas economicistas é longo nos serviços de saúde privados e pior quando a cargo das cmpanhias de seguros; mas, também temos problemas no SNS e nem o Estado garante a saúde pública com qualidade e atempada, por notável desorganização dos serviços e cumplicidade negativa de laguns profissionais de saúde. A promiscuidade, de alguns políticos, entre o público e privado está bem visível no ex-Secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar, há vários anos Presidente da Associação Portguesa de Hospitalização Privada.


    Mas, em tudo o resto, salvo raras excepções para honrar o profissionalismo dos mais conscientes, os privados são o comércio viciado a defraudar os cidadãos e um atentado à vida dos utentes.


Lisboa, 10 de Junho de 2016


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POS-SCRIPTUM, muito importante:


   Por ter estado vários anos na teia das companhias de seguros e por dever de jornalista e repórter, não posso ficar acomodado com as tramas que põe em causa o bem estar da saúde e o futuro dos meus quedidos Amigos e Familiares; pois, é preciso uma grande capacidade de análise segura e lucidez para lidar com os sitemas que tentam tramar a vida dos cidadãos.


Coelho-Seguros.2.jpg   Na sequência das minhas intervenções cívicas, com oito anos de voluntariado no IPO e Hospital de São João, sinto um avassalador assalto aos dinheiros dos orçamentos do Estado para a saúde, levado a cabo pelas organizações privadas e conivência de alguns lacaios instalados na governação do país e nas gestões hospitalares, com vista ao "programado" desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde para engordar os grupos de saúde privados com hospitais e clínicas a nascer como cogumelos.


    A situação é tanto mais grave quando vemos a classe médica rendida ao suborno e assédio de profissionais de saúde como autênticos mercenários sem escrúpulos, cuja ganância os deixa reféns dum sistema que nada garante para o futuro, inclusive quanto às diferenças negativas dos valores previstos para as "pensões de reforma" . Para perceber quem está por detrás dos "boicotes" ao Serviço Nacional de Saúde, temos na presidência das Ordens dos Médicos e Enfermeiros militantes do PSD. Acresce que o Presidente da Associação dos Hospitais Privados foi Secretário de Estado da Saúde nos governos PSD, com Cavaco Silva e Durão Barroso. Para bom entendedor!


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   Mas, o que mais incomoda é saber que muitos dos actos médicos praticados nos hospitais privados denotam desprezo pela cura dos doentes e com intoleráveis casos de negligência médica, especialmente nas intervenções cirúrgicas que venham a ter problemas e ficam ao abandono ou são tratados nos serviços de saúde públicos, porque praticadas por "mercenários" que descartam a sua responsabilidade após receberem os honorários do contratante. O mesmo acontece com os "planos de saúde dos seguros", com os quais muitos doentes com doenças prolongadas ou do foro Oncológico acabam por morrer, porque esgotam os "plafonds" e logo são abandonados; aconteceu recentemente com um nosso amigo (Madureira) com seguro de funcionário da GALP; quando cacabou o "plafond" da seguradora teve que recorrer à assistência no IPO do Porto, onde o encontrei enquanto lá prestava voluntariado... mas, foi tarde demais e acabou por morrer com cancro linfático.


    Numa consulta de Oftalmologia num Hospital da Trofa Saúde, onde paguei €430 euros para limpar uma catarata! Dois anos depois, paguei a respectiva taxa moderadora de nova e o especialista mandou fazer diversos exames, pelos quais paguei mais 97 euros que, numa outra consulta concluíram que não serviam e que teria de fazer outros exames para limpar uma “catarata”!  Passados 5 dias, recebi o "orçamento" com cirurgia marcada e as custas a pagar no valor de €480 euros. Acabei por ser atendido no Hospital Militar, onde fiz novos exames, porque os do Hospital da Trofa não estavam completos. Fui operado com sucesso e sem pagar nada.


   Num outro caso, recorri ao Hospital da Arrábida (grupo Saúde LUZ) onde o especialista fez um exame Doppler venoso e propôs uma cirurgia à perna esquerda, cujo "orçamento" previa um pagamento de €640 à minha parte. Recorri a outro médico conhecido que me aconselhou a não fazer tal cirurgia, porque não garantia a correcção do problema e que a solução proposta só garantia alguma melhoria durante dois ou três anos... desisti e as mazelas foram passando por natureza.


Mais, em duas experiências no Hospital da CUF:


1º caso: Exames de Colonoscopia e Endoscopia queriam que pagasse 567 euros, mais 441 euros. Fui ao Hospital Militar onde fizeram esses exames e o tratamento a uma bactéria detectada no estômago sem nada pagar. 


2º caso: Depois de cirurgias complicadas no Hospital Pedro Hispano a uma familiar, a médica responsável pela equipa foi adiando o tratamento às infecções que resultaram, cujo agravamento era notório; depois de uma queixa contra a equipa médica, enviaram carta com três hospitais privados à escolha para uma nova cirurgia; no Hospital da CUF que escolhemos, o médico nosso conhecido entendeu que a infecção era grave e que a cirurgia de "correcção" custaria mais de €6.800, acima do "orçamento" proposto pelo Hospital Pedro Hispano; o processo foi devolvido ao HPH, onde havia um "inquérito" a decorrer como resultado da nossa "queixa". Depois de confrontos de ideias com o Director de Serviço, resolveram realizar a intervenção cirúrgica "especializada", com internamento de um mês e da qual a doente está em recuperação.


A minha experiência de voluntário medical e apoio nas "quimioterapias", com acesso aos tratamentos nos hospitais públicos e privados, leva-me a chamar a atenção para muitas artimanhas escondidas nos seguros de saúde, que deixam os utentes abandonados à sua sorte logo que acabe o “plafond” estipulado nos contratos; bem como para o embuste de que o serviço de saúde privado é que vai salvar os doentes em Portugal! Pois, sabe-se que o negócio da saúde é o mais rentável para as multinacionais farmacéuticas e serviços de saúde privados e um mau serviço de saúde para os utentes.   


NOTA de PREÇOS nos Privados - Só para saberem os "negócios" intoleráveis dos "privados" com a saúde: Consultas de Oncologia custam cerca de €260 euros; exames de Cardiologia €380; Endoscopia €380; Colonoscopia €567; Ressonâncias €1.280 a €2.600; TAC €210 a €570; Cesariana €5.730; Parto normal €4.230; Diárias de internamento €640 a €920; Consulta geral €100 e Especialidade €140. Logo, o Serviço Nacional de Saúde merece ser respeitado pela sua amplitude de coberturas a custos bem moderados para os utentes.


Porto, Fevereiro de 2023


Joaquim de Sousa Coelho


Portador do B.I. 1710449


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Plano de saúde promovido por Cristina e Goucha


recebe quatro queixas por dia na Deco e no Portal da Queixa


São 602 reclamações à associação de defesa dos consumidores, mais de 800 no Portal da Queixa contra um plano de saúde que anuncia facilidades, mas que está cheio de entraves.


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Em 15 minutos está a falar com um médico", anuncia Cristina Ferreira na TV, acrescentando que o consumidor pode receber uma receita eletrónica na hora. "É muito fácil começar a usar", remata a apresentadora de televisão. Uma mensagem semelhante é passada diariamente por Manuel Luís Goucha na TVI e Tânia Ribas de Oliveira na RTP.

3 comentários:

Anónimo disse...

Pena que não dá para partilhar

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

Como sempre tens toda a razão, e bem comunicada com a superior autoridade que sempre te reconheci. Que Deus te dê mais alguns bons anos e com o teu discernimento continues a beneficiar aqueles que precisam dos teus bons conselhos baseados em experiencia de vida, que é o que falta a todos aqueles que nos (des) governam. Um grande Abraço Aeronáutico